15 setembro, 2015
Por Katia Ouang

Sempre vejo nas redes sociais mães perguntando a outras com quantos anos desfraldou o filho, com quantos anos o filho andou, se ainda usa chupeta, mamadeira… Enfim, todas essas mudanças são marcos importantes na vida da criança, e que devem ter seu tempo e momento respeitados conforme seu desenvolvimento. E claro, sempre tem polêmicas, brigas, comparações e uma mãe se gabando da outra pois seu filho andou muito antes do da sua amiga, seu filho não usa chupeta, já come sozinho…

Eu sei bem quantas críticas recebo cada vez que a Bruna aparecia ou a Manu aparece com chupeta. ” Quando você vai tirar?”  ” Sabia que faz mal?” ” Vai entortar os dentes!”…  Sim gente, sei de tudo isso!

Aprendi que cada criança tem um desenvolvimento e a última coisa que podemos fazer é comparar. E que devemos aprender a observar e não forçar nada antes do tempo. Pois no final todos acabam passando por essas mudanças e lá na frente ninguém vai lembrar se foi com 1 ano, com 1 ano e 2 meses… nada disso  faz diferença.

E vou mostrar para vocês como as principais mudanças aconteceram diferente na vida de cada uma das meninas. Vou citar a as questões que considero as que mais geram dúvidas nas mães e qual é a média de tempo que essas mudanças ocorrem na vida de uma criança. Assim como dizer se é algo que podemos ajudar ou não.

 

-Engatinhar

Bruna: Engatinhou com 7 meses

Manu: engatinhou com 8 meses

Média: Por volta dos 6- 7 meses os bebês que já sentam sozinhos começam a arrastar e engatinhar. Mas não se preocupe se seu bebê não fez nada disso. Tem bebês que “pulam” essa etapa e andam direto. E essa é uma fase que podemos ajudar sim. O estimulo é muito importante para que o bebê ache sozinho uma maneira de se locomover. Deixar um brinquedo por perto é a melhor maneira de fazer o bebê tentar chegar nele.

 

 

 

 

Andar:

Bruna: Andou com 1 ano e 2 meses.  Foi soltando uma mão, depois a outra e dando os primeiros passos bem aos poucos até evoluir para sua independência.

Manu: Andou com 11 meses. Simplesmente levantou um dia e saiu andando.

Média: Já vi casos de crianças com 9 meses andando, mas isso não é comum. A maioria das crianças anda entre 1 ano e 18 meses. E essa é uma fase onde podemos estimular, mas não forçar. Nada de andadores ou aqueles cintos com alça para fazer a criança andar mais cedo. Minha dica é sempre que possível, deixar a criança descalça. É a melhor maneira de começar a dar firmeza, equilíbrio, segurança e fazer com que ela aprenda a pisar direitinho ( dica da minha ortopedista!) . Nada de tênis ou sapatos que não sejam confortáveis nessa fase !

 

 

 

Falar:

Bruna: Começou com palavrinhas por volta de 1 ano. Com 18 meses falava todas as palavras isoladas, e com 2 anos falava tudo. Sempre falou muito.

Manu: Também já falava tudo com 2 anos. É mais tímida, fala pouco na frente dos outros.

Média: Dizem que as mulheres desde cedo falam mais que os homens. E de certo modo vejo pelos filhos de parentes e amigas que os meninos costumam demorar mais para falar. Muitos com 2 anos falam só o básico. Mas lembrando que isso não é regra ta? entre 2 e 3 anos é quando todas as crianças aprimoram o vocabulário e soltam a língua. Anexei o vídeo acima de 1 ano atrás para mostrar as meninas tagarelando!

 

 

 

Desfralde:

Bruna: Começou o desfralde diurno com 2 anos e 3 meses.  Levou uns 2 meses até aprender o xixi e ainda usando fralda só para fazer cocô por mais 8 meses. Foi um período bem complicado.  O desfralde noturno começou com 4 anos e 2 meses, e foram 6 meses até que ela não fizesse mais xixi a noite.

Manu: Desfralde diurno com 2 anos e 5 meses, em 1 mês já tinha total controle de xixi e coco e raramente fez na calça. O desfralde noturno pretendo começar no próximo verão.

Média: O desfralde é uma das mudanças que mais mudam em cada criança. Tem uns que antes de 2 anos não usam mais fralda para nada, outros com quase 5 anos ainda usam para dormir. Tem que respeitar o tempo da criança e perceber os sinais que ela dá . Não adianta forçar um desfralde se a criança não está pronta. A média é tirar entre 2 e 3 anos a diurna. A noturna as vezes é mais difícil. Acredito que é um dos momentos onde a tranquilidade da mãe ajuda sim. Ansiedade e pouca paciência nessa fase podem retardar o desfralde. O dia em que você perceber que seu filho está dando sinais que está preparado e decidir que é hora de começar, não volte a trás e tenha toda a paciência do mundo.

 

 

 

Chupetas:

Bruna: Usou desde o dia que chegou em casa até o dia que fez 4 anos. Entre 3 e 4 anos foi onde se intensificou o vicio e quanto mais o tempo passava mais difícil ficava tirar. Até que um dia foi uma atitude radical mas tiramos definitivamente a chupeta ( veja post). Chorou 2 noites para dormir, depois nunca mais tocou no assunto.

Manuela: segue por exatamente o mesmo caminho. Como ela acabou de fazer 3 anos, meu limite também é deixar até os 4. Mas a partir desse natal já vou começar as tentativas de ser algo espontâneo dela.

Média: Não há media para isso. Chupetas tem mais malefícios do que benefícios. Sou super a favor nos 12 primeiros meses como uma segurança e um acalanto para o bebe. Depois disso o ideal é tirar o quanto antes. Sorte de alguns pais que a criança se manifesta sozinha

 

 

 

Mamadeiras:

Bruna : usou até 2 anos e então pedi para escolher na loja um copinho que ela quisesse para tirarmos de vez a mamadeira. Minha alegação foi de que o copo era muito mais bonito. A transição foi super tranquila e ela nunca mais pediu.

Manu: Logo após 1 ano acostumei a Manu a tomar seu leite no copinho que tivesse. Então algumas vezes era mamadeira, outras copo com o bico macio… então ela nunca foi viciada só na mamadeira. Também não trouxe problema algum nessa transição.

Minha opinião segue a mesma da chupeta pois os maleficio do bico da mamadeira são os mesmos. Não vejo problema algum se a criança toma leite só a noite na mamadeira porque gosta. Nem teria tanta pressa em tirar.

 

 

 

Adaptação na escola:

Bruna: Entrou com 2 anos e 4 meses e demorou 2 meses até ela chegar na porta e não chorar mais. Foi um processo bem difícil pois ela já era maior e entendia bem mais.

Manu: Entrou com 2 anos e 5 meses, demorou 3 dias a adaptação. No 4o ela entrou e nem olhou para trás.

Média: Adaptação na escola depende sim muito da nossa persistência e vontade. Não dá para tentar adaptar um filho se nós não estamos seguras. E isso não tem idade. Pois é difícil para uma mãe deixar um filho seja ele com 6 meses , ou dois anos. E cada criança reage de um jeito. Passar segurança para eles é o principal para que a adaptação aconteça mais rápido e sem grandes traumas.

 

 

 

 

Transição do berço para cama

Antes de resumir como foi para cada uma delas, queria dizer que de longe foi uma das mudanças mais desafiadoras para mim. Mesmo porque é um processo que eu ainda passo ,não consegui resolver, e acabei recorrendo a cama compartilhada.

Bruna: Nunca tentou pular a grade e dormiu no berço até 3 anos. Fizemos a transição pois ela decidiu que não queria mais dormir lá. Desde então ( há quase 2 anos), esse processo de tentar fazê-la dormir na sua própria cama é algo frustrante. Dou 1 passo para frente, e dois para trás.

Manu: Tentou pular e chegou a cair algumas vezes do berço. Com 2 anos e 6 meses passei ela para a cama e desde então, também não quer dormir sozinha de jeito nenhum.

Média: Tem crianças que saem do berço antes de 1 ano. Tem crianças que saem mais tarde pois gostam do seu cantinho. Mas dormir no berço ou na cama não é algo que tenha que ter pressa em acontecer. Mesmo porque não trará nenhuma consequência para a criança. Mas pelo que passei com as meninas, se eu soubesse teria tirado elas bem antes. Quando a criança ainda não tem noção de muito coisa e você consegue acostumar a dormir no mesmo lugar.

 

Todos esses assuntos já foram super abordados por aqui, basta procurar na busca!

E vocês, qual mudança consideram um grande desafio?

No próximo post vou falar das mudanças na vida da mãe!

 

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8 setembro, 2015
Por Katia Ouang

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Semana passada a minha amiga Ale Garattoni , publicou um post sobre exposição dos filhos na internet.

Dias antes ela me convidou para participar da reportagem. E pela primeira vez em anos com blog, eu me perdi nas respostas e não consegui montar um texto que mostrasse meu ponto de vista.

Esse é um assunto que muitas pessoas me questionam. Não só leitoras mas também amigos e familiares.

Sempre penso milhares de vezes sobre publicar ou não o que vem acontecendo na minha vida e na vida das meninas. Digo isso por mim, que sou 100% responsável sobre o que falo a meu respeito. Mas é uma carga enorme ser responsável por mais duas pessoas, que ainda não tem como opinar ou decidir sobre nada. Será que lá na frente elas vão se incomodar por eu ter exposto tanto nossa história?

Por isso sempre tento ser o mais pé no chão possível, com coerência e responsabilidade. Mostro o lado bom e o lado real. E não há nada aqui que elas possam se envergonhar lá na frente, nada que não sejam situações que todas as famílias passam e que muitas vezes, não tem coragem de abrir.

A maternidade tem lados muito divergentes. O do amor incondicional e que nos transforma, mas também o lado difícil da doação, das inseguranças e da dificuldade em educar.

Nunca tive a intenção de usar minhas filhas para ganhar audiência ou para vender um produto. Muito pelo contrário.

O blog existe há quase 8 anos. E nesses anos todos a introdução de textos em primeira pessoa, as cenas da minha vida e dos meus relatos, foram acontecendo muito naturalmente, conforme eu sentisse o que realmente as pessoas gostariam de ouvir. Nunca foi pensando, programado ou algo parecido.  Cada blog vai criando o seu contexto conforme o retorno do seu público.

Mostro o lado difícil de ser mãe, mas também mostro a realização de poder sentir o maior amor do mundo.

Aqui é praticamente um diário da minha vida.

Se tenho muitas fotos minha e delas por aí? Sim, deve ter centenas delas entre blog, facebook e instagram.

Mas daí a expor ou não um filho. Não existe meio termo. Basta ter 1 foto em alguma rede social para que ela possa ser compartilhada milhares de vezes. Hoje as informações correm muito rápido. Ou você nunca publica nada, 1 foto sequer, ou tanto faz quantas fotos e a frequência que você publique. Quem quer ter acesso, sempre terá. Com 1 ou com 1000 fotos.

Acho que ainda estamos em uma fase de transição e de dúvidas sobre essa questão. Mas tenho certeza absoluta que daqui 5 anos, ou menos, nem usaremos mais essa palavra “expor”. Será algo tão natural que fará parte da vida de todos que estão nas redes sociais.

De tudo isso só tenho uma certeza, a de que tento sempre evitar fotos delas em situações onde elas possam se incomodar quando forem maiores. Cenas bobas,  mas que vocês não imaginam o quanto penso antes de publicar. Como uma vez que achei a cena mais fofa do mundo a Manu sentada em um piniquinho lendo um livro. Pensei assim; Será que um dia os amiguinhos dela vão olhar essa foto e achar engraçado ou tirar sarro dela, o tão falado bulling?

Mesmo assim, muito do que publico e não vejo nenhum problema, pode sim causar algum contra tempo para elas lá na frente. Para elas e para milhares de crianças da nossa geração onde os pais acharam nas redes sociais, uma maneira de mostrarem seus filhos com o maior orgulho, mostrar cada conquista, mostrar o primeiro aniversário, os primeiros passos, o primeiro corte de cabelo.

Sinceramente, não vejo mal algum nisso.

Fico feliz que o retorno do meu público sempre foi com todo o carinho e respeito , mais até do que eu imaginava receber. Pessoas que nunca me viram mas que adoram as meninas, elogiam as fotos delas , as festinhas que faço em casa, meus passeios aos finais de semana…

Espero que continue sempre assim.

E vamos começar a semana !

Beijos

*K*

 

 

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31 agosto, 2015
Por Katia Ouang

Quero começar a semana me desculpando pela redução dos posts por aqui. Tem dias  que não dou conta de resolver tudo, aumentam os pedidos da minha empresa de papelaria, filho fica doente… aí sentar, se concentrar para escrever um texto, corrigir, editar, acaba que nunca dá certo se não fizer com calma e atenção.

Nem sempre conseguimos ser mulher maravilha e dar conta de tudo. E blog tem dessas, tem semanas que tenho vários assuntos para falar, outras nem tanto. E assim vamos.

Mas vamos ver se essa semana consigo me organizar melhor e retomar a rotina dos posts!

Vou começar com o “Diário de Final de Semana”!

Sábado cedo fomos correndo para o Shopping Jardim Sul aproveitar o último final de semana com o espaço da Frozen e do Homem Aranha. Tanto falaram de lá que eu estava em uma super expectativa. Mas como sempre, no final, não era nada de especial. Acho que o  Jardim Sul sempre faz espaços kids temporários bacana, mas é muito mais cenário do que atividades mesmo.

No Espaço Frozen a idéia é vestir as meninas de Anna e Elsa e quem quiser, pode cantar “let it go” em um mini estúdio e gravar um cd.

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As meninas não quiseram então só se fantasiaram. Tinham mesas para colorir e jogar memória, nada muito empolgante.

Do lado oposto a atração para os meninos, o Homem Aranha, tinha um pouco mais de atrativos para elas que subiram 20 mil vezes para escorregar e passaram pelos elásticos que simulavam a teia de aranha algumas (muitas vezes!). E no final é disso que elas gostam:

Passeamos um pouco pelo Shopping e fomos até a PB Kids para a Bruna escolher o que gostaria de ganhar de aniversário. Passamos um bom tempo na loja e no final o que ela mais se interessou foi um kit de pintura com canetinhas e tinta. Ufa, melhor para mim. Temos que aproveitar enquanto nossos filhos gostam das coisas mais simples. E provavelmente é isso que irei comprar já que sei o quanto ela gosta de desenhar e pintar.

Ainda faltava um tempo para o almoço então na falta do que fazer, fomos passear pela Cobasi. Acreditem, está aí um programa de graça, que toda criança ama. Aos sábados costuma ter uma mini feira de adoção de cães e gatos, elas amam! Que criança não gosta de ver um cachorrinho ou gatinho não? Elas passam um tempão olhando e dando carinho. E no fundo da loja tem dezenas de peixinhos, passarinhos, periquitos, coelhos, ramster… Fora os cachorros que vão com os donos passear pela loja que sempre chamam atenção. Além disso tem a parte de plantas e coisas para jardim que elas também adoram olhar.

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Voltamos para casa e já estava exausta. Não é mole ficar sozinha com 2 crianças e administrar toda a logística. Só para por e tirar do carro a cada parada nesses lugares já vai todo um processo!

Lembrei que não tinha deixado nada pronto para o almoço. Então vamos de macarrão mesmo! As duas comeram sozinhas enquanto eu dava uma ordem na casa e a Bru ficou toda orgulhosa que raspou o prato!

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Ficamos um pouco em casa vendo filminho, dei um banho nelas e saímos de novo.

Dessa vez para o Shopping JK para o Food Truck Kids Festival . Quando chegamos estava tendo um teatrinho de fantoches, mas estava bem cheio. Então fomos tomar um sorvete em um dos mini caminhões de comidinhas.

Logo em seguida começou um show com uma banda bem bacana. Ficamos por lá curtindo e depois as meninas fizeram ateliê de massinha e de bonecos com embalagem de Danoninho.

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Saimos de lá já era noite. E então elas pediram para dormir no pai.

Fomos para casa, montei uma mochila para cada uma e o pai veio buscar.

 

Lá foram elas felizes da vida, nem deram bola para mim.

Foi uma mistura de tristeza e alegria. Pois sempre que elas vão, meu coração se despedaça. Por outro lado, foram super bem, se divertindo e é só isso que importa. Quero que elas estejam felizes acima de qualquer coisa.

Entrei em casa e novo aquele vazio, silêncio…  Não havia programado nada pois a principio elas dormiriam comigo.

Fui então para a casa dos meus pais curtir eles um pouco e ser mimada. Ainda não me acostumei a ficar totalmente sozinha. Então tem vezes que acho ótimo, mas tem vezes que o que eu quero mesmo é sentir que tem alguém por perto.

Acabei dormindo por lá. Dormi cedo, acordei cedo, mas dormi 9 horas seguidas. Praticamente uma eternidade!

Aí sim voltei para casa e pude curtir os poucos momentos de paz e liberdade. Fiz meu café da manhã prolongado, sentei para trabalhar um pouco e desci para a piscina.

Há quanto tempo eu não ficava em uma piscina com fone de ouvido e deitada para tomar sol!!! Frequentar a piscina, isso sim. Mas poder desfrutá-la em um domingo de sol…não me lembro qual foi a ultima vez. Pois só quem é mãe sabe o que é não piscar os olhos com criança perto de água.

Captura de tela inteira 31082015 105458

Passei a tarde na piscina na santa paz. Li revista, tomei sol, escutei música… Que bem isso faz!

Fui almoçar quase as 5 da tarde !

Trabalhei mais um pouco e esperei elas chegarem! Estavam exaustas, pois não pararam sábado o dia todo e domingo também!

Fomos dormir as 3 juntinhas na minha cama. Elas capotaram as 8 da noite, eu fui  tomar um banho, jantar , ver tv e só dormir mais tarde pois estava completamente sem sono devido à noite anterior que descansei muito.

E vamos começar a semana!

Beijão

*K*

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24 agosto, 2015
Por Katia Ouang

Sempre penso o quanto as pessoas só falam sobre o lado bom de ser mãe. Sim, ele é maravilhoso.

Mas não consigo entender porque as dificuldades são tão pouco faladas.

Não sei se as mulheres tem medo, vergonha ou até uma sensação de derrota se contarem o lado onde nem tudo são flores e que mãe chora muitas vezes por não saber o que fazer.

Engraçado que antes da Bruna nascer eu só pensava em como iria cuidar de um recém nascido…. Para mim era essa a maior dificuldade já que as pessoas próximas só falavam nas tais noites de sono que eu nunca mais teria.

Só que essa fase passa em um piscar de olhos. E sinceramente, não tenho nenhuma recordação muito “traumática” dessa adaptação. Exceto pelos primeiros dias pós cesárea que são um pouco chatinhos.

Difícil  mesmo é educar, tarefa árdua e sem prazo para terminar.

Por isso hoje vou citar quais são as maiores dificuldades que enfrentei e que enfrento desde que me tornei mãe e que raramente são comentadas.

 

Breastfeeding Benefits

1) Amamentação: Ok, já passou, amamentei as duas até 8 meses e exclusivamente no peito ate os 6. Mas não consigo por nenhum momento me esquecer o que enfrentei na minha primeira experiência com a Bruna. Nunca sofri tanto, senti tanta dor e chorei como nos 2 primeiros meses. Onde estava aquela cena lúdica e linda que tanto pintam de uma mãe amamentando um filho?

Eu só pensava assim; Por que ninguém me avisou que o leite “desce” alguns dias após o parto , e que de repente você não vai saber o que fazer como eu, e seu peito esquenta, empedra, cresce mais 2 tamanhos, nenhum sutiã serve…

Por que ninguém me avisou que para quem tem muito leite tirar na bomba aumenta ainda mais a produção?

Por que ninguém me avisou que seu bico pode sangrar por dias ?

Por que ninguém me avisou que mastite é tão comum acontecer mas que na hora você acha que vai morrer com quase 40 graus de febre e seu seio pegando fogo?

Enfim, quem me acompanha sabe que essas não foram nem metade das dificuldades que passei. E que antes de nascer a Manu, me informei e me preparei para passar por tudo de novo. Mas sabendo como agir, como me manter calma e como lidar com essas dificuldades. Foi difícil também, mas bem menos traumático.

E o que eu passei, metade das mulheres passam . Sorte e abençoadas as que passam pela amamentação sem nenhuma dificuldade.

Até aí tudo bem. Mas como saber disso antes pode ajudar?

Pode preparar a pessoas para os possíveis desafios e ensinar como lidar com eles ou a quem recorrer em caso de dificuldade. Acho importante saber que é comum acontecer . Pois acreditem, boa parte dos casos de depressão pós parto, o “Baby Blues”, ocorrem por causa das mudanças que a amamentação traz na vida da mulher e que muitas vezes além de vir com um monte de dúvidas e inseguranças, pode frustrar a mulher que não consegue amamentar do jeito que ela acreditava que seria.

Lado A: Sofri, chorei mas não me arrependo de nada e faria tudo de novo.  Adorei a sensação de ver minhas filhas crescendo só com o leite do peito. Até hoje me surpreendo como nosso corpo consegue produzir um alimento tão rico. Vocês não acham isso uma loucura?

Fora a relação e o contato único entre mãe e bebê que a amamentação possibilita.  Sou defensora da amamentação sim, mas dentro dos limites de cada mulher. Sejam físicos ou emocionais!

 

 

2) Noites Mal Dormidas: Sim, esse é um tópico bem falado por aí. Quem nunca ouviu “ Durma bem agora pois depois que o bebê nascer você não vai mais dormir por um bom tempo “ .

Por um bom tempo? Ou quem sabe não seria; Você não vai mais dormir!

Juro que eu me preparei paras os primeiros meses sabendo que não seria fácil. Mas nunca imaginei que isso não teria data para terminar.

Não temos a mínima idéia que depois que temos um filho acordamos a cada movimento deles, a cada espirro, a cada barulho no berço. Depois vem a fase que acordam, vem para nossa cama, escapa xixi ou precisa ir ao banheiro , tem pesadelos….

Dormimos com um olho aberto e outro fechado. Sempre.

E hoje, após quase 5 anos como mãe, não consegui ainda me adaptar às noites mal dormidas.  Foram pouquíssimas vezes que relaxei em uma noite de sono e essas poucas, eu não estava em casa com elas.

Lado A:  Não sei muito bem se tem o lado A dormir pouco, mas apesar de ser complicado, a gente também acaba se adaptando. A velha história: O que não tem remédio, remediado está!

 

3) Terrible Two: E por que não Three, Four, Five…  O desafio  inicia a partir do momento em que seu filho começa a ter vontade própria e reage ao ser contrariado ou quando quer muito alguma coisa.

E aí respira fundo, conta até 10, 20, 30…. e tente entender que um filho pode sim te levar as raias da loucura. E que você não será uma péssima mãe se gritar, chorar e querer sumir naquele momento.

Ninguém conta o quanto é difícil colocar “ordem na casa” e ninguém conta que somos capazes de fazer qualquer coisa para um filho parar com uma birra.

Lembro que uma vez uma das minhas melhores amigas estava comigo no shopping. Ela com o filho de 7 anos, eu com a Bruna, com 3 na época. A Bruna teve um surto de se jogar no chão e gritar pois queria um pirulito e eu disse que não ia comprar. Eu me virei para a minha amiga e disse: eu não sei mais o que fazer com ela, é muito mal educada, não aguento esses chiliques….

Minha amiga me disse: Não aguenta? Espera ver o dia que você disser não e seu filho reagir dizendo: Mamãe, você é uma chata, eu não gosto de você! E imagine quando chegar na adolescência…. Meu Deus!

Por que sim, até a criança mais educada, filha de um casal de família Doriana, cheios de bons costumes e postura, vai um dia desafiar a mãe com palavras que magoam. Faz parte.

E cabe a nós aprender a lidar e educar para que isso não se repita.

Lado A: Educar é um aprendizado eterno e faz com que nós mães evoluímos a cada dia. Eu mesma já percebi maneiras diferentes de acalmar uma birra, depois de várias tentativas frustradas e desanimadoras.

 

 

4) Ver o filho sofrer. Seja por uma frustração, uma perda, uma febre ou  uma dor física. Qualquer coisa que não esteja bem com o nosso filho, parece que dói igual na gente.

E para isso nunca estamos preparadas.

Não é fácil lidar com o sofrimento de um filho, pois temos que ser fortes para apoiar, proteger, mas ao mesmo tempo  ensinar que nem sempre a vida é feita de momentos bons.

Envelheci alguns anos em cada internação da Manu, em cada febre alta delas e principalmente agora, após minha separação, perco um pedaço de mim cada vez que a Bruna sofre ( pois a Manu não sentiu  tanto), cada vez que ela chora, cada foto que ela ve e as lagrimas escorrem do rosto.

Ninguém contou que seria tão difícil lidar com isso.

Lado A:  Descobrimos uma pessoa muito mais forte do que imaginamos ser . E conforme o tempo passa, o filho cresce, nos tornamos cada vez menos egoístas e descobrimos o que é viver de verdade para um filho. A ponto de deixar de lado nosso sofrimento ou momento ruim para pensar só neles.

 

5) Culpa. A eterna culpa. Clichê ou não, acredito que uma mãe que se preocupe de verdade com seus filhos, sempre terá seu momento de culpa. Tudo é sempre motivo para nos questionarmos se estamos fazendo da maneira correta.

Muitas vezes sonho com um pouco mais de tempo para mim, e quando tenho, me culpo por achar que deveria estar com elas;

Muitas vezes não vejo a hora delas dormirem, mas em seguida, estou louca para que elas acordem;

Muitas vezes eu superprotejo elas, e depois me culpo achando que ficarão inseguras;

E assim vai…

E é claro, toda a culpa que um término de casamento traz na cabecinha delas.

Lado A: Não sei se esse sentimento ameniza com o passar dos anos, acho que não. Faz parte da maternidade , faz parte do nosso instinto querer sempre fazer da melhor maneira.

 

Mesmo com tudo isso, continuo dizendo que não existe nada melhor nessa vida do que receber o amor de um filho!

 

 

E vocês, o que sentiram dificuldade na vida de mãe?!

 

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