29 junho, 2015
Por Katia Ouang

Assim como o terrible two, acredito que os posts sobre o sono das meninas sempre aparecerão por aqui . Pois como vivo dizendo, criança é uma caixinha de surpresas que de um dia para o outro muda radicalmente.

Há tempos que vocês acompanham essa minha sina em fazer com que ela durmam em sua própria cama e não venham mais para o meu quarto de madrugada. O ultimo post em abril, falava da minha alegria em ter conseguido depois de meses ,fazer a Bru dormir a noite toda no seu quarto.

Desde então, meu objetivo 1 era fazer a Manuela dormir a noite toda na sua cama e não vir mais para a minha e 2, conseguir colocar as duas ao mesmo tempo para dormir.

Não quero contar como consegui ter êxito nesses meus dois objetivos pois a real é que voltei a estaca zero agora. Passei uns 2 meses muito feliz em ter colocado “ordem na casa” , e mais uma vez voltei para trás e praticamente zerei todo o meu esforço e dedicação.

Tudo culpa dos dias que a Manu ficou doente há 1 mês, e que teve febre por 5 dias direto, lembram? Durante esses dias eu simplesmente não podia cogitar dormir longe dela. Pois neurótica que sou, passo a noite toda medindo a temperatura. Dormimos as 3 juntas por 4 noites na casa dos meus pais e então perguntem o que aconteceu depois? Quem disse que elas queriam voltar a dormir sozinhas?

Me empenhei mais uma vez em retomar nossa rotina. E rapidamente consegui fazer com que elas voltassem a dormir cada uma na sua caminha. O problema é que elas vem todas as noites para minha cama. TODAS! E cada uma no seu horário.

Juro que tentei por dias levá-las de volta. Levantei quantas vezes fossem necessário sabendo que uma hora daria certo. Mas 1 mês se passou, eu praticamente não dormi, e elas continuam vindo.

Sinceramente eu não aguentava mais pingar as madrugadas, comecei a ficar exausta por dormir mal, mau humorada… e então resolvi que não ia mais fazer nada. Querem vir, que venham.

Percebi que dessa maneira eu conseguia dormir um pouco mais. Pois na minha cama elas dormem a noite toda e ainda passam um pouco das 7 da manhã, algo que nunca acontece no quarto delas. Muitas noites nem vejo elas entrando na minha cama e com isso consegui descansar melhor. E claro, quem não ama dormir agarrada com os filhos. Ainda mais eu nessa fase que estou sozinha com elas.

Tudo que eu não queria é que elas dependessem da minha presença para dormir bem. Mas sei que isso é super comum nessa idade e logo mais elas não vão querer mais vir.

Ok, fui levando esses dias de cama compartilhada sem culpa e sem nenhum plano de leva-las de volta de novo. Pois sinceramente, dormir qualquer minuto a mais, é hoje prioridade para mim.

Coloquei as duas direto na minha cama pois todo domingo o que quero é que elas durmam o quanto antes para eu poder tomar um banho e relaxar um pouco.

Lá por 2 da manhã a Manu tossiu tanto que engasgou e vomitou na cama toda. Em mim, na Bruna, nos travesseiros… Minha vontade era de chorar de desânimo… Não sabia nem por onde começar a limpar tudo. Principalmente porque meu colchão é king e estava sem forro. Podem imaginar o perrengue? Dei banho na Manu, coloquei ela na sua cama, fiz dormir ( levou 40 minutos), troquei meu pijama, levei a Bruna dormindo para a cama dela, troquei ela. Tirei todo o meu lençol, as fronhas, limpei o colchão com vinagre, coloquei outra roupa de cama… E quando eu volto a dormir, a Manu aparece, vomita a 1 cm da cama…. lá vou eu limpar o chão, trocar o pijama dela… Resumo da madrugada; dormi das 5 as 6.30 e hoje estou cheia de trabalho e com a cabeça fritando.

E então depois dessa noite deliciosa, voltei a pensar sobre cada um dormir na sua cama. Tenho que facilitar minha vida sim,  mas não posso esquecer de momentos como esse que se a Manu estivesse na sua cama, era 1 só uma mini cama  para trocar e colocar de volta.

Começo assim a semana e como sempre, torcendo por uma noite inteira de sono!!!

beijos

*K*

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26 junho, 2015
Por Katia Ouang

No Fast Tip, dica rápida de hoje, a Terapeuta Maitê Varela responde a uma das perguntas que geram mais duvida nas mães; Como punir a criança ?

Eu passo por isso diariamente, pois estou bem no meio do furacão do terrible twos com a Manuela. E ela, diferente da Bruna, não está nem aí para nenhum tipo de punição. Ela enfrenta, desafia, quase me deixa louca.

O cantinho do castigo até que funciona com ela. Ela chora, grita, mas depois percebe que só sairá de lá se agir sem esse escândalo todo. E é claro, o que vai bem com uma criança, não vai com outra.

 

 

  • Como punir quando o cantinho do castigo ou do pensamento não funciona?

 

Em primeiro lugar, quando se usa este tipo de castigo, devemos pensar se isso faz sentido na sua dinâmica familiar, não acredito em uma fórmula mágica ou em um modelo que funcione da mesma forma para todos, cada caso é um caso.

Muitas vezes estas técnicas não funcionam mesmo porque a criança não entende o que está fazendo lá, ou ainda, não se importa nem um pouco. Além disso, aplicar a mesma punição para todas as situações também fica bastante confuso, tente se imaginar no lugar da criança que fez alguma “besteirinha” em algum momento ou algo mais grave em outro se deparar com a mesma consequência nas duas situações. Confuso, não?

Claro que quando a criança faz algo errado é importante que haja alguma consequência, como normalmente acontece na vida, mas esta consequência deve ter uma relação direta com o que aconteceu e também deve fazer sentido, levando em consideração a idade da criança e a gravidade do que aconteceu. Vamos dar um exemplo desta fase do “terrible two” para ficar mais claro: A criança é contrariada, fica irritada e joga a comida no chão. Uma consequência natural e interessante para este caso seria pedir para ela ajudar (da forma dela) a limpar a sujeira que fez. Muitas vezes, as consequências acabam sendo mais naturais mesmo. Junto com a ação é importante explicar o que está acontecendo (motivo da irritação e o porquê daquela consequência).

Como dito acima, é muito importante refletir sobre o que faz sentido para cada família, mas manter um diálogo aberto com os filhos desde cedo e assumir sua autoridade de mãe ou pai ajuda muito.

 

Maite

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13 abril, 2015
Por Katia Ouang

Esperei uns dias para escrever esse post para ter certeza que poderia contar como foi o processo. Certeza mesmo a gente nunca tem de nada. Mas acho que enfim posso dizer que consegui tirar a fralda diurna da Manu!

Há 5 meses ela demonstrou naturalmente que queria fazer xixi no penico (veja post). Fiquei toda animada acreditando que seu momento havia chegado, mas foi alarme falso.  Foram 1 ou 2 vezes apenas, e então ela simplesmente não quis mais fazer.

Digo e repito sempre sobre a importância de respeitar o tempo do seu filho, sem forçar ou comparar à outras crianças. Não importa o quanto esperto ele seja, nem sempre desfraldar, tirar a chupeta, tirar a mamadeira ou fazer a transição para a cama será fácil. E acreditem, cada criança reage de uma maneira.

Após o ” alarme falso” em novembro, prometi que não forçaria nada e que deixaria para tentar o desfralde no verão.

Só que também não rolou.

Tentei de inúmeras maneiras, segui firme e com paciência para ensinar e levar ao penico ou vaso quantas vezes fossem necessário, mas ela simplesmente não entendia o comando e não conseguia fazer.

O tempo foi passando e comecei a achar que independente de ter ou não o seu momento, com 2 anos e 8 meses já estava bom, não precisaria mais de fralda durante o dia. E então conversei com a escola e decidimos começar a quase 1 mês atrás. E a orientação é sempre a mesma; se a criança já tiver uma certa maturidade, decidiu não volte a trás.

Foram quase 3 semanas bem desanimadoras. Na escola todo dia vinha na mochila um saco de roupas molhadas de xixi e a anotação que havia escapado algumas vezes. Em casa, mesmo levando de 10 em 10 minutos e deixando ela optar se queria o vaso com redutor de assento ou o penico, não tive sucesso algum. Eram minutos sentada sem fazer nada e só levantar, para fazer na roupa.

Me mantive firme e só colocava fralda para dormir.

E então, como em um passe de mágica, ela entendeu. E entendeu mesmo. Pois de um dia para o outro descobriu como fazer xixi e aí não parou mais. Ela mesma pede o tempo todo e o melhor, entendeu como fazer o xixi e o cocô, algo que não aconteceu com a Bruna que apesar de ter tirado a fralda do xixi bem mais cedo, levou 6 meses para tirar a do cocô.

Nesse final de semana evitei sair com ela para lugares públicos para podermos finalizar o processo sem precisar colocar fralda, passar perrengues e constrangimentos. Ficamos em casa para poder usar o banheiro quantas vezes fossem necessária. O que foi ótimo, pois ela não deixou escapar nenhuma vez e pediu muitas vezes. Usou penico, vaso com mas também sem o redutor, ou seja, fez onde tivesse que fazer.

Eu festejei com ela cada conquista. Pois nosso apoio, paciência e orgulho contam muito para trazer a segurança que a criança precisa em poder acertar, mas também errar sem ser julgada. E a carinha dela de satisfação quando consegue fazer é indescritível. Nunca vi ela tão feliz e sorridente!

Mais um passinho dado, mais uma etapa cumprida!

Mamãe e filha felizes e vamos começar a semana!

Beijos

*K*

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30 março, 2015
Por Katia Ouang

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Já perdi as contas de quantos posts fiz sobre o Terrible Two da Bruna. Passei por muitos momentos desesperadores, em que não acreditava poder ter algum sucesso em qualquer técnica aplicada para amenizar seu comportamento, e até cheguei a levar em terapia para poder entender e me guiar em sua educação.

A questão do cíumes  em relação à Manu, isso pode passar o tempo que for, que não melhora. Minha esperança é que um pouco mais para frente como a diferença de idade entre delas é pouca, isso se transforme em uma grande amizade. Mas por enquanto o jeito é deixar elas se entenderem ou se desentenderem como quiserem. Pois interferir ou forçar uma amizade, só piora.

A questão dos chiliques, birras e ataques, não quero cantar a bola antes da hora, mas tem melhorado muito. A cada dia percebo uma evolução que tem me deixado muito animada e muito feliz com o relacionamento que estamos vivendo agora.

É maravilhoso não precisar passar o dia gritando , estressando, colocando de castigo, fazendo pedir desculpas… Pois com isso você consegue curtir muito mais o seu filho.

E o que aconteceu?

Simplesmente ela está crescendo. E com isso se tornando mais independente e com noção do que pode ou não fazer.

Sim, começam outros perrengues. Mas algumas coisas de rotina e que me deixavam louca, estão aos poucos desaparecendo.

A Bruna sempre deu chilique para tudo que quisesse fazer, pois dependia de mim para poder ajudá-la. E a impaciência e irritação dela me deixavam louca. Vou exemplificar e contar o que tem mudado.

– Acordava de manhã e já começava a arrancar o pijama pois queria trocar de roupa mas não conseguia sozinha. Hoje ela acorda, tira o pijama e escolhe na gaveta o que vai vestir. Ela consegue vestir todas as peças sozinha, exceto se tiver alguma coisa mais complicada ou se for sapato com cadarço. Esse ela coloca mas ainda não sabe amarrar.

– Reclamava da cor da roupa, do modelo, da cor do laço, do sapato… então hoje se ela não gosta, ela vai no armário e pega a roupa e o laço que quiser. Inclusive ela se penteia sozinha e se arruma como achar melhor. Decidi deixar ela usar o que quiser e comecei a achar graça se a roupa não tem nada a ver.  Percebi que depois de uma fase não conseguimos mais vestir como gostaríamos. Tem crianças que como ela, tem personalidade forte e vontade própria desde pequena. Bater de frente com isso é como chover no molhado. Assim evito me estressar. Em um dia bom, consigo que ela escolha entre algumas coisas que eu separo. Faço assim; se ela não gosta da roupa eu coloco na cama umas 3 opções e fali: A mamãe vai deixar você escolher sozinha, mas tem que se alguma dessas que está na cama. Assim ela percebe que não é a dona do mundo mas que eu estou dando um voto de confiança .

– Queria ver algum desenho ou trocar de canal e não podia esperar 1 minuto. Hoje ela aprendeu a ligar e desligar a tv, a usar o controle para trocar o desenho e até mexer no Netflix.

– Idem para comer ou beber algo. Hoje ela saber pegar água sozinha no filtro, pegar uma fruta ou um pãozinho.  E o que ela não consegue eu tento aos poucos ensinar.

– Na hora de brincar consegue saber onde o que ela gosta está guardado e vai direto buscar.

– Tem se sentido útil , importante e superior a Manu, o que trouxe mais auto confiança. Hoje ela consegue fazer coisas que a Manu não faz ainda. E isso ela acha o máximo! Ela adora quando eu peço para ela assim: Bru, por favor, você que já ajuda a mamãe, pega um copo de água para a Manu pois eu ainda não deixo ela ir sozinha! E essa diferença de autonomia que eu elogio sempre trouxe muita segurança para ela.

– Tem entendido o valor do dinheiro e da recompensa. Ensinei ela a guardar as moedinhas que sempre dou como bonificação para uma atitude ou bom comportamento. Tem o hábito de dar moedas de no máximo R$ 0,25 e peço para ela guardar. Para comprar algo que ela queira, tem que juntar muita moeda. E ela tem visto que não é fácil. Sei que nem sempre a recompensa com moeda ou doce é a melhor opção; mas atire a primeira pedra #quemnunca !? Só quem tem filhos sabe o grau de cansaço que chegamos e que muitas vezes a solução que encontramos é a que resolve naquele momento.

Estou muito feliz e em uma fase de paixão total pela Bruna. Sim, a maternidade também é feita de fases! Você nunca deixa de amar um filho, mas tem fases que você o ama ainda mais. E isso é maravilhoso!

Quanta culpa senti nesses anos por achar que não estava educando minha filha da melhor maneira, ou por não conseguir ter a paciência e sabedoria que eu gostaria ter.

O que tenho aprendido disso ?! Que apesar de todos os dias eu olhar para elas e desejar que fiquem sempre assim pequeninas, minhas bebês, grudadas em mim, a independência delas é um fator que só melhora nossa vida.  E sinceramente, não vejo a hora da Manu chegar nessa fase!

E vocês mamães queridas, perceberam essa mudança no estress da rotina quando seus filhos começaram a ficar mais independentes?

Um beijo grande e vamos começar a semana!

*K*

 

(foto Rachel Guedes – Projeto Família)

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9 fevereiro, 2015
Por Katia Ouang

Há 2 semanas contei para vocês que tudo mudou aqui em casa na hora das meninas dormirem. Recebi várias dicas de leitoras muito queridas não só nos comentários, mas também por email. O que foi ótimo para mim pois nada como outras mães que passam pelo mesmo momento para nos confortar e dizendo como acharam uma solução.

Claro que o que funciona em uma casa não necessariamente funciona em outra. Mas não custa tentar.

E acabei seguindo o conselho de colocar as duas para dormirem juntas no mesmo quarto. E não apenas isso, juntei duas camas deixando as duas bem próximas. Pois muitas vezes só em saberem que não estão sozinhas, já traz mais segurança.

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O perrengue mesmo ficou na hora de dormir. Pois a Bruna só dorme com porta aberta e luz do corredor acesa e a Manu o contrário. Tentei chegar em um meio termo com as duas, fiquei mais de 2 horas no primeiro dia contando história e tentando fazer elas dormirem ao mesmo tempo. Pois já é que para ter trabalho, que seja 1 vez só.

Mas a tentativa não funcionou. A Manu não dorme com luz e ficou super agitada. Pulava de uma cama para outra, saia correndo, chorava… E depois de 2 horas a Bruna foi para a sala com o pai e eu fiquei no escuro com a Manu.

Assim que ela dormiu, trouxe a Bruna, abri a porta , acendi a luz do corredor e em 10 minutos ela dormiu.

Fui deitar na expectativa de como seria essa noite das duas dormindo juntas pelas primeira vez, e da Manu fora do berço.

Para a minha surpresa, o primeiro movimento surgiu só la pelas 6 da manhã. A Manu acordou assustada, estranhou tudo e com isso acordou a Bruna. E então as duas vieram para o meu quarto e não quiseram mais dormir. Mas nada da Bruna aparecer de madrugada.

Ok, ponto positivo. Primeira noite de sucesso!

Nas duas noites seguintes não acreditei no que estava acontecendo. Apesar do processo todo para por uma de cada vez para dormir levar quase 1 hora, a Bruna não veio para a minha cama e as duas acordaram juntas as 7 horas.

Eu não podia acreditar que em uma tacada só, havia resolvido a questão da Manu não querer mais dormir no berço, e a Bruna vir para a minha cama  de madrugada! Para mim estava mais do que claro que era medo de estarem sozinhas. E a Bruna provavelmente acordando de madrugada e vendo a Manu ao seu lado, acabava se sentindo mais segura.

Mas tudo que é bom dura pouco. Muito pouco.

Já confiante de que eu havia tomado a decisão certa, fui dormir mais tranquila na 4a noite dessa mudança. E então acordo as 3 da manhã com a Bruna no meio da minha cama.

Peguei  no colo, e levei de volta para a cama dela. Ela começou a gritar e então disse; Mamãe, eu não quero a Manu dormindo do meu lado. Pronto, o inferno da briga entre elas se transportou também para as madrugadas. Eu mereço! Trouxe de volta para a minha cama pois afinal de contas eu também preciso dormir. E então as 4 da manhã acordo com a Manu berrando.

Fui até o quarto e ela estava sentadinha na cama chorando e disse: Mamãe , a Manu quer dormir na sua cama. Não quero ficar aqui sozinha. E para não levá-la a minha cama, deitei ao seu lado na cama da Bruna, e esperei ela dormir. Ela adormeceu rapidinho. Mas então a Bruna que parece que tem um sensor que liga quando eu saio do seu lado,  acordou gritando e dizendo que não ia dormir longe de mim.

Resultado; dormi com as duas no quarto delas para não ter que levar as duas para minha cama.

Desse dia até hoje parece que o que estava funcionando, só afundou.

Continuo no processo longo de por primeiro a Manu para dormir e depois a Bruna. E na madrugada a Bruna vem para a minha cama como sempre fez, e lá pelas 5 da manhã a Manu acorda e vem também. E dormimos todos tortos, um em cima do outro, até as 7.

Dizer que essa situação super me incomoda, estaria mentindo. Não acho compartilhar cama um grande problema, mesmo porque qual mãe não gosta de dormir colada no seu filho.
Mas acho que cada um precisa do seu espaço e tem que aprender a dormir sozinho.

Sei que é uma fase onde qualquer coisa que a criança veja ou escute durante o dia pode se transformar em algo assustador a noite e fazer com que ela não durma mais. E tento diariamente conversar com elas para saber e tentar entender se algo as assusta durante a noite, se foi um sonho ruim, algo que tem no quarto…  Só não vou desistir tão cedo e me render as vontades delas, pois acho importante que elas tenham uma independência na hora do sono como sempre tiveram.

Vou continuar firme nesse processo e caso não funcione. Partir para outro.

Agora vamos começar a semana, mesmo com noites mal dormidas…. Pois é assim a nossa vida de mãe!

Boa Semana!

Bjs

*K*

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26 janeiro, 2015
Por Katia Ouang

nunu

Pensei que me livraria desse post até pelo menos a Manu completar uns 3 anos. Mas esse momento chegou antes do que eu imaginava, e veio com força total !

Desde o dia que a Bruna saiu do berço ( com 3 anos), minha paz noturna terminou. De uma criança que dormia 13 horas por noite com porta fechada e luz apagada e ainda 2 horinhas depois do almoço, virou uma criança que cada dia dorme em um lugar, seja na sua cama, na minha, no sofá da sala… enfim, mas que sempre termina com sua vinda para minha cama no meio da madrugada.

Passei meses insistentemente, vocês acompanharam aqui, tentando reorganizar o sono dela, até que me rendi ao comodismo de simplesmente compartilhar a cama. Já que nesse caso não me atrapalha em nada, não tem estress, e ainda faz com que ela durma mais e melhor.

A Manu seguia muito bem pelo mesmo caminho. Dava um trabalhinho ou outro para dormir a tarde, mas a noite sempre foi porta fechada, luz apagada e dormindo sozinha por 12 horas.

Até que na última quinta feira não quis mais dormir a tarde. E não só não quis, como chorava de uma maneira que nunca vi para tirá-la do berço. Não forcei e esse dia ela não tirou sua soneca. Mas dormiu normalmente a noite já que estava super cansada.

Na sexta o episódio da tarde se repetiu. O choro era diferente, de medo, de agonia. Diferente de birra e manha que depois de um tempo ela desiste e dorme. Definitivamente, não dava para deixá-la no berço. E olha que sou uma mãe mas radical nesse sentido e sempre deixei chorar com moderação.

Entendi que ela simplesmente não queria mais esse sono da tarde por algum medo ou simplesmente porque cresceu e quer brincar.

Só que na hora de dormir o escândalo da tarde se repetiu com força total. Mesmo morrendo de sono ela gritava dizendo não querer dormir.  E aí pela primeira vez pulou o berço e caiu com tudo no chão. Graças a Deus, só um roxinho no cotovelo e uns minutos de choro.

Depois que eu a acalmei disse; Manu você quer dormir na cama? A mamãe coloca a grade e você dorme lá pode ser? E ela disse que sim. Arrumei a cama que tem no quarto dela, coloquei uma gradinha , seus bichinhos e chupetas e a acomodei.

Na tentativa de sair do quarto e deixa-la sozinha, como sempre fiz, o escândalo voltou. Me pediu para ficar, para esperar ela dormir. E lá fiquei eu por mais de 1 hora.

Deixei a porta semi aberta pois não saberia se ela iria estranhar a cama ou qual seria sua reação durante a noite.

E então as 3 da manhã ela começou a chamar por mim chorando. Fui até la, disse que ela precisava dormir, e esperei no pé da cama ela pegar no sono. E então quando eu me levanto para voltar ao meu quarto, começa o choro de novo. Foi uma gritaria só, dizendo que não queria ficar lá sozinha, e então saiu correndo e subiu na minha cama.

Eu exausta coloquei ela ao contrário, pois já somos 3 apertados na cama, e agora com a Manu, alguém teria que sair. Meu Deus, vou ter que comprar uma cama com 1 metro a mais!

E então ela dormiu até as 7 da manhã.

No sábado nem tentei colocar ela para o sono da tarde e propus para a Bru e Manu se elas queriam dormir juntas. A Manu deixou claro que não queria mais o berço dela. Sim, ela disse que eu poderia dar para outra criança! Mas me pediu o berço portátil que fica guardado debaixo da cama. Falou; Mamãe, quero dormir nesse bercinho no quarto da Bruna!

Pedido feito e cumprido! Montei o berço no quarto da Bruna, coloquei as duas para dormirem na mesma hora e fiquei sentada na cadeira esperando as duas dormirem. E e elas dormiram!

Tudo ótimo até que as 4 da manhã a Bruna veio para a minha cama, e as 5 a Manu começou a gritar querendo vir também.

Domingo o processo todo se repetiu.

A Manu mal cabe no bercinho, mas por enquanto se é lá que ela quer dormir, vou deixar.

E hoje estou eu aqui como um zumbi e com a cabeça fritando em como vou contornar essa situação. Não tenho condições de dividir a cama com as duas. Mas também não acho justo que a Bruna venha a mais de um ano dormir comigo, e a Manu não possa.

A solução sim é cortar as duas. Mas estou sem saber como fazer. Pois já tentei de todas as maneiras levar a Bruna de volta para sua cama, mas elas sempre volta. E muitas vezes eu mesma nem vejo ela entrando na minha cama.

O tempo passa muito rápido. Parece que ontem estava ensinando as duas a entrarem em uma rotina. E me orgulho de ter sido super rígida nos primeiros anos delas para que tivessem um sono tranquilo e continuo.

Eu achava um desafio colocar um bebê na rotina. Agora alguém me diz como colocar uma criança, ou melhor , duas, dormindo a noite toda no seu quarto sem que levantem e venham para o meu? Dentro do berço é fácil, mas a partir do momento que elas podem abrir a porta, podem acender a luz, descer da cama e andar sozinhas, é muito mais complicado.

Estou ainda pensando em como achar uma bonificação para a que dormir no quarto a noite toda, ou mesmo criar um ambiente diferente para elas, um quartinho novo, não sei…

Por isso eu começo a semana perguntando… Alguém conseguiu “descompartilhar” a cama?

Beijos e Boa Semana!

*K*

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5 dezembro, 2014
Por Katia Ouang

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Sim mamães, terrible two de novo!

Mas queria começar explicando porque os posts andam um pouco devagar por aqui nesse ultimo mês.

Tenho trabalhado muito. Não só para tudo que envolve o blog , mas principalmente para a minha marca de papelaria; a PAPER K, que graças a Deus  tomou forma esse ano, cresceu bastante,  e tem ocupado muito do meu tempo. E esses dias antes do natal vocês podem imaginar quanto pedido tenho para desenvolver e entregar. E em meio a tudo isso tenho que trabalhar com duas crianças em volta de mim no auge do terrible two! Home Office diferente do que vocês imaginam, é um super desafio. Não é fácil!

Acho que Terrible Two  foi disparado um dos temas mais falados esse ano,  tendo sempre a Bruna como protagonista.

Mas agora adivinhem?! Manuela resolveu também dar as caras e mostrar o porque veio ao mundo. E a pequena é uma fera!

Ai meu Deus, será que darei conta de duas surtando ?

O mais engraçado é que quanto mais a Manu cresce e se empenha de verdade nos chiliques da idade, a Bruna melhora os dela. Talvez porque 90% do comportamento da Bruna seja devido ao ciúmes em relação a Manu. E quando ela vê a Manu tendo seus ataques, fica um amor, e aproveita para se gabar que ela não faz isso, que tem o comportamento ideal…. Enfim, menos mal. Pois se o comportamento ruim da Manu neutralizar a Bruna, já é um grande passo por aqui.

Sempre tentamos não repetir os mesmos erros. Por isso me policio todos os dias para conseguir corrigir a Manu, dar bronca ou colocar de castigo de uma maneira eficaz. Pois com a Bruna nunca funcionou. E isso foi deixando ela mais forte e cada vez me desafiando mais.

Porém não depende só de nós. Cada criança tem uma personalidade e reage de uma maneira.

A Manu é totalmente diferente da Bruna. Ela não é mimada e nem manhosa. E também é bem mais paciente com algumas coisas. Ela apenas não gosta de ser contrariada. Caso isso aconteça, sai de perto . Ela faz valer o seu signo e literalmente vira um leão. É brava, e é daquelas que se você chamar a atenção com algum tom mais forte ou incisivo ela se aborrece, fica ofendida e deita no chão. E aí nem ouse tentar conversar que ela grita, bate, arranha e vira uma fera. Já a Bruna nunca encostou o dedo em mim.

Por isso o que funciona para uma , não funciona para a outra.

Com a Manu o cantinho do pensamento tem dado certo. Se ela perde o controle e começa a fazer malcriação vai para o cantinho. De lá ela já sabe que só sai se pedir desculpas ou se for pegar algo que jogou no chão ou sujou, enfim.

O que aprendi com a minha experiência com a Bruna é que gritar não adianta nada. Nunca fui explosiva ou uma pessoa de natureza brava. Mas as vezes filho te tira tão do sério que para não dar umas palmadas ( algo que nunca fiz), acabava gritando. Até o dia em que a Bruna começou a gritar também alegando que estava fazendo como eu.

E então meu mundo caiu. E percebi que a minha intenção de educar ou fazer entender, estava se virando contra mim mesma.

Educar um filho é um exercício diário de paciência e sabedoria. E não existe técnica infalível. Muito do que pensamos funcionar, as vezes não faz nem cócegas.

A única conclusão que cheguei dessa fase tão “terrible” é que as crianças se espelham muito no nosso comportamento e que o segredo está em fazer elas nos respeitarem e levar a sério o que falamos.

E como conseguir tal proeza?

Esse é o meu eterno desafio desde que me tornei mãe. E agora duplamente.

 

Um beijo e um ótimo final de semana!

*K*

 

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20 outubro, 2014
Por Katia Ouang

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Há tempos venho ensaiando como escrever esse post. Talvez porque não gostaria que ficasse muito longo ou mesmo porque não gostaria de passar uma idéia diferente do que a que realmente tenho vivido. É mais um daqueles “post-desabafo” que já me alivia só em saber que posso compartilhar com outras mães.

A minha realidade atual como mãe é de muita, muita frustração. Frustração pois não tenho obtido êxito algum na educação da Bruna. A cada dia que passa parece que dou 1 passo para frente e dezenas para trás. Educá-la tem sido disparado o maior maior desafio e a maior dificuldade desde que me tornei mãe.

A Bruna é uma criança muito intensa e que suga toda minha energia. Meus dias em casa são difíceis e na base de muita paciência.

Paciência essa que muitas vezes eu não tenho ou simplesmente, não consigo mais ter.

Todo o problema é o ciúmes exagerado que a Bruna sente da Manu,  e a insegurança em relação ao meu amor. Se estou eu e ela apenas, é um doce de criança. Se a Manu esta presente, simplesmente não há sossego. E as duas convivem praticamente o dia todo. Então os dias tem sido muito desgastantes para mim.

A Bruna tem o perfil da criança mimada e manhosa. E infelizmente não era esse o resultado que eu gostaria para toda educação que tenho tentado passar. Ela não relaxa, fica o tempo todo observando o que irmã faz, o que ela come, o que ela veste, quando eu abraço ou beijo ela. E para chamar atenção chora o tempo todo, fala igual bebê, se joga no chão, faz malcriação e não acata a uma ordem sequer.

Todas as tarefas diárias são um sacrifício por aqui. Dar comida para as duas juntas tem que ser no prato igual, quantidade igual, talheres iguais. Se o prato da Manu tiver mais batata que o dela, é porque eu gosto mais da Manu. Se eu coloco o laço rosa na Manu, a Bruna tira, coloca nela e ela escolhe outro para a Manu. Isso são exemplos bobos mas que se repetem o dia todo com tudo que entra na nossa rotina.

Além disso não consigo ir ao banheiro sem que ela venha como uma sombra e não desgrude do meu pé achando que eu vou sair, ir embora, deixar ela sozinha….

Conversar, colocar de castigo, punir, nada adianta. E como já disse, não sou da turma que dá uma “palmadinha” de vez em quando. Então para não bater nela eu muitas vezes grito e perco a paciência. O que me traz uma “ressaca moral” péssima depois.

E isso tudo só acontece na minha presença.

Já fui diversas vezes na escola conversar com a professora , com a coordenadora… e sempre tenho um feed back de uma criança doce, amiga, e que está bem longe de fazer malcriação.

Em casa é só eu sair que a minha funcionária diz que ela não dá um “piu” sequer. Ajuda, é carinhosa com a Manu, protege a Manu, cuida dela. Realiza as tarefas sem reclamar ou chorar e é uma simpatia só.

Quando fica apenas com o pai e a Manu idem.

O problema é realmente me dividir com a Manu.

Sou uma pessoa 100% aberta a ajuda de amigos, profissionais, livros ou qualquer recurso que possa me dar uma luz no final do túnel. Inclusive já contei aqui que até terapia cheguei a levar a Bruna há 1 ano atrás. Mas o que me dói mesmo é saber que esse comportamento dela é assim só comigo.

Será que não dei a segurança e atenção que ela gostaria?

Será que estou falhando em alguma coisa?

Será que posso mudar ou melhorar?

Tenho sofrido bastante com isso. Pois não quero de maneira alguma que a Bruna cresça se sentindo infeliz ou insegura. Mas também estou aprendendo com ela. A cada dia conhecendo suas carências e inseguranças,  e tentando dar o meu melhor para que ela seja feliz e uma criança tranquila. Tento chamá-la para me ajudar em todas as atividades que ela possa participar, elogio, estimulo, dou atenção sem super proteger e faço o que acho coerente para uma mãe que tem 2 filhas e que não pode parar a vida por causa de uma delas.

Sempre termino o dia sugada. E parece que a Bruna sabe disso. Pois  diariamente do nada ela vem, e me da um abraço e um beijo que me derrubam. E é o que faz tudo valer a pena.

Esse post é mais para mostrar que a vida não é tão bela quanto muitas vezes parece em fotos e relatos, e que a dificuldade no dia a dia desde que nos tornamos mãe está muito além de passar noites em claro,ter dores para amamentar ou adaptar um filho na escola.

O desafio de educar uma criança é algo diário, e é sim nossa total responsabilidade.

E essa é a maior culpa que carrego como mãe….

Por isso hoje eu pergunto, quem mais está passando por isso, ou quem já passou e conseguiu melhorar o panorama!?

 

Foto Projeto Família

 

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29 setembro, 2014
Por Katia Ouang

Achei que o dia de escrever esse post nunca chegaria…

E sim, ele chegou!

A Bruna está oficialmente livre das chupetas que tanto me trouxeram pesadelos nos últimos meses!

E essa foi mais uma das experiências maternas que deixarão marcas. Um misto de sentimentos e que com certeza me fizeram crescer, aprender e sentir que mais uma etapa foi cumprida. Vou dividir o post em duas partes; o processo que levou a retirada das chupetas e o pós.

A Bruna usou chupeta desde o dia em que chegou da maternidade até 1 semana atrás. Foram exatos 4 anos de vício completo.

A chupeta sempre foi um calmante para ela. E digamos que para mim também. Pois sem dúvida me ajudou muito nos 2 primeiros anos de vida dela.

Após essa fase, a chupeta começou a aparecer como uma fuga. Fuga para os momentos de cansaço, fuga para quando ela tomava bronca, fuga para quando se sentia insegura e fuga principalmente, quando sentia ciúmes da Manu. E isso veio em um crescente até que culminou a alguns meses atrás com o ápice do vicio, onde ela só não usava a chupeta na escola e nos momentos em que estivesse brincando ou distraída com algumas coisa. Mas era só sossegar para pedir a chupeta.

E passamos por alguns momentos constrangedores ( talvez mais eu do que ela ), de querer usar chupeta em lugares públicos, na frente de outras pessoas, uma criança grande , de quase 4 anos. Aí vem aquele bombardeio de olhares. Não para ela, mas para a mamãe aqui que mais do que sabia que já era hora de parar.

Mas posso confessar, eu sequer estava preocupada com isso. Pois sei que mais cedo ou mais tarde ela iria largar. Minha preocupação era mesmo com os dentes que já dito pela dentista, estava bem prejudicado.

Então depois de todas as tentativas possíveis imaginarias para tirar a chupeta, depois de prometer o mundo, trocar pelo presente que fosse e nada adiantar, decidi que o limite seria seu aniversário. Não digo o dia do aniversário em si, pois de maneira alguma gostaria de associar com um dia tão importante e feliz… mas sim os seus 4 anos. Que após fazer 4 anos, não teria mais chupeta.

E desde julho comecei a trabalhar na cabecinha dela essa questão. Conversava diariamente e ainda tinha esperança que ela parasse por livre e espontânea vontade.

E parece que isso só piorou o panorama. O vicio aumentou, era chupeta o dia todo, chorava pela chupeta, meu Deus, só eu sei o quanto meus ouvidos escutaram a palavra “pepê”.

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Me sugeriram tirar radical. Que ela choraria por uns dias mas que como tudo, iria passar.

Eu não tive coragem. Meu coração doía só de pensar em cortar de uma hora para outra algo que era mais do que beber água para ela.

E então resolvi tentar a tática de cortar as chupetas que várias leitoras me indicaram como algo que não seria tão radical, mas que já faria a criança começar a entender que a chupeta não se encaixava mais em sua vida.  A idéia é cortar os bicos e ir aumentando o tamanho até virar um buraco e depois do buraco, ir cortando até ficar só no toco.

Há 2 semanas sentei na mesa, peguei todas as chupetas ( ela tinhas umas 8) e decidi que seria hora. Fiz um corte com estilete em cada uma das chupetas.

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E depois disso compartilhei com vocês no insta minha angustia e sofrimento. Mais parecia que estava fazendo algo proibido ou melhor, eu estava literalmente destruindo um objeto de extremo valor para a minha filha. Parece besteira, mas não foi. Sofri muito com aquilo, mas com a consciência de ser mais do que necessário.

Para minha surpresa ela estranhou, testou todas as chupetas, e me disse; Mamãe, minhas chupetas rasgaram! E eu disse: Filha, a mamãe já te explicou, você esta crescendo e seus dentes agora vão acabar furando todas as chupetas, não tem jeito .  Ela disse; Ah, tá bom! E continuou chupando.

A real é que naquele momento eu esperava um escândalo, mas foi o contrário, o que de certo modo, amenizou a minha culpa.

Os dias se passaram, eu fui aumentando o rasgo a cada 2 dias, até fazer uns buraquinhos com tesoura. E mesmo assim, lá estava a chupeta na boca.

Juro que desanimei. Mas sabia que os dias estavam contados. Pois quando o bico chegasse no toco, não teria mais jeito.

E então que toda história virou do avesso.

Na véspera de fazer 4 anos estávamos todos em casa. Meu marido voltou mais cedo pois precisava terminar uns contratos em casa já que estava sem luz no escritório. A Bruna estava naqueles dias que se não fosse tão pequena, até afirmaria uma TPM ao extremo! Ela estava enlouquecendo a todos. Dia de birra total, choro, manha, enfim. Meu marido conversou com ela, colocou de castigo, fez o que pode. E ela parecia querer nos testar ao máximo.

Até a hora em que ela pegou uma caixinha do pen drive do pai, jogou no chão e rasgou o suporte de espuma.

Eu já até saí de perto. Pois não sabia a reação do meu marido. Já que nunca sequer encostamos o dedo nas meninas com violência. Sequer demos uma palmadinha, beliscão, nada. E então ele sem saber o que fazer, pegou todas as chupetas dela e jogou no lixo da cozinha.

E disse: Pronto, chega, não tem mais chupeta. E agora você vai aprender a se comportar.

Eu na hora não acreditei, queria matar meu marido.

Os olhos da Bruna enxeram de lágrimas e só olhava para suas chupetas em meio ao lixo todo.

Pensei; Fiz de tudo para não traumatizá-la e agora termina assim?!!

Respirei fundo e pensei; vou consertar essa situação antes que piore. E então eu fui ao seu lado, abracei e disse; Bru, o papai ficou muito bravo com você. Mas vamos aproveitar que ele jogou as chupetas para chamar a  fada ?

Ela me olhou chorando e disse: Tá bom mamãe.

Juro que as lágrimas escorriam dos meus olhos. Eu vi que ela estava sofrendo mas que entendeu que não tinha mais opção.

E então eu transformei  aquele drama todo em uma festa! Montamos um pratinho de comida para a fada, escrevemos uma carta, e colocamos na varanda.

Fui no carro buscar os presentes da fada que eu já havia comprado desde que iniciei o processo e coloquei onde deixamos a carta enquanto o pai dava banho nela.

Chamei a Bruna toda feliz e disse: Bru, corre aqui, acho que a fada passou!

E ela abriu a porta da varanda, pegou os presentes e falou: Mamãe , ela comeu os biscoitos e levou as pepês!

Todo mundo em casa festejou e imediatamente ela se agarrou ao gatinho que ganhou e não soltou mais. A idéia de dar esse gatinho de almofada FOM  é poder fazer companhia para ela a noite. A “fada” escreveu que ele protege a criança e faz com que ela não queira mais a pepê!

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E enfim a decisão estava tomada, não tinha mais caminho de volta…

 

 

No próximo post, que virá na sequencia ainda essa semana, conto como foi o primeiro dia e como está sendo esses dias sem a chupeta!

Beijos e um bom começo de semana!

*K*

 

 

 

 

 

 

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14 agosto, 2014
Por Katia Ouang

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A escola da Bruna sempre manda textos interessantes na agenda sobre comportamento e desenvolvimento infantil.

Um dos textos que li  me chamou atenção por ser simples, direto e verdadeiro. São tópicos criados por pediatras indicando o que não devemos dizer às crianças. E me fez refletir bastante. Já que eu mesma erro muitas vezes na educação das meninas. E o que eu mais faço e sempre digo que não vou fazer mais é ameaçar e não cumprir. Sempre me policio para apenas falar o que consigo seguir a risca. Mas sabemos que nem sempre isso é possível.

Vale a leitura!

 

– Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.

– Não diga apenas sim. Os não e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.

– Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que é hora de fazer

– Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.

– Não diga que a injeção vai doer, porque você sabe que vai. Diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane a criança.

– Não diga palavrões. Seu filho repete tudo que ouve.

– Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras e palavras pode inibir o desenvolvimento saudável.

– Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.

– Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças tem dificuldade em separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para cama fazendo companhia até ele dormir.

-Nunca diga nada que não possa cumprir. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.

 

 

Credito da foto: Rachel Guedes – Projeto Família

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