16 março, 2015
Por Katia Ouang

Todo domingo a noite vou deitar com a sensação que corri uma maratona. A casa fica um caos, brinquedos espalhados para todos os cantos, e eu exausta. Não tem um domingo a noite sequer que eu não me lembre um pouco de quando não tinha filhos e saia para comer uma pizza com os amigos e depois ficava lendo uma revista na sala até a hora de dormir.

Por isso hoje, ao contrário de falar sobre maternidade, vou falar de algumas coisas que sinto falta da época que não tinha as meninas. Tipo “momento saudosismo total” ! Claro que é incomparável a minha vida de hoje, depois de ser mãe. Não troco por fase alguma.

Mas por apenas alguns momentos me dá vontade de voltar ao tempo só para:

Poder dormir a noite toda e acordar naturalmente. Esse é o número 1 de todas as mães. Clichê ou não, dormir sem interrupção é o sonho de consumo de qualquer mulher. E isso só era possível na época sem filhos. Acordar tarde então foi algo que nunca mais tive o prazer de vivenciar. Já era difícil na época sem filhos pois tinha que sair cedo para trabalhar , mas aos sábados e domingos era possível curtir um pouco.

Engraçado que aqui em casa parece que o tempo passa e elas acordam cada vez mais cedo, independente da hora que dormem.  Será que alguém pode explicar para elas que é uma delicia acordar tarde?!!!

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– Ir a uma festa sem hora para voltar. Tudo bem, ainda é possivel ir a uma festa e deixar as meninas com os meus pais. Mas necessariamente o dia seguinte será sempre um pesadelo. Ressaca e poucas horas de sono com um dia intenso pela frente, definitivamente não combinam com quem tem filhos!

E ainda nessa categoria como “sub item”, que saudades das festas de réveillon que acabavam de manhã e passávamos o dia 1 praticamente dormindo!

 

– Poder deixar a comida acabar em casa. Nada mais desesperador do que olhar a bandeja de frutas e ver que não tem nem uma banana. Casa que tem criança, não pode faltar fruta não acham?! Nunca deixo acabaras coisas que ela comem com frequência e principalmente laranja e banana. O chato é que muitos desses alimentos estragam rapido, então compro semanalmente. Mas como trabalho e nunca sei quando terei um tempo disponível,  que preguiça de sair muitas vezes só para comprar algo que acabou. Que saudades de quando eu dizia; ” Vai ficar para amanhã”. Quando não temos filho podemos ver a geladeira vazia e desencanar. Sempre me virei com  que tivesse, ou se não, pedi um delivery.

Só que com criança não dá. Morro de remorso de deixar elas comerem qualquer coisa.

 

 

-Poder fazer  almoços prolongados ao sábados e domingos. Tem algo mais gostoso que sentar em uma mesa de restaurante com amigos no final de semana sem hora para ir embora? Tudo bem , também posso negociar com a minha mãe  ficar um pouco com elas, mas sempre temos que passar o almoço olhando o relógio.

 

– Passar um sábado a tarde cuidando de mim. Era frequente na época sem filhos eu deixar o sábado a tarde ( pós almoço com as amigas) para ir ao cabelereiro fazer pé, mão , depilação, hidratação… Pois curtia ir sem pressa e ficar me cuidando, lendo uma revista de fofocas e batendo papo. Hoje continuo indo , mas sempre com pressa e quando consigo encaixar no meu dia.

 

– Ler. Para quem tem o hábito da leitura, sempre arruma um tempo para ler pois faz parte da rotina como qualquer outra atividade. Mas para quem como eu  lia livros e revistas com pouca frequência, fica bem mais difícil. Pois o pouco tempo que tenho fico tão acelerada e com a sensação que tenho mil coisas para fazer, que não consigo mais sentar com calma, abrir um livro e ler.

 

 

-Não ter que reparar em uma farmácia.  Sempre que estou na rua e passo em frente a uma farmácia me questiono se preciso estacionar para comprar alguma coisa. Nunca sei se acabou a  fralda, a vitamina, o shampoo… Vocês também tem essa sensação?!

 

-Passar horas na Internet. Quando eu não tinha as meninas, amava passar horas na internet vendo sites de moda e pesquisando músicas bacanas para baixar. Tanto é que o blog quando começou só falava de moda, música e viagens ( sabiam?!). Toda semana eu enchia um pen drive novo com músicas para escutar no carro. Hoje o pen drive é o mesmo de 5 anos atrás e eu não aguento mais as músicas!

 

 

– Fazer trabalhos manuais. Para quem não conhece esse meu lado, eu amo fazer trabalhos manuais. Na gravidez da Bruna fiz todos os quadrinhos do quarto dela, os potinhos, lixeira, frascos. Na gravidez da Manu ainda me aventurei em fazer umas coisinhas, mas foi a ultima vez. Depois nunca mais tive tempo em sentar e abrir um monte de tecido , cola, tesoura sem que alguém me atrapalhasse. Todas essas coisinhas abaixo eu que fiz!

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E por último; tenho saudades de imaginar como seria o dia que fosse mãe. Sempre pensava no dia em que eu me descobrisse grávida, em como seriam a cara dos meus filhos, se eu teria 1, 2 ou 3 filhos, se seriam meninos ou meninas. E hoje o tempo passou e a Bruna já esta com 4 anos e meio, esse ano fará 5!

E a fase sem filhos fica cada vez mais no passado….

 

E vocês mamães, o que mais sentem falta da época que ainda não tinham os seus pequenos!???

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11 março, 2015
Por Katia Ouang

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Se tem dois produtos que não podem faltar por aqui é o velho e bom shampoo amarelinho da Johnson´s e o óleo baby puro. Produtos que são meus queridinhos e que uso não só para as meninas, como para mim.

São daqueles produtos  que “pego emprestado” das meninas pois facilita muito a minha vida!

O shampoo é prático pois uso não só para lavar o cabelo delas, mas também como sabonete liquido quando viajo, assim não preciso carregar vários frascos na mala. E o óleo além de hidratar quando a pele delas está muito seca, uso para fazer massagem na barriga quando elas estão com o intestino preso. Também usei muito quando elas eram bebês e formava aquela “crostinha” no couro cabeludo.

Já para mim vou começar pelo uso dos 2 produtos juntos… Sabiam que a dupla é um ótimo removedor de maquiagem? Uso direto o óleo para remover maquiagem, inclusive rímel a prova d`agua, e depois faço uma espuma nas mãos com o shampoo e tiro toda o excesso e a oleosidade que fica. O shampoo por ser infantil não arde nos olhos! A dica para quem tem pele oleosa é usar o óleo apenas nos olhos e depois lavar com a espuma do shampoo. Só a espuma já tira bem toda a maquiagem e não deixa a pele ressecada.

O shampoo ainda tem uma função super prática para nós mulheres; lavar os pincéis de maquiagem! Sai tudo, limpa e não danifica as cerdas. Basta colocar um pouco de shampoo nas mãos e esfregar nas cerdas de cada pincel. Depois deixar secar naturalmente.

Na sua própria função de shampoo, com PH neutro e transparente, é um excelente anti-resíduos. É importante usar pelo menos 1x por semana um shampoo neutro para limpar profundamente os cabelos e couro cabeludo. Isso ajuda muito a deixar os cabelos mais fortes.

E para terminar, como já contei algumas vezes aqui, o shampoo é um ótimo sabonete íntimo sabiam?! Meu obstetra sempre vetou os sabonetes líquidos disponíveis no mercado pois altera muito o PH e indica para o shampoo johnson´s para uso diário.

Já o óleo uso bastante para hidratar as pernas e pés , já que tenho pele super seca. Me lambuzo de óleo antes do banho e depois tiro o excesso com a agua do chuveiro.

Também é ótimo para quem depila a perna com gilette! É só passar antes de raspar que ajuda a não irritar a pele e também deixar macia.

Multiuso não?! E o melhor de tudo é o valor que não pesa no nosso bolso!

Gostaram?

E vocês, conhecem mais alguma função para esses produtos?

 

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8 março, 2015
Por Katia Ouang

Sempre ouço muito falar  da Shantala, a famosa massagem milagrosa que ajuda muito a acalmar os bebês, mas nunca tinha visto de perto como funcionava.

Fui convidada pela minha amiga fisioterapeuta Fernanda, da Bebe Shantala ,para  ver uma aula dessa massagem indiana milenar, que ajuda muito a estreitar os laços entre mãe e bebê.

Entre os vários benefícios da Shantala estão; melhora da cólica, redução do estress pois aumenta a sensação de bem estar, melhora da qualidade do sono ( o que mais as mamães querem!), desenvolvimento da consciência corporal do bebê, e ainda fortalecimento  do sistema imunológico.

Com apenas 1 aula à domicilio é possível aprender as técnicas e aplicar sozinha depois.

Eu adorei assistir e fiquei boba como a bebê até dormiu no meio da massagem de tão relaxada que ficou!

 

Apenas quem toca no bebê é a mãe , enquanto isso a Fernanda ensina os comandos e mostra como fazer usando uma boneca. Vejam algumas fotos da aula:

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E no final o bebê ainda ganha um banho de balde que completa a aula e faz com que relaxe completamente. A Fernanda também ensina a maneira correta de colocar o bebê no balde e como segurar, já que muitas mães tem essa dúvida!

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A Shantala pode ser feita até 2 vezes ao dia e é uma massagem preventiva. Ajuda a amenizar e até mesmo evitar os episódios de cólica e também é muito bacana para bebês que não conseguem dormir profundamente e ficam brigando com o sono , e muitas vezes acabam ficando super irritados.

Para massagear o ideal é usar um óleo vegetal com cheiros calmantes como camomila, lavanda e calêndula. Os óleos vegetais são naturais e hidratam muito mais que os sintéticos.

Mamães que desejam ter alguns momentos de contato intenso com seu bebê, ou mamães que os bebês dormem mal e são muito agitados, super recomendo a Shantala. Tenho amigas que os bebês passaram a dormir muito melhor depois da Shantala. É super benéfica em vários aspectos! E quem agradece são as mamães, que sabem o quanto é importante ter um bebê tranquilo.

Quem quiser mais informações sobre a Shantala: [email protected] ou para seguir no insta @bebeshantala

E vocês, já conheciam essa técnica?

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6 março, 2015
Por Katia Ouang

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Quem participa hoje do Lado B é a  Mari Brancatte do Blog Mami e Mais. Mãe da Nina e a espera do Iuri,  escolhi a Mari para esse post pois além de uma amiga muito querida, tem o perfil da mulher atual;  trabalha o dia todo em empresa multinacional, dá conta de todas as tarefas de casa sem ajuda (inclusive cozinhar) e ainda arruma tempo para se cuidar e organizar sua rotina como profissional, mãe, esposa e dona de casa!

Em seu blog ( que não sei que horas consegue escrever!) e instagram, ela mostra  o dia a dia dessa vida corrida e ainda dá dicas de como organizar a casa e o cardápio da semana. Super admiro a Mari por ser um perfil de mulher que considero “super mulher” !

 

– Você é uma mulher que curte a gestação? Está sentindo diferença de uma para outra?

 Sim, curto MUITO a gestação!!!! Adoro estar grávida e se fosse alguém irracional viveria de engravidar e parir… hahahahahahaha.Na gestação da Nina me sentia ótima e com a auto estima lá nas alturas. O cabelo ficou lindo, a pele também. Já o início dessa gestação foi bem crítica nesse sentido e não me lembro de ter me sentido assim em nenhum momento em que estive grávida da Nina. Meu cabelo ficou péssimo, a pele horrorosa, a barriga logo apareceu e era aquela coisa de quem olhava não sabia se era gordura extra ou um bebê. As roupas ficavam péssimas e desajeitadas. No segundo trimestre passou e voltei a me sentir bem de novo.  Sinto muita diferença também da reação e cuidado das pessoas ao meu redor. Meu marido então, por muitas vezes esquece completamente da minha situação…rs. Fui bem mais mimada na primeira gestação do que agora e eu mesma tenho uma relação bem mais tranquila com a barriga. Já ter alguém que demanda atenção em boa parte do meu tempo livre não me permite ficar alisando e curtindo o barrigão como da primeira vez. E aliás, que barriga. É muito maior do que era na gravidez da Nina.

– Como é ser mãe de menina , mergulhada em um universo cor de rosa, e agora estar esperando um menino?

Eu sempre quis ter uma menina e sinceramente nunca me imaginei mãe de um menino, até descobrir que estava à espera do Yuri. Quando me imaginei mãe de um menino, a primeira coisa que me veio em mente foi: como que é limpar um pipi????? rsrsrsrsrs. Me lembro um dia dando banho na Nina e no afilhado da minha irmã, os dois com a mesma idade, e eu chamando a mãe dele e dizendo: “oh, vem aqui lavar o piupiu dele que eu não sei como faz isso não”. Eu não tinha opção de nomes para meninos, eu não me via vestindo um menino, brincando de lutinha e coisas do tipo. Quando descobri o sexo fiquei muito emocionada e foi algo realmente inesperado, pois minha intuição me dizia que seria outra menina. Confesso que fiquei um pouco frustrada de me desfazer de tantas roupinhas com laços e babados que tinha guardado da Nina para uma futura irmãzinha e quando fui fazer o enxoval não gostava de nada que via. Tudo parecia sem graça.Mas hoje, com as coisas ficando mais reais, a decoração do chá de bebê em andamento, o projeto do quartinho em mente, o nome escolhido, a alegria do meu pai em ter seu primeiro neto (ele sempre teve só mulheres na vida… eu, minha irmã e a Nina), meu marido me agradecendo com os olhos cheios de lágrimas por dar um casal para ele, me fazem ter a certeza de que eu não poderia ser mais abençoada e feliz sabendo que terei a oportunidade de viver a maternidade no mundo cor de rosa e no mundo azul também. Fora isso, imagino que alguns conflitos entre irmãos possam ser amenizados tendo uma menina e um menino (espero eu…).

 

– Qual  a maior dificuldade que teve quando se tornou mãe?

Dizem que memória de mãe é sábia, que se não fosse ninguém engravidaria de novo. E deve ser mesmo, porque de verdade eu tenho poucos momentos de dificuldade guardados na memória. Mas acredito que o mais difícil para mim é entender e me convencer de que não tenho o controle de tudo sempre, de que em alguns momentos tudo será um caos e preciso ter serenidade para saber que vai passar, de que preciso sim de opiniões alheias em alguns momentos, e de que você tenho que lidar com muitos julgamentos, principalmente de pessoas que não são mães, sobre minhas  atitudes e as prioridades que passei a ter na vida. Isso tudo exige um exercício diário de equilíbrio emocional para que a culpa de não conseguir dar conta de tudo não me atormente.

 

– Qual era seu objetivo quando criou o Blog Mami e Mais?

 Quando estava de licença maternidade da Nina me surgiu a ideia de criar um blog, mas ela só foi concretizada mesmo depois que a Nina completou 1 ano. Inicialmente o principal objetivo era compartilhas dicas e experiências, já que sempre fiz isso informalmente com amigas, além de vislumbrar a possibilidade de viver do blog um dia. Hoje em dia vejo as coisas em uma perspectiva muito diferente! O que o blog me traz de melhor são as trocas de experiências e o carinho das leitoras. Eu de verdade me sinto muito feliz e realizada em saber que de alguma forma consigo ajudar alguém. A parte financeira é ilusão, exige muita dedicação e mesmo que um dia se torne viável, dificilmente será algo que compense a ponto de eu deixar o meu emprego, já que hoje tenho a sorte de trabalhar em um local onde consigo conciliar perfeitamente a minha vida pessoal com minha vida profissional, estar em um lugar que adoro e rodeada de pessoas muito bacanas.

 

– Como consegue dar conta de tudo? Você também tem aqueles dias que quer sumir e ficar um pouco sozinha sem fazer nada?

 Acho que as redes sociais trazem uma ilusão da vida das pessoas em que tudo é sempre perfeito. Eu compartilho muita coisa, mas não compartilho 24h do meu dia, e o meu objetivo é dar dicas de coisas que dão certo e não ficar me lamentando das coisas que não deram. Em muitos momentos compartilho minhas angústias e desabafos, mas acho que minha principal característica é ver sempre o lado bom das coisas e não me desesperar em momentos de crise, que é o que acaba sendo refletido em minhas postagens. Então, eu não consigo dar conta de tudo, sempre tem alguma coisa por fazer… uma jornada de trabalho não cumprida que preciso compensar depois, pilhas de roupas para lavar, pia cheia de louça suja, fruteira e geladeira assombradas porque não deu tempo de ir no supermercado, filha com crises de birra de enlouquecer, marido me irritando e me tirando do sério… e obviamente, tenho diversos momentos em que quero ficar um pouco sozinha sem fazer nada. Normalmente o banheiro é meu refúgio (assim como de diversas mães…rs) e de certa forma meu trabalho também. Quando a Nina voltou de férias da escolinha e eu voltei a trabalhar no início desse ano pensei: ufa, agora vou poder descansar um pouco…rs.

Mas apesar de tudo isso, reconheço sim que dou conta de muita coisa e acredito que o segredo é planejamento, organização, definição de prioridades e foco. Quem me vê fazendo jantar quase todos os dias depois de um dia inteiro de trabalho pode pensar que sou doida ou se perguntar como consigo. E aí é um claro exemplo de definir prioridades, onde, para mim, a alimentação equilibrada e saudável está lá no topo da lista.

 

– O que ninguém sabe sobre a “Mamãe Mari”

 Pensei bastante para responder essa pergunta. Mas acho que algo que as pessoas não sabem é que apesar de eu ter um amor que não cabe no peito pela minha filha, não penso nela o tempo todo durante o dia e a saudade normalmente só chega quando estou indo embora para busca-la na escolinha. Não sou o tipo de mãe que a todo tempo liga para saber como ela está se não estou por perto, que tem câmeras conectadas no celular, que queria uma escola com imagens em tempo real durante o dia para saber de tudo que estivesse acontecendo na vida dela. Acho que isso se dá muito pelo fato de eu ter encontrado um bom equilíbrio entre “eu mãe” e “eu mulher”. E nesse quesito, sinceramente, a culpa hoje em dia passa bem longe de mim e não me faz achar que estou sendo uma mãe ruim para minha filha porque ESCOLHI não estar com ela o tempo todo. Muito pelo contrário, as suas atitudes e comportamentos me deixam muito tranquila de que estou fazendo o melhor que posso.

 

– Costuma ler outros blogs de maternidade? Quais?

Sim, leio vários e costumo assinar a Newsletter para não perder os posts dos meus preferidos: Minhas Dikas, Vida Materna, Tudo Sobre Minha Mãe, Tips for Mommy, Primeiras Colheradas, Potencial Gestante, Look Bebê, Macetes de Mãe. Tem outros também que acompanho conforme as chamadas para os posts que me interessam no Instagram e facebook. Mas os meus preferidos são esses que listei.

 

– Se pudesse passar 1 dica para outras mães, qual seria?

 Adoro uma frase que diz: mãe não erra, mãe se engana.

Acho que ela traduz totalmente a dica que eu daria para as mães que é – curta mais e se culpe menos. Você não precisa acertar sempre, estar disposta sempre, dar conta de tudo sempre, ser paciente sempre, e se dedicar SÓ aos filhos sempre. Aprenda com os erros e não se torne prisioneira deles. Não se compare com outras mães, pois cada família funciona de um jeito. Entenda que VOCÊ é a melhor mãe que os SEUS FILHOS poderiam ter, com suas qualidades, fragilidades e fraquezas.

 

( crédito da foto: Karin Scharf)

 

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3 março, 2015
Por Katia Ouang

Ser mãe de primeira viagem é um dos maiores desafios que a mulher passa em sua vida.

As mudanças vêm de uma vez só. E a dificuldade não está apenas em aprender a cuidar de um serzinho indefeso que só depende de você, mas também em adaptar sua vida que de um dia para o outro, vira de cabeça para baixo.

A questão é tempo e muita paciência…  pois tudo é novidade, um mundo desconhecido, e que embora as pessoas contem e a gente se informe em livros e revistas, a realidade do dia a dia é muito diferente. Só vivendo mesmo para saber.

Na minha experiência como mãe de primeira viagem, sempre preferi acreditar no meu instinto. Seja para amamentar, para colocar em uma rotina, para entender um choro, para mimar o quanto eu gostaria. Pois percebi que bastava eu reclamar, comentar, desabafar ou qualquer manifestação para outras pessoas, que pronto; dezenas de pitacos e opiniões apareciam que só me deixavam mais insegura e irritada.

Prometi que iria seguir uma rotina acreditando no que eu considerava ideal para mim, e para minha filha. Pois ninguém melhor do que a mãe para entender o que seu filho precisa. Desse dia em diante comecei a viver uma maternidade muito mais gostosa, aquela que você acredita, aquela que você constrói junto com o seu filho, dia após dia, aprendendo a ver em cada choro ou cada sorriso, as necessidades do seu pequeno.

Amamentar em livre demanda ou de 3 em 3 horas?!

Deixar chorar ou pegar no colo?!

Trocar ou não a fralda de madrugada?!

Dar banho pela manhã ou a noite?! Qual o melhor sabonete ou shampoo para usar?

Através de uma campanha linda, a Baby Dove trouxe uma linha completa de produtos que facilitam nossa vida para podermos fazer da nossa maneira. São produtos feitos com todo o carinho e segurança, pensando nos bebês e suas necessidades de proteção, higiene e hidratação.

Eu me emociono toda vez que assisto ao vídeo e me identifico muito. Acho que a cena dos pais ouvindo o filho chorar pela babá eletrônica, é uma cena que vivi muito em casa. E apesar de receber críticas por muitas vezes deixar minhas filhas chorarem, foi o caminho que encontrei e que meu coração dizia ser o melhor naquele momento.

Sabe quando você sente que não está sozinha? É essa a sensação que tenho nesse vídeo.

E sou muito grata e feliz por ter esse espaço onde posso dividir toda minha experiência como mãe da maneira real, a que vivo na minha rotina sem disfarces, com conquistas incríveis, mas também decepções, dificuldades e medos.

Não existe uma maternidade perfeita, nem dentro de um padrão ou formato. Existe a maternidade que você acredita.

#ConfieNoSeuJeito  #BabyDoveBrasil

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27 fevereiro, 2015
Por Katia Ouang

Estou muito feliz em retomar as entrevistas no blog que agora virão com uma nova tag ; o Lado B. Uma tag onde minhas amigas blogueiras e mães , vão responder algumas perguntas que elaborei exclusivamente para cada uma delas.

E quem abre esse novo espaço é a querida Ale Garattoni, uma das primeiras blogueiras que comecei a seguir há muitos anos atrás com o inesquecível It Girls, e que hoje comanda o blog que leva o seu nome; o alegarattoni.com.br  com um mix de assuntos que amo e que se tornou leitura diária. Super recomendo para quem queira saber como estruturar um blog com profissionalismo e dedicação. E não apenas um blog, mas qualquer negócio, pois suas dicas sobre branding são incríveis e me agregam muito sempre!

É mãe dedicada da pequena Maria Helena e hoje conta para nós um pouco do seu Lado B nesse universo!

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– Você foi uma mulher que curtiu a gestação?

MUITO! Tenho até medo de falar, porque muita gente diz que quem fala que gostou do período da gravidez está mentindo, mas eu amei ficar grávida. Passei super bem, amava as descobertas de cada fase, achava uma delícia sentir minha bebê mexendo e aproveitei muito os mimos que a grávida recebe e toda aquela parte gostosa dos preparativos. Dormi super bem até a véspera de entrar em trabalho de parto, talvez por ser alta nunca tive aquele desconforto de achar posição em que a barriga não incomode. Engordei muito (22kg), mas acho que fui uma grávida bonitinha, modéstia à parte! E sei que muita gente acha que os nove meses demoram, mas no meu caso foi muito rápido (eu até torcia para que demorasse mais, porque queria que meu apartamento novo ficasse pronto antes de MH, o que acabou não sendo o caso!).

– O que sentiu nos primeiros dias da MH em casa?

Talvez pela privação do sono – a parte mais difícil nesse comecinho, quando o bebê tem que mamar a cada três horas – e pela minha dificuldade com um universo 100% novo pra mim, eu acredito que eu tenha ficado meio anestesiada. Tenho flashes de lembranças dessas primeiras semanas, só lembro que eu não estava super bem humorada. No comecinho fui uma mãe leoa, super ciumenta e queria fazer tudo sozinha. Mas me lembro de sair lendo, nas poucas horas vagas, tudo que eu podia sobre bebês, minha veia estudiosa realmente tentou racionalizar as dificuldades, eu fazia até listinha do que precisava praticar! Hoje morro de rir, mas na época era um desejo legítimo de fazer tudo direito!

 

– Qual  a maior dificuldade que teve quando se tornou mãe?

Até hoje, é a questão do sono. Eu sou mega dorminhoca, do tipo que dorme 12, 14 horas seguidas, passava fins de semana dormindo e acordando o dia todo! Pra completar, tenho um fuso que em nada se parece com o fuso de uma criança, dificilmente durmo antes de 2, 3 da manhã, meia-noite é meu ápice criativo. Acordar cedo nunca será uma coisa fácil pra mim e no começo eu não conseguia escapar disso nunca – hoje já consigo, meu marido acorda mais cedo, eu conto com ajuda das avós em outros dias e assim posso dormir um pouco mais. A questão da amamentação também foi muito difícil e é um super tabu pra mim: eu não fazia ideia de que poderia ser algo complicado, ingenuamente imaginava que era 100% automático. Sofri muito por conta disso no primeiro mês. E sinto muito o fato da minha família morar em outra cidade. Por mais que minha sogra ajude bastante, tem certas liberdades que a gente só tem com nossa própria mãe.

– Como foi criar o “Tô Grávida” depois de tantos anos escrevendo sobre assuntos que nada tinham a ver com maternidade e como seu público recebeu isso?

Logo que descobri a gravidez, obviamente fui pra internet ler sobre o assunto! Me assustei com alguns sites e fóruns, em que as pessoas contavam de problemas e assuntos mais sérios e pesados. Sou muito impressionada e hipocondríaca, por mais que eu ache que estes veículos prestam um serviço útil, EU, com a minha personalidade, não podia correr riscos de cair em páginas trágicas. Daí veio a ideia de criar meu espaço só pra falar de futilidades, superficialidades e coisas leves, como tinha sido o ItGirls, meu blog anterior. O público que já me lia foi minha grande surpresa: do comecinho até hoje, recebo emails e comentários de mulheres que não são mães dizendo que leem e adoram todos os meus textos de maternidade!

 

– Sabemos que toda mãe de menina acaba sendo uma consumidora compulsiva. O que você ama comprar para a MH nesse universo cor de rosa? 

Por incrível que pareça, não sou super consumista! Já fui MUITO, mas há alguns anos eu compro de forma planejada e detesto excessos e acúmulos. Isso se refletiu desde o primeiro enxoval de MH, que sempre foi muito funcional e enxuto. Gosto de roupas com materiais naturais, porque são mais confortáveis para a criança, mas dificilmente vou comprar uma coisa caríssima pra ela (pra mim, sou adepta de “poucos e bons!”, ainda que isso custe mais), porque o tamanho dela muda a cada 3 meses e não vejo muito sentido investir em algo que dura tão pouco. Dito isso, gosto de comprar roupas com cara de roupa de criança, peças básicas gostosas, lacinhos coloridos e livrinhos – morro de orgulho de ver que ela já ama “livuu” igual a mim!

 

– O que ninguém sabe sobre a” Mamãe Alê”

Tenho me mostrado tanto nos meus textos primeira pessoa sobre maternidade que quem me lê já deve saber tudo! Mas em linhas gerais, sou super rígida com a educação e os limites dela (ela é mega mimada pelo pai e pelas avós, alguém tem que contrabalançar!). Sou uma mãe muito amorosa, mas imponho regras, limites, horários e disciplina, na medida para uma criança de quase dois anos. E é engraçado que ela já entende: me respeita e raramente me dá trabalho – com o pai, por exemplo, ela é bem mais voluntariosa, geniosa e difícil! E pós-maternidade, eu passei também a ser uma pessoa mais leve e resiliente, não encaro nada como problema ou peso. Vejo minha filha crescendo feliz e com saúde e acho sinceramente que devo ser apenas grata, não me permito reclamar nem viver problemas imaginários.

 

– Costuma ler outros blogs de maternidade?

Sim! Além do MinhasDikas (claro!), sempre passeio pelo JustRealMoms e pelo Cup of Jo, de uma blogueira americana mãe de dois. E amo ler entrevistas com mães, famosas ou anônimas (na gravidez me lembro de visitar vários blogs e responder imaginariamente entrevistas como esta!).

 

– Tem vontade de ter mais filhos?

Vontade tenho, queria ter uns cinco, mas o lado racional (especialmente o do meu marido, que com seu cérebro masculino faz contas!) e o fato de eu ter “começado tarde” – MH nasceu quando eu tinha 36 – podem acabar fazendo com que eu pare na primeira. Até o fim de 2015 vou bater o martelo final. Não tenho problemas da MH ser filha única, porque eu sou e nunca achei ruim, mas gostaria de ter mais pela experiência mesmo. Acho que o segundo deve ser mais fácil e leve, porque a gente já conhece o trajeto inicial básico.

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23 fevereiro, 2015
Por Katia Ouang

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Vocês não tem idéia do quanto esperei por esse dia. O dia em que finalmente, teria um pouco de tempo para mim. Após 4 anos como mãe esse momento finalmente chegou, e vocês não sabem o quanto tenho curtido e me feito bem.

O esquema aqui é uma funcionária , babá arrumadeira, que se divide comigo nas funções de casa e com as crianças. Com a Manu em casa o tempo todo,  me revezava com ela para enquanto uma arruma, cozinha, e faz as tarefas, a outra olha a Manu. Então quase sempre trabalhava com a Manu por perto brincando, vendo televisão, subindo na minha mesa, me pedindo agua, lanche…

Com a ida da Manu para a escola no mesmo período que a Bruna, enfim minha casa ficou sem a presença de crianças por 4 horinhas. Horinhas essas que se tornam praticamente uma eternidade e que rendem como eu nunca pudesse imaginar. Tanto para mim, quanto para a minha babá.

Síndrome do ninho vazio? Depressão com o silêncio absoluto? Lar não é lar sem crianças?!  Lamento informar, mas não senti nada disso.

E ao contrário, tenho sentido um prazer quase que esquecido no tempo de curtir um café da manhã demorado e sem interrupções, de tomar um banho sem ninguém entrando no banheiro, de me maquiar sem passar o tempo falando para não estragarem o meu blush, de poder tomar minha xícara de café no sofá lendo as notícias do dia no Ipad…. E melhor do que tudo isso, poder trabalhar em silêncio!

A minha vontade mesmo é depois de deixá-las na escola, voltar para a cama e dormir um pouco mais. Pois o dia já começa na correria já que em  Sou uma pessoa que não funciona muito bem pela manhã. Mas tenho me empenhado em derrubar essa barreira já que só terei esses momentos de silêncio  logo cedo.

Ah o silêncio… Como ele é bom…

Fiquei realmente impressionada o quanto uma manhã sem crianças ao redor possa render ao trabalho. Já contei aqui como é difícil trabalhar no esquema Home Office. Mas já que foi essa a minha opção, tenho que tentar organizar o meu dia da melhor maneira possível para que possa produzir e ter um bom resultado. E estou surpresa como essas 4 horas se bem aproveitadas podem me aliviar bastante no resto do dia.

Aos poucos a vida vai retomando, e mesmo que sejam só por alguns momentos, é muito bom ter um tempinho só para nós.

E vamos começar a semana,  pois passou o carnaval e então o ano inicia agora!

Beijos

*K*

 

 

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9 fevereiro, 2015
Por Katia Ouang

Há 2 semanas contei para vocês que tudo mudou aqui em casa na hora das meninas dormirem. Recebi várias dicas de leitoras muito queridas não só nos comentários, mas também por email. O que foi ótimo para mim pois nada como outras mães que passam pelo mesmo momento para nos confortar e dizendo como acharam uma solução.

Claro que o que funciona em uma casa não necessariamente funciona em outra. Mas não custa tentar.

E acabei seguindo o conselho de colocar as duas para dormirem juntas no mesmo quarto. E não apenas isso, juntei duas camas deixando as duas bem próximas. Pois muitas vezes só em saberem que não estão sozinhas, já traz mais segurança.

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O perrengue mesmo ficou na hora de dormir. Pois a Bruna só dorme com porta aberta e luz do corredor acesa e a Manu o contrário. Tentei chegar em um meio termo com as duas, fiquei mais de 2 horas no primeiro dia contando história e tentando fazer elas dormirem ao mesmo tempo. Pois já é que para ter trabalho, que seja 1 vez só.

Mas a tentativa não funcionou. A Manu não dorme com luz e ficou super agitada. Pulava de uma cama para outra, saia correndo, chorava… E depois de 2 horas a Bruna foi para a sala com o pai e eu fiquei no escuro com a Manu.

Assim que ela dormiu, trouxe a Bruna, abri a porta , acendi a luz do corredor e em 10 minutos ela dormiu.

Fui deitar na expectativa de como seria essa noite das duas dormindo juntas pelas primeira vez, e da Manu fora do berço.

Para a minha surpresa, o primeiro movimento surgiu só la pelas 6 da manhã. A Manu acordou assustada, estranhou tudo e com isso acordou a Bruna. E então as duas vieram para o meu quarto e não quiseram mais dormir. Mas nada da Bruna aparecer de madrugada.

Ok, ponto positivo. Primeira noite de sucesso!

Nas duas noites seguintes não acreditei no que estava acontecendo. Apesar do processo todo para por uma de cada vez para dormir levar quase 1 hora, a Bruna não veio para a minha cama e as duas acordaram juntas as 7 horas.

Eu não podia acreditar que em uma tacada só, havia resolvido a questão da Manu não querer mais dormir no berço, e a Bruna vir para a minha cama  de madrugada! Para mim estava mais do que claro que era medo de estarem sozinhas. E a Bruna provavelmente acordando de madrugada e vendo a Manu ao seu lado, acabava se sentindo mais segura.

Mas tudo que é bom dura pouco. Muito pouco.

Já confiante de que eu havia tomado a decisão certa, fui dormir mais tranquila na 4a noite dessa mudança. E então acordo as 3 da manhã com a Bruna no meio da minha cama.

Peguei  no colo, e levei de volta para a cama dela. Ela começou a gritar e então disse; Mamãe, eu não quero a Manu dormindo do meu lado. Pronto, o inferno da briga entre elas se transportou também para as madrugadas. Eu mereço! Trouxe de volta para a minha cama pois afinal de contas eu também preciso dormir. E então as 4 da manhã acordo com a Manu berrando.

Fui até o quarto e ela estava sentadinha na cama chorando e disse: Mamãe , a Manu quer dormir na sua cama. Não quero ficar aqui sozinha. E para não levá-la a minha cama, deitei ao seu lado na cama da Bruna, e esperei ela dormir. Ela adormeceu rapidinho. Mas então a Bruna que parece que tem um sensor que liga quando eu saio do seu lado,  acordou gritando e dizendo que não ia dormir longe de mim.

Resultado; dormi com as duas no quarto delas para não ter que levar as duas para minha cama.

Desse dia até hoje parece que o que estava funcionando, só afundou.

Continuo no processo longo de por primeiro a Manu para dormir e depois a Bruna. E na madrugada a Bruna vem para a minha cama como sempre fez, e lá pelas 5 da manhã a Manu acorda e vem também. E dormimos todos tortos, um em cima do outro, até as 7.

Dizer que essa situação super me incomoda, estaria mentindo. Não acho compartilhar cama um grande problema, mesmo porque qual mãe não gosta de dormir colada no seu filho.
Mas acho que cada um precisa do seu espaço e tem que aprender a dormir sozinho.

Sei que é uma fase onde qualquer coisa que a criança veja ou escute durante o dia pode se transformar em algo assustador a noite e fazer com que ela não durma mais. E tento diariamente conversar com elas para saber e tentar entender se algo as assusta durante a noite, se foi um sonho ruim, algo que tem no quarto…  Só não vou desistir tão cedo e me render as vontades delas, pois acho importante que elas tenham uma independência na hora do sono como sempre tiveram.

Vou continuar firme nesse processo e caso não funcione. Partir para outro.

Agora vamos começar a semana, mesmo com noites mal dormidas…. Pois é assim a nossa vida de mãe!

Boa Semana!

Bjs

*K*

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6 fevereiro, 2015
Por Katia Ouang

E enfim chegou a hora da Manuzinha ir para a escola. E é claro que a mamãe aqui, quase não dormiu de tanta ansiedade.

Normalmente nós conhecemos bem o perfil dos nossos filhos e podemos ter uma idéia de como irão reagir em uma adaptação escolar. A Manu apesar de tímida, sempre foi independente. E eu pude ver em alguns momentos que fomos em hotéis, espaços kids e locais com atividades para crianças, que ela ia numa boa, sem chorar e sem pedir por mim. Ela sempre brincou sozinha, desde bebê. Nunca foi manhosa ou insegura. Ao contrário da Bruna que eu não posso sair de perto que ela já desespera. É claro, primeiro filho é diferente.

Esperei a adaptação da Bruna, pois mesmo sendo seu terceiro ano em escola, sempre tem uma adaptação com a classe nova e a professora. Mas foi bem tranquilo dessa vez. O que é ótimo para ela e para mim. Já que nenhuma mãe merece o sofrimento de deixar um filho chorando dizendo que quer ir embora ou gritando “quero minha mãe”.

A Manu já vinha falando há dias que queria ir para a escola. Mesmo não sabendo direito o que seria. Apenas porque me ve todo dia deixando a Bruna e voltando com ela para casa.

Preferi não falar muito que  ela começaria a ir para não gerar ansiedade . Optei por uma escolinha menor, do tipo bem acolhedora e quase que como uma extensão de casa. É onde deixarei ela apenas esse ano e depois vai para a mesma escola da Bruna, que é muito maior. E foi exatamente o mesmo esquema que fiz com a Bruna e que achei ótimo.

Na última quarta feira seria o dia da Manu começar. E então depois que ela acordou eu olhei e disse; Manu, você quer ir para a escola também? Olha o vestidinho que você vai vestir hoje! Juro que me emocionei com tanta alegria no rosto da minha pituca que costuma ser brava e de cara fechada. Ela ficou tão agitada e empolgada que me deixou colocar o uniforme sem reclamar ( algo impossível ),deixou eu pentear o cabelo e perguntou; Mamãe , eu estou linda para ir para a “icola” ?!  E eu disse , agora eu vou vestir a Bruna e então nós vamos. E ela sentou no sofá boazinha, como se não quisesse amassar a roupa, e lá ficou quietinha até a hora de sair.

E ainda pediu para tirar fotos com carinha de sono:

Capturas de tela62

Deixei a Bruna primeiro e então chegamos na escola. Eu já havia combinado com a coordenadora para irmos direto a sala dos brinquedos, pois criança sempre se encanta quando ve muito brinquedo junto e isso por si só já ajuda a  se soltar da mãe. E ela foi direto fazer um “reconhecimento de área”:

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E então a professora começou a conversar com ela, foi mostrar uns brinquedos e eu aproveitei e saí de perto. Quando ela virou e eu não estava começou a chorar e então eu peguei na mãozinha dela e disse: A mamãe vai tomar um café e já volta tá? Ela disse: Tá! E foi com a professora, numa boa e lá ficou por mais de 2 horas, tomou o lanche, foi para outra sala e então começou a ficar um pouco cansada ( muita informação para uma cabecinha só!), e eu olhando pela janela, achei melhor encerrar naquele dia. Pois a idéia em qualquer adaptação, é que você tire a criança da escola quando ela estiver curtindo a atividade e não force muito, assim ela vai querer voltar no dia seguinte. E a Manu até chorou por não querer ir embora.

Ontem fiz o mesmo esquema, porém deixei 3 horas e esperei lá olhando pelas câmeras!

Captura de tela inteira 06022015 110612

 

A Manu é a de verde brincando com a classe:

Captura de tela inteira 06022015 110615

 

Fomos embora ela dizendo que queria voltar!

E hoje decidi que deixaria no portão e buscaria no horário normal. Caso ela não ficasse bem, a escola me telefonaria para eu buscar.

E então  ( na minha opinão a hora mais difícil) , a professora veio buscar na porta. A Manu agarrou na minha perna ( ah filha, porque você fez isso!), e eu respirei e disse; Manu, tem um monte de brinquedo lá dentro, vai com a tia Gabi ver ! A mamãe vai trabalhar um pouco e já volta para te buscar! E ela um pouco desconfiada foi. Mas não chorou. O que para mim foi um alívio.

Pedi para a escola me mandar fotos dela hoje :

Capturas de tela60-001

 

 

E agora estou eu em casa, depois de tomar uma café da manha demorado, sem barulho de desenho na televisão, sem ninguém querendo tomar meu suco ou me pedindo alguma coisa e pela primeira vez, podendo trabalhar em silêncio.

Se me deu um vazio, sim me deu. Estou super emocionada hoje.

Mas a sensação de retomar um pouco da sua liberdade, do seu poder de escolher o que quer fazer e a  importância de um pouco de silêncio, acho que só vai me fazer bem e me ajudar a produzir e trabalhar melhor.

É, os filhos crescem e aos poucos a vida vai se ajeitando. Parece que esse dia nunca vai chegar. E só eu sei quanto esperei para poder ter essa sensação. São apenas 4 horinhas. Mas serão as 4 horas em que você lembra que também existe e que pode ter um mini tempo só seu!

Hoje essas horas já passaram e agora é correr para buscar as duas!

E mais uma missão cumprida!

Beijos e um ótimo final de semana!

*K*

 

( e quem quiser ver ou rever como foi o primeiro dia de aula da Bruna, clique AQUI)

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2 fevereiro, 2015
Por Katia Ouang

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Além da questão do sono das meninas, umas das maiores dificuldades que enfrento no meu dia a dia como mãe de duas crianças são as brigas.

Eu cresci com outra irmã, a mesma situação que tenho em casa. Nós brigávamos muito, digo muito mesmo! E só começamos a nos entender e virar realmente amigas, quando eu tinha por volta de 18 anos e ela 16. Fase em que as diferenças de idade começam a desaparecer e os programas, amigos e vontades são parecidos e então a inimiga vira não só uma amiga , mas também uma companhia.

Eu sempre soube que 2 mulheres era a combinação de filhos que mais tinha brigas e problemas de afinidades. Mas pensei que eu pudesse ter a sorte ou talvez até a benção, de ter 2 meninas próximas que se gostassem e se dessem bem.

Infelizmente o panorama na minha casa é o oposto. Bruna e Manuela brigam como gato e rato da hora que acordam, até a hora de dormir.

A causa disso é com certeza o ciúmes da Bruna. Nunca tolerou a Manu, desde bebezinho. Talvez por ter perdido o seu “posto” de filha única em uma fase difícil; tinha 1 ano e 10 meses. Não era mais tão bebê a ponto de não notar o que estava acontecendo, mas ainda não tinha idade suficiente para compreender a importância que é ter um irmão, e o quanto ser do mesmo sexo e com pouca diferença de idade pudesse ser maravilhoso para ela.

Não que não existam momentos de amizade, diversão e harmonia entre elas. Sim , existem. Mas são bem poucos se comparados aos de briga. E eu fico tão feliz e emocionada quando vejo elas se abraçando ou de mão dadas, que quase morro de alegria, fotografo, incentivo, enfim…

Eu acreditava que conforme a Manu fosse crescendo e se comunicando melhor, tudo mudaria. Que então a Bruna não visse ela mais como um bebê  e sim como uma criança que pudesse ser sua amiga.

Mas parece que tudo só piora por aqui. Pois agora, além do ciúmes continuar, a Manu entende que irrita a Bruna e provoca , de propósito.

Esse final de semana tive a sensação que passei o tempo todo falando; Bruna, não tira o brinquedo da Manu, não bate nela, não empurra ela…. E para a Manu; Manu , não provoca a Bruna, não bate nela, deixa ela paz…  E eu sei que basta eu sair de perto, que elas não brigam, não se provocam, e até se curtem. A questão é a disputa pela mamãe aqui e o quanto a Bruna tem o sentimento de posse e ciúmes. Pois quando ficam sozinhas com o pai, com os avós ou com os tios, nunca brigam.

Eu ando bastante chateada e frustrada. Pois é horrível você saber que a sua presença causa tanto sentimento ruim nas meninas. É como lei da sobrevivência, onde cada um luta pelo seu espaço e aprende a se proteger. Não acho isso de todo ruim pois faz parte do amadurecimento delas. Mas só gostaria de poder curtir um pouco as meninas sem ter que passar  o tempo todo moderando as brigas.

Será possível sentar um pouquinho para ver um filme com elas no meu colo sem que elas disputem o lado que querem ficar? Será possível tomar um banho todas juntas sem que elas briguem para ver quem sai primeiro? Ou será que é possível apenas sair de casa rápido para passear sem que elas entrem em um acordo se estão com roupas e sapatos equivalentes?!

Ahhhhhhhhhh mulheres!

Sabe quando você fica aliviada por passar a fase onde não pode deixar seus filhos sozinhos com medo que comam algo perigoso, que caiam do sofá, que coloquem o dedo na tomada… Eu sobrevivi a essa fase, sim ela passou. Mas agora não posso mais deixa-las 1 minuto sozinhas pois começam a brigar e se machucam de verdade. Empurram , batem, arranham e não tem noção do perigo.

Queria saber de quem tem dois filhos com pouca diferença. É essa “guerra” também na casa de vocês.

Não é de enlouquecer?!!!

Beijos e vamos a mais uma semana!

*K*

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