17 fevereiro, 2014
Por Katia Ouang

cama

Hoje queria contar um pouco de como evolui a questão do sono da Bruna, ou melhor, não evoluiu muita coisa.

Mas antes de tocar nesse assunto queria responder a pergunta que grande maioria das mães me fazem em relação ao sono do bebê…. ” Meu filho tem x meses e dormia super bem até uns dias atrás, de repente voltou a acordar, ficou manhoso e dormindo mal, será que ele não vai voltar a dormir como antes?” Acho que a maioria das mães que tem bebês até 12 meses que dormem bem a noite se apavoram quando de um dia para o outro, o bebê não dorme tão bem. A real é que por mais que a gente acredite que colocou o bebê na rotina, até os 12 meses os bebês ainda podem ter alterações no sono por “n” motivos, desde o estirão de crescimento, uma gripe, uma tosse, um dente nascendo, um dia agitado demais, uma viagem…. qualquer coisa pode interferir no sono do bebê. Eu passei bastante por isso com a Manu que apesar de dormir bem, tinha semanas que eu acreditava que dava um passo para frente e dois para trás. Minha dica é sempre manter a mesma rotina e não se render ao bebê, exceto se ele estiver doente. Pois nem nós adultos dormimos tão bem todas as noites, imaginem os bebês. Por isso, muita paciência e rotina!

Quem não leu os posts anteriores vou resumir; eu paguei a língua de tanto falar que minha filha era um exemplo de sono perfeito, que dormia 12 horas sem acordar desdes os 3 meses, que dormia de porta fechada e luz apagada e que ficava no berço sem reclamar até pegar no sono. Bom, essa maravilha foi dos 3 meses aos 3 anos. E de repente , de um dia para o outro e concomitante com a troca do berço para a cama, a hora do sono virou uma tormenta.

Além de não querer mais dormir no quarto, queria luz acesa, porta aberta e eram até 2 horas para conseguir fazer ela dormir, seja contando história, seja lendo um livro. E depois ainda vinha a madrugada toda pingando vindo para o meu quarto e eu levando de volta.

Até que me rendi ao cansaço, era mais fácil deixa-la dormir na sala e levar para cama e depois deixar vir para a minha. Mas eu não estava satisfeita com isso. Nada satisfeita.

E então decidi que teria a maior paciência do mundo e faria ela dormir sozinha de novo a qualquer custo.

Me revezei com meu marido durantes semanas, cada dia um deitava com ela, contava história e ficava lá até ela dormir. Era sempre mais de 1 hora para conseguir que ela dormisse. E mesmo assim, ela vinha para nosso quarto de madrugada.

Já cansada de tanto levar ela de volta, decidi que dormiria no quarto da Bruna até essa fase passar. Então passei  o mês de dezembro dormindo na cama ao lado a dela para entender o porque ela estava acordando tanto a noite. Cheguei a conclusão que ela acordava algumas vezes seja para pegar a chupeta, para se cobrir, enfim, e no berço ela não tinha como sair. Na cama sim. Dormindo ao lado dela ela apenas levantava a cabeça, me via e voltava a dormir. Com isso eu também dormia melhor já que não precisava mais sair da cama. E por algumas noites eu pude dormir a noite toda.

O próximo objetivo seria  reduzir o tempo da historia que eu contava para ela dormir , e por último voltar a dormir no meu quarto. ( Haja Paciência!)

Parece loucura, mas a cada dia eu cronometrava 5 minutos a menos em cada historia até chegar em 10 minutos. Eram 10 de historia e mais 10 no silencio até ela dormir. E de fato estava funcionando.

Até que fomos para a praia e dormimos todos juntos no mesmo quarto. Lá não contava história. Como ela ficava exausta eu apenas me deitava na cama ao lado em silencio e esperava ela e a Manu dormirem. E a Bruna  dormia em 10-15 minutos.

Voltando para casa decidi cortar de vez a historia e também desmontar a cama que tinha ao lado dela. Só fico no quarto com ela em uma cadeira, conversamos um pouco e então digo que é hora de dormir. Ela sai da cama, fala que está sem sono, enfim…. e eu digo; “A mamãe vai ficar aqui até você dormir, se você não ficar quietinha agora vai dormir sozinha…” Aí ela para e eu espero ela dormir. Tem dias que em 10 minutos ela dorme, tem dias que leva até 1 hora, mas paciência. A porta fica aberta, a luz do corredor acesa e então ela dorme.

Também tinha decidido que iria levar ela de volta caso viesse para a minha cama quantas vezes fosse necessário. Consegui por uns dias, até que desisti. Estava muito cansativo, eu fiquei exausta, tinha que acordar de 1 em 1 hora e eu sem dormir não funciono no dia seguinte.

Então hoje ela dorme na cama dela e quando vem para a minha, eu deixo. Tiveram alguns poucos dias que ela acordou na cama dela. Mas a maioria vem para a minha cama de madrugada e lá fica até acordar. O chato é que ela se mexe demais, chuta, reclama e ainda acorda junto com o meu marido, antes das 6 da manhã e faz o favor de acender a luz do quarto.

Paciência…

Conversando com várias amigas com filhos acima de 3 anos, me disseram que também acontece isso. E muitas vezes o que consola uma mãe é saber que ela não está sozinha, e que o nosso problema é o que acontece na maioria das casas com criança.

Fiquei sim um pouco frustrada com tudo isso. Principalmente porque fiz tudo que eu podia para tentar reverter essa situação. Eu nunca considerei a cama compartilhada aqui em casa, sempre fiz de tudo para que as meninas dormissem sozinhas. Ainda mais porque a Bruna dormindo conosco nenhum de nós dorme bem, e isso atrapalha o sono dela também. Mas agora vou levar assim com esperança que naturalmente as coisas voltem ao seu lugar.

Pelo menos tranquila que fiz tudo que eu poderia inclusive levei até em terapia para tentar entender se era algum medo ou algo específico. E sobre a terapia vou contar no próximo post.

E vocês mamães, alguém passou ou passa por algo parecido e conseguiu fazer com que a criança voltasse a dormir sozinha a noite toda em seu quarto? Me contem a formula mágica!!!!

 

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11 fevereiro, 2014
Por Katia Ouang

Ontem eu fui dormir pensando em quantas coisas eu acreditava antes de ter filhos julgando ser certo ou errado e como isso muda depois que vivemos no dia a dia a rotina com criança em casa. É a história de “Pagar a Lingua” por falar antes de saber como realmente é!

Então hoje eu vou relacionar alguns tópicos que mudei totalmente de opinião depois que as meninas nasceram, seja por não ser tão fácil como eu imaginava , ou mesmo por comodismo para tentar facilitar um pouco a minha vida como mãe. Vou dividir o post em partes pois todo dia descubro algo novo para essa listinha !!!!

Antes de ser mãe eu dizia:

- Que criança malcriada e que dava escândalo em público era culpa dos pais. Ah se eu soubesse como os pais pouco podem fazer nessa situação a não ser morrer de vergonha…. Há pouco tempo em uma sorveteria a Bruna surtou só porque eu pedi para ela dar um pouco do sorvete para a Manu experimentar. Ela não só começou a gritar que não ia dar como arremessou o copinho de sorvete que eu tinha acabado de comprar no chão. Aí foi um Deus nos acuda…. Falei que ela não ia mais tomar sorvete, ela começou a chorar ( ou melhor urrar), se jogou no chão, deitou no chão… e a sorveteria lotada , todo mundo olhando para mim com aquela cara do tipo ” Você não vai fazer nada e vai deixar essa criança chata aí atrapalhando”? … Ahhhh, tenha filhos para você ver se consegue fazer algo em uma situação dessas!!!! E então eu peguei a Bruna pelo braço, praticamente arrastei ela até a porta, aquele barraco sem noção que só quem tem filhos entende….  Culpa minha??? Se dependesse de mim minha filha seria um exemplo em comportamento e educação.

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- Que eu não ia ficar uma mãe largada e descuidada após o parto. Eu fiquei assustada algumas vezes que fui visitar em casa amigas que acabaram de ter filhos e elas estavam de moletom, com uma cara péssima. Eu que sempre fui vaidosa pensava; nossa, não custa nada por uma roupa mais bonitinha, passar um rimel… Enfim, e assim fiquei após o parto da Bruna e da Manu, um ser de pijamas o dia todo, que mal acabava de amamentar e já começava de novo… Não tinha vontade de vestir nada pois além de não caber, corria para a cama ou o sofá em qualquer 5 minutos que tivesse. Sempre me perguntei de onde veio aquela frase: A maternidade torna a mulher muito mais bonita e madura…. ! “Ooooiiii”!?

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Que eu ia tirar a chupeta antes dos 2 anos. Você passa o tempo todo ouvindo que chupeta faz mal, entorta os dentes, dificulta a fala e que o limite para não ser tão prejudicial é até os 2 anos. Ok, isso toda mãe sabe. Mas a não ser que seu filho por um milagre tenha decidido largar a chupeta por livre e espontânea vontade, quem tem coragem de tirar a chupeta de uma criança que simplesmente parece que o mundo fica cor de rosa e o sono chega em 1 minuto depois que coloca na boca?! Eu não conheço nenhum adulto que não tenha largado a chupeta, ou pelo menos não conheci ninguém que fale errado por causa da chupeta ou que ficou com algum dano irreversível nos dentes. Então sim, eu sei que preciso tirar a chupeta das meninas. Mas no fundo ainda tenho alguma esperança que elas se manifestem sozinhas em largar.

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- Que eu daria legumes e verduras diariamente. Eu juro que tentei, tentei mesmo. Mas infelizmente assim como nós temos gostos e preferências, a criança após os 2 anos também tem. A Bruna comia de tudo, de tudo mesmo até uns 2 anos e meio. E desde então começou a deixar de lado os “verdinhos” e algumas frutas e só come o que quer. Falei com a pediatra, e por ela comer super bem todo o resto, não tenho muito com o que me preocupar. Insistir em comer um brócolis ou espinafre só estressa ela e transforma as refeições em um pesadelo. Além de desperdiçar comida pois é certeza que vai continuar no prato. A Manu ainda está na fase que come qualquer coisa, vamos ver como será com ela. Mas eu no fundo até entendo a Bruna, eu mesma não como todas as verduras e legumes pois não vejo graça. Como porque sei que faz bem e muitas vezes estou de regime e não tenho opção. Mas vai explicar isso para uma criança.

menino

 

- Que não deixaria comer vendo televisão . Esse foi o primeiro item que paguei a língua. A Bruna desde os 8 meses come vendo filminho, a Manu também. Como elas comem super bem seja com filme ou sem filme, acabou virando hábito aqui em casa. E de fato ajuda bastante naqueles dias que você esta sozinha e precisa dar comida para duas.

Remove TV from kids rooms to tackle obesity

 

Que quem amamentavam por 3 meses era pouco tempo. Eu amamentei as meninas até 8 meses e considero importante tentar amamentar até pelo menos a introdução de outros alimentos. Achava que as minhas amigas que amamentaram por 2-3 meses era muito pouco. Porém  me dei conta do que são 3 meses amamentando depois que vi no programa que baixei no celular que em 3 meses eu havia amamentado a Bruna mais de 600 vezes!!!!  Alguma mulher que nunca teve filho tem noção do que são 600 vezes dando um peito, depois o outro, depois arrotando…?!!! Depois disso passei a super admirar qualquer mãe que amamentasse o tempo que conseguisse. Também nunca mais julguei o critiquei quem amamentou 2 meses ou 2 anos. Vi o quanto amamentação é algo super pessoal e que mexe muito com a mulher.

breastfeeding-mother (1)

 

- Que nunca perderia a paciência e gritaria com um filho. Infelizmente esse é um item bem difícil para uma mãe assumir. Mas qual mãe que nunca foi levada ao ápice da loucura quando seu filho começa aquelas birras insuportáveis ou dá um show sem motivo??? Ou melhor, qual mãe nunca enlouqueceu com 2 filhos chorando juntos??? Foram algumas vezes que eu gritei com a Bruna. Acho que grito para não apertar a mão ou até bater, pois acreditem, tem dias que ela passa tanto dos limites que é bem difícil admininistrar. Sou 100% contra bater, então acabo gritando quando não sei mais o que fazer. Mas já aprendi que a melhor solução é mesmo respirar fundo e ignorar ou mesmo mudar de assunto. Pois a criança no meio da birra não escuta ou entende nada. E é claro, sempre me arrependo depois de ter falado mais alto e sinto uma culpa enorme… A “tal” culpa que nós carregamos o tempo todo….

Yelling-Mom

- Que eu só daria doces em ocasiões especiais. Eu não dou doces em casa normalmente. Mas costumo usar muito a “balinha” ou 1 pirulito como prêmio para alguma tarefinha bem cumprida e pior, para sossegar em algum momento de crise da Bruna. Do tipo estamos no Shopping passeando e ela cisma com alguma coisa, começa dar os chiliques, se joga no chão… e então surge a palavrinha mágica; “Bruna, vamos comprar um pirulito!?” Pronto, birra e choro desaparecem em questões de segundos. E melhor, o pirulito demora um tempão para acabar, e durante esse tempo é sossego na certa. Sei que não é legal e muito menos a melhor opção, mas vamos lá… Qual mãe nunca fez isso???? Por sinal , santo pirulito, se vocês soubessem quantas vezes ele me salvou….

lollipop

 Tem muitos tópicos que quero falar ainda, mas vou deixar para um próximo post para não ficar cansativo.

E vocês mamães, o que acabaram pagando a língua depois que tiveram seus filhos???

 

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4 fevereiro, 2014
Por Katia Ouang

Semana passada passei por mais um daqueles dias de emoção total. Tive que mais uma vez adaptar a Bruna na escola.

A primeira vez foi bem difícil, foi quase 1 mês até eu conseguir deixá-la na porta e ir embora sem que ela chorasse.

E não pensem que por ela já ter frequentado outra escola foi mais fácil dessa vez. O que sim se tornou mais fácil foi a minha adaptação. Como sempre na segunda vez , é sim mais fácil. E isso ajuda muito a passar segurança para a criança.

Pois imaginem a Bruna que frequentava uma escolinha super pequena, com mais 7 amiguinhos na classe onde ela praticamente se sentia em casa. E de repente ela mudou para uma escola grande, com 15 alunos por classe e 4 classes da idade dela! Um universo enorme para uma criança de 3 anos ! E mais do que isso, ela era a única criança adaptando na classe e ainda em uma escola bilíngue.

A mudança foi radical.

Eu sabia que não seria fácil e já fui preparada para isso. Ainda mais porque a Bruna estava um grude em mim por passar as férias todas do meu lado e ser praticamente uma sombra minha. Sabe aqueles quadrinhos engraçados onde a mãe fala que a única coisa que gostaria é de ir ao banheiro em paz? pois bem, essa sou eu após essas férias…

Chegamos no primeiro dia e ela sequer desgrudava da minha perna. Tive que ficar na classe o tempo todo, ela no meu colo e nem tomar água eu consegui sem que ela fosse junto.

Nesse dia ficamos apenas 2 horas e no segundo dia idem.

No terceiro dia seguinte consegui “escapar’  um pouco da sala quando ela se envolveu em uma atividade de colagem. Ela chorou, pediu por mim. Eu voltei, levei a naninha dela, e disse: A Popó vai fazer companhia para você e a mamãe vai ficar aqui fora, pois aqui na sala não pode ter adulto, só criança… eu queria muito pintar com você mas a sua professora não deixou…. Só de poder segurar a naninha dela, já trouxe uma certa segurança.

Eu fiquei na sala da Orientadora esperando caso ela chorasse de novo. Mas já havia avisado a professora que ok se ela chorasse, não precisava me chamar a não ser que a situação estivesse fora de controle.

Em uma das vezes que fui olhar da janela vi ela sentadinha assim sozinha, ai que vontade de entrar e agarrar não!?

foto 1

Depois de um tempo vi ela passar em fila levando sua lancheira para o refeitório. Continuei olhando da janela pois em seguida ela iria para o pátio brincar e ficava bem abaixo da sala onde eu estava, dava para ver tudo sem que ela me visse. E então ela e mais as outras classes da mesma idade foram brincar.

Nessa idade criança ainda não forma tanta amizade, é um pouco mais para frente. Mesmo assim todas as crianças já se conheciam do ano anterior e estavam a vontade ali. A Bruna estava sozinha. Correu pelos brinquedos, viu um por um, subiu, desceu, e brincou sozinha. Afinal de contas não tinha intimidade com ninguém ali, muito menos com as professoras. Mas por nenhum minuto vi ela chorar, pedir colo ou pedir para ir embora.

Imaginem que para nós adultos estarmos sozinhos em um ambiente estranho sem conhecer ninguém  já é difícil, para ela então deve ter sido um super desafio.

Meus olhos se encheram de lágrimas ao vê-la brincar sozinha…. Deu vontade de sair correndo, descer e pegar no colo. Aquela menina tão pequena, naquele mundo enorme para ela. E então ela começou a correr pelos brinquedos, pedalou na bicicleta, não parou um minuto. E corria com um sorriso enorme no rosto. Tive um orgulho enorme dela, que estava se virando muito bem sozinha. As fotos estão péssimas pois eu estava atrás da janela, mas dá para ver ela brincando:

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Nesse dia ela ficou até o final e então fui buscá-la na classe.

No 4o dia só fui até a sala, fiquei uns 5 minutos, dei a naninha e sai. Voltei para busca-la 4 horas depois e ninguém me ligou por ela chorar demais.

É claro que 2 adaptações já me preparam para conseguir lidar melhor com isso quando chegar a vez da Manu.

E dessa experiência o que eu consigo passar é que:

- Tenha muita paciência. Cada criança tem uma adaptação diferente. Umas dão tchau para mãe e nem olham para trás e outras levam 1 mês até sentirem segurança. Isso depende da idade e da personalidade de cada criança. E lembre que no final todos se adaptam ,mas é um momento de mudança radical na vida da criança que merece toda atenção e paciência.

- Evite criar muitas expectativas na criança. Não diga que a escola será o máximo, que terá um monte de coisas para fazer, que ela vai amar…. enfim. Deixe a criança sentir isso sozinha. Quanto mais ansiosa ela ficar, pior. Por isso conte apenas a verdade; diga que ela vai para um lugar novo, com muitos amiguinhos e atividades para fazer e que você irá acompanha-lo por um tempinho.

- O mais importante é a segurança que os pais irão passar. Quando tiver que sair da classe, seja firme, haja naturalmente e passe segurança para o seu filho. Dê um beijinho, avise que você estará por perto e saia. Nada de abraços e despedidas com lágrima nos olhos, pois isso só dificulta a adaptação.

- Deixe a criança sentir vontade de voltar no dia seguinte. Por isso nos primeiros dias, como normalmente a criança não fica o horário todo, aproveite algum momento de descontração do seu filho, onde ele começou a interagir com outras crianças ou está participando de alguma atividade para ir embora. Diga que agora vocês vão embora, que está muito legal, mas amanhã vocês voltam!

- Converse com a escola sobre a possibilidade de deixar a criança ficar com um bichinho, um paninho ou qualquer coisa de casa que ela esteja acostumada, pelo menos nos primeiros dias. Isso traz segurança e ajuda a criança a não se sentir tão sozinha.

- Seja lá quantos dias durarem a adaptação, sempre avise seu filho que você irá sair mas que volta para busca-lo caso precise. Nos primeiros dias minha dica é ficar na escola, pois se a criança precisar sabe que você estará por perto.

- Todo auê que não podemos fazer ao nos despedirmos de nossos filhos, podemos sim fazer ao reencontrá-los! Quando for buscar no horário combinado abrace, beije, e demonstre o quanto você está orgulhosa desse novo passo do seu filho! mesmo que ele tenha ficado apenas 5 minutinhos sozinho.

Descobri que parte da dificuldade em adaptar vem muitas vezes de nós mães que sofremos mais do que eles, é um processo de separação que faz parte do crescimento e desenvolvimento da criança. E que será rotina por anos e anos de nossas vidas!

E posso afirmar que apesar do coração ficar apertado esses dias, estou super feliz que a Bruna tenha dado mais esse passo. E agora que ela já está adaptada, vou cuidar da Manu, trabalhar bastante e aproveitar antes que as férias venham de novo. Pois depois que você acostuma com um filho na escola, quem é que merece uma criança o dia todo em casa de férias?!!!!

Vai entender nós mães…..

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30 janeiro, 2014
Por Katia Ouang

2014-01-262

Essa semana a Manu completou 1 ano e meio de vida.

Aproveitei esse momento para fazer um post rápido sobre esses 18 meses que considero um marco na vida da criança, e também dos pais. É mais ou menos nessa fase que a criança deixa de ser bebê para virar uma criança com vontade própria, se expressando com palavras e gestos e mostrando realmente sua personalidade. É nessa fase também que a criança aprende a fazer birra, malcriação e se manifestar pelo que quer e pelo que não quer.

Eu aproveitei demais a Manu até essa fase. O que acho que não fiz tanto com a Bruna pois além de eu estar gravida e passando mal, ainda trabalhava bastante fora de casa.

Curti cada gesto novo , o primeiro dia que rolou sozinha, que sentou, que levantou, que ficou em pé e que andou…. Babei em cada palavrinha nova e cada conquista e também com cada fio novo de cabelo da minha carequinha!

Também aprendi muito. A Manu me fez ver o quanto ser mãe é NÃO estar preparada nunca para ver o sofrimento ou doença de um filho , mas que é possível sentir a maior felicidade do mundo só em poder voltar para casa com saúde …

E então minha bebê cresceu….

Está uma tagarela, já fala quase tudo, repete, come sozinha, e começou a fazer birra e malcriação! Como todo bebê, ou melhor, criança, dessa fase!

O tempo passa muito rápido quando temos filhos, principalmente no primeiro ano. E com certeza os primeiros meses deixarão muitas e muitas saudades. Ao contrário de muitas mães, eu sou uma apaixonada assumida pela fase bebê e já sinto muita falta de mais uma pequenina por aqui.

Ficam as as boas lembranças e agora é curtir as crianças  que já viraram minhas companheiras, e mergulhar nessa fase tão desafiadora que é ter duas no  terrible two em casa… E que hoje eu não acredito muito, mas tenho certeza que também sentirei saudades lá na frente!

E o Terrible Two é o assunto para a semana que vem!

Beijos e um ótimo final de semana!

*K*

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