1 setembro, 2015
Por Katia Ouang

Pela primeira vez no blog decidi pedir ajuda de vocês. E é para uma mãe, como nós.

Ano passado eu estava no instagram de uma amiga minha , a Mariana, e me deparei com uma foto que me marcou muito. Era foto de uma grande amiga dela que vinha com a legenda: “ Gabi conhecendo a Flora pela primeira vez”.

A foto era essa:

Captura de tela inteira 27082015 221139

Gabi é a mãe, e Flora a recém nascida, prematura.

Desde esse dia me interessei em saber o que havia acontecido com elas. E é uma história que pedi para a Mari, minha amiga, relatar a vocês. Venho acompanhando de longe a evolução do caso. Até que a Mari postou em seu face que a família precisa de uma ajuda para poder dar um pouco de qualidade de vida a Gabi. E então achei que era hora de eu poder colaborar , já que felizmente tenho acesso a muitas mães e qualquer contribuição, faz toda diferença.

Saibam um pouco dessa história que até hoje me arrepia e me sensibiliza muito. O marido, um guerreiro, esta firme e forte ao lado da Gabi nessa batalha, cuidando da esposa e da filha com todo o amor do mundo.

Peço a todas minhas leitoras para que compartilhem e ajudem no que for possível.

Agradeço de coração.

Katia

Captura de tela inteira 27082015 221151 Captura de tela inteira 27082015 221005

 

A história da Gabi.

Conheci a Gabi na escola. Estudamos juntas no colégio e ficamos muito amigas. Ela era um amiga incrível! Sempre compreensiva, pronta para ajudar quem precisasse. Não tinha quem não gostasse dela! De verdade! Já sabia que seria psicóloga (e já treinava com as amigas, sempre ajudando e dando ótimos conselhos.)

Como psicóloga, sempre foi determinada e romântica. Nunca quis trabalhar em RH de empresas, por mais que o lado financeiro fosse mais atrativo (e olha que ela precisava, viu! Andava sempre dura…). Trabalhou na ala infantil do hospital do câncer (contava histórias de arrepiar), na Casa da Aids e na Associação dos Moradores de Rua de São Paulo. Sempre quis ajudar quem precisava. Trabalhava feito doida. Antes de toda essa historia que vou contar, ela atendia em uma clínica onde sua rotina era uma loucura! Uma vez vi a sua agenda de pacientes do dia e fiquei chocada! Era tanta gente!! Costumava perguntar como ela aguentava ouvir tantos problemas num dia só… Ao mesmo tempo, construía sua carreira como psicóloga de consultório, atendendo pacientes particulares. Ela amava ser psicóloga, apesar de toda dificuldade da profissão.

Captura de tela inteira 27082015 221128 Captura de tela inteira 27082015 221015 Captura de tela inteira 27082015 220839

Bom, continuamos muito amigas até hoje. Entretanto, a vida complicou um pouco as coisas para a Gabi…Quando ela estava grávida da primeira filha, vivendo um momento muito feliz depois de um período muito triste (a mãe dela tinha falecido há uns 6 meses, de câncer) os sintomas da doença começaram.

O começo foi uma dificuldade para ir ao banheiro. Ela fez um ultrassom de bexiga e quando levou ao Urologista, ela já estava sentindo uma fraqueza nas pernas. Quando o médico a viu caminhar com dificuldade, pediu que ela fosse direto ao hospital para fazer exames. Seguindo a recomendação do médico, ela saiu do consultório e foi direto ao hospital e acabou sendo internada no mesmo dia. Era setembro de 2013. Lá reviraram a Gabi do avesso, mas os médicos não conseguiam diagnosticar o problema e a doença piorava a cada dia. As pernas paralisaram, depois os braços, as mãos, o tronco, a visão foi ficando escura até apagar totalmente. A dificuldade para deglutição era grande, então foi introduzido um tubo no estômago para que a alimentação fosse efetuada sem que houvesse o risco dela aspirar o alimento. Todo este tempo, a Flora crescia dentro da barriga dela. Neste momento, ela já respirava com muita dificuldade, então foi decidido que seria necessário uma cirurgia para fazer a traqueostomia.

No dia 04 de novembro ela foi para uma cirurgia na qual o parto foi realizado. Flora nasceu com 26 semanas e foi direto para a UTI Neonatal, onde permaneceu por 3 meses. A Traqueostomia foi realizada e a Gabriela foi internada na UTI. Foi um período muito dificil. Aos pouco a respiração dela foi melhorando e ela pode sair da UTI e voltar para o quarto.

Neste ponto, a doença estacionou, pois até então avançava a cada dia. Foi terrível, não havia diagnostico, nenhum tratamento proposto pelos médicos conseguia fazer a doença parar. Após quase 3 meses do nascimento da Flora, as duas puderam se conhecer. A Flora foi conhecer a mãe no quarto do hospital. Já não era possível enxergar, pegar ou tocar na filha, pois seus movimentos já estavam limitados à poucas manobras com a mão direita, e a visão totalmente apagada.

Captura de tela inteira 27082015 221033 Captura de tela inteira 27082015 221139

Flora recebeu alta e foi para a casa da Tia da Gabi, que deu todo apoio e amor para a pequena, mas a Gabi continuou no hospital. Houve uma alta, após muita burocracia do plano de saúde para liberar o home care (ela precisa de cuidados 24 horas por dia), mas ela teve que retornar ao hospital depois de poucos dias na casa de seus tios.

A alta definitiva ocorreu após aproximadamente um ano de internação no hospital (por volta de setembro de 2014), quando ela foi para sua casinha, junto com seu marido, o Edu, que é um marido exemplar e cuida da Gabi com muito carinho. A Flora ainda demorou algumas semanas para juntar-se a seus pais na sua casa.

Até hoje a situação é a mesma, nada melhorou. Na verdade, como já informado outras vezes, a situação tem piorado cada dia, pois o estado psicológico é péssimo, ela está afundada em uma depressão da qual estamos tentando tirá-la com auxilio de médicos, terapeutas e remédios. O estado físico também se deteriorou bastante, pois a depressão faz com que ela não tenha vontade de fazer as fisioterapias, que são essenciais para, pelo menos, manter seu estado físico (muscular). Está cada vez mais difícil entender sua fala. A alimentação continua sendo efetuado via gastrotomia.

Captura de tela inteira 27082015 221118 Captura de tela inteira 27082015 221104 Captura de tela inteira 27082015 221053

Com a ajuda de um grupo de amigos, a Gabi começou um tratamento mais intensivo na Fundação Selma na semana passada. O tratamento psicológico está surtindo algum efeito, pois ela tem se mostrado mais animada para a fisioterapia.

A Flora, está ótima, maravilhosa, cada dia mais linda. Entretanto, também luta diariamente na fisioterapia para se livrar das consequência de uma paralisia cerebral, decorrente de uma convulsão que teve com poucos dias de vida na UTI Neonatal. Os médicos estão muito otimistas, acreditam que ela terá uma ótima recuperação. Outro obstáculo para a Flora, foi um problema cardíaco que a levou a uma cirurgia cardíaca com 1 mês e meio de vida. Ainda é possível que ela seja submetida a outras cirurgias no futuro para corrigir definitivamente este problema.

Captura de tela inteira 27082015 221110 Captura de tela inteira 27082015 221040

Os tios (os pais da Gabi já faleceram) ajudam muito, assim como o resto da família e amigos próximos, mas as despesas são muitas, tanto para a Gabi, quanto para a Flora, por esta razão iniciamos esta campanha para arrecadar fundos para comprar um carro adaptado para que nossa amiga possa ser transportada de forma adequada e segura para a fisioterapia, para os médicos e também para casa dos amigos (ela precisa de um pouco de distração, algo que a tire da escuridão).

Já conseguimos quase R$ 35.000,00 com a doação de pessoas maravilhosas que se sensibilizaram com esta historia tão difícil. Precisamos, ainda, de R$ 20.000,00 (o valor do carro é cerca de R$ 55.000,00). Quem puder ajudar, agradecemos de coração! Obrigada!

A Gabi pediu que eu agradecesse a todos que ajudaram. Ela ficou muito feliz e sensibilizada com o apoio de tantas pessoas.

Lembramos que as doações devem ser efetuadas na conta abaixo e pedimos que os doadores enviem um e-mail para nossa a amiga Pri (titular da conta) – [email protected] – com nome, CPF e valor doado para que ela possa justificar para o Imposto de Renda a entrada do dinheiro como doação , e quem doar poderá fazer o mesmo.

Banco: Santander Agência: 0083 CC: 01055090-3 CPF: 268.008.198-67 Nome: Priscilla de Carvalho Monasterio Telles Ferreira

 

Deixe um Comentário

6

31 agosto, 2015
Por Katia Ouang

Quero começar a semana me desculpando pela redução dos posts por aqui. Tem dias  que não dou conta de resolver tudo, aumentam os pedidos da minha empresa de papelaria, filho fica doente… aí sentar, se concentrar para escrever um texto, corrigir, editar, acaba que nunca dá certo se não fizer com calma e atenção.

Nem sempre conseguimos ser mulher maravilha e dar conta de tudo. E blog tem dessas, tem semanas que tenho vários assuntos para falar, outras nem tanto. E assim vamos.

Mas vamos ver se essa semana consigo me organizar melhor e retomar a rotina dos posts!

Vou começar com o “Diário de Final de Semana”!

Sábado cedo fomos correndo para o Shopping Jardim Sul aproveitar o último final de semana com o espaço da Frozen e do Homem Aranha. Tanto falaram de lá que eu estava em uma super expectativa. Mas como sempre, no final, não era nada de especial. Acho que o  Jardim Sul sempre faz espaços kids temporários bacana, mas é muito mais cenário do que atividades mesmo.

No Espaço Frozen a idéia é vestir as meninas de Anna e Elsa e quem quiser, pode cantar “let it go” em um mini estúdio e gravar um cd.

Capturas de tela96

As meninas não quiseram então só se fantasiaram. Tinham mesas para colorir e jogar memória, nada muito empolgante.

Do lado oposto a atração para os meninos, o Homem Aranha, tinha um pouco mais de atrativos para elas que subiram 20 mil vezes para escorregar e passaram pelos elásticos que simulavam a teia de aranha algumas (muitas vezes!). E no final é disso que elas gostam:

Passeamos um pouco pelo Shopping e fomos até a PB Kids para a Bruna escolher o que gostaria de ganhar de aniversário. Passamos um bom tempo na loja e no final o que ela mais se interessou foi um kit de pintura com canetinhas e tinta. Ufa, melhor para mim. Temos que aproveitar enquanto nossos filhos gostam das coisas mais simples. E provavelmente é isso que irei comprar já que sei o quanto ela gosta de desenhar e pintar.

Ainda faltava um tempo para o almoço então na falta do que fazer, fomos passear pela Cobasi. Acreditem, está aí um programa de graça, que toda criança ama. Aos sábados costuma ter uma mini feira de adoção de cães e gatos, elas amam! Que criança não gosta de ver um cachorrinho ou gatinho não? Elas passam um tempão olhando e dando carinho. E no fundo da loja tem dezenas de peixinhos, passarinhos, periquitos, coelhos, ramster… Fora os cachorros que vão com os donos passear pela loja que sempre chamam atenção. Além disso tem a parte de plantas e coisas para jardim que elas também adoram olhar.

Capturas de tela95

Voltamos para casa e já estava exausta. Não é mole ficar sozinha com 2 crianças e administrar toda a logística. Só para por e tirar do carro a cada parada nesses lugares já vai todo um processo!

Lembrei que não tinha deixado nada pronto para o almoço. Então vamos de macarrão mesmo! As duas comeram sozinhas enquanto eu dava uma ordem na casa e a Bru ficou toda orgulhosa que raspou o prato!

Captura de tela inteira 31082015 105541

Ficamos um pouco em casa vendo filminho, dei um banho nelas e saímos de novo.

Dessa vez para o Shopping JK para o Food Truck Kids Festival . Quando chegamos estava tendo um teatrinho de fantoches, mas estava bem cheio. Então fomos tomar um sorvete em um dos mini caminhões de comidinhas.

Logo em seguida começou um show com uma banda bem bacana. Ficamos por lá curtindo e depois as meninas fizeram ateliê de massinha e de bonecos com embalagem de Danoninho.

Capturas de tela94

 

Saimos de lá já era noite. E então elas pediram para dormir no pai.

Fomos para casa, montei uma mochila para cada uma e o pai veio buscar.

 

Lá foram elas felizes da vida, nem deram bola para mim.

Foi uma mistura de tristeza e alegria. Pois sempre que elas vão, meu coração se despedaça. Por outro lado, foram super bem, se divertindo e é só isso que importa. Quero que elas estejam felizes acima de qualquer coisa.

Entrei em casa e novo aquele vazio, silêncio…  Não havia programado nada pois a principio elas dormiriam comigo.

Fui então para a casa dos meus pais curtir eles um pouco e ser mimada. Ainda não me acostumei a ficar totalmente sozinha. Então tem vezes que acho ótimo, mas tem vezes que o que eu quero mesmo é sentir que tem alguém por perto.

Acabei dormindo por lá. Dormi cedo, acordei cedo, mas dormi 9 horas seguidas. Praticamente uma eternidade!

Aí sim voltei para casa e pude curtir os poucos momentos de paz e liberdade. Fiz meu café da manhã prolongado, sentei para trabalhar um pouco e desci para a piscina.

Há quanto tempo eu não ficava em uma piscina com fone de ouvido e deitada para tomar sol!!! Frequentar a piscina, isso sim. Mas poder desfrutá-la em um domingo de sol…não me lembro qual foi a ultima vez. Pois só quem é mãe sabe o que é não piscar os olhos com criança perto de água.

Captura de tela inteira 31082015 105458

Passei a tarde na piscina na santa paz. Li revista, tomei sol, escutei música… Que bem isso faz!

Fui almoçar quase as 5 da tarde !

Trabalhei mais um pouco e esperei elas chegarem! Estavam exaustas, pois não pararam sábado o dia todo e domingo também!

Fomos dormir as 3 juntinhas na minha cama. Elas capotaram as 8 da noite, eu fui  tomar um banho, jantar , ver tv e só dormir mais tarde pois estava completamente sem sono devido à noite anterior que descansei muito.

E vamos começar a semana!

Beijão

*K*

Comentários 2

6

26 agosto, 2015
Por Katia Ouang

ds

Mais uma dica de loja imperdível para quem vai a NY ; a Disney Store! Fica bem no tumulto da Times Square e ainda possivelmente terá uma fila do lado de fora da loja. Mas compensa esperar um pouco caso você tenha crianças amantes de qualquer uma das Princesas , ou de algum dos tantos personagens Disney.

São dois andares lotados de produtos que vão de brinquedos , pelúcias e fantasias, a roupas e acessórios.

IMG_4597

O 2o andar me impressionou com tanta variedade, e ainda um super destaque para cada uma das princesas e tudo que leva a sua imagem. O melhor de tudo; clima perfeito de Disney, com luzes e músicas que nos fazem ter vontade de passar o dia todo lá. E confesso, ainda mais para mãe de meninas!!!

Entrei na loja com a certeza de que seria só para olhar ou comprar uma coisa ou outra, pois já estive na Disney algumas vezes e sei bem o quanto custam os produtos originais. Mas para a minha supresa, os preços estavam super ok e ainda achei algumas peças até mais baratas que na própria Disney!

Comprei varias coisas mas entre as que valem a pena mostrar foram essas que publiquei no instagram:

Captura de tela inteira 25082015 230659

Kit Natação: Roupão por U$11, óculos por U$ 4,99 e chinelinho por U$ 3 !!!

E agora um pouco das tantas coisas que tem por lá!

IMG_4569 IMG_4573 IMG_4586 IMG_4589 IMG_4580 IMG_4585 IMG_4575 IMG_4572 IMG_4579 IMG_4578 IMG_4588 IMG_4604 IMG_4590 IMG_4592 IMG_4595 IMG_4603 IMG_4598 IMG_4570

 

Não deixe de incluir no seu roteiro, sem dúvida vale a visita!

 

1 Comentário

1

24 agosto, 2015
Por Katia Ouang

Sempre penso o quanto as pessoas só falam sobre o lado bom de ser mãe. Sim, ele é maravilhoso.

Mas não consigo entender porque as dificuldades são tão pouco faladas.

Não sei se as mulheres tem medo, vergonha ou até uma sensação de derrota se contarem o lado onde nem tudo são flores e que mãe chora muitas vezes por não saber o que fazer.

Engraçado que antes da Bruna nascer eu só pensava em como iria cuidar de um recém nascido…. Para mim era essa a maior dificuldade já que as pessoas próximas só falavam nas tais noites de sono que eu nunca mais teria.

Só que essa fase passa em um piscar de olhos. E sinceramente, não tenho nenhuma recordação muito “traumática” dessa adaptação. Exceto pelos primeiros dias pós cesárea que são um pouco chatinhos.

Difícil  mesmo é educar, tarefa árdua e sem prazo para terminar.

Por isso hoje vou citar quais são as maiores dificuldades que enfrentei e que enfrento desde que me tornei mãe e que raramente são comentadas.

 

Breastfeeding Benefits

1) Amamentação: Ok, já passou, amamentei as duas até 8 meses e exclusivamente no peito ate os 6. Mas não consigo por nenhum momento me esquecer o que enfrentei na minha primeira experiência com a Bruna. Nunca sofri tanto, senti tanta dor e chorei como nos 2 primeiros meses. Onde estava aquela cena lúdica e linda que tanto pintam de uma mãe amamentando um filho?

Eu só pensava assim; Por que ninguém me avisou que o leite “desce” alguns dias após o parto , e que de repente você não vai saber o que fazer como eu, e seu peito esquenta, empedra, cresce mais 2 tamanhos, nenhum sutiã serve…

Por que ninguém me avisou que para quem tem muito leite tirar na bomba aumenta ainda mais a produção?

Por que ninguém me avisou que seu bico pode sangrar por dias ?

Por que ninguém me avisou que mastite é tão comum acontecer mas que na hora você acha que vai morrer com quase 40 graus de febre e seu seio pegando fogo?

Enfim, quem me acompanha sabe que essas não foram nem metade das dificuldades que passei. E que antes de nascer a Manu, me informei e me preparei para passar por tudo de novo. Mas sabendo como agir, como me manter calma e como lidar com essas dificuldades. Foi difícil também, mas bem menos traumático.

E o que eu passei, metade das mulheres passam . Sorte e abençoadas as que passam pela amamentação sem nenhuma dificuldade.

Até aí tudo bem. Mas como saber disso antes pode ajudar?

Pode preparar a pessoas para os possíveis desafios e ensinar como lidar com eles ou a quem recorrer em caso de dificuldade. Acho importante saber que é comum acontecer . Pois acreditem, boa parte dos casos de depressão pós parto, o “Baby Blues”, ocorrem por causa das mudanças que a amamentação traz na vida da mulher e que muitas vezes além de vir com um monte de dúvidas e inseguranças, pode frustrar a mulher que não consegue amamentar do jeito que ela acreditava que seria.

Lado A: Sofri, chorei mas não me arrependo de nada e faria tudo de novo.  Adorei a sensação de ver minhas filhas crescendo só com o leite do peito. Até hoje me surpreendo como nosso corpo consegue produzir um alimento tão rico. Vocês não acham isso uma loucura?

Fora a relação e o contato único entre mãe e bebê que a amamentação possibilita.  Sou defensora da amamentação sim, mas dentro dos limites de cada mulher. Sejam físicos ou emocionais!

 

 

2) Noites Mal Dormidas: Sim, esse é um tópico bem falado por aí. Quem nunca ouviu “ Durma bem agora pois depois que o bebê nascer você não vai mais dormir por um bom tempo “ .

Por um bom tempo? Ou quem sabe não seria; Você não vai mais dormir!

Juro que eu me preparei paras os primeiros meses sabendo que não seria fácil. Mas nunca imaginei que isso não teria data para terminar.

Não temos a mínima idéia que depois que temos um filho acordamos a cada movimento deles, a cada espirro, a cada barulho no berço. Depois vem a fase que acordam, vem para nossa cama, escapa xixi ou precisa ir ao banheiro , tem pesadelos….

Dormimos com um olho aberto e outro fechado. Sempre.

E hoje, após quase 5 anos como mãe, não consegui ainda me adaptar às noites mal dormidas.  Foram pouquíssimas vezes que relaxei em uma noite de sono e essas poucas, eu não estava em casa com elas.

Lado A:  Não sei muito bem se tem o lado A dormir pouco, mas apesar de ser complicado, a gente também acaba se adaptando. A velha história: O que não tem remédio, remediado está!

 

3) Terrible Two: E por que não Three, Four, Five…  O desafio  inicia a partir do momento em que seu filho começa a ter vontade própria e reage ao ser contrariado ou quando quer muito alguma coisa.

E aí respira fundo, conta até 10, 20, 30…. e tente entender que um filho pode sim te levar as raias da loucura. E que você não será uma péssima mãe se gritar, chorar e querer sumir naquele momento.

Ninguém conta o quanto é difícil colocar “ordem na casa” e ninguém conta que somos capazes de fazer qualquer coisa para um filho parar com uma birra.

Lembro que uma vez uma das minhas melhores amigas estava comigo no shopping. Ela com o filho de 7 anos, eu com a Bruna, com 3 na época. A Bruna teve um surto de se jogar no chão e gritar pois queria um pirulito e eu disse que não ia comprar. Eu me virei para a minha amiga e disse: eu não sei mais o que fazer com ela, é muito mal educada, não aguento esses chiliques….

Minha amiga me disse: Não aguenta? Espera ver o dia que você disser não e seu filho reagir dizendo: Mamãe, você é uma chata, eu não gosto de você! E imagine quando chegar na adolescência…. Meu Deus!

Por que sim, até a criança mais educada, filha de um casal de família Doriana, cheios de bons costumes e postura, vai um dia desafiar a mãe com palavras que magoam. Faz parte.

E cabe a nós aprender a lidar e educar para que isso não se repita.

Lado A: Educar é um aprendizado eterno e faz com que nós mães evoluímos a cada dia. Eu mesma já percebi maneiras diferentes de acalmar uma birra, depois de várias tentativas frustradas e desanimadoras.

 

 

4) Ver o filho sofrer. Seja por uma frustração, uma perda, uma febre ou  uma dor física. Qualquer coisa que não esteja bem com o nosso filho, parece que dói igual na gente.

E para isso nunca estamos preparadas.

Não é fácil lidar com o sofrimento de um filho, pois temos que ser fortes para apoiar, proteger, mas ao mesmo tempo  ensinar que nem sempre a vida é feita de momentos bons.

Envelheci alguns anos em cada internação da Manu, em cada febre alta delas e principalmente agora, após minha separação, perco um pedaço de mim cada vez que a Bruna sofre ( pois a Manu não sentiu  tanto), cada vez que ela chora, cada foto que ela ve e as lagrimas escorrem do rosto.

Ninguém contou que seria tão difícil lidar com isso.

Lado A:  Descobrimos uma pessoa muito mais forte do que imaginamos ser . E conforme o tempo passa, o filho cresce, nos tornamos cada vez menos egoístas e descobrimos o que é viver de verdade para um filho. A ponto de deixar de lado nosso sofrimento ou momento ruim para pensar só neles.

 

5) Culpa. A eterna culpa. Clichê ou não, acredito que uma mãe que se preocupe de verdade com seus filhos, sempre terá seu momento de culpa. Tudo é sempre motivo para nos questionarmos se estamos fazendo da maneira correta.

Muitas vezes sonho com um pouco mais de tempo para mim, e quando tenho, me culpo por achar que deveria estar com elas;

Muitas vezes não vejo a hora delas dormirem, mas em seguida, estou louca para que elas acordem;

Muitas vezes eu superprotejo elas, e depois me culpo achando que ficarão inseguras;

E assim vai…

E é claro, toda a culpa que um término de casamento traz na cabecinha delas.

Lado A: Não sei se esse sentimento ameniza com o passar dos anos, acho que não. Faz parte da maternidade , faz parte do nosso instinto querer sempre fazer da melhor maneira.

 

Mesmo com tudo isso, continuo dizendo que não existe nada melhor nessa vida do que receber o amor de um filho!

 

 

E vocês, o que sentiram dificuldade na vida de mãe?!

 

Comentários 4

6