26 junho, 2015
Por Katia Ouang

No Fast Tip, dica rápida de hoje, a Terapeuta Maitê Varela responde a uma das perguntas que geram mais duvida nas mães; Como punir a criança ?

Eu passo por isso diariamente, pois estou bem no meio do furacão do terrible twos com a Manuela. E ela, diferente da Bruna, não está nem aí para nenhum tipo de punição. Ela enfrenta, desafia, quase me deixa louca.

O cantinho do castigo até que funciona com ela. Ela chora, grita, mas depois percebe que só sairá de lá se agir sem esse escândalo todo. E é claro, o que vai bem com uma criança, não vai com outra.

 

 

  • Como punir quando o cantinho do castigo ou do pensamento não funciona?

 

Em primeiro lugar, quando se usa este tipo de castigo, devemos pensar se isso faz sentido na sua dinâmica familiar, não acredito em uma fórmula mágica ou em um modelo que funcione da mesma forma para todos, cada caso é um caso.

Muitas vezes estas técnicas não funcionam mesmo porque a criança não entende o que está fazendo lá, ou ainda, não se importa nem um pouco. Além disso, aplicar a mesma punição para todas as situações também fica bastante confuso, tente se imaginar no lugar da criança que fez alguma “besteirinha” em algum momento ou algo mais grave em outro se deparar com a mesma consequência nas duas situações. Confuso, não?

Claro que quando a criança faz algo errado é importante que haja alguma consequência, como normalmente acontece na vida, mas esta consequência deve ter uma relação direta com o que aconteceu e também deve fazer sentido, levando em consideração a idade da criança e a gravidade do que aconteceu. Vamos dar um exemplo desta fase do “terrible two” para ficar mais claro: A criança é contrariada, fica irritada e joga a comida no chão. Uma consequência natural e interessante para este caso seria pedir para ela ajudar (da forma dela) a limpar a sujeira que fez. Muitas vezes, as consequências acabam sendo mais naturais mesmo. Junto com a ação é importante explicar o que está acontecendo (motivo da irritação e o porquê daquela consequência).

Como dito acima, é muito importante refletir sobre o que faz sentido para cada família, mas manter um diálogo aberto com os filhos desde cedo e assumir sua autoridade de mãe ou pai ajuda muito.

 

Maite

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30 março, 2015
Por Katia Ouang

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Já perdi as contas de quantos posts fiz sobre o Terrible Two da Bruna. Passei por muitos momentos desesperadores, em que não acreditava poder ter algum sucesso em qualquer técnica aplicada para amenizar seu comportamento, e até cheguei a levar em terapia para poder entender e me guiar em sua educação.

A questão do cíumes  em relação à Manu, isso pode passar o tempo que for, que não melhora. Minha esperança é que um pouco mais para frente como a diferença de idade entre delas é pouca, isso se transforme em uma grande amizade. Mas por enquanto o jeito é deixar elas se entenderem ou se desentenderem como quiserem. Pois interferir ou forçar uma amizade, só piora.

A questão dos chiliques, birras e ataques, não quero cantar a bola antes da hora, mas tem melhorado muito. A cada dia percebo uma evolução que tem me deixado muito animada e muito feliz com o relacionamento que estamos vivendo agora.

É maravilhoso não precisar passar o dia gritando , estressando, colocando de castigo, fazendo pedir desculpas… Pois com isso você consegue curtir muito mais o seu filho.

E o que aconteceu?

Simplesmente ela está crescendo. E com isso se tornando mais independente e com noção do que pode ou não fazer.

Sim, começam outros perrengues. Mas algumas coisas de rotina e que me deixavam louca, estão aos poucos desaparecendo.

A Bruna sempre deu chilique para tudo que quisesse fazer, pois dependia de mim para poder ajudá-la. E a impaciência e irritação dela me deixavam louca. Vou exemplificar e contar o que tem mudado.

– Acordava de manhã e já começava a arrancar o pijama pois queria trocar de roupa mas não conseguia sozinha. Hoje ela acorda, tira o pijama e escolhe na gaveta o que vai vestir. Ela consegue vestir todas as peças sozinha, exceto se tiver alguma coisa mais complicada ou se for sapato com cadarço. Esse ela coloca mas ainda não sabe amarrar.

– Reclamava da cor da roupa, do modelo, da cor do laço, do sapato… então hoje se ela não gosta, ela vai no armário e pega a roupa e o laço que quiser. Inclusive ela se penteia sozinha e se arruma como achar melhor. Decidi deixar ela usar o que quiser e comecei a achar graça se a roupa não tem nada a ver.  Percebi que depois de uma fase não conseguimos mais vestir como gostaríamos. Tem crianças que como ela, tem personalidade forte e vontade própria desde pequena. Bater de frente com isso é como chover no molhado. Assim evito me estressar. Em um dia bom, consigo que ela escolha entre algumas coisas que eu separo. Faço assim; se ela não gosta da roupa eu coloco na cama umas 3 opções e fali: A mamãe vai deixar você escolher sozinha, mas tem que se alguma dessas que está na cama. Assim ela percebe que não é a dona do mundo mas que eu estou dando um voto de confiança .

– Queria ver algum desenho ou trocar de canal e não podia esperar 1 minuto. Hoje ela aprendeu a ligar e desligar a tv, a usar o controle para trocar o desenho e até mexer no Netflix.

– Idem para comer ou beber algo. Hoje ela saber pegar água sozinha no filtro, pegar uma fruta ou um pãozinho.  E o que ela não consegue eu tento aos poucos ensinar.

– Na hora de brincar consegue saber onde o que ela gosta está guardado e vai direto buscar.

– Tem se sentido útil , importante e superior a Manu, o que trouxe mais auto confiança. Hoje ela consegue fazer coisas que a Manu não faz ainda. E isso ela acha o máximo! Ela adora quando eu peço para ela assim: Bru, por favor, você que já ajuda a mamãe, pega um copo de água para a Manu pois eu ainda não deixo ela ir sozinha! E essa diferença de autonomia que eu elogio sempre trouxe muita segurança para ela.

– Tem entendido o valor do dinheiro e da recompensa. Ensinei ela a guardar as moedinhas que sempre dou como bonificação para uma atitude ou bom comportamento. Tem o hábito de dar moedas de no máximo R$ 0,25 e peço para ela guardar. Para comprar algo que ela queira, tem que juntar muita moeda. E ela tem visto que não é fácil. Sei que nem sempre a recompensa com moeda ou doce é a melhor opção; mas atire a primeira pedra #quemnunca !? Só quem tem filhos sabe o grau de cansaço que chegamos e que muitas vezes a solução que encontramos é a que resolve naquele momento.

Estou muito feliz e em uma fase de paixão total pela Bruna. Sim, a maternidade também é feita de fases! Você nunca deixa de amar um filho, mas tem fases que você o ama ainda mais. E isso é maravilhoso!

Quanta culpa senti nesses anos por achar que não estava educando minha filha da melhor maneira, ou por não conseguir ter a paciência e sabedoria que eu gostaria ter.

O que tenho aprendido disso ?! Que apesar de todos os dias eu olhar para elas e desejar que fiquem sempre assim pequeninas, minhas bebês, grudadas em mim, a independência delas é um fator que só melhora nossa vida.  E sinceramente, não vejo a hora da Manu chegar nessa fase!

E vocês mamães queridas, perceberam essa mudança no estress da rotina quando seus filhos começaram a ficar mais independentes?

Um beijo grande e vamos começar a semana!

*K*

 

(foto Rachel Guedes – Projeto Família)

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5 dezembro, 2014
Por Katia Ouang

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Sim mamães, terrible two de novo!

Mas queria começar explicando porque os posts andam um pouco devagar por aqui nesse ultimo mês.

Tenho trabalhado muito. Não só para tudo que envolve o blog , mas principalmente para a minha marca de papelaria; a PAPER K, que graças a Deus  tomou forma esse ano, cresceu bastante,  e tem ocupado muito do meu tempo. E esses dias antes do natal vocês podem imaginar quanto pedido tenho para desenvolver e entregar. E em meio a tudo isso tenho que trabalhar com duas crianças em volta de mim no auge do terrible two! Home Office diferente do que vocês imaginam, é um super desafio. Não é fácil!

Acho que Terrible Two  foi disparado um dos temas mais falados esse ano,  tendo sempre a Bruna como protagonista.

Mas agora adivinhem?! Manuela resolveu também dar as caras e mostrar o porque veio ao mundo. E a pequena é uma fera!

Ai meu Deus, será que darei conta de duas surtando ?

O mais engraçado é que quanto mais a Manu cresce e se empenha de verdade nos chiliques da idade, a Bruna melhora os dela. Talvez porque 90% do comportamento da Bruna seja devido ao ciúmes em relação a Manu. E quando ela vê a Manu tendo seus ataques, fica um amor, e aproveita para se gabar que ela não faz isso, que tem o comportamento ideal…. Enfim, menos mal. Pois se o comportamento ruim da Manu neutralizar a Bruna, já é um grande passo por aqui.

Sempre tentamos não repetir os mesmos erros. Por isso me policio todos os dias para conseguir corrigir a Manu, dar bronca ou colocar de castigo de uma maneira eficaz. Pois com a Bruna nunca funcionou. E isso foi deixando ela mais forte e cada vez me desafiando mais.

Porém não depende só de nós. Cada criança tem uma personalidade e reage de uma maneira.

A Manu é totalmente diferente da Bruna. Ela não é mimada e nem manhosa. E também é bem mais paciente com algumas coisas. Ela apenas não gosta de ser contrariada. Caso isso aconteça, sai de perto . Ela faz valer o seu signo e literalmente vira um leão. É brava, e é daquelas que se você chamar a atenção com algum tom mais forte ou incisivo ela se aborrece, fica ofendida e deita no chão. E aí nem ouse tentar conversar que ela grita, bate, arranha e vira uma fera. Já a Bruna nunca encostou o dedo em mim.

Por isso o que funciona para uma , não funciona para a outra.

Com a Manu o cantinho do pensamento tem dado certo. Se ela perde o controle e começa a fazer malcriação vai para o cantinho. De lá ela já sabe que só sai se pedir desculpas ou se for pegar algo que jogou no chão ou sujou, enfim.

O que aprendi com a minha experiência com a Bruna é que gritar não adianta nada. Nunca fui explosiva ou uma pessoa de natureza brava. Mas as vezes filho te tira tão do sério que para não dar umas palmadas ( algo que nunca fiz), acabava gritando. Até o dia em que a Bruna começou a gritar também alegando que estava fazendo como eu.

E então meu mundo caiu. E percebi que a minha intenção de educar ou fazer entender, estava se virando contra mim mesma.

Educar um filho é um exercício diário de paciência e sabedoria. E não existe técnica infalível. Muito do que pensamos funcionar, as vezes não faz nem cócegas.

A única conclusão que cheguei dessa fase tão “terrible” é que as crianças se espelham muito no nosso comportamento e que o segredo está em fazer elas nos respeitarem e levar a sério o que falamos.

E como conseguir tal proeza?

Esse é o meu eterno desafio desde que me tornei mãe. E agora duplamente.

 

Um beijo e um ótimo final de semana!

*K*

 

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23 abril, 2014
Por Katia Ouang

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Em mais um post da série Terrible Two, vou passar dicas que aprendi nessa fase tão complicada e que me ajudaram a “sobreviver” nessa tempestade. Foi uma soma de conselhos de amigas, orientação da terapeuta, livros que li, enfim… juntei tudo que considero importante e de fato útil para passar nesse post.

– Perder a Paciência não resolve nada. A curto prazo seu filho pode até ficar bem quietinho se você gritar e se descabelar dizendo que não aguenta mais. As crianças se assustam com os nossos surtos de cansaço , mas depois nem ligam mais e são tão espertas que muitas vezes fazem de propósito para enlouquecer ainda mais os pais. E com o tempo todos os nossos sentimentos as crianças absorvem como uma esponjinha. Por isso pais estressados, crianças estressadas. Tem que ter uma paciência de monge nessa fase. Mas manter a sanidade é a melhor solução. Surto não se resolve com surto. Mesmo sabendo que muitas vezes não conseguimos aguentar. Eu mesma já surtei “n” vezes, já gritei, chorei…. de nada adiantou. Nunca consegui resolver nenhum chilique se eu não mantiver o equilíbrio.

– Surpreenda a criança com uma atitude inesperada. Abraçar a criança no meio de um surto  ao invés de gritar e colocá-la de castigo pode ajudar e muito. Não é fácil, tem que respirar fundo e fazer um esforço enorme para não perder a paciência, mas experimente no próximo surto abraçar seu filho e dizer no ouvido dele; “A mamãe entende , você está chateado né? Não fica assim, dá um abraço na mamãe”! Eu não acreditava muito nisso, mas a primeira vez que fiz isso com a Bruna ela parou na hora. Ficou me olhando indignada , sem entender, com uma cara do tipo ” como assim eu faço malcriação e a mamãe ainda me dá um abraço?!” Ela virou para o lado e saiu andando sem dar um “piu”. Hoje eu tento ter atitudes inusitadas, bem diferente de gritar. Pois a criança já está tão acostumada que vai levar uma bronca que não funciona mais. Atitudes diferentes do que ela espera, com amparo e carinho, muitas vezes funcionam e fazem a crise acabar na hora.

– Esqueça o momento de surto para conversar sobre qualquer coisa. No momento que seu filho está surtando de nada adianta tentar conversar ou fazer entender o porque ele estava errado. A criança parece que liga um botão e não escuta nada. O castigo nesse caso serve para ajudar a criança a se acalmar e não para repensar no que ela fez. Com a Bruna uso muito o cantinho do castigo para falar; Primeiro você se acalma, para de chorar, e depois você sai dáí. Imagina quanta informação seria pedir para se acalmar, explicar o que a criança fez, dizer que não é legal e ainda as consequências disso. Pode ter certeza que a criança não vai absorver nada naquele momento. Achei muito legal o que o pediatra do “The Happiest Toddler on the Block” ( veja post) fala sobre a criança em surto. Ele diz que a criança no meio da crise não compreende o que a gente fala. É como um Homem das Cavernas daqueles desenhos, que quando ele surta sai com o bastão de madeira gritando e batendo em tudo! Imagina conversar com uma criança nesse momento!!!

– Tente entender seu filho. Cada criança tem uma reação. Se seu filho está agressivo, batendo em você ou no irmão, tente ver se isso também acontece na escola ou se é só uma atitude em casa. Observe em quais momentos seu filho surta, tem chilique ou ataque de raiva.  O que a criança precisa é de amparo nesses momentos. Eu percebi que a maioria dos surtos da Bruna são quando estou eu , ela e a Manu. Que longe da irmã ela é ótima e super companheira. Então me policio para prestar mais atenção nos momentos que estamos juntas para amenizar esse sentimento dela. Também acho importante evitar mudanças de rotina nos horários que você sabe que seu filho possa estar mais irritado, como próximo das refeições ou da hora de dormir. Até a criança mais comportada do mundo surta com sono e com fome. Aqui em em casa como as meninas seguem uma rotina bem certinha, se saem dela, costumam dar muito mais trabalho.

– Converse com o seu marido sobre agirem da mesma forma. De nada adianta a mãe ser rígida se o pai não agir da mesma forma, ou vice versa. Se a criança perceber que será punida da mesma maneira seja pelo pai ou pela mãe, vai aprender a respeitar os dois da mesma maneira. Também acho importante dividir com o marido as horas de “apuros”. Muitas vezes meu marido que apagou alguns incêndios aqui por ter mais paciência do que eu. É claro que ele chega em casa morrendo de saudades das filhas , enquanto eu passei o dia todo ao lado delas e já estou precisando respirar um pouco. Aí final do dia, elas com sono, irritadas, não querem tomar banho, jantar, é sempre uma loucura. Então muitas vezes eu falo para ele “assumir” o controle pois quando estamos cansadas já não temos mais paciência. Nos finais de semana idem,  tentamos nos revezar nas tarefas com elas para nenhum dos dois se estressar muito.

Disponibilize um tempo do seu dia para se dedicar exclusivamente a criança, isso é muito importante principalmente para quem tem mais de 1 filho. Um tempo pode ser apenas 15 minutos. Mas que sejam aproveitados o máximo possível, só você e seu filho. Escolha fazer com ele uma atividade que ele goste muito, conversar, abraçar, beijar, elogiar… Separe esse momento para vocês dois e tem que ser sagrado. É incrível como depois desse tempinho a criança fica renovada, tranquila e se sente amparada.  Aqui em casa a Bruna por ter muitos ciúmes da Manu precisa ter esse tempo comigo. Então todo dia, mesmo que seja para ir a farmácia comigo, eu passo algum momento só com ela. Muitas vezes quando estou com muito trabalho e coisas para fazer, levo ela no carro comigo e vamos conversando. E ela adora esse momento!

– Ensine seu filho a brincar um pouco sozinho. Vejo como isso é super importante para a harmonia de casa. Nenhuma mãe aguenta dar atenção 24 hs por dia para um filho e não conseguir nem tomar um banho em paz. Isso que enlouquece a gente não? Brincadeiras e jogos em grupo são super importantes. Mas aquele momento que seu filho senta e começa a conversar com os bonecos e esquece da sua existência parece um milagre ! Crie o ambiente para ele brincar, pois nem sempre ele consegue fazer isso sozinho. Depois saia um pouco e diga: A mamãe vai até a cozinha, você arruma o cabelo da Barbie e das amiguinhas para ela ficar bem bonita?! O que eu também adoro fazer é recortar várias imagens de revista e deixo para usar quando preciso que a Bruna me deixe fazer outras coisa. Coloco as imagens em uma mesa, papel em branco, cola e pronto, ela pode passar um tempão ali que nem lembra da minha existência.

– Não ameasse sem cumprir. Esse para mim é o mais difícil dos itens. Vivo ameaçando por de castigo, tirar algo que elas gostam, e no final não faço nada disso. Acabo perdendo a força pois elas sabem que podem aprontar e não serão punidas de verdade. Então aprendi como o poder da palavra é importante. Hoje eu dou bronca e digo: Se você não arrumar essa bagunça vai já para o seu quarto. E dou uma chance, se não arrumar, vai mesmo! Muitas vezes eu morro de dó, mas tenho que ser firme. Pois quando mais ameaçar sem cumprir, mais a criança abusa.

– Converse com outras mães. Garanto que por vários momentos você já se sentiu a pior mãe do mundo por não conseguir que seu filho se comporte bem, e ainda pensa que isso só acontece na sua casa. Conversar com outras mães com certeza ameniza a nossa culpa. Divida informações e descubra “táticas” que funcionaram em outras casas.

– Peça ajuda nas tarefas diárias. Toda criança adora se sentir importante. Coisas chatas para nós se tornam divertidas e até um desafio para as crianças. Seu filho está insuportável? Chame ele para ajudar a guardar as roupas, a limpar a sala… As meninas vibram cada vez que coloco um pano na mão de cada uma e peço para limpar a mesa, as cadeiras…. elas até competem para ver quem deixa mais limpinho. E com isso se ocupam e aprendem a ajudar e entender a dinâmica de uma casa. Isso funciona bem aos finais de semana na minha casa, já que não tenho ajuda com elas e com a arrumação. Então se elas bagunçarem ou jogarem comida no chão, tem que ajudar a guardar e organizar tudo.

– Não compare . Evite comparar seu filho seja com o irmão ou com outras crianças. Cada criança é uma. Não vai resolver nada falar: Veja como seu irmão sabe se comportar, você devia ficar igual ele…  Faça o contrário, elogie quando ele tiver uma atitude bacana. Pode estar certa que seu filho vai adorar saber que sua mãe tem muito orgulho de uma boa atitude.

– Encontre a melhor consequência para o perfil do seu filho. Seja o cantinho do castigo, tirar um brinquedo que ele goste muito, cortar o filminho do dia… Em cada casa funciona de uma maneira. O que importa é descobrir o que de fato funciona para que seu filho tenha limites. Aqui , depois de muito tempo, descobri que a Bruna tem pavor de ficar de castigo no quarto dela. Então é só eu falar 1x que ela já fica bem quietinha.

 

E vocês mamães, o que aplicaram em casa e que vale a pena compartilhar conosco por ter dado certo?!

 

E quem quiser ver tudo que já falei sobre o Terrible Two aqui no blog clique AQUI

 

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7 abril, 2014
Por Katia Ouang

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 Vocês não tem idéia de quantos posts comecei a escrever sobre Terrible Two e parei no meio. Ou porque ficavam grandes demais, ou porque eu me perdia no meio…. A real é que não conseguia finalizar nenhum texto. Então decidi que vou por partes e teremos uma série de posts com esse tema por aqui.

Hoje vou contar um pouco do que foi e está sendo ainda essa fase por aqui. Mais precisamente com a Bruna, pois a Manu apesar de já estar nessa fase também, ainda não me trouxe tanta dor de cabeça. E confesso que em todo esse tempo como mãe, nenhuma fase foi tão desafiadora e estressante como essa.

Acho que tudo começou quando a Manu nasceu. A Bruna até hoje tem um ciúmes fora de controle da irmã. E é só estar eu, ela e a Manu no mesmo ambiente que pode estar certa que é manha e birra o tempo todo. Pois o que ela quer é chamar atenção. Isso vem em um crescente e o que eu acreditava que melhoraria com o tempo, só piorou. Conforme a Manu crescia, mais a Bruna tinha cíumes. Soma isso a uma criança de personalidade forte, do tipo lider, e que não aceita um não como resposta.

O ciúmes faz com que ela empurre, bata e até mesmo machuque a Manu. E somado a isso pequenas ações do cotidiano que resolvemos em 2 minutos como escovar os dentes, lavar as mãos, tomar banho e vestir o uniforme , viraram um pesadelo por aqui . Tudo é uma luta para conseguir e nunca vi ser tão dificil conseguir sair de casa  pela manhã para levar ela na escola.

E aí tudo isso vira uma bola de neve…. criança malcriada, mãe estressada e sem paciência. E parece que quanto mais cansada nós estamos, mais eles fazem para nos irritar.

Percebi que por mais que eu tentasse, algo estava escapando das minhas mãos.

Sempre achei que criança tendo ataques de gritar e se jogar no chão em lugar publico acontecia só na casa dos outros. Doce ilusão…. Mas o pior disso tudo foi conviver com a frustração de achar que você simplesmente não consegue educar um filho.

Foi então que no final do ano decidi procurar ajuda de uma profissional. Uma ex-colega de escola e que é hoje uma psicoterapeuta super competente e que eu confiava totalmente. Eu precisava de uma orientação para saber se eu estava indo pelo caminho correto. Pois não bastava a culpa de não conseguir educar, seria pior se eu soubesse que poderia ter feito diferente.

A Bruna  fez algumas sessões e no final a terapeuta nos passou dicas super importantes para incorporar em nossa rotina e que de alguma maneira fizessem com que a Bruna aprendesse a conviver melhor em família e não ser o centro de tudo o tempo todo. Dicas muito mais simples do que eu imaginava e algumas orientações de como conseguir colocar limites e não perder o respeito mutuo.

Eu e meu marido saímos de lá mais animados e decididos a ter mais paciência e prestar atenção a pequenos detalhes que antes não dávamos importância.

As férias de janeiro foram ainda mais desafiadoras. Pois a Bruna sem aula e o dia todo em casa, ficou ainda mais grudada em mim, mais birrenta e com ciúmes da Manu.

A adaptação na nova escola também foi complicada. E a minha esperança de um término desse terrible two  estava cada vez mais distante.

Passado todas essas mudanças eu decidi que teria muito mais paciência. Prometi a mim mesma que não ia mais explodir ou até gritar com ela como já aconteceu algumas vezes. Mesmo porque isso nunca resolvia nada, e só fazia eu somar mais culpa ainda a esse contexto. Pois qual mãe que não sente uma culpa enorme depois de explodir com um filho de 3 anos? Criança absorve muito do humor dos pais. Isso desde bebezinhos.

Pais tranquilos, criança tranquila.

Não é fácil educar um filho, você idealiza um bom comportamento e nem sempre é assim que acontece. E é muito comum acontecer de perdermos a paciência e quase chegarmos a loucura quando um filho nos desafia. Mãe exausta, cansada, sem dormir, tendo que trabalhar…. Não tem como ser de ferro e achar graça em um ataque do seu filho que não quer escovar os dentes. Ainda mais aqui em casa onde além da Bruna , tenho mais uma filha que está entrando nessa mesma fase.

O que  aprendi desse Terrible Two tão difícil e que todo mundo passa, é que temos que primeiramente entender a personalidade do nosso filho para poder adequar e educar dentro do que consideramos o correto para ele. O que funciona para uma criança, não funciona para outra. E está aí o grande desafio da maternidade!

O tempo foi passando e eu fui aprendendo a lidar melhor com os ataques de birra, com as faltas de educação, com as provocações. Fui incorporando na minha rotina algumas dicas da terapeuta, li alguns livros, conversei com amigas que também estão nessa fase e procurei entender melhor tudo que acontecia. E ainda estou aprendendo a impor respeito e principalmente, limites. Mas já consigo perceber algumas melhoras e isso me deixa bem animada.

A Bruna está mais tranquila, percebeu que não pode dominar o ambiente como ela quer e esta começando a entender que tudo tem limite. Isso dentro da personalidade dela que é bem forte!

Hoje eu encerro por aqui, e no próximo post dessa série vou falar sobre como consegui melhorar algumas coisinhas com dicas simples e que de fato funcionam.

E vocês mamães, estão sentindo dificuldade nessa fase??? Como estão lidando com isso?

 

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