18 agosto, 2014
Por Katia Ouang

Semana começa com um post muito especial. Hoje finalmente eu gostaria de apresentar a minha marca de papelaria,  a PAPER K !

Muitas de vocês já seguem no instagram ( @paperkpapelaria). Mas hoje quero contar um pouco mais sobre como surgiu a idéia e o que exatamente eu faço.

Eu sempre amei criar e desenhar. Sempre fui super criativa e adorava trabalhos manuais.

Nasci em meio a esquadros e compassos, filha de pai, mãe e avós arquitetos. Já sabia desenhar uma planta desde pequena. Então por adorar criar fiz arquitetura. Cheguei a trabalhar alguns anos com isso e então larguei tudo e fui trabalhar com moda. O trajeto da moda até aqui foi meio pingado. Mas o que sempre prevalecia era a vontade de ver as pessoas comprando algo meu , que eu havia criado.

O ultimo emprego que tive e fiquei por 4 anos era gerente de uma empresa de convites para mercado de luxo. O que me deu bastante experiência nesse ramo de gráficas e papelaria.

Com a maternidade acabei largando a vida de escritório ( como contei aqui) e criei a PAPER K. Fui divulgando aos poucos entre amigas, fazendo um ou outro pedido, me aperfeiçoando, e hoje posso dizer que já tenho várias clientes que me indicam e várias novas que aparecem a cada dia. Tenho atendido muitos pedidos por mês e estou me estruturando para crescer com calma, ter um site, e poder continuar atendendo e entregando com qualidade.

O melhor disso tudo é que me realizo cada vez que sento no computador para desenhar. A cada estampa ou desenho que crio e alguém gosta, é o maior presente para mim. Consegui de alguma maneira deixar a minha “marca” na casa das pessoas e o melhor, atender o mercado infantil que é algo que amo !

Os principais itens que faço são cartões, etiquetas de/para e etiquetas com nome. Além disso faço cartão de visita, papel de carta, tags para mala, jogo americano, convites e tudo que envolva impressão em papel. Sempre me perguntam sobre papelaria para festa; tags para doces, agua e chocolates, bandeirinhas, lembrancinhas… Não é o foco do meu trabalho. Mas dependendo do caso posso fazer também.

O que é interessante nesse trabalho é a parte de presentes. Presentear pessoas com papelaria personalizada é algo que mostra o quanto você escolheu com carinho o presente. E não tem quem não goste de ganhar. Além de você poder escolher o quanto quer gastar e montar o presente de acordo com a sua disponibilidade. Então é uma ótima opção para dar não só para amiguinhos dos seus filhos, como para seus amigos, secretária, professoras e natal. Então em cada data eu mostrarei o que tenho de opção.

Vou dar  uma breve explicação da função de cada item do kit que mais vendo:

Captura de tela inteira 15082014 102219

Cartão dobrado com envelope –  usamos quando mandamos um presente e queremos escrever algo, ou para mandar um recado ou mesmo agradecer.

Lacre com inicial – adesivo quadradinho que fecha o envelope ( opcional)

Etiqueta de/para – adesivo que já vem com o nome da criança com espaço para escrever o nome de quem você dará o presente

Etiqueta nome – adesivo só com nome para identificar pertences. Bom para colar em cadernos, livros, etc.

 

E agora um pouco dos modelos que já criei. Foi difícil selecionar pois sou suspeita, gosto de todos que faço! Mas já dá para ter uma boa idéia do estilo PAPER K!

Esse cartão de ursinho é um dos “campeões” de venda por aqui. Já fiz em dezenas de combinações, em diferentes estampas de fundo, para meninos e meninas!

Capturas de tela29

 

Esses são alguns cartões de bichinhos. A cada cliente que pede um bichinho novo ele entra para a nossa “Galeria Animal” , todos são criação minha:

Capturas de tela28

Essa é a ovelhinha da Bruna que desenhei e acabei usando para várias clientes. Abaixo um exemplo de jogo americano que é uma impressão plastificada para a criança poder “proteger” a mesa na hora de brincar com massinha, desenhar ou mesmo comer.

Capturas de tela30

 

 

Alguns modelos para meninos. Carros, caveirinha, futebol e xadrez:

Capturas de tela31

Algumas tags de mala com impressão frente e verso. São ótimas para colocar em mala de viagem e também mochila e lancheira das crianças:

Capturas de tela33

 

 

Modelos divertidos que faço para representar família ou irmãos. O varalzinho que vai com uma peça de roupa com alguma característica da pessoa. Posso fazer com camiseta de time, ou no modelo que a cliente desejar e com a cor e estampa de fundo que preferir. Também faço bastante as havaianas, representando cada membro da família.

Capturas de tela34

E a primeira idéia que era só atender o mercado infantil acabou se expandindo e as mamães das crianças também começaram a fazer pedidos ! A idéia da papelaria adulta são cartões mais alegres, divertidos, algo mais informal porém sem deixar de ser elegante. E nisso entram estampas como florais, arabescos, zebra, oncinha, além dos tradicionais listras, poa, xadrez, etc. Na papelaria adulta é comum pedirem também papel de carta e outros tipos de cartão. Isso para quem quer montar uma papelaria completa e a´té para uso profissional. Também trabalho com papelaria para empresas!

Capturas de tela32

Capturas de tela35

E isso é um pouco do que tenho feito.

Acredito que o diferencial da PAPER K  é poder deixar o cliente escolher o que quer mudar para deixar o cartão com a sua cara. Pois não cobro para mudar estampas e cores. A não ser que seja uma arte com criação que leve mais tempo.

Enquanto não tenho site, boa parte dos modelos está no instagram ( @paperkpapelaria). E para quem não tem instagram, consegue acessar a galeria de fotos por AQUI

E para maiores informações e pedidos: [email protected]

 

Beijos e um bom começo de semana com muito trabalho e saúde!

*K*

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14 julho, 2014
Por Katia Ouang

home office

Já que a Copa terminou e agora a rotina vai voltando ao normal, vou dar continuidade ao tema Home Office que iniciei há alguns dias (aqui), . E hoje vou falar sobre como fica o relacionamento com os fihos para quem trabalha nesse esquema.

A idéia numero 1 de quem opta em trabalhar em casa , é poder ficar ao lado dos filhos full time. Principamente quando são muito pequenos e nós mães não temos coragem de nos afastar por 1 dia inteiro.

Desde o nascimento do bebê nossa vida muda completamente, onde mal lembramos o nosso nome e nos dedicamos 100%  ao nosso filho. Voltar ao trabalho significa romper alguns meses de grude com a criança, para aprender a deixá-lo com outra pessoa, seja babá, mãe ou algum parente, ou em uma escolinha. Qualquer uma das opções não é fácil. Pois é aquele momento onde acreditamos que ninguém mais saberá cuidar do nosso pequeno tão bem quanto nós.

Eu fui uma dessas.

Ter optado por trabalhar em casa de fato me proporcionou algo maravilhoso. Pude acompanhar de perto e participar de todas as conquistas das meninas, desde o primeiro suquinho, a primeira papinha, o primeiro sentar, engatinhar e andar….a primeira palavra. Tenho lembranças lindas e registradas sobre cada um desses momentos.

Porém o que vou abordar pode até parecer um pouco estranho, como sempre por aqui só conto a verdade, e quero mostrar o lado não tão legal de estar em casa o tempo todo.

Não pelo trabalho em si pois isso já falei no ultimo post. Mas sim para o desenvolvimento e independência das crianças.

Ter a mãe por perto o tempo todo permite que a criança nos procure e nos solicite a cada necessidade. E dependendo do perfil da criança, pode ser bom ou não tão bom assim.

Com a Manuela, minha segunda filha, não acho que tenha influenciado negativamente em sua personalidade. Segundo filho já é criado mais solto, mais independente. Ela raramente me solicita. E como eu voltei a trabalhar logo que voltei da maternidade, ela aprendeu a se virar sozinha. Sempre deixei ela no chão com alguns brinquedos e ela brincava sozinha, se virava. E até hoje com quase 2 anos, raramente fica manhosa ou pedindo atenção. Mesmo porque, já nasceu tendo uma irmã para dividir tudo.

Já com a Bruna, além do período que tive de licença e que não desgrudei dela 1 segundo, ainda passei um tempo mais livre, onde estava começando meus projetos, então ela era sempre prioridade. Era só falar “a” que eu já estava ao lado. Dei todos os sucos, papinhas, banhos, enfim. Ela cresceu comigo em casa. É claro que sabe e entende que eu tenho que trabalhar. Mas me solicita o tempo todo. É super manhosa, quer atenção, gosta que eu ajude em tudo. É birra para comer, para tomar banho, para fazer xixi, para se trocar….

E o mais incrível é que é só eu sair de casa que ela vira outra criança. A minha babá vive dizendo que quando não estou, ela come tudo, não reclama, não chora, não faz 1 birra, faz tudo sozinha, ajuda a irmã. E na escola idem.

Então acho que para a ela, a minha presença full time não ajuda muito em seu desenvolvimento. Principalmente pelo cíumes que tem da irmã comigo. Então quando estamos as 3 casa ( quase que o tempo todo) é disputa de atenção e birra. E quando chega o final de semana, não muda nada para mim. Já estou cansada das birras da semana, de me dividir entre trabalho e maternidade e ainda me desgasto me dividindo com o meu marido com as funções domésticas pois não temos ajuda. Ah, quantas vezes já sonhei em voltar a trabalhar em um escritório, sentir saudades das meninas, e mudar de ares nos finais de semana. Aqui os 7 dias da semana são iguais.

Já reparei como os filhos das minhas amigas que trabalham fora são muito mais independentes e menos manhosos. Seja os que ficam com babá ou os que ficam em escola e berçário integral. São crianças que crescem entendendo que terão a mãe em alguns períodos do dia , e não em todos. É claro que também tem o lado negativo. Como tudo. Acho que as mães que trabalham fora carregam uma culpa muito maior. Mas conseguem se doar muito mais aos finais de semana e aos poucos momentos que tem com os filhos durante a semana. E eu sempre acreditei que tempo que qualidade, é infinitamente melhor que quantidade.

Porém, o esquema Home Office ainda é o melhor para mim. Pois como não fiz carreira, não tinha lá um grande cargo, acabo ganhando em casa quase o mesmo que quando tinha um emprego. É claro que sem nenhum outro benefício e sem estabilidade alguma. Mas como passei por momentos bem difíceis com a Manu que quem me acompanha há algum tempo, sabe o susto que tive com ela duas vezes ( aqui e aqui). E após o primeiro susto e internação, decidi que não sairia de perto dela até ela estar um pouco maior.

Por isso hoje me sinto muito mais que privilegiada em poder trabalhar e estar por perto das minhas filhas a qualquer necessidade.

Como todas as escolhas, sempre há consequências . Hoje tenho que aprender a lidar com a personalidade da Bruna, que é um grande desafio para mim, e talvez um dos maiores que tenho desde que me tornei mãe. Sofro muito com a insegurança e necessidade de auto afirmação dela. Me culpo muito, e me todo dia me questiono; Onde foi que eu errei ou mimei demais?!

Não dá para ser mulher maravilha. Também tentar achar um equilíbrio não é tão simples assim.

Mas o segredo está em tentar aceitar as nossas escolhas e não se frustrar dentro delas. Pois sempre podemos mudar e dar um passo diferente.

 

E vocês mamães, que trabalham fora ou em casa. Como ficou a personalidade do seu filho? São muito apegados ou são mais independentes??!

 

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30 junho, 2014
Por Katia Ouang

2004_mamas_homeoffice

O que eu mais vejo desde que me tornei mãe são mulheres abdicando de seus empregos em função de se dedicarem 100% a maternidade.

A curto prazo nenhuma delas se arrepende, mas a longo prazo começam a questionar até onde vale a pena. Pois sair de uma carreira e retornar anos depois, é algo bem complicado. E no final toda mulher que trabalha acaba sentindo falta de ter uma ocupação profissional.

Claro que o sonho de toda mulher que se torna mãe é achar um caminho para trabalhar em casa e continuar perto do seu filho por tempo integral. Os e-mails que mais recebo depois de dicas sobre rotina com recém nascidos, são de mulheres me pedindo dicas em como começar um negócio de casa.

E é sobre isso que vou falar no post de hoje. Vou dividir o tema em “Home Office” em 3 partes;  rotina de trabalho, o relacionamento com os filhos, e o meu próprio negócio.

Eu tinha um emprego antes da Bruna nascer. E quando venceu a licença fui mais uma das milhares de mulheres que não tiveram coragem e nem vontade de voltar ao emprego. Eu ainda amamentava, não pensava em parar tão cedo, não queria ficar longe da Bruna e não me imaginava deixando ela tão pequena em uma escola ou com uma babá.

Trabalhar em esquema Home office foi uma possibilidade que pensei para tentar ter sucesso e tornar lucrativa alguma das atividades que eu gostava ou sabia fazer bem.

Me dei um prazo para conseguir ter um retorno financeiro. E em comum acordo com o meu marido combinamos que se não desse certo, eu voltaria a procurar um emprego e todos os benefícios que ser funcionária possibilitam financeiramente e profissionalmente. Esse prazo seria o tempo que eu conseguisse viver com o dinheiro que tinha para receber do meu ultimo emprego.

A partir desse dia me empenhei em conseguir realizar algumas metas e nunca considerei o trabalho Home Office menos sério que o de funcionária. Pois hoje muitos trabalhos informais se tornam tão ou até mais lucrativos que os tradicionais. Basta acreditar que tudo que está por trás de um produto ou serviço tem que ser levado a sério desde o princípio. Mas acreditem, trabalhar em casa pode parecer a situação ideal mas muitas vezes é enlouquecedor. Tem dias que sinto saudades de trabalhar fora. Como tudo na vida tem seus prós e contras.

Por isso vou citar alguns pontos que considero importantes para obter sucesso nas atividades que me propus a fazer. Seja o blog ou a marca de papelaria que lancei pelo instagram ( @paperkpapelaria), e que ainda vou falar sobre isso com mais detalhes por aqui.

Aprenda a trabalhar com a casa funcionando. Criança gritando, panela de pressão apitando, interfone… Por aqui nada para para eu poder trabalhar. Não tenho um quarto a mais em casa para me fechar e deixar a vida correr do lado de fora,  então meu escritório é uma mesa em um canto da minha sala. E muitas vezes para conseguir falar ao telefone eu desço no térreo onde consigo que não me interrompam. Pois nenhum cliente ou fornecedor merece ter uma conversa com criança chorando, barulho de filminho da Peppa ou escutando você tomar seu café da manhã.

– Organize seu dia. A melhor maneira de conseguir organizar as atividades é planejar no dia anterior. Assim, mesmo que você conte com imprevistos, já sabe quais são as atividades prioritárias e se dedique a elas antes de passar para uma próxima. Eu recebo muitos e-mails por dia, seja do blog ou papelaria. Mas muitos dias não consigo responder a todos  por ter outras atividades para fazer. Então a minha prioridade é sempre terminar o que já está em andamento evitando acumular trabalho para depois. Também acho fundamental organizar as tarefas de casa como ir ao mercado, ligar para o açougue, farmácia, etc em horários diferentes das funções de trabalho. Separar partes do dia para cada função tem dado certo para mim.

Disciplina. Essa é sempre a palavra do sucesso para quem quer conseguir trabalhar em casa. Acorde, tire o pijama e leve o dia a sério. Não é porque você não tem um escritório que pode tirar um cochilo depois do almoço, atacar a geladeira sempre que der fome ou deitar na cama com o laptop no colo pois está frio e o edredon é melhor que uma cadeira. Fuja de tudo que possa dar preguiça ou de tudo que você não faria se trabalhasse ao lado de outras pessoas.

– Foco. Não queira fazer 1 milhão de coisas ao mesmo tempo. Busque desenvolver uma atividade que você já tenha experiência, ou talento, e invista nisso. Atirar para todos os lados e ver qual acertará primeiro, não dá certo. A chance de dar certo algo que você se dedique exclusivamente é maior do que pequenas tentativas.

– Entenda o seu público. Esse é um dos itens mais importantes no mercado de hoje onde vários trabalhos informais tem surgido e se tornado rentáveis. Em meio à milhares de seguidores e redes sociais, entenda o que os compradores do seu produtos ou usuários dos seus serviços necessitam e esperam de você.

– Seja profissional. Cumpra prazos com qualidade, sempre. Não prometa o que você não consiga cumprir. Principalmente quando se trabalha de casa. Eu sei bem como a vida muda com a chegada dos filhos. E principalmente com a Papelaria, calculo os prazos contando com filhas que ficam doentes e que me impedem de ir às gráficas, feriados, trânsito, enfim. Cumprir o combinado e até mesmo surpreender os clientes com algo diferenciado e que não esperavam, só conta pontos a favor.

– Esqueça férias e feriados. Muitas vezes para conseguir lucrar ou mesmo atingir suas metas financeiras, não tem como associar os finais de semana ou feriados ao descanso comum à empregos tradicionais. Eu me viro em mil, mas todo sábado e domingo eu tento achar algum tempo no meu dia, mesmo sendo após as crianças dormirem, para finalizar os trabalhos , redigir textos, embalar, desenhar, criar…

Hoje eu não associo sucesso profissional necessariamente a remuneração. Pois me sinto muito mais realizada agora do que há alguns anos atrás ganhando muito mais. E tenho um orgulho enorme do que ganho com o meu trabalho pois foi algo que construi sozinha, sem depender de ninguém, em prol de ficar perto das minhas filhas. Então esse dinheiro tem um valor enorme para mim. Mesmo estando bem longe do que eu de fato gostaria de ganhar.

Tudo tem seu lado bom e não tão bom assim. Trabalhar sozinha em casa tem um limite que você consegue alcançar para atender bem com seu produto ou serviço. Não consigo crescer e ganhar mais nesse momento pois para isso vou precisar de pessoas me ajudando.

Além disso temos que nos adaptar a todas as “interferências” do ambiente caseiro. Como hoje que tenho que montar um texto para um cliente e começou uma obra no andar de cima, a Bruna entrou em férias, babá não apareceu , geladeira vazia,enfim… Como tudo na maternidade, nem sempre é um mar de rosas como possa parecer.

Mas essa foi a maneira que encontrei de poder ganhar meu dinheiro, ajudar em casa e ainda me realizar como mãe e profissional.

E vocês, como ficou esse lado após a maternidade?

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