17 dezembro, 2014
Por Katia Ouang

 

How-to-be-a-perfect-mother

Ontem quando fui dormir  fiquei pensando quanta coisa poderia ter feito diferente esse ano. Digo isso em relação às minhas filhas.

Foi um ano corrido para mim, tive que administrar 2 trabalhos com casa, marido, filhos e tudo que vocês já sabem. Com isso algumas coisas deixei passar e com plena consciência que deveria ser de outra maneira. Sabem aquelas coisas que as “mães perfeitas” com certeza vão criticar? Mas como vocês sabem que eu não ligo pois no fundo sei que o que acontece comigo acontece em todas as casas, vou mostrar minha listinha de imperfeições, ou melhor ; coisas que deixei de realizar esse ano. Talvez por pura falta de tempo ou preguiça mesmo! ( #quemnunca !?)

- Chupeta: Fui postergando a chupeta até onde consegui. Vocês acompanharam a minha “saga” em tirar a chupeta da Bruna sem muitos traumas e no final foi da maneira que eu menos esperava. Todo mundo me aconselhou a tirar da Manu junto. Mas não tive coragem, e vou deixar usar provavelmente até esgotar a minha paciência ou quando não tiver mais alternativa. Eu vejo aquele movimento da chupeta quando ela esta com soninho… e simplesmente, não quero tirar agora !

- Desfralde da Manu. Eu estava super empolgada com a livre e espontânea vontade da Manu em tirar a fralda e ate contei aqui. Obviamente no segundo dia ela desistiu e eu também não tentei mais. Sei que uma vez iniciado não podemos voltar atrás. Mas quem liga muito para isso considerando final de ano cheio de trabalho e falta de tempo? Agora sei que vou me empenhar nas férias e conto depois como foi.

- Fralda Noturna da Bruna: Sim, ela ainda usa! Por várias noites ela acorda sequinha. Mas é só eu tentar tirar que acaba escapando. Sei que o jeito é levar no meio da noite e reduzir os líquidos no final do dia. Os líquidos ok, mas quem exausta consegue se dispor a quebrar as poucas horas de sono para levar o filho no banheiro?

- Tentar tirar as manchas do uniforme. Pessoal, é só na minha casa ou vocês também levam seus filhos parecendo que nem tomaram banho para a escola? todo dia falo que vou me empenhar em achar “formulas” e técnicas para deixar as camisetas limpinhas ( já que uma mãe me disse que é só ter boa vontade pois os uniformes dos filhos são impecáveis!), procuro dicas no google, compro produtos,  mas no final lavo da maneira mais rápida e prática e se não sair  a mancha, paciência.

- Colocar um ponto final na cama compartilhada. A Bruna ainda vem todas as madrugadas para minha cama. Há 1 ano tentei de tudo e prometi que teria toda paciência do mundo para fazer ela voltar a passar a noite toda no seu quarto. Depois de um tempo desisti , e hoje  acho que já me acostumei e sinto até falta nos poucos dias que ela não vem.

- Tirar a Manu do berço. Não tirei e não tiro tão cedo. Já basta uma vindo todas as noites para a minha cama. Imaginem duas! Mas o motivo principal são alguns minutinhos a mais de sono pela manhã, já que a Manu é a primeira a acordar e fica no berço até eu ir busca-la. Se ela estiver na cama, pode estar certa que virá até o meu quarto me chamar. Já tentei colocar na cama 1 vez e foi exatamente isso que aconteceu.

- Legumes e Verduras. Mais um item que prometi que não iria desistir. Mas desisti. Tentar dar qualquer verde para a Bruna é me estressar e  estressar ela sem resultado. Portanto, paciência. Supro as vitaminas de outra forma. Não tive a sorte de ter filhos que me peçam brócolis com água da boca. Apesar da Manu comer de tudo, também não é muito fã dos verdinhos!

- Banho de Gato. Parece que quanto mais elas crescem mais necessitam de 2 banhos por dia. Mas confesso que tenho muita preguiça de dar banho , principalmente quando elas voltam de festinha mais a noite e eu já estou exausta. Nada que um lencinho não resolva até a manhã seguinte!

- Organizar as caixas de brinquedo. Esse ano fui toda animada comprar uma estante  e umas 10 caixas organizadoras. Separei por tipo de brinquedo; blocos, massinhas, bonecas, casinha, fantasias… e prometi que iria manter organizado. Tentei uma, duas, três…. não adianta, no final é melhor comprar uma caixa gigante com tampa e jogar tudo dentro, da na mesma!

- Reduzir televisão, Ipad e Iphone. Mas no final quem consegue? já que são os salvadores da pátria na maioria das vezes!

 

Essas foram só algumas lembranças do que eu não fiz esse ano e que vou rever em 2015.

E vocês mamães o que gostariam de ter feito diferente ?

 

 

 

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15 dezembro, 2014
Por Katia Ouang

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Hoje vou começar a semana falando sobre um assunto diferente e que considero super importante; como ensinar seu filho a ser seu companheiro.

E para fazer isso acho que o segredo é apenas um; saia sozinha com o seu filho o máximo de vezes que puder. Digo isso pois tenho levado minha vida dessa maneira com as meninas e tem sido muito bom não só para mim, como para elas.

A Bruna quando bebê eu sai bem pouco. Ficava insegura em sair sozinha, levar carrinho, sacola. E então engravidei da Manu, tive milhares de problemas na coluna, não podia carregar a Bruna no colo então só com babá ou meu marido. Comecei a sair sozinha com ela depois dos seus 2 anos.

Já a Manu desde que nasceu vai comigo para cima e para baixo como minha sombra! E a diferença de comportamento delas hoje é notável. A Manu se adapta em qualquer lugar sem ficar irritada . Já a Bruna não. Então hoje eu vejo a importância disso e tenho me empenhado muito em dar essa atenção para ela. E me surpreendo positivamente a cada dia como ela já evoluiu.

O meu dia a dia é um pouco diferente da rotina de uma mãe que trabalha fora ou da que fica em casa. A minha rotina é de uma mulher que trabalha muito, mas em casa. Isso dificulta um pouco o relacionamento com as minhas filhas que tem a mãe presente fisicamente o tempo todo, mas zero disponível. Então o que faço para compensar esse tempo que não consigo dar atenção é sempre levar uma delas comigo em qualquer programa que eu faça. Exceto se for alguma reunião de trabalho. E levo sempre apenas uma delas. Com isso consigo dar uma atenção especial, já que quando são duas, dificilmente conseguimos dividir esse tempo.

Então enquanto a Bruna está na escola pela manhã, levo a Manu comigo. E enquanto a Manu dorme a tarde, levo a Bruna e deixo a  Manu com a moça que trabalha em casa.

A real é que durante a semana não levo em nenhum programa de criança pois não dá tempo. E então aproveito o tempo no carro para conversar, cantar e saber mais de cada uma individualmente. E ” carrego” elas para tudo; desde supermercado, feira, médicos e exames (meus), Correios, farmácia, enfim… inclusive levo sempre na gráfica que trabalho e explico que é de lá que saem os produtos que elas veem na minha mesa todos os dias. O que pode parecer um programa chato para as crianças, saibam que elas adoram. E aprendem muito.

E quais as vantagens disso?

Entender a dinâmica e rotina de sua família desde pequenos. Nada como levar seu filho no supermercado e explicar cada item que você  vai comprar. Explicar quem gosta de consumir tal produto em casa e a importância de cada um. Assim como quando entro em uma farmácia, a Bruna já vai direto na seção infantil e fala; Mamae já peguei os nossos lencinhos. Ela já entende o que eu vou comprar na farmácia, já sabe a marca que uso, e me ajuda. E vejo uma diferença notável das primeiras vezes que levei cada uma delas comigo e passava o tempo todo falando; não pega nisso, não derruba aquilo, espera aqui…. Hoje elas já conseguem entender melhor que não podem mexer.

Aprender a esperar, mesmo que não tenha nada para fazer. Esse é um dos melhores aprendizados que a imersão em nossa rotina pode trazer aos pequenos. Quer coisa mais chata para uma criança do que ter que ficar sem fazer nada em uma sala de espera de um médico nosso? Ou quer algo mais chato para as minhas filhas que terem que aguardar meus produtos ficarem prontos na gráfica ? Enfim, o que pode parecer chato para elas, cabe a nós usar esse tempo para ocupá-las com alguma coisa e ensinar que a espera faz parte da nossa vida.  Ou quem sabe usar esse tempo para conversar com o seu filho? A vantagem disso é tentar evitar que seu filho seja daquelas crianças que chegam em um lugar de adulto e fiquem o tempo todo reclamando e falando: Mãe, quero embora….Mae não tem nada para fazer…”

Aprender a curtir qualquer tipo de programa. Criança gosta de passear. E para eles qualquer coisa é divertido estando perto dos pais. Acreditem, levar uma criança a uma feira é um programa super rico e interessante para eles! E ajuda a tornar nosso programa menos “chato”. Pois eu mesma detesto fazer compras para casa e isso se torna bem mais gostoso na companhia das minhas filhas. Criança é curiosa , gosta de ver, mexer, entender.

Mães deixarem de ter preguiça. Pois quem nunca teve preguiça de levar o filho junto sabendo que temos que fazer uma sacola, colocar no carro, na cadeira. Muita vezes é mais fácil deixar com outra pessoa não?  Ou quem não pensa duas vezes antes de levar o filho no supermercado e passar o tempo todo correndo atrás dele?

Estreitar os laços conosco. Quanto mais convivemos com cada um de nossos filhos, mais criamos afinidades e mais podemos entender cada um deles individualmente. Ainda mais para quem tem 2 ou mais filhos. E posso garantir que é delicioso levar seu filho para todos os lugares e tê-lo como um companheiro de verdade. A sensação é maravilhosa.

Amenizar a eterna “culpa de mãe”. Quem nunca se culpou por achar que não dá a atenção devida a cada filho? Eu sinto muita  essa culpa, ainda mais pelo ciúmes que a Bruna tem da Manu,  que faz que eu sempre tente dar mais atenção para ela. Com o tempo percebi que a Manu também precisava conviver mais comigo. Hoje com essa dinâmica de tentar levar cada uma delas em tudo que faço, me ajudou muito. O que importa é a qualidade do tempo que passamos com os nossos filhos e não a quantidade.

 

É difícil arrumar o tempo que gostaríamos para os nossos filhos. Ainda mais para quem vive a loucura do dia a dia de ter que trabalhar e cuidar de todo o resto. Mas esse tempo a gente cria, encaixa na nossa rotina, adapta como for melhor. E tudo que citei acima vale também para as tarefas de casa, como cozinhar, arrumar, guardar as roupas, limpar alguma coisa. Nunca me esqueço desse ano, quando fiquei um bom tempo sem faxineira e decidi lavar um dos banheiros com elas a festa que foi! Escolhi um dia quente, coloquei biquíni nelas e dei uma esponja para cada uma. Até hoje elas falam: “Mamãe, quando vamos lavar o banheiro de novo?” Foi super divertido! E hoje que a Bruna já tem mais noção de que não pode mexer em fogo, faca, etc , tem me ajudado direto na cozinha.

Para quem tem babá, a minha dica é tentar algumas vezes sair sozinha com seu filho. Esse momento a dois é muito importante para o desenvolvimento e segurança das crianças!

Hoje já faz parte do meu dia a dia sempre ter alguma delas comigo e sempre que for possível, vou manter assim.

As minhas “sombrinhas” !

Beijos e Boa Semana!

*K*

 

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12 dezembro, 2014
Por Katia Ouang

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Hoje eu quero apresentar uma empresa que com certeza, será uma dica preciosa para quem quer fazer enxoval em NY; a Fashion Baby NY.

Vou começar falando um pouco do que é fazer um enxoval em NY. Pois essa é a minha primeira referência já que foi lá que montei o enxoval da Bruna.

Todo mundo se questiona sobre qual cidade é a melhor para comprar as coisinhas do bebê; NY, Miami, Orlando? Acho que todas tem seus prós e contras. Mas assim que eu soube que estava grávida, escolhi que seria NY, já que poderia unir uma viagem de compras e lazer ao mesmo tempo. E como eu amo fazer tudo a pé, não me incomodei em nada e andar bastante. A questão é que eu até me virei bem para comprar as roupinhas. Mas quando entrei nas lojas de artigos para bebês em geral, quase tive um surto com tanta opção e variedade. Só a parte de chupetas tinhas umas 3 paredes. Perdi 2 dias dentro dessa loja. E no final de tanto andar de um lado para o outro cheia de sacolas, acabei tendo um sangramento que foi bem traumático para mim. Na segunda gestação nem me arrisquei em viajar.

Por isso sempre falo que gravida não está doente, mas não pode abusar. Tem que unir o útil ao agradável e aproveitar a viagem para curtir um pouco a cidade e o marido!

Pensando nisso que quero indicar a Fashion Baby NY para quem quer uma “mãozinha” na montagem do enxoval. As mamães Mariana e Renata, brasileiras que moram em NY, criaram a empresa que assessora   gestantes em toda montagem do enxoval lá fora. E são várias as opções de serviços que elas oferecem que vão desde a compra do enxoval completo , elaboração de listas, organização das malas, enfim, o que você precisar para poder montar o enxoval otimizando tempo e dinheiro. Pois sabemos que não adianta apenas comprar barato, tem que comprar certo.

Tenho várias amigas que trouxeram malas de coisas que nunca usaram, e isso com uma boa consultoria , você com certeza pode evitar que aconteça.

Assim quem viaja com o marido, pode aproveitar para passear e fazer tudo sem pressa, enquanto a Fashion Baby toma conta de tudo que seu bebê irá precisar .

Um diferencial que elas tem e que eu achei demais, é a Sessão de Fotos profissional, lá em NY. Você viajar, compra, aproveita e ainda tira fotos desse momento tão importante em um lugar que com certeza, vai deixar ótimas recordações.  Imaginem tirar umas fotos de gestante no Central Park?! Vejam alguns dos ensaios de clientes que foram feitos por lá:

Photo Oct 05, 17 33 36 Photo Apr 10, 14 42 36 Photo Apr 10, 14 39 32 Photo Oct 05, 17 33 36

Photo Oct 27, 00 28 13 Photo Oct 26, 23 15 33 Photo Oct 05, 17 45 20

Photo Apr 10, 16 08 16

 

 

Para quem quiser o contato e saber tudo que a Fashion Baby oferece:

http://fashionbabyny.com/

Fica a dica para as gravidinhas e bom final de semana!

*K*

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10 dezembro, 2014
Por Katia Ouang

Hoje eu estava assistindo a uma entrevista da apresentadora Sarah Oliveira e achei tão bacana e espontânea, que resolvi mostrar para vocês. Me identifiquei e me emocionei muito ao relembrar o quanto sofri e em um episódio bem parecido.

Em seguida vou republicar o texto que escrevi há 2 anos sobre esse momento que passei com a Manuela ainda bebê e que choro toda vez que leio.

Isso para ressaltar a importância de sabermos que podem ocorrer imprevistos. Mas que no desespero são sempre outras pessoas que nos ajudam. Além disso sempre falo da importância de conhecer as manobras básicas de primeiros socorros. Então quem tiver a oportunidade de se informar, não deixe de fazer. O mesmo vale para informar as pessoas que nos ajudam com os nossos filhos.

É comum passarmos por vários sustos quando temos crianças. Mas acho que o primeiro susto com um bebê, a gente nunca esquece.

O blog fala de muita coisa boa e feliz, mas fala também de imprevistos e situações as vezes inesperadas. Mas que fazem parte da vida de qualquer mãe e que vão nos ensinando a sermos fortes desde o comecinho da maternidade.

 

Vale a pena ver o vídeo:

 

 

Queria começar explicando o meu sumiço repentino do blog.
Quem me acompanha no Face e no Instagram já sabe que a Manu foi para o hospital na terça feira depois de um susto que não desejo para nenhuma mãe passar.
Hoje escrevo de coração para contar tudo que aconteceu com ela pois graças a Deus, está tudo bem agora.
Na ultima terça feira a tarde, fui amamentar a Manu. Como de costume, amamento e coloco em pé no meu colo para arrotar.
Assim que ela ficou em pé reclamou um pouco e não arrotou. 
Continuei com ela em pé mas ela começou a chorar. Achei estranho pois ela nunca chora, digo nunca mesmo. Parecia um choro de cólicas pois ela estava com a barriguinha muito dura.
Na hora achei que seriam cólicas ou gases pois o intestino da Manu não funciona muito bem. 
Depois do choro ela começou a suar muito na cabeça, outro fator também estranho. 
Pensei ; ela esta com algum mau estar de dor de barriga…
Coloquei ela na minha cama, tirei a calça e a meia e deitei ela para fazer uma massagem na barriguinha. Ela voltou a chorar e um choro que nunca havia visto, um choro doído. De repente ela parou e ficou deitada, molinha, olhando para o nada.
Conversei com ela, ela não olhava para mim, não ria e começou a fechar os olhinhos como se fosse dormir.
Aí vi que tinha algo errado com ela.
Imediatamente liguei para a pediatra e coloquei a Manu no colo da babá. Ela continuava acordada, mas molinha, sem reação…parecia desmaiada mas com os olhos abertos.
De repente ela começou a ficar roxa, os lábios azuis… e eu ao telefone simplesmente surtei. Comecei a gritar  e tremer e a pediatra disse para eu ir imediatamente para o hospital.
Mas como assim? eu precisava fazer algo antes de ir para o hospital, não ia entrar no carro com ela assim.
Começamos a mudar ela de posição, fazer a manobra para desengasgar….mas ela não estava engasgada. Então o que seria aquilo Meu Deus!
Ela não voltava, continuava estática, com os olhinhos tristes, não reagia….e eu gritava, Manu pelo amor de Deus, chora, grita, acorda! Na confusão ninguem achava telefone de taxi e o porteiro disse que levaria a gente.
Eu não tinha condições de dirigir e meu marido trabalha em Cotia. Desci na garagem do meu prédio com ela nos braços e na tensão, o porteiro não conseguia ligar o carro. Sai correndo com ela , esqueci carro aberto, celular, e a primeira pessoa que vi na garagem implorei para me levar ao hospital.
Todo esse tempo a Manu continuava com aquela carinha estranha, estática, e eu pedindo para a babá ficar com o dedo na boca dela para caso fosse uma convulsão , não morder a lingua ou não parar de respirar.
Eu moro a 5 minutos do Einstein. Mas o caminho até lá foi uma eternidade por causa do show da Madonna. Eu só rezava e pedia a Deus para que ela continuasse respirando , pois para mim, ela estava tendo alguma coisa muito séria que na melhor das hipóteses, traria alguma sequela neurológica.
Descemos a milhão no Einsten e imediatamente a Manu foi atendida.
Ela ainda estava apática, parecendo não reconhecer ninguém, mas só de saber que ela estava respirando e já no hospital, pude ter um certo conforto.
O processo todo entre perceber que ela estava estranha e chegar no hospital foi por volta de 40 minutos. 
Nesse intervalo a Manu não reagia e algumas vezes parecia que ia desmaiar de vez.
Eu não sei explicar para vocês o que senti e choro escrevendo só de lembrar a dor que passei. Uma sensação de impotência frente a um filho, querendo salvá-lo, querendo dar sua vida por ele…. Um medo de perdê-lo, uma dor… Eu gritava, rezava, chorava… Dizem que nós devemos ter sangue frio para poder agir com tranquilidade e tentar ajudar. Mas como ter sangue frio nessas horas?? 
Então iniciou-se uma série de exames para descartar algo grave como problemas cardíacos ou de má formação, ou mesmo ter sido uma convulsão.
Não sei dizer em qual momento a Manu começou a voltar e parecer que estava normal. Mas demorou um pouco. Talvez quando a enfermeira colocou a agulha para colher sangue e ela chorou já me pareceu ser melhor que ficar apática como ficou na última hora. Mesmo assim, a Manu ultra sorridente e simpática não dava nem sinais que estava por perto.
So depois de dormir um pouco nos meus braços fazendo um eletro, ela acordou e esboçou um mini sorriso.
Meu coração transbordou de felicidade e mesmo ainda sem saber o que ela tinha, só de estar viva já era tudo para mim.
Até sair o resultado do ultimo exame eu ainda tive muito medo de ser algo grave. Passei a noite na semi intensiva com ela, e foi muito difícil para mim. Não preguei o olho, lembrava do que passei,e só chorava. 
Graças a Deus e a minha Santa Protetora Nossa Senhora de Fátima, nada grave foi encontrado. Não tivemos uma explicação concreta sobre o acontecido , e nesses casos a melhor das hipóteses passada pelos médicos é acreditar que foi um refluxo logo após mamar que gerou uma dor que fez com que a pressão caísse bruscamente.
Por isso ela suou, por isso ela ficou caidinha. E o fato de termos sacudido e deixado ela em diferentes posições para ver se recuperava os sentidos, talvez tenha dificultado ao invés de ajudar.
Afirmar que isso nunca mais acontecerá, não tem como. Pode voltar a acontecer como pode ter sido um episódio isolado que nunca mais volte.
Eu acredito em Deus e que ele protegerá a Manu. E estou trabalhando a minha cabeça para não ficar neurótica e achar que isso pode acontecer de novo a qualquer hora. Pois todos somos vulneráveis a ter um mau estar repentino em qualquer fase da vida.
Em breve contarei melhor como podemos ajudar em determinadas circunstâncias com os bebês e como preparar as pessoas que trabalham conosco em casa para saberem como agir em uma emergência caso a mãe não esteja por perto. Eu felizmente estava ao lado dela quando tudo aconteceu.
Mesmo ela estando bem, ainda estou muito abalada com o que passei.
Pois nas minhas andanças pelo corredor do hospital no mesmo andar que a Manu estava e na salinha infantil, me deparei com cenas de mães dando a sua vida para fazer um filho com câncer ou com problemas serissimos sorrir. Contando histórias, montando castelos, vestindo fantasias… isso me abalou demais. 
Queria que todas aquelas mães também tivessem alta e pudessem ir embora de lá com seus filhos nos braços como eu pude fazer.
Não poderia finalizar sem agradecer às dezenas de mensagens e orações que recebi pelo Instagram. Eu li cada uma delas e me senti muito confortada por mães que com certeza, também torceram pela Manu.
De coração, muito, mais muitoooooooooo obrigado. Desejo que todo o carinho e força que vocês me passaram volte em dobro para vocês! E que nossos filhos sempre tenham muita saúde. 
O resto não importa.
Agora é bola para frente, pensar em coisas boas e prometo muitos posts na semana que vem !
Um beijo enorme,
Katia, Manu, e é claro, a Bruninha. 
Meus tesouros!
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