26 abril, 2016
Por Katia Ouang

Vendo essa foto da Manu com 10 dias de vida, me inspirei para o post de hoje.

Estou com algumas amigas próximas com bebê pequeno em casa. Fui visitar na maternidade e em casa, e pude reparar que a maioria delas se surpreende com alguns desafios que nem imaginavam passar.

Engraçado que quando você está grávida do primeiro filho a única coisa que te falam é: “Ve se dorme bastante pois depois que o bebê nascer você nunca mais vai dormir”. Ok, isso toda grávida já entendeu. Porém tem várias outras “coisinhas” que as pessoas ou tem vergonha de falar pois não querem demonstrar que passaram por algum perrengue ou dificuldade , ou porque fingem que não passaram por isso.

Eu mesma me deparei com algumas ( muitas !) dificuldades no começo da minha vida como mãe, resolvi listar algumas dessas coisas que ninguém te conta, mas eu conto!

Hoje vou falar sobre o pós parto, uma das fases mais difíceis principalmente no primeiro filho. Claro que isso não se aplica a todas as mulheres. Algumas tem a sorte de não sentir nenhuma dificuldade ( raro mas existe!) , outras tem ajuda full time ( enfermeiras, babás, mãe, etc….) o que ajuda muito, …  mas para as pobres mortais e grande maioria que encaram a jornada sem ajuda, vou listar o que mais senti dificuldade nos primeiros meses das meninas.

Ninguém me contou :

Que muitas vezes no pós parto você incha mais que na própria gravidez. O que é normal e eu não sabia. Eu saí da maternidade com o mesmo peso que entrei. Só que tive uma bebê de 4kgs. Como isso seria possível?! Meu médico me alertou que principalmente quem passa por cesárea, tem muita retenção de liquido. Eu fiquei muito inchada por uns 10 dias e não conseguia entender. Existe uma drenagem que pode ser feita já na maternidade , mas eu não sabia. Não fiz na maternidade, nem em casa, então tive que esperar o processo natural do corpo desinchar. Mas foram 10 dias que achei que nunca mais conseguiria colocar um sapato no pé, já que só aqueles chinelos de avó me serviam!

Que você vai usar uma fralda e não um absorvente pós parto. Quando vi na maternidade um saco desse tal absorvente gigante tomei um susto. Pensei comigo mesma; Como assim é preciso usar um absorvente desse tamanho? Algumas mulheres tem a sorte de não sangrar tanto no pós parto. Comigo foi um show de horror. Tive que usar o tal absorvente ( pois é muito  esquisito falar fralda não?!) por mais de 10 dias…   fora o absorvente normal na versão noturna power pois mais 2 meses. Sim, eu sangrei por 2 meses nas duas! O que acabou me deixando super fraca e sem vontade de fazer nada.

Que você não controla o Baby Blues. Todo mundo escuta um monte de histórias sobre a Depressão Pós Parto antes de ter filho , e cada um julga como quiser. Eu mesma não entendia como uma mulher poderia ter depressão depois de passar pelo momento mais importante e maravilhoso da vida dela. Só que simplesmente não controlamos isso.  A Depressão Pós Parto ou Baby Blues é algo que acontece na maioria das mulheres pois é uma questão hormonal. Não temos como mandar no nosso organismo e nem controlar o que vai acontecer. Some tudo isso à um cansaço extremo, não há mulher que resista. Eu não tive depressão em nenhuma das meninas. Tive um ou outro momento de choradeira desenfreada na Bruna. Mas que passou rápido. Me lembro que quando ela tinha uma semana eu entrei no banho, chorei por 1 hora sem parar. Não sabia o que estava acontecendo , mas eu não conseguia parar de chorar.  Muitas mulheres não querem assumir que estão com Baby Blues, acham que é uma fraqueza, mas não é.  E só depois que tive as meninas que descobri quantas amigas tiveram a depressão e quantas tomaram remédio. Ninguem conta pois tem vergonha. O melhor a fazer sempre é falar com o seu obstetra, um remédio na hora certa corta esse quadro de depressão rapidinho e não é  preciso carregar nenhuma culpa por isso.

Que amamentar não é tao simples quanto parece. Esse é um tópico que eu simplesmente não posso começar a escrever, se não vou terminar com 5 paginas contando o que aconteceu comigo. A conclusão que tenho sobre a amamentação é que não existe nenhuma regra. Pois o que funciona para uma mãe, não funciona para outra. Mulheres tem anatomias de seio diferentes, produção de leite diferentes, bicos de seio diferente, e não se esqueçam; cada bebê é um de um jeito, mama de um jeito, tem fome em momentos diferentes… O que falta em todos esses cursos para gestantes onde ensinam a dar banho em uma boneca, é uma orientação mais detalhada sobre amamentar, mostrando quais as dificuldades principais que podem ocorrer e como lidar com isso.  Lembro que me assustei e fiquei sem saber o que fazer no dia que voltei da maternidade e entendi o que era “descer o leite”, até então eu achava que tinha leite, e que amamentar seria como na maternidade. Esse dia não acreditei como o corpo se transforma para alimentar um bebê…. Então exceto por mulheres que parecem que nasceram sabendo amamentar, a maioria passa por desafios durante a amamentação do primeiro filho e que simplesmente não sabem o que fazer. E o que eu sempre falo é; tenham antes do bebê nascer um contato de enfermeiras especialistas em amamentação que possam ajudar nos primeiros dias ou mesmo se tiver algum problema como mastite e empedramento, como eu tive algumas vezes. Uma boa orientação é fundamental para quem quer amamentar além de perseverança.

Que você não terá vontade alguma de namorar o seu marido após a quarentena. Quando leio em grupo de mães alguma mulher dizendo assim: Gente, será que tem problema eu não esperar 40 dias? Ooooi ?! Não entendo como  alguém possa ter vontade de namorar nessa fase. Exceto pela mulheres que não amamentam ( pois os hormônios da amamentação cortam a libido), não sei como essas mulheres conseguem pensar em algo que não seja amamentar e tentar dormir. Você está inchada, uma barriga que parece uma gelatina, usando sutiã de amamentação ( que por si só já é algo broxante)  com absorvente para não vazar o leite…. como conseguir se sentir sexy? Depois de um tempo como mãe e conversando com outras mães, todas confessaram que por meses não tinham a mínima vontade de ter relação com o marido… Gravidinhas, isso é normal viu!? Enquanto a mulher amamenta exclusivo no peito, não tem vontade por questão hormonal mesmo. Nada que não volte ao normal depois (ufa!).

Que você vai se questionar algumas vezes do porquê não está tão feliz. Sim, é sonho de toda mulher ter um filho. Sim, muitas esperaram anos com tentativas e tratamentos. Sim, é o momento mais importante de sua vida. Mas você de repente não está tão feliz como imaginava. Não necessariamente você está com Depressão. Mas sim, necessariamente você é de carne e osso. E quem diz que é uma delicia a vida com recém nascido está com certeza mentindo. O recém nascido em si,  é sim uma delicia. Quem não ama e enlouquece com a fofura de um bebezinho?!  Mas quem disser que ama a rotina com um bebezinho, vou estranhar.

Que você vai chegar com um recém nascido em casa e não saberá o que fazer com ele. E nem por isso você não é boa mãe, apenas ainda vai se adaptar a essa nova rotina. Quem não lembra do primeiro dia em casa com um bebê? Você não tem idéia do que fazer, por onde começar, se está na hora de trocar, se tem que acordá-lo pois está dormindo demais…. E a primeira noite então? Eu não preguei o olho vendo de minuto em minuto se a Bruna estava respirando, se estava confortável, se tinha frio, se tinha xixi, se queria arrotar…. Mas nada que o instinto materno não resolva e em poucos dias você já comece a se adaptar e entender tudo o que o seu filho precisa. A vantagem dessa experiência? Não passar por nada disso no segundo filho, pois aí sim a gente tira de letra!

Que você vai se tornar mais feliz a cada dia. O amor não vem assim avassalador, ele vai crescendo conforme você aprende a conviver com o seu bebê. E ele triplica quando o bebê começa a interagir com você. É um amor que se renova a cada dia, a cada descoberta. É maravilhoso!

E quando você menos espera, seus filhos já estão enormes, como as minhas, e a fase de bebezinho é tão curta, que não vale a pena se estressar , apenas curtir. Cada mãe com certeza é a melhor mãe que poderia ser para os seus filhos. E nada como a vivência para fortalecer essa relação!

E vocês, o que mais colocariam nessa lista do que ninguém te conta??

 

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18 abril, 2016
Por Katia Ouang

Desde que comecei a fotografar com o Projeto Familia em 2011 não parei mais. Tenho fotos incríveis com as meninas em diferentes fases da nossa vida.

Quem lembra desses nossos ensaios?

 

2011:

 

 

2012:

 

 

2013:

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2014:

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E em 2015:

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Lembranças para uma vida inteira!!!

Claro que tenho o celular lotado de fotos delas, mas nada se compara a uma foto profissional que depois você pode usar em porta retrato, quadros , objetos personalizados… enfim. A Rachel Guedes, fotografa que idealizou o Projeto Familia, hoje tem um Estudio incrível. Uma casa super charmosa e cheia de ambientes para fotografar. Tem a possibilidade de fazer as fotos tradicionais de estúdio, com fundo branco e iluminação profissional,  mas também fotos no jardim ou espaços da casa com luz natural e ambiente mais descontraído. O que eu particularmente prefiro. Já é o segundo ano que faço essa sessão 100% Natural e amo! Fica incrível o resultado e as meninas se soltam bem mais do que em estúdio fechado.

A idéia é ter fotos como se você tivesse tirado em casa, apenas com a luz natural do dia, sem cara de foto montada ou produzida.

Muita gente me pergunta o quanto custa uma sessão profissional. De fato não é barato, pois envolve alguns profissionais após a sessão para editar todas as fotos e montar o albúm. Por isso em parceria com a Rachel sugeri oferecer para as leitoras uma sessão mais “acessível”. É a oportunidade para as gravidinhas ou mamães terem essa lembrança inesquecível.

Primeiro vou mostrar as fotos que fiz semana passada, e depois conto para vocês como funciona essa sessão que preparamos com todo carinho!

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Eu adorei e elas super se divertiram fazendo!

O bacana dessa casa é que depois das fotos, as crianças ficam a vontade brincando no jardim enquanto eu escolho as fotos! Pois confesso que leva um certo tempo já que sempre amo todas as fotos!

Para que todas as leitoras possam ter uma recordação como essa, a Rachel vai oferecer 2 sessões especiais. A primeira é a 100% Natural, essa que eu fiz.

 

Essa sessão é muito bacana para as gravidinhas também, pois as fotos ficam incríveis . Separei essas 2 fotos lindas só para vocês terem uma idéia:

 

A outra sessão é a 100% Puro:

 

100% Puro é uma das sessões fotográficas de mais sucesso criada pela fotógrafa Rachel Guedes, com o intuito de focar em expressões do mais puro amor entre as relações humanas. E sem dúvida, deixar um registro eterno e especial como lembrança de um momento único! Produção: Mães e filhos entrelaçam-se vestindo um ao outro de amor. Esse vídeo mostra um pouco de como é linda essa sessão, ou quem quiser checar a galeria: http://projetofamilia.com/

 

O valor é o mesmo para as 2 sessões. Sai R$ 550 e você escolhe 5 fotos que serão tratadas e entregues em alta qualidade para imprimir quantas vezes quiser e no tamanho que você quiser. Para quem achar pouco 5 fotos ( posso garantir que 5 fotos boas valem mais que um monte sem qualidade), ainda é possível comprar mais fotos avulsas por um valor especial.

Vale muito a pena!

Algo que indico de olhos fechados.

Para maiores informações:http://projetofamilia.com/

 

E graças a Deus essa semana começa com varias imagens lindas e todo mundo com muita saúde! E essa evolução que montei da Manu pelas lentes da Rachel, tem algo mais lindo?:

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Beijos

 

*K*

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11 abril, 2016
Por Katia Ouang

Não sei se no segundo filho tudo é mais fácil ou nós que não damos tanta importância. Mas há pouco tempo percebi que já poderia ter tirado a fralda noturna da Manu e não fiz por pura preguiça ou até mesmo, falta de atenção a esse momento.

Talvez porque ela durma na minha cama e eu sinceramente esteja zero afim de ficar trocando lençol pela madrugada. Então para mim estava cômodo deixá-la de fralda por mais algum tempo. E como a minha referência acaba sendo sempre a Bruna  que demorou muito para tirar a fralda da noite, fui seguindo o ritmo aqui de casa.

Mas a real é que há muito tempo ela já acordava com a fralda sequinha.

E se vale um a parte de certo modo engraçada, há meses que eu comprava o saco de fraldas mais barato que tivesse na farmácia,  já que fralda está custando uma fortuna e a Manu só usava uma por dia. Deixei Huggies e Pampers de lado por todo esse tempo e usei todas as Pompom,  Cremer e até outras marcas que encontrava no tamanho Extra Grande. E acreditem, nunca vazou nas poucas vezes que ela fez xixi a noite. E quer saber se uma fralda funciona ou não? Coloque em uma criança maior,  que o volume de xixi é enorme! Por isso, fica a dica; testem várias marcas de fralda pois as vezes por  puro preconceito em relação à nomes não tão tradicionas, gastamos uma fortuna por mês. A Pompom tem uma linha que chama “Grandinhos” para acima de 14kg . As fraldas são enormes e ficam bem confortáveis para dormir , e ainda por terem uma área de absorção maior, o risco de vazar é menor. ( #ficaadica para quem tem filhos acima de 15kgs que ainda usam fralda)

Voltando ao desfralde, há 2 meses resolvi tirar a fralda da noite , sempre forrando o lado que ela dorme na minha cama com aqueles tapetinhos para cachorro fazer xixi e que super funcionam no desfralde para “poupar” o colchão. Acho bem mais prático que aqueles protetores de colchão pois são descartáveis e não precisamos perder tempo lavando e esterilizando depois. Também fica a dica para usar na cadeirinha do carro para viagens mais longas.

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Nesses 2 meses fomos até que bem.  Todas as noites esperando a Manu tomar o leite, espero uma meia hora pelo menos, levo para fazer xixi, e só depois coloco para dormir. Também evito dar muito liquido depois das 6 da tarde. E foram bem poucas as vezes que escapou o xixi a noite.

Até que então tivemos a tal semana “pesadelo” que contei no post passado onde ela ficou praticamente 1 semana com febre. Nesses dias por conta da febre e da gripe, ela praticamente não quis comer mas tomou muito líquido o dia todo. E quase todas as noites acabou escapando o xixi. Mesmo eu levando ela de madrugada para fazer,  já que tinha que acordar para tomar remédio.

Depois da 4a noite decidi colocar a fralda pois não queria que ela ficasse molhada por um tempo com febre de quase 40 graus.

E foram alguns dias de fralda acordando cheia e eu pensando que teria que começar tudo de novo.

Dei um tempo para ela se recuperar e então decidi que não voltaria atrás. Estamos há 10 dias sem fralda de novo, com  alguns dias escapando, mas que faz parte do processo.

E entre todos os processos de deixar a fase bebê como passado , agora só me resta tirar a chupeta da Manu…. Uma dor de cabeça que logo mais terei que ter.

E quem quiser ver todos os relatos sobre desfralde das meninas, clique AQUI!

Boa Semana!

*K*

 

 

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4 abril, 2016
Por Katia Ouang

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Juro para vocês que não gostaria de começar a semana com um post desabafo. Mesmo porque muitas de vocês estão acompanhando a minha semana pelo instagram e puderam perceber o quanto foi difícil.

Mas uma das boas coisas que o blog me traz é que em muitos momentos ( ou até me arrisco em dizer que em quase todos momentos difíceis que passei na maternidade) o desabafo em forma de texto me ajudou muito a seguir em frente mais forte.

Essa semana vivi praticamente um campeonato de resistência física e emocional. E acho que preciso de um bom tempo para me recompor.

Tudo começou há 10 dias com uma febre inesperada da Manu as 2 da manhã. Do nada achei ela quentinha e quando fui medir ; 39,8 graus! O que para mim é algo que me derruba e me tira o chão. Como assim do nada ela aparece com uma febre dessas?

Era sábado, estava em casa sozinha com as duas. E aí aquele pânico dela ter alguma coisa. Passei a noite virada pois a febre não baixava. Não preguei o olho 1 minuto. Quando foi antes das 7 a Bruna acorda toda empolgada para ver se o coelhinho da Pascoa tinha passado. E eu, que havia preparado uma surpresa com pegadas, caça aos ovos e presente, só estava preocupada com a tal febre da Manu. Infelizmente meu domingo de Páscoa foi em casa cuidando da pequena com indas e vindas da minha mãe para me ajudar um pouco.

A noite eu estava morta. Uma noite inteira sem dormir me derruba. Ainda mais com toda a pressão emocional de ver um filho ardendo em febre. Domingo a noite a febre voltou alta, e minha mãe veio dormir comigo para revezarmos pois eu não tinha condição alguma de passar mais uma noite virada.

Quem me acompanha sabe os sustos que já passei com a Manu. Cada vez que ela fica doente vem um filme na minha cabeça. Eu simplesmente não consigo relaxar 1 minuto sequer com ela ruinzinha.

Mal sabia eu como seria o resto da semana….

Manu teve muita febre de madrugada. E mesmo com a minha mãe aqui, eu não consigo dormir. É mais forte do que eu conseguir fechar os olhos com um filho doente.

Na segunda cedo já fomos direto para a pediatra. Pelo quadro todo teria grande chance de ser a gripe H1N1 mas o Tamiflu não seria indicado para ela pois Graças a Deus não havia compromentido pulmão, garganta e ouvidos.

No caminho de volta para casa comecei a sentir um mal estar, um cansaço…. Mas tinha certeza que seria pelas 2 noites viradas. Nesse dia a febre deu uma trégua durante o dia e consegui descansar um pouco com a ajuda da moça que trabalha aqui. Mas como eu já sabia que a febre viria a noite, minha mãe veio me ajudar mais uma vez. E dito e feito, mais uma noite de febre a quase 40 graus e eu e minha mãe viradas.

Na terça de manhã eu simplesmente não conseguia sair da cama. O mal estar evolui de tal forma que tive que ir imediatamente para o hospital. Dor de cabeça, enjoo, nariz escorrendo, tosse e uma dor nas pernas insuportável. Somado a isso; Febre! Há quantos anos eu não tinha uma febre! Passei o dia no Pronto Socorro! Enquanto isso minha mãe se revezava com a moça para cuidar da Manu que continuava nos seus turnos de febre.

Na quarta feira acordei me sentindo um pouco melhor, mas aí quem ficou mal foi a minha mãe e a moça que trabalha aqui. As duas pegaram a gripe! Oh meu Deus, e agora? Quem vai me ajudar?

O pai das meninas estava praticamente o tempo todo que tinha livre com a Bruna, pois eu precisava afastá-la dessa gripe . Ela dormiu a semana toda com ele e só passava em casa para se trocar, tomar banho e eu arrumá-la para escola.

Imagina como ficou meu coração…

De quarta a sexta foi um pesadelo… Eu 100% sozinha com a Manu. Ambas doentes, noites acordadas e eu tendo que trabalhar, pagar contas, arrumar a casa toda, passar uniforme, fazer almoço, jantar….  Ela entediada, não aguentando mais ficar em casa sem companhia, me solicitando o tempo todo…

Chegou na sexta feira, fui levá-la na consulta com a pediatra e na volta comecei a me sentir mal de novo. Uma falta de ar estranha. Fui fazer uma inalação. Não melhorou.

Tive que apelar para o meu pai para ficar com a Manu e consegui que um Pneumologista me atendesse imediatamente. Me poupando de cair na fila do Pronto Atendimento. E então eu estava com uma infecção secundária e precisaria entrar no antibiótico e outros trocentos remédios imediatamente. Por pouco não precisei ser internada.

Juro que comecei a chorar na frente do médico. Eu simplesmente não tinha mais forças para nada. Estava exausta, consumida, precisando desligar o botão e desaparecer.

Pelo menos nesse dia a Manu não teve febre.

Será que então eu teria enfim uma noite um pouco mais tranquila?

Fomos dormir. Só que devido aos remédios, mesmo estando exausta, fiquei totalmente sem sono. Não preguei o olho a noite toda. E conforme as horas iam passando eu ficava mais angustiada. Eu não estava nada bem. Ainda com muito mau estar, falta de ar e tosse. E então no meio da madrugada eu paniquei. Surtei, chorei…. Comecei a ter medo. Muito medo.

Medo de ter algo ali, de morrer, de não ter ninguém comigo, da Manu ter febre e eu não poder acudir.

Como é horrível a sensação de estar doente com um filho ao lado.

Seja minha mãe, um marido, a empregada,…. saber que você tem alguém por perto caso precise tranquiliza muito.

Com isso passei a noite acordada, observando a Manu, rezando para que eu não morresse…. Sim, não é exagero. Quem nunca teve medo de morrer? Ainda mais no meu estado onde eu não estou boa e sou uma pessoa que quase nunca fica doente…. Eu de fato estava assustada.

Noite passada, tudo se repetiu. Ainda mais porque de fato os remédios que eu estou tomando tiram o sono. Então o resumo disso tudo são 7 dias de “prisão domiciliar” , 7 noites sem dormir, e uma carga emocional sem fim.

Com isso amadureci alguns anos essa semana e envelheci muitos e muitos outros.

De tudo isso o que vale é que a Manu já está há quase 72hs sem febre, e vai poder voltar para a vidinha dela.

Eu ainda não estou 100%. Mas estou medicada, e sendo acompanha por um médico. Se Deus quiser isso tudo está no final.

O lado bom? Que eu nunca quis tanto voltar para a minha rotina.

Eu nunca quis tanto poder fazer minha ginastica

Eu nunca quis tanto poder me sentir livre.

E eu mais uma vez comprovo que a única importância que existe na vida é a saúde dos nossos filhos.

E vamos começar a semana, ainda sem minha mãe, ainda sem minha funcionária, ainda sem estar 100% mas com a Manuzinha boa.

Beijos e obrigada por todas as mensagens carinhosas no instagram. Sempre me ajudam muito!

*K*

 

 

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