30 outubro, 2014
Por Katia Ouang

Já recebi várias mensagens perguntando como está a Bruna sem as chupetas.

Esperei passar um tempinho para poder contar como foram essas semanas.

A primeira atitude que me questionaram foi porque eu não tirei a chupeta da Manu junto com a da Bruna, assim passava por isso só 1 vez e evitaria que a Bruna pegasse as chupetas da Manu. E a minha posição sobre isso é que não tirei pois quero que a Bruna entenda que ela vive um momento diferente da Manu. Que ela é mais velha, que já usou bastante e que logo a Manu vai tirar também. Ela que é super ciumenta precisa entender isso. E para a minha surpresa, mesmo com todo o perfil manhoso da Bruna, foi bem mais tranquilo do que eu imaginava. Talvez porque ela já tenha uma compreensão muito maior do que está vivendo e tenha de fato incorporado e entendido que a partir do momento que deu as chupetas, não tinha mais volta. Isso em uma criança de 2 anos talvez seja um pouco mais complicado.

Por outro lado, 4 anos de vício não é tão simples de tirar. Algo que ela fez desde que nasceu e sempre usou como artificio para dormir e para se acalmar e de um dia para o outro passa a não ter mais, deve ser bem difícil. É um vicio como qualquer outro.

O gatinho que a “fada trouxe” foi essencial nessa etapa. Ela se apegou ao gato e realmente acreditou que ele seria seu porto seguro. Agora arrasta esse gato para onde ela for e fala para todo mundo que é o protetor dela.

Os primeiros dias foram os mais complicados, principalmente na hora de dormir. Aí sim ela chorava dizendo que não conseguiria dormir sem chupeta. Começava a morder alguma coisa, chupava a mão, era a necessidade absurda de sugar. Me dóia muito. Mas por nenhum momento eu voltei atrás.

A solução que eu encontrei foram as histórias. Sentava ao lado dela e contava uma história, e ia improvisando e enrolando até ela dormir. Nos primeiros dias cheguei a ficar mais de 1 hora falando. Mas com o passar dos dias esse tempo foi diminuindo até que hoje ela voltou a dormir sem história , apenas comigo sentada na cadeira ao seu lado até ela pegar no sono,  como eu fazia na época da chupeta. E em 10 minutos no máximo ela dorme.

Durante o dia não foi tão complicado. Ela não pedia pela chupeta, apenas não aceitava a Manu usando na sua frente. O que é mais do que compreensível. Mas por nenhuma vez tentou pegar ou usar a chupeta da irmã. Algo que eu imaginei que pudesse acontecer. A pior parte mesmo foi o seu humor. A falta da chupeta deixou a Bruna muito mais irritada. E ela que já é de natureza uma criança manhosa, piorou ainda mais. Pois o que amenizava algumas crises e momentos de manha, era a chupeta. A partir do momento que ela não tinha mais, não encontrava outra maneira de se acalmar e então chorava, gritava e dava um show.

Agora , depois de mais de 1 mês, posso dizer que sinto que ela está realmente esquecendo do vício e até se orgulhando de não usar mais chupeta. Hoje ela olha para a Manu e fala: Manu, eu não chupo mais pepê, meus dentes vão ficar lindos e os seus feios.

Ela ainda anda bastante irritada. Mas percebo que isso acontece mais nos momentos onde ela esta mais quietinha, sem fazer muita coisa, e aí lembra da chupeta. Por isso tenho tentado ocupá-la e distraí-la sempre que isso acontece. Além, é claro, de sempre elogiar sua atitude e dar muito carinho e atenção nessa fase.

E o que eu aprendi de mais esse desafio? Que nós mães muitas vezes postergamos algumas mudanças. Seja por medo da reação da criança, seja por preguiça de enfrentar um momento novo… E sempre que eu tive essa sensação, me surpreendi não só com a atitude das minhas filhas, mas também com a minha. E que não adianta imaginar nada antes da hora. Sempre digo que nossos fihos são uma caixinha de surpresas. E são mesmo. Impossível adivinhar como irão reagir.

Por isso o que fica disso tudo é ; faça o que seu coração mandar! Nunca vai existir a hora certa de mudanças, e não se baseie no que outras mães fizeram. Apenas a partir do momento que você  decidir dar um passo diferente na vida do seu filho, seja firme. A nossa segurança em ter tomado a decisão certa é que passará confiança para eles.

E o próximo passo com a Bruna é tentar fazer com que ela durma a noite toda na cama dela. Pois ela ainda vem para a minha toda madrugada!

Só que esse é assunto para um próximo post onde falarei da cama compartilhada! Experiência que vivo há pouco mais de 1 ano…

 

E quem quiser ler como foi o processo de retirada da chupeta veja aqui: Parte 1 e Parte 2.

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28 outubro, 2014
Por Katia Ouang

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No último domingo decidimos fazer um programa diferente; ir ao Aquário de Santos! Quando publiquei no instagram a foto várias leitoras me questionaram se valia a pena ir tão longe já que temos um Aquário excelente em São Paulo que inclusive  já postei AQUI.

A questão não é nem valer ou não valer a pena. A questão é arrumar um programa para fazer com duas crianças hiper ativas quando já fomos em todas as atrações principais de São Paulo. E ir até Santos para elas é divertido, e com isso ganhamos algum tempo no nosso dia já que temos que pegar estrada. E na estrada elas dormem e eu e meu marido conseguimos conversar! ( #quemnunca ?!) . Aproveitamos a ida à Santos para mostrar o porto, os navios, os containers imensos…. elas adoraram!!!! E também almoçar em algum lugar por lá.

Por indicação de uma leitora, almoçamos no restaurante Canal 4 pois era um dos únicos com brinquedoteca. De fato a brinquedoteca era ótima, tinha monitoras e uma ante sala com vídeo game para os maiorzinhos. O restaurante em si não era nada de mais e bem barulhento, já que o perfil são famílias com filhos. Comida gostosinha, tem menu kids ( 1 prato dá para 2) e não demora muito. Mas achei um pouco caro pelo que foi o almoço.

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De lá fomos ao Aquário. Estava bem tranquilo por ser um domingo a tarde , o que é ótimo pois com criança pequena qualquer lugar lotado se torna muito cansativo.

Um ponto super positivo é o valor; criança não paga e adulto R$ 5 cada. Se comparado ao de São Paulo que custa 10x isso, já valeu o programa!  Mesmo porque na idade delas o que conta mesmo é ver os peixinhos e não a quantidade de espécies diferentes e a estrutura do local.

 

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Fiquei surpresa pois não esperava nada desse Aquário. É limpo, organizado e apesar de ser bem pequeno, é o suficiente para uma criança de 2 e uma de 4.

A Bruna que está atualmente fazendo um trabalho sobre o fundo do mar na escola, conseguiu ver e identificar todos os animais que aprendeu; peixes, polvo, tartaruga, tubarão, lagosta, entre outros.

Nos aquários menores  há um banco para as crianças pequenas subirem, o que é ótimo.

E no final o mais interessante são sem dúvida os pinguins e o Leão Marinho. Vale a pena checar os horários de alimentação do leão ( 2x por dia) pois as crianças adoram ver. Nós demos sorte e vimos também!

Saindo do Aquario fomos andar um pouco na praia e tomar uma agua de côco. Bem próximo ao Aquario tem um parquinho infantil dentro da praia mesmo com balanço e escorregador. As meninas adoraram. Não tirei foto pois fiquei sem bateria.

E com isso passou o dia e voltamos para São Paulo já quase as 18hs com as duas exaustas e imundas de areia e agua do mar!

Valeu sim o passeio e recomendo para quem queira variar um pouco!

#ficaadica

 

 

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26 outubro, 2014
Por Katia Ouang
Eu sei que o blog deixa muito a desejar quando o assunto é alimentação dos bebês. Eu sou uma negação na cozinha , por isso que nem me arrisco em passar dicas para vocês.  Porém quando surgem coisinhas fáceis de fazer e gostosas, vale a pena eu mostrar. É como esse sorvete de banana que já publique aqui no blog mas resolvi atualizar o post complementando com várias receitinhas que descobri depois.
E como o verão está chegando, nada como poder oferecer um sorvete sem açúcar e sem corantes para nosso filhos! Outra vantagem desse sorvete é uma opção de lanche que alimenta bem. E para as crianças que não comem muito na refeição, esse sorvete é bem nutritivo!
Como compro muita banana aqui em casa e quase sempre acaba estragando quando amadurecem todas juntas, o sorvete veio como solução para não desperdiçar mais. Pois quando estão maduras, já corro para congelar e assim aproveito depois.
Vamos a receita!
Para fazer você vai precisar de 2-3 bananas nanicas maduras e bem docinhas. Mas também é possível fazer com a banana prata ou banana maçã. Lembrando que você pode congelar uma quantidade maior e ir usando depois sem pressa!
Corte a banana em pedaços e leve ao congelador em um recipiente:
Após congelarem , as bananas mantem o formato e textura, e você usa como se fossem cubinhos de gelo!

Levar as bananas ao liquidificador e bater normalmente. Algumas vezes elas batem sem agua ou leite. Mas as vezes elas travam a lâmina, então basta colocar uma xicara de café de água ou leite e bater. Você logo vai perceber que a textura vai ficar homogênea, igualzinha a um sorvete bem cremoso.
E  Voilá! O sorvete está prontinho!( não reparem que o meu já havia derretido um pouco por causa do calor mas ele fica com a mesma cremosidade de um sorvete sem nenhum ingrediente artificial !)
Sempre me surpreendo como a textura é igualzinha a um sorvete. As crianças não percebem a diferença. E se você quiser o sorvete só de banana, já está pronto!

As meninas amam uva passa, então as vezes coloco algumas !

Agora para quem o filho não gosta de banana, a minha dica é fazer novos sabores com a mesma receita. Nesse caso acho que a Banana Prata funciona melhor pois não tem um sabor tão marcante. E o importante da banana é a textura que só ela tem para fazer esse sorvete. Então podemos usá-la de base para outros sabores ( nem todos tão light!)  que já testei por aqui e deram super certo!
Morango: bata uns 6 morangos grandes junto com as bananas picadas. O sorvete fica com a cor do sorvete de morango e o sabor também. O que acontece nessa mistura é que muitas vezes se  a banana não estiver tão docinha a criança pode não querer. Mas aí é só bater com um pouquinho de açúcar. Lembra um Danoninho!
Mamão: Fica uma delícia!
Maracujá: Um sabor mais refrescante. No lugar da xícara de agua ou leite que citei acima para dar “liga” quando bater, coloque suco de maracujá.
Chocolate : Bater com 2 colheres de chocolate em pó! ( esse é o melhor!)
Nutella: Bater com 2 colheres de nutella!
Fora essas você pode colocar granola, sucrilhos, ou qualquer coisa que seu filho goste.
Fica uma sobremesa ou um lanche super saudável para o verão !
Depois vocês me contam se gostaram e se testaram algum sabor novo!
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24 outubro, 2014
Por Katia Ouang

inalação

 

A asma e a bronquite são corriqueiras na vida de muitas crianças e por consequência na vida de muitas famílias.

Embora sejam parecidas, não são iguais. Ambas “tomam conta” do aparelho respiratório dos nossos filhos, mas possuem características muito distintas.

A bronquite é uma inflamação dos brônquios, que em sua maioria das vezes, é causada por uma infecção provocada por um vírus comum do período de inverno ou por substâncias irritantes das vias aéreas superiores (nariz, laringe, traquéia, brônquios).

O nariz fica “pingando”, a garganta pode ficar irritada, surge o cansaço, arrepios, dores nas costas e musculares, tosse e um chiado no peito (tipo miado de gato).

Já a asma é considerada mais preocupante, pois as vias aéreas se “apertam”, ou seja, fica mais difícil de “passar o ar” para dentro dos pulmões. Pode chegar até a uma obstrução, ou seja, uma interrupção do fluxo de ar para os pulmões. Atenção pode vir a se tornar um quadro grave!

Não é a toa que a palavra asma vem do grego e seu significado é “sufocante”.

Trata-se de uma doença crônica que não pode ser prevenida, nem curada.

No entanto, as crises podem ser evitadas, quando se identificam e se evitam os fatores desencadeantes, como agentes alergênicos (ácaros, penas, pelos de animais) ou irritantes (cigarro, fumaça).

O asmático apresenta tosse seca, sem secreção, falta de ar e uma respiração sibilante (com “barulho”).

Podemos dizer que a asma é uma doença que possui um componente hereditário e alérgico, gera medo nos pais e quando as crianças são maiores geralmente são acometidas desse medo também, pois a sensação de ter falta de ar é muito angustiante. Logo, o tratamento preventivo é a melhor opção.

Prevenção da asma:

- Isolar ao máximo o portador de asma dos ácaros, pelos de cães e gatos, bolores e dos fungos (mofo);

- Encapar travesseiros e colchões, pois estes alérgenos citados no item acima se acumulam no travesseiro, na cama (uma cama pode conter cerca de dois milhões de ácaros), no cobertor, na cortina, no carpete, em bichinhos de pelúcia e em qualquer lugar que acumule poeira;

- É PROIBIDO cortinas, bichinhos de pelúcia, mantas (use edredom), bichos de estimação e tudo que acumule pó, mofo, bolor ou solte pelos e penas;

- EVITAR usar aquecedores no inverno e ar condicionado no verão;

- EVITAR ficar perto de lareiras;

- PROIBIDO entrar em contato com fumaça de cigarro;

- EVITAR odores fortes (perfumes, produtos de limpeza, frituras, tinturas de cabelo das mamães);

- EVITAR comportamentos ansiosos que agravem as crises (notícia de uma viagem ou passeio pode gerar uma ansiedade boa ou notícias desagradáveis para a criança, como uma consulta médica, tomar uma vacina, etc);

- Mantenha o ambiente SEMPRE ventilado.

Tratamento

O tratamento da bronquite é mais tranquilo por ser mais rápido e de curto prazo. Já o da asma geralmente é a longo prazo e preventivo. Existe, hoje, uma gama imensa de medicamentos a serem utilizados e que SOMENTE com avaliação de um médico especialista e prescrição e acompanhamento do mesmo a eficácia estará garantida! Logo, não falaremos de nomes de medicamentos, ok?

Asma brônquica ou Bronquite asmática?

Nem um, nem outro…

Agora você já sabe o que é a bronquite e asma separadamente, às vezes acontece da criança desenvolver um quadro de bronquite e ser portadora de asma…daí o surgimento dos nomes!

Toda “doença” terminada em “ITE”, ou seja, otITE, laringITE, amigdalITE, bronquite, significa INFLAMAÇÂO em algum lugar.

ITE = INFLAMAÇÃO

Bronquite – inflação nos brônquios – terá sempre secreção, a tosse será “molhada”.

Asma – “estreitamento” das vias aéreas – apresentará falta de ar, a tosse será seca.

Não devemos “rotular” a criança portadora de asma e bronquite, pois ainda nos dias de hoje há um preconceito quando a essas doenças. Algumas pessoas acreditarem ser doenças incapacitantes.

Devemos sim, jogar fora os pré-conceitos e tratar a parte respiratória dos nossos filhos preventivamente, com assistência médica, esporte, alimentação saudável e colher bons frutos de tudo isso!

Pratique o ABC das doenças respiratórias: Amor, Bom humor e Carinho – Seu filho agradece!

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