21 junho, 2016
Por Katia Ouang

 

Desde o dia que postei no snapchat (minhasdikas) a tabela que criei para colocar “ordem na casa”, várias leitoras me pediram uma cópia. E atendendo a esses pedidos, aqui está ela para imprimir e começar a usar!

 

tabela kids

 

Vocês sabem que trabalho com design e essa tabelinha está bem tosca, então não levem em consideração esse detalhe por favor!

Mas é assim tosca e simples que ela funciona… e posso garantir, funciona mesmo! Perfeita para quem está passando pelo Terrible Twos e não sabe mais o que fazer. Uma técnica sem contra indicação, sem custo e sem estress, então não tem porque não tentar!

Na lateral esquerda escolhi 5 funções ou atividades que mais me incomodavam em casa, mas cada um pode escolher a que preferir, basta seguir o esquema da tabela.

As minhas escolhas foram; Hora da Refeição, de escovar os dentes, brincar ou brigar com a irmã, dormir a noite toda na sua cama, e malcriação em geral.

Para cada item temos a carinha triste ( pior nota), a carinha feliz ( cumpriu com o seu dever) e o coração ( cumpriu e surpreendeu positivamente).

Cada uma das meninas ganha a sua tabela toda segunda pela manhã e ajuda a preencher. Pintamos a carinha triste de preto, feliz de azul e coração de vermelho, assim elas conseguem visualizar bem como anda a “situação” de cada uma.

No final da semana , normalmente domingo a noite, sentamos para fazer o “balanço” juntas.  Cada família estipula sua regra e a recompensa. No nosso caso cada carinha triste elimina 1 coração, cada 4 carinhas felizes vale 1 coração, e só o coração traz recompensa. Aqui são moedinhas para cada coração. Normalmente de 0,25 ou 0,50 centavos , que elas podem ir na banca ou padaria comprar adesivos, figurinhas, sorvete, chocolate, ou podem guardar e juntar para comprar outra coisa.

Para a Bruna o resultado foi sensacional. Ela melhorou muito em todos os quesitos, inclusive dormir a noite toda em sua própria cama que foi disparado o desafio mais dificil que passei e que em breve, vou contar como consegui “descompartilhar” a cama com elas. ( SIM, eu consegui!!!). Ela se sente orgulhosa em fazer as tarefas bem feitas, e aprendeu rápido como conquistar as suas moedinhas!

Para a Manu também está sendo ótimo, já que ela está no caos do terrible twos e vive fazendo birras e malcriação. A consequência dela não se comportar direito, é perder os corações que ela tanto fez para conquistar. E isso deixa ela de fato chateada. Morro de dó de cortar um coração na tabela, mas faz parte do processo e traz resultados, posso garantir!

E para as duas juntas ajudou muito no que diz respeito à uma competição saudável de quem se comporta melhor, ou mesmo para incentivá-las a brigarem menos e serem cada vez mais amigas.

Agora o melhor de tudo foi para mim, como mãe. Muitas vezes eu me perco na educação delas, principalmente por estar separada e ter uma grande responsabilidade em criar regras  e educar com respeito . Já perdi a cabeça muitas vezes, gritei, coloquei de castigo,chorei, surtei. E isso só piorava a situação. A tabela me ajudou a manter a calma, e mostrar que no meio do caos, eu apenas pego uma canetinha preta, pinto a carinha triste e explico o porque uma delas ganhou essa cor negativa.

Assim como mostro o quanto fico orgulhosa quando alguma delas me surpreende positivamente.

O lado ruim, se é que posso chamar de ruim, é que tenho que ter paciência e disciplina para pintar varias vezes por dia o comportamento das meninas… e são 2 tabelas!

Mas digo e repito; vale a pena.

Até hoje nada me ajudou tanto como algo tão simples e fácil de fazer.

Para quem quiser criar outras funções na lateral, criei a tabela abaixo em branco, e vocês podem desenhar ou escrever a atividade que querem “melhorar” em casa. Ou mesmo recortar de alguma revista, imprimir uma figura da internet…

Por exemplo;  no lugar da refeição, colar um pratinho de comida.

 

tabela kids branco

 

Para imprimir ou copiar, basta clicar com o botão direito do mouse em cima das tabelas, copiar a imagem ou salvar no computador. Depois é só colar em algum programa de sua preferencia. Mas o mais simples é colar no Word , mudar o layout da pagina para “paisagem” e imprimir.

Façam bom uso e depois me contem se deu certo!

Porque o que é bom, a gente compartilha!!!!

Beijos

*K*

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14 junho, 2016
Por Katia Ouang

2015-07-21

Sem dúvida um dos maiores pesadelos de quem tem filhos viciados em chupetas é o dia que de alguma maneira, teremos que dar um fim a esse vicio.

Claro, a melhor das alternativas é que a criança tome a iniciativa sozinha. Mas não é sempre que isso acontece então temos que interferir de alguma maneira.

Quem lembra esse processo na Bruna sabe que não foi da maneira como imaginei… Até um pouco traumático ( mais para mim do que para ela) , mas no final deu tudo certo graças a Deus.

Com a Manu eu esperava que seria algo parecido. Eu tinha como limite seus 4 anos, assim como foi com a Bruna. E sempre no meu caso tento ser justa com as duas. O que vale para uma , vale para a outra. Então eu tiraria de alguma maneira até seus 4 anos, que ela completa dia 28 de julho.

Já havia tentado algumas ( muitas vezes!) incentivar a Manu a parar sozinha, a entregar a “pepê”  para a fada. Obviamente não obtive sucesso e nem cheguei perto disso. Era só sugerir algo, que ela abria o berreiro e nem negociava.

A Manu era muito viciada, muito mesmo. A ponto de usar uma chupeta na boca, uma segurando e uma terceira para cheirar.

Bastava entrar no carro para pedir, e em casa era um desafio mantê-la longe das chupetas. Por ela usaria o dia todo.

A real é que o único lugar que ela não pedia era na escola.

Ainda tinha um detalhe que me deixava louca, ela perdia muita chupeta. Escondia, deixava cair, sei la…  só sei que sumia direto. Comecei a comprar o que tivesse de mais barato nas lojas, do modelo que tivesse, e mesmo assim ela chupava. Chegava até a ser engraçado a variedade de bicos e marcas que ela tinha ao mesmo tempo e nunca recusou nenhuma.

O uso da chupeta na Manu me preocupava um pouco. Primeiro porque ela é muito tímida, e aproveitava a chupeta para ficar mais quietinha ainda. E depois porque estava nítido que já estava prejudicando sua fala. Pois  o pouco que ela conversava, estava sempre com a chupeta na boca.

Acabei sendo mais tolerante com a Manu , ainda mais depois da minha separação. Ficava com dó quando ela pedia, acabava cedendo… e ainda era um recurso muito rápido para acalmá-la. Então realmente confesso que usei e abusei da chupeta até como uma ajuda para mim. ( #quemnunca). E acho que eu mesma me apeguei a chupeta pois sempre me encantei com o sugar e como isso acalma a criança… sempre fui daquelas que achava “fofo” a criança sugando dormindo, o movimento da chupeta e o barulhinho…. enfim…

Porém os ataques dela pela chupeta me irritavam muito. Era só pedir e eu negar, ou procurar por uma chupeta e não encontrar, que o escândalo reinava. Choradeira, birra, e assim vai.

Em um desses ataques, um dia após jantar, ela se jogou no chão gritando dizendo que queria uma chupeta e não encontrava. E lá fui eu, em mais uma possível negociação frustrada dela largar esse vicio: ” Manu, vamos parar de chorar? O que você acha da gente aproveitar que a pepê sumiu e parar com isso. Vamos pedir para a fada buscar, você já é mocinha, não precisa mais…. a mamãe vai ficar muito orgulhosa…”

E para minha surpresa ela me olhou e disse: ” Tá bom mamãe, eu não quero mais”!

A Bruna olhou para mim, meio que duvidando…. e ainda perguntou para ela: ” Você não quer mais pepê Manu?”

E ela disse firme: NÃO!

Eu não estava acreditando, mas incorporei e dei um abraço nela, festejamos, mostrei o quanto eu estava orgulhosa e ela ficou muito feliz. Não parava de falar, pular, cantar. Nunca vi a Manu desse jeito. Estava orgulhosa dela mesma e firme, muito firme.

Eu me segurei, só queria chorar. Como pode aquela pequenina, que parecia tão fragil e insegura tomar uma decisão assim do nada?

Já era hora de dormir, mas estavamos todas muito agitadas. Principalmente a Manu.

Sentei no banquinho em frente a cama delas e ficamos conversando e brincando. Até que a Manu começou a bocejar e então eu disse; “Vamos escrever uma carta linda para a fada e deixar com as chupetas na varanda. Amanhã ela vem buscar e antes de você voltar da escola vai trazer um presente lindo!”

Escrevemos a carta, ela mesma pegou a chupeta e colocou ao lado.

Era então hora de dormir… Será que ela não ia chorar?

Cada uma foi para sua cama, e é claro, Manu estava super agitada.  Bruna dormiu em 2 minutos, mas a Manu não conseguia dormir de maneira alguma.

Fiquei ao seu lado, conversamos, contei historia… por nenhum momento ela pediu a chupeta. Estava impaciente, queria sugar, segurar, cheirar, mas se manteve firme. Quase morri de dó. E em um deslize ofereci uma chupeta furada ( assim nao teria risco dela chupar), so para ela fazer o cheirinho no nariz.

Ela disse que não queria e perguntou se podia deitar a cabeça no meu colo.

Eu deixei é claro. E então ela pegou na minha mão e dormiu.

Eu obviamente desabei depois que sai do quarto. Chorei de emoção e também de alivio por não ter que tirar a chupeta com traumas. Chorei também de orgulho da minha pequenina.

No dia seguinte ela acordou toda animada. Não pediu a chupeta nenhuma vez.

Assim que deixei na escola fui correndo ao shopping comprar o “tal” presente que a fada traria.

Preparei uma cartinha fofa, embrulhei o presente com umas moedinhas de chocolate ( que ela pediu) e deixei na varanda.

Quando ela chegou foi aquela festa…. ela estava toda feliz e orgulhosa do presente e da mensagem que a fada tinha deixado.

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Brincamos um pouco e ela acabou caindo e batendo o braço na mesa. Começou a chorar e automaticamente o choro vem junto da palavra “pepê”. Aí foi um perrengue….ela nem lembrava mais que tinha entregado as pepês, e queria uma de qualquer maneira. Morri de dó. Mas tive que ser firme.

Foram 2 horas de choradeira e escândalo total para conseguir dormir. Até que foi vencida pelo cansaço e capotou.

Desse dia em diante ela pediu a chupeta alguns momentos. Mas todos quando estava chorando por qualquer motivo que fosse. Nenhuma vez pediu na hora de dormir.

O que acontece é que um pouco antes eu tinha tirado a fralda da noite e também tirado as duas do meu quarto ( assunto para um proximo post!), então foi muita mudança na cabecinha dela de 3 anos. Com isso deu uma “embaralhada” na rotina da noite e desde o dia que ela largou a chupeta, tenho que ter muita paciência na hora de dormir e pela madrugada, pois não tive uma noite inteira sem ser interrompida.

O que antes levava apenas 5 minutos para ela deitar e capotar, leva no mínimo 1 hora. E nessa hora ela levanta, muda de lado, fica cantando, falando, pedindo água, acorda a Bruna…. e eu que já estou exausta, respiro fundo e tento não perder a paciência. Termina que todo dia ela só consegue dormir se eu deixar deitar no meu colo. Então eu sento na sua cama, ela deita no meu colo, e dorme.

Tentei não me render à esse novo vicio, mas meu coração não permitiu. Fiquei com receio que ela se sentisse insegura nessa fase, e não custa nada dar um pouco de colinho antes de dormir. Mesmo assim, é todo um processo até ela se render ao sono.

Somado a isso as inúmeras acordadas de madrugada, seja para vir para minha cama, seja para contar que escapou o xixi , seja para pedir para ir ao banheiro.

E assim tem sido nesses últimos exatos 30 dias…

Estou exausta, mas consciente que estou próxima a uma fase muito boa!

E que ela não saiba… mas todas as “pepês” estão guardadinhas no meu armário… uma recordação que sempre terei delas pequenas…

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6 junho, 2016
Por Katia Ouang

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Em meio a um processo conturbado de desfralde noturno da Manu, ainda consegui testar o mais novo lançamento da Pampers, a nova Pampers Premium Care.

Vou contar em breve sobre porque esse processo está um tanto complicado por aqui, mas acho que foi excesso de mudanças na cabecinha da Manu e que culminou com a retirada da chupeta. Estamos indo no ritmo dela, sem pressa alguma. A principio ela já está há dias desfraldada , mas como teve algumas recaídas durante esse período, vou esperar mais um pouco para cantar a vitória.

Aproveitei para testar a nova fralda em uma semana que ela acabou fazendo xixi na cama 3 dias seguidos. NO quarto dia coloquei a fralda pois além de não querer mais acidentes a noite, estava de fato curiosa para ver o resultado desse novo modelo.

E realmente surpreendeu.

Que fralda maravilhosa! Nunca vi nada parecido,  até mesmo a ultima Pampers Premium Care, que testei aqui em 2012 e não gostei, não tem nada em comum com essa.

Acho que depois de 5 anos testando fraldas ( haja modelos!), essa sim posso dizer que é uma fralda excelente e que vale o que custa.

Pois sendo o modelo mais caro do mercado, temos que ter algum benefício muito bom em troca.

Não sou a favor de gastar fortunas em um pacote de fralda,  mesmo porque temos excelentes modelos no mercado que atendem mais do que bem sem custar tão caro.  Porém acho válido no caso de crianças que já tem um volume de xixi maior e poucas fraldas seguram a onda. Talvez esse seja o ponto negativo desse modelo que custa em média R$ 60 o pacote.

Para uso noturno compensa, mas para uso diurno tem que pesar o custo beneficio, algo que infelizmente não tenho como testar mais.

Vamos ao teste onde resultado me surpreendeu.

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Quando a Manu acordou eu coloquei a mão na fralda para ver se ela tinha feito xixi. A fralda estava igual, eu estava certa que nessa noite ela não tinha feito. Tirei a fralda e para minha surpresa, estava lotada de xixi! Nunca vi algo assim… Realmente a tecnologia funcionou muito bem nesse modelo. Além de distribuir super bem o volume de xixi por toda fralda , você pode apertar a parte interna que nem úmido o dedo fica.  A fralda da direita é a lotada de xixi.

A fralda é macia, leve e confortável.

Adorei e recomendo!

 

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30 maio, 2016
Por Katia Ouang

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Tenho recebido alguns e-mails e mensagens perguntando porque nunca mais eu falei sobre assuntos relacionados à minha separação.

Por um tempo pensei que não seria bacana eu falar sobre isso, ou mesmo que não interessasse a grande maioria das leitoras que são casadas.

Engano meu.

Descobri que existem muito mais casais separados do que eu imaginava. Uma pena. E essas mães separadas querem e precisam saber como enfrentar esse desafio que é criar os filhos sem a presença do pai em casa. E para isso nada como compartilhar experiências e mostrar que não somos uma exceção;  que existem milhares de mulheres nessa mesma situação cheias de dúvidas e inseguranças .

Infelizmente esse é o panorama da nossa geração , onde a maioria dos casamentos termina na fase dos filhos pequenos, como foi o meu caso.

O lado positivo das crianças serem pequenas é que não vivenciaram os pais juntos por muito tempo,   mas é ruim pois a logística com os pequenos é muito mais complicado. As crianças dependem dos pais para tudo; comer, se vestir, ir ao banheiro, tomar banho…. algo que com filhos maiores, fica um pouco mais fácil administrar.

Quando me separei, a Manuela tinha 2 anos e meio e a Bruna, 4.  Totalmente dependentes de mim e muito pequenas ainda para decidirem qualquer coisa. Isso não quer dizer que não sofram, não sintam ou que não tenham vontade própria. A Bruna sofreu bastante.

Em razão disso me propus até  a Manu ter uns 5 anos pelo menos, ir aos poucos organizar a nova vida de todos. Sem muita regra ou obrigação. A prioridade é apenas uma; o bem estar e a felicidade das minhas filhas. Mesmo que para isso eu tenha que abrir mão de muitas coisas.

Esse tempo integral com elas é muito curto perto da vida toda que temos pela frente. Um tempo essencial para que elas possam crescer sem traumas e seguras. Decidi , claro com o consentimento e aprovação do pai , que tudo seria feito com a maior calma do mundo. Que adaptaríamos a vida delas como filhas de pais separados sem a mínima pressa, sem forçar absolutamente nada.

Temos um esquema um pouco diferente dos casais separados. Ou melhor, não temos ainda um esquema bem estruturado. Estamos moldando ao longo dos meses, testando o que dá e o que  não dá certo, observando se elas estão felizes…  e assim tem funcionado.

O pai vê quando e como quiser, e quantas vezes quiser. Não acho justo com qualquer pai que se separa de um dia para o outro , perder a convivência com os filhos e ver  somente às quartas feiras e 2 finais de semana por mês.  As mães que não deixam os filhos verem o pai com frequência, seja por estarem  brigadas com eles, seja por raiva ou mesmo para puni-los, não percebem o quanto isso é prejudicial às crianças. O vinculo com a mãe é sempre natural, mas com o pai é algo que se fortalece a cada dia, a cada contato… Privar os filhos dessa convivência não apenas o afastam do pai,  como pior, aumentam ainda mais a responsabilidade e tarefas da mãe. Poder dividir com o pai a educação e criação dos filhos é algo que facilita a nossa vida e nos traz tranquilidade. Pois sabemos que em qualquer emergência ou dificuldade, as crianças estarão em boas mãos pelos dois lados.

Optamos a curto prazo por apenas alguns compromissos;  como buscar na escola pelo menos 2x por semana ( dias fixos)  e em seguida dar jantar a elas e fazer as tarefas da escola juntos, e dormir  2 sábados por mês, uma vez que o pai entra antes das 7 no trabalho e durante a semana seria muito puxado e desnecessário. Dentro desse esquema ele acaba vendo elas muito mais do que isso, dorme muito mais do que o combinado, e faz tudo com o maior prazer do mundo. Pois sabe que não é uma obrigação. Se por acaso ele não pode jantar um dia pois tem compromisso, ele pega no dia seguinte e assim vai. Se não pode dormir um sábado pega na sexta. Se eu preciso sair ele fica numa boa. E principalmente quando elas demonstram alguma vontade como não querer ir com o pai algum dia ou o contrário, querer ficar mais tempo , respeitamos a vontade delas sem forçar nada.

Os finais de semana que elas dormem comigo, eu e o pai revezamos…. um fica sábado, o outro domingo, ou um fica meio período em cada dia…  Isso permite que elas estejam com pai e mãe sempre.

E porque isso funciona para nós?

Não tenho nenhum tipo de ajuda aos finais de semana, e nem ele. Então é muito puxado ficar de sexta a segunda com duas crianças pequenas….  Brincando, dando banho, fazendo comida, passeando, aguentando birras, levando ao banheiro…. Dessa maneira conseguimos dividir o tempo, quando um está exausto, o outro pega. E isso ajuda a termos mais disposição e boa vontade quando estamos com elas, pois conseguimos ter um tempo livre para respirar e recuperar as energias. Já não era fácil quando éramos um casal cuidar das duas…  imagina cada um com a carga em dobro.

Se é o ideal?

De maneira alguma.  É o que funciona por aqui e não necessariamente funcionará em outra família . E obviamente não funciona para casais que não se falam ou estão brigados. Para esses  casos cumprir a lei é a melhor solução. Assim não tem discussão , não tem briga.

Nossa idéia é adaptar não apenas as crianças mas também nós pais.  Assim com um pouco de tempo e paciência as crianças não sofrem tanto. Pois sinceramente, morro de dó de crianças pequenas que de um dia para o outro tem que sair com uma mala para passar o final de semana com o pai. Não custa nada fazer essa adaptação com calma.

Levei 6 meses ate deixar as meninas dormirem a primeira noite fora de casa. Não por não confirar no pai, mas sim por elas não se sentirem preparadas para isso. Deixei assim até o dia que elas me pediram e foram com a maior felicidade do mundo. E aos poucos estamos aumentando essa frequência até chegar no momento que entraremos em uma rotina fixa.

Muitas mulheres esquecem que a mãe se vira, está preparada para tudo. Mas que nem todos os homens são assim. Eles precisam se adaptar com calma para também poderem ser bons pais, terem disposição e vontade para ficar sozinho com as crianças. Assim como a mulher se sente segura com a presença de um homem ao lado, eles também se sentem seguros em saber que sempre tem a mãe para dar um jeitinho.

Podem me criticar, falar que estou errada, mas até agora só segui meu coração. Se estiverem doentes, mesmo sendo dia do pai dormir, elas ficam comigo. Eu não me importo de não ter  liberdade por não ter uma rotina ainda, não me importo em não ter nenhum feriado para viajar com uma amiga ou até quem sabe um final de semana…. Pois sei que isso é apenas uma fase de adaptação e que como tudo, passa rápido.

Casais separados deviam focar um pouco mais na criação dos filhos e em mantê-los felizes e não tanto em brigas, disputas e desavenças.

As crianças não tem culpa da situação que estão vivendo, e precisam de carinho e muito amor. E isso é possível dar mesmo não tendo a família reunida na mesma casa.

As meninas são amadas, protegidas e cuidadas dos dois lados. Vivem sorrindo, estão felizes e conseguem estar bem tanto comigo, quanto com o pai .

Eu ainda derramo algumas lágrimas a cada noite que passo  sem elas em casa, mas sinto que estou no caminho certo. Elas pedem para dormir com o pai, vão felizes, e é só isso que importa para mim. E as saudades que eu sinto só faz com que melhore muito meu relacionamento com elas a cada retorno.

 

Uma boa semana!

Beijos

*K*

 

 

 

 

(Créditos Foto: Projeto Familia por Rachel Guedes)

 

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