18 novembro, 2014
Por Katia Ouang

Feliz por estar de volta depois de tanto tempo sem escrever por aqui!

Venho agora compartilhar com vocês um pouquinho do tanto que se tem falado do Novo Guia Alimentar para a População Brasileira que foi lançado na semana passada. Um guia alimentar é um direcionamento para melhorar a qualidade de alimentação e melhorar a saúde das pessoas. Esse novo guia vem substituir a versão anterior, de 2006, e traz mudanças muito significativas. Como princípio, o guia traz um olhar mais abrangente da alimentação com recomendações sobre nutrientes, alimentos e preparações culinárias, sem esquecer das dimensões culturais e sociais das práticas alimentares. Nos últimos anos a nutrição se especializou muito e isso é bom, mas comer não pode nunca deixar de ser comer, não é mesmo? O entendimento da nutrição, além do papel do nutriente, mas contextualizando com hábito, prazer e sustentabilidade, faz com que nossas escolhas alimentares tenham mais sentido e sejam perpetuadas de uma forma muito positiva na nossa família. E esse resgate do simples me fez lembrar muito da oportunidade que temos de fazer tudo certo com a alimentação dos nossos filhos e de como esse cuidado pode trazer mais qualidade para a alimentação de todos em casa. Para quem quiser embarcar nessa mudança, vamos aos 10 passos para uma alimentação adequada e saudável publicados pelo guia. Em cada passo, fiz alguns comentários na tentativa de facilitar o seguimento dessas recomendações gerais na rotina de famílias com filhos pequenos:

  • Fazer do alimento in natura ou minimamente processado a base da alimentação

E não é exatamente essa a nossa primeira recomendação na introdução alimentar? Sempre começamos com frutas, verduras, legumes, tubérculos, grãos, cereais e carnes. (já falamos disso aqui) Como fazer com que nossos filhos sigam com essa alimentação saudável? Dentre outras recomendações específicas , eu diria que a mais abrangente e a mais efetiva é: seja exemplo. É bastante improvável que numa família de hábitos alimentares caóticos a alimentação das crianças siga por um curso diferente. Na correria do dia a dia, comendo fora, fazendo refeições rápidas e com dificuldade de preparar lanches, acabamos por piorar muito a qualidade da nossa alimentação e um pouco de organização pode nos ajudar a contornar essas dificuldades.

  • Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias.

A partir do primeiro ano a alimentação do bebê vai sendo a mesma alimentação do restante da casa, desde que a alimentação da casa seja saudável. Caso contrário, a família vai se aproximando dos novos hábitos, seguindo o que se orienta para os bebês.

  • Limitar o consumo de alimentos processados

Como já colocamos, os alimentos naturais devem ser a base da nossa alimentação e os alimentos processados (pães, queijos, geleias) podem e devem (embora esse devem seja por minha conta!) compor as nossas refeições como ingrediente de preparações culinárias ou como parte das refeições balanceadas.

  • Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados:

Alimentos ultraprocessados são compostos por substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivadas de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado, proteína texturizada de soja, soro do leite) ou sintetizadas em laboratório (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e aditivos em geral). São exemplos desses alimentos ultraprocessados biscoitos, balas, sorvetes, macarrão instantâneo, temperos prontos, refrigerantes, sucos de pozinho e embutidos. Os alimentos ultraprocessados são nutricionalmente desbalanceados e, por conta de sua formulação e apresentação, tendem a ser consumidos em excesso e a substituir alimentos in natura ou minimamente processados. Vale lembrar que as pesquisas que apontam as principais inadequações alimentares em bebês indicam que há uma elevada frequência de acréscimo de açúcar, de cereais e de achocolatado ao leite ou à fórmula, mesmo em crianças menores de 6 meses. Além disso, desde muito novinhas as crianças já começam a receber alimentos inadequados como, por exemplo, biscoitos recheados, macarrão instantâneo e refrigerante.  Não podemos deixar de destacar que todas essas práticas estão associadas a um maior risco de obesidade, ainda na infância, e trazem uma interferência muito negativa para o paladar e para a formação do hábito alimentar.

  • Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, em companhia.

A dica é tentar seguir uma rotina, um padrão de horários e evitar beliscadas for a de hora. É importante comer devagar, num lugar tranquilo, sem interferências que estimulem o consumo ilimitado de alimentos. Companhia é sempre bom, se puder ser desde o preparo, então, melhor ainda! É importantíssimo seguirmos essas recomendações na introdução alimentar, quando estamos iniciando o contato com alimentos. Sendo assim, vamos combinar que o cadeirão do bebê não ficará isolado na cozinha, e assim ele poderá se alimentar com o restante da família. A T.V. ficará desligada, assim como tablets e celulares estarão for a do alcance da vista (deles e nossas). Ah, e se o bebê não comer a quantidade que julgamos o necessária, não vamos oferecer snacks-fora-de-hora para garantir uma energia extra. Precisamos fazer a nossa parte para que os nossos filhos modulem o seu apetite e a sua saciedade da maneira mais fisiológica possível, sem interferências externas e, até mesmo, sem a nossa interferência. O que quero dizer é que nós organizamos a forma que o bebê se alimenta (onde, com quem, em que horários), provemos do que ele se alimenta (amamentamos, fazemos compras, cozinhamos) , mas é ele, sempre, quem decide a quantidade

  • Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados:

Prefira legumes, verduras e frutas da estação e cultivados localmente. Sempre que possível, adquira alimentos orgânicos e de base agroecológica, de preferência diretamente dos produtores. Muitas famílias começam a ter a preocupação com a sustentabilidade com a chegada dos filhos. É uma ótima oportunidade para começar a frequentar feiras de orgânicos ou receber em casa cestas de produtores locais.

  • Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias.

Se você gosta de cozinhar, cozinhe. Se você não sabe cozinhar, nunca é tarde para aprender. Se você cozinha muito bem, partilhe as suas receitas (e seus pratos também!)Tem livros ótimos, cursos bacanas e sites muito úteis. Tem até muitos grupos de facebook que são uma mão na roda pra facilitar o nosso dia a dia na cozinha.  

  • Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece.

É verdade que a correria é grande, que perdemos tempo no trânsito, que temos mil e uma funções dentro e fora de casa, mas precisamos lembrar que comer/preparar refeições são momentos de convivência e prazer. A dica do guia é: reavalie como você tem usado o seu tempo e identifique quais atividades poderiam ceder espaço para a alimentação. E, falando em crianças, é legal envolvê-las em cada etapa do processo: das compras a preparar alguma receita ou alguma parte dela, adequando sempre a idade, claro. Essa é uma oportunidade única de despertar o interesse pelo alimento e pelas refeições.

  • Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora.

Em resumo, fast food não é refeição para o dia a dia. Muitas crianças fazem refeições na escola, por isso é muito importante avaliar esse aspecto. Entre suas prioridades ao escolher uma instituição, não deixe de privilegiar escolas que tem essa preocupação com a alimentação saudável. A informação de que um nutricionista é o responsável técnico pelas refeições pode não ser suficiente. Peça para ver os cardápios, peça para visitar o refeitório, procure entender qual é a frequência de festinhas e quais alimentos são oferecidos no dia a dia e nas ocasiões especiais.  

  • Ser crítico quanto às informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.

Há muito tempo se discute a regulamentação de publicidade para crianças. Com relação a alimentação essa publicidade, infelizmente, pode ser um fator que contribui para a aquisição de hábitos inadequados. Crianças não tem o nosso senso critico. É impossível esperar que elas tenham uma capacidade de discernimento que não é inerente a sua idade e maturidade. Para ilustrar essa realidade e entender a necessidade dessa regulamentação, não deixem de dar uma olhada no site do instituto alana e, especialmente, no projeto criança & consumo.

 

Mês que vem eu volto!

Beijos

 

Assinatura Mari Del Bosco certa                                                                                                                                                                                                          

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17 novembro, 2014
Por Katia Ouang

Esse final de semana tive uma alegria muito grande que me pegou de surpresa; o inicio do desfralde da Manu.

Vou contar que estava zero preocupada em quando isso iria acontecer. Mesmo porque sou daquelas mães que não tem pressa alguma em antecipar as mudanças na vida dos filhos. Deixo sempre isso acontecer naturalmente, pois sei que cada criança tem seu tempo.

O desfralde da Bruna foi muito trabalhoso e cansativo. Talvez por isso que não me preocupei muito com a Manu até por um pouco de preguiça em iniciar esse processo de novo.

Minha mãe já vem há tempo me falando para tentar tirar a fralda da Manu. Já que ela é super esperta e fala super bem. Tentei algumas vezes sem compromisso algum, e ela não demonstrou ter qualquer controle do xixi e cocô e sequer se incomodar com a fralda.

Minha idéia era começar o desfralde junto com a escola que ela irá começar no próximo ano.

Para a minha surpresa nesse sábado ela me pediu o sapinho que é um penico. Eu disse; Manu , você quer fazer xixi no sapinho? Ela respondeu; Não Mamãe, quero fazer cocô! Não dei muita bola pois achei que era mesmo brincadeira. Deixei ela sem fralda sentada no sapinho e fui preparar o almoço.

Quando eu voltei encontro a Manu em pé apontando para o cocô. Só que o cocô não estava no penico e sim no chão! Dei parabéns que ela fez cocô fora da fralda, mas expliquei que não pode fazer no chão, tem que fazer no penico. E quando olhei o penico, tinha um pouco de xixi! Comemoramos o xixi e vi que ela estava super feliz.

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Coloquei a fralda e fomos passear a tarde toda. Quando voltei vi que a fralda estava sequinha. E ficamos umas 4 horas longe de casa.

Olhei para ela e disse; Manu, você não fez xixi a tarde toda, tem que fazer filha. E ela calmamente disse; Vou fazer no sapinho!

E não é que ela fez mesmo!

Ontem saímos a manhã toda, quando voltamos foi igual. A fralda sequinha. Peguei o sapinho, deixei ela sentada e fui fazer o almoço. Quando voltei, xixi e cocô!

Comemorei mais uma vez e ela me pediu para colocar calcinha igual da Bruna!

A tarde saímos e ela foi com fralda. Mas dessa vez fez bastante xixi .

 

Por isso não vou me empolgar já que conheço bem o processo. Tem que ter muita paciência e saber que muitas vezes damos 2 passos para frente e 1 para trás. Pois acontece com frequência a criança estar indo super bem no desfralde e de repente empaca, ou volta a fazer xixi na calça, não consegue mais fazer cocô…. é super normal.

O que importa é que ela nos deu o sinal, e mostrou que já está pronta para começar.

Eu fiquei super feliz e emocionada com esse momento.

E agora mesmo não pensando em desfraldar esse ano , vou começar com calma e vamos ver como será.

Logo mais conto para vocês se ela evolui e como tem sido!

E quem quiser ver as etapas do desfralde da Bruna, segue os posts:

Parte I e Parte II

Bjs e boa semana!

*K*

 

 

 

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13 novembro, 2014
Por Katia Ouang

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Ansiedade é algo que faz parte da vida de qualquer pessoa. Mas posso garantir que ela se multiplica quando descobrimos a gravidez. A partir desse dia parece que nos tornamos pessoas muito mais ansiosas. E depois que nascem os filhos então, aí nem se fala.

Por isso relacionei algumas causas das maiores ansiedades na mulher.

São muitas, então esse tema ainda voltará por aqui!

Começando ainda antes da gravidez.  Tem ansiedade maior que o período que estamos de fato tentando engravidar?

- O dia fértil. Esse para quem controla o ciclo e sabe que está no dia fértil tem que se conter para não passar o dia ansiosa esperando o marido chegar em casa. E com ou sem vontade, aquele dia tem que rolar!

- Atraso na menstruação. Que mulher vai negar que quando está na tentativa conta os segundos de um possível atraso para sair correndo e comprar um teste de farmácia?! Eu mesma perdi as contas de quantos testes comprei e deram negativos.

- Descobrir que está grávida. Ver um positivo para quem tanto quer um bebê é um dos momentos mais emocionantes e felizes na vida da mulher. Ótimo. Mas depois que passa a euforia , quem segura a ansiedade de sair contando para o mundo que você está gravida. E aí surge o dilema; conta ou não conta, espera passar as primeiras semanas, faz surpresa ou não para o marido…. Antes de eu engravidar imaginava aquela cena de fazer uma surpresa para o marido com um sapatinho ou um body do time que ele torce, e no final não aguentei e contei sem surpresa alguma. Imagina que eu iria conseguir sair de casa, achar uma loja, comprar o presente e passar um dia todo em segredo… Comigo não funciona!

- Dia de ultrassom. Quem mais contava os dias para chegar a data do ultrassom e nem dormia na noite anterior?

- Enxoval . Esse é um dos maiores causadores de estragos financeiros por ansiedade. Principalmente para mãe de primeira viagem de meninas. Qual mãe não saiu correndo para comprar tudo de cor de rosa que visse pela frente assim que descobriu o sexo do bebê?

- O ultimo mês da gravidez. Esse mês vira uma eternidade. não passa. Haja controle emocional para conter a ansiedade.

- O Parto . Isso nem vou entrar em questão pois com certeza não tem ansiedade maior em saber como será o parto e o momento de conhecer a carinha do seu filho.

- Dia de Pediatra. Para quem passa o dia todo em casa amamentando e trocando fralda, quer motivo maior de ansiedade do que dia de ir ao pediatra? Parece que vira o evento de mês. É a chance de colocar uma roupa mais bonitinha no bebê e sair um pouco da “toca”. Além disso qual mãe de primeira viagem não sabe exatamente o peso e alturo do seu bebê  e não ve a hora de chegar a próxima consulta para comparar ?! Mas posso garantir que no segundo filho você nem lembra que marcou pediatra!

- Dia de Vacina. Esse dia acho que ficamos mais ansiosas que a criança. Será que ele vai chorar muito, será que vai ter febre, será que vai ficar chatinho? Eu sempre imaginava mil coisas e no final nenhuma das meninas teve qualquer reação a vacina.

- Os Primeiros Passos. Mais do que rolar, sentar e engatinhar, qual mãe não ve a hora de seu filho dar os primeiros passinhos?

- O Aniversário de 1 ano. Conheço mães que mesmo antes da criança nascer já sabiam o tema da festa de 1 ano. E mães que  encomendaram convites comigo quando o bebê tinha 2 meses apenas!

- Primeiro dia de escola. Acho que todas as mães mal dormem na véspera de levar seu filho pela primeira vez na escola. Será que ela vai gostar? Será que vai chorar? Será que vai adaptar rápido?

 

E para vocês, o que gera ansiedade na maternidade?

 

 

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11 novembro, 2014
Por Katia Ouang

Hoje quero mostrar mais um item da minha marca Paper K , os ursinhos! Eu sempre adorei desenhar ursinhos, e me realizei quando tive a oportunidade de transformá-los em produtos e ver o quanto as pessoas gostam.

Por isso esse ano resolvi fazer um teste, trocar o Papai Noel por ursos e cada um representando um membro da família. Queria algo diferente e com algum significado. E para minha surpresa as clientes adoraram! São cartões e etiquetas para colocar nos presentes.

Vejam algumas opções :

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E alguns outros itens com os ursinhos:

Captura de tela inteira 11112014 094630 Captura de tela inteira 11112014 094642 Captura de tela inteira 11112014 094731 Captura de tela inteira 11112014 094811 Captura de tela inteira 11112014 094818 Captura de tela inteira 11112014 094918 Captura de tela inteira 11112014 094942

 

 

Temos também vários outros temas e modelos de natal !

Quem quiser encomendar ainda dá tempo!

Informações e orçamentos: [email protected]

E para acompanhar as novidades pelo instagram: @paperkpapelaria

Gostaram?! :)

 

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