14 junho, 2016
Por Katia Ouang

2015-07-21

Sem dúvida um dos maiores pesadelos de quem tem filhos viciados em chupetas é o dia que de alguma maneira, teremos que dar um fim a esse vicio.

Claro, a melhor das alternativas é que a criança tome a iniciativa sozinha. Mas não é sempre que isso acontece então temos que interferir de alguma maneira.

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30 outubro, 2014
Por Katia Ouang

Já recebi várias mensagens perguntando como está a Bruna sem as chupetas.

Esperei passar um tempinho para poder contar como foram essas semanas.

A primeira atitude que me questionaram foi porque eu não tirei a chupeta da Manu junto com a da Bruna, assim passava por isso só 1 vez e evitaria que a Bruna pegasse as chupetas da Manu. E a minha posição sobre isso é que não tirei pois quero que a Bruna entenda que ela vive um momento diferente da Manu. Que ela é mais velha, que já usou bastante e que logo a Manu vai tirar também. Ela que é super ciumenta precisa entender isso. E para a minha surpresa, mesmo com todo o perfil manhoso da Bruna, foi bem mais tranquilo do que eu imaginava. Talvez porque ela já tenha uma compreensão muito maior do que está vivendo e tenha de fato incorporado e entendido que a partir do momento que deu as chupetas, não tinha mais volta. Isso em uma criança de 2 anos talvez seja um pouco mais complicado.

Por outro lado, 4 anos de vício não é tão simples de tirar. Algo que ela fez desde que nasceu e sempre usou como artificio para dormir e para se acalmar e de um dia para o outro passa a não ter mais, deve ser bem difícil. É um vicio como qualquer outro.

O gatinho que a “fada trouxe” foi essencial nessa etapa. Ela se apegou ao gato e realmente acreditou que ele seria seu porto seguro. Agora arrasta esse gato para onde ela for e fala para todo mundo que é o protetor dela.

Os primeiros dias foram os mais complicados, principalmente na hora de dormir. Aí sim ela chorava dizendo que não conseguiria dormir sem chupeta. Começava a morder alguma coisa, chupava a mão, era a necessidade absurda de sugar. Me dóia muito. Mas por nenhum momento eu voltei atrás.

A solução que eu encontrei foram as histórias. Sentava ao lado dela e contava uma história, e ia improvisando e enrolando até ela dormir. Nos primeiros dias cheguei a ficar mais de 1 hora falando. Mas com o passar dos dias esse tempo foi diminuindo até que hoje ela voltou a dormir sem história , apenas comigo sentada na cadeira ao seu lado até ela pegar no sono,  como eu fazia na época da chupeta. E em 10 minutos no máximo ela dorme.

Durante o dia não foi tão complicado. Ela não pedia pela chupeta, apenas não aceitava a Manu usando na sua frente. O que é mais do que compreensível. Mas por nenhuma vez tentou pegar ou usar a chupeta da irmã. Algo que eu imaginei que pudesse acontecer. A pior parte mesmo foi o seu humor. A falta da chupeta deixou a Bruna muito mais irritada. E ela que já é de natureza uma criança manhosa, piorou ainda mais. Pois o que amenizava algumas crises e momentos de manha, era a chupeta. A partir do momento que ela não tinha mais, não encontrava outra maneira de se acalmar e então chorava, gritava e dava um show.

Agora , depois de mais de 1 mês, posso dizer que sinto que ela está realmente esquecendo do vício e até se orgulhando de não usar mais chupeta. Hoje ela olha para a Manu e fala: Manu, eu não chupo mais pepê, meus dentes vão ficar lindos e os seus feios.

Ela ainda anda bastante irritada. Mas percebo que isso acontece mais nos momentos onde ela esta mais quietinha, sem fazer muita coisa, e aí lembra da chupeta. Por isso tenho tentado ocupá-la e distraí-la sempre que isso acontece. Além, é claro, de sempre elogiar sua atitude e dar muito carinho e atenção nessa fase.

E o que eu aprendi de mais esse desafio? Que nós mães muitas vezes postergamos algumas mudanças. Seja por medo da reação da criança, seja por preguiça de enfrentar um momento novo… E sempre que eu tive essa sensação, me surpreendi não só com a atitude das minhas filhas, mas também com a minha. E que não adianta imaginar nada antes da hora. Sempre digo que nossos fihos são uma caixinha de surpresas. E são mesmo. Impossível adivinhar como irão reagir.

Por isso o que fica disso tudo é ; faça o que seu coração mandar! Nunca vai existir a hora certa de mudanças, e não se baseie no que outras mães fizeram. Apenas a partir do momento que você  decidir dar um passo diferente na vida do seu filho, seja firme. A nossa segurança em ter tomado a decisão certa é que passará confiança para eles.

E o próximo passo com a Bruna é tentar fazer com que ela durma a noite toda na cama dela. Pois ela ainda vem para a minha toda madrugada!

Só que esse é assunto para um próximo post onde falarei da cama compartilhada! Experiência que vivo há pouco mais de 1 ano…

 

E quem quiser ler como foi o processo de retirada da chupeta veja aqui: Parte 1 e Parte 2.

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29 setembro, 2014
Por Katia Ouang

Achei que o dia de escrever esse post nunca chegaria…

E sim, ele chegou!

A Bruna está oficialmente livre das chupetas que tanto me trouxeram pesadelos nos últimos meses!

E essa foi mais uma das experiências maternas que deixarão marcas. Um misto de sentimentos e que com certeza me fizeram crescer, aprender e sentir que mais uma etapa foi cumprida. Vou dividir o post em duas partes; o processo que levou a retirada das chupetas e o pós.

A Bruna usou chupeta desde o dia em que chegou da maternidade até 1 semana atrás. Foram exatos 4 anos de vício completo.

A chupeta sempre foi um calmante para ela. E digamos que para mim também. Pois sem dúvida me ajudou muito nos 2 primeiros anos de vida dela.

Após essa fase, a chupeta começou a aparecer como uma fuga. Fuga para os momentos de cansaço, fuga para quando ela tomava bronca, fuga para quando se sentia insegura e fuga principalmente, quando sentia ciúmes da Manu. E isso veio em um crescente até que culminou a alguns meses atrás com o ápice do vicio, onde ela só não usava a chupeta na escola e nos momentos em que estivesse brincando ou distraída com algumas coisa. Mas era só sossegar para pedir a chupeta.

E passamos por alguns momentos constrangedores ( talvez mais eu do que ela ), de querer usar chupeta em lugares públicos, na frente de outras pessoas, uma criança grande , de quase 4 anos. Aí vem aquele bombardeio de olhares. Não para ela, mas para a mamãe aqui que mais do que sabia que já era hora de parar.

Mas posso confessar, eu sequer estava preocupada com isso. Pois sei que mais cedo ou mais tarde ela iria largar. Minha preocupação era mesmo com os dentes que já dito pela dentista, estava bem prejudicado.

Então depois de todas as tentativas possíveis imaginarias para tirar a chupeta, depois de prometer o mundo, trocar pelo presente que fosse e nada adiantar, decidi que o limite seria seu aniversário. Não digo o dia do aniversário em si, pois de maneira alguma gostaria de associar com um dia tão importante e feliz… mas sim os seus 4 anos. Que após fazer 4 anos, não teria mais chupeta.

E desde julho comecei a trabalhar na cabecinha dela essa questão. Conversava diariamente e ainda tinha esperança que ela parasse por livre e espontânea vontade.

E parece que isso só piorou o panorama. O vicio aumentou, era chupeta o dia todo, chorava pela chupeta, meu Deus, só eu sei o quanto meus ouvidos escutaram a palavra “pepê”.

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Me sugeriram tirar radical. Que ela choraria por uns dias mas que como tudo, iria passar.

Eu não tive coragem. Meu coração doía só de pensar em cortar de uma hora para outra algo que era mais do que beber água para ela.

E então resolvi tentar a tática de cortar as chupetas que várias leitoras me indicaram como algo que não seria tão radical, mas que já faria a criança começar a entender que a chupeta não se encaixava mais em sua vida.  A idéia é cortar os bicos e ir aumentando o tamanho até virar um buraco e depois do buraco, ir cortando até ficar só no toco.

Há 2 semanas sentei na mesa, peguei todas as chupetas ( ela tinhas umas 8) e decidi que seria hora. Fiz um corte com estilete em cada uma das chupetas.

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E depois disso compartilhei com vocês no insta minha angustia e sofrimento. Mais parecia que estava fazendo algo proibido ou melhor, eu estava literalmente destruindo um objeto de extremo valor para a minha filha. Parece besteira, mas não foi. Sofri muito com aquilo, mas com a consciência de ser mais do que necessário.

Para minha surpresa ela estranhou, testou todas as chupetas, e me disse; Mamãe, minhas chupetas rasgaram! E eu disse: Filha, a mamãe já te explicou, você esta crescendo e seus dentes agora vão acabar furando todas as chupetas, não tem jeito .  Ela disse; Ah, tá bom! E continuou chupando.

A real é que naquele momento eu esperava um escândalo, mas foi o contrário, o que de certo modo, amenizou a minha culpa.

Os dias se passaram, eu fui aumentando o rasgo a cada 2 dias, até fazer uns buraquinhos com tesoura. E mesmo assim, lá estava a chupeta na boca.

Juro que desanimei. Mas sabia que os dias estavam contados. Pois quando o bico chegasse no toco, não teria mais jeito.

E então que toda história virou do avesso.

Na véspera de fazer 4 anos estávamos todos em casa. Meu marido voltou mais cedo pois precisava terminar uns contratos em casa já que estava sem luz no escritório. A Bruna estava naqueles dias que se não fosse tão pequena, até afirmaria uma TPM ao extremo! Ela estava enlouquecendo a todos. Dia de birra total, choro, manha, enfim. Meu marido conversou com ela, colocou de castigo, fez o que pode. E ela parecia querer nos testar ao máximo.

Até a hora em que ela pegou uma caixinha do pen drive do pai, jogou no chão e rasgou o suporte de espuma.

Eu já até saí de perto. Pois não sabia a reação do meu marido. Já que nunca sequer encostamos o dedo nas meninas com violência. Sequer demos uma palmadinha, beliscão, nada. E então ele sem saber o que fazer, pegou todas as chupetas dela e jogou no lixo da cozinha.

E disse: Pronto, chega, não tem mais chupeta. E agora você vai aprender a se comportar.

Eu na hora não acreditei, queria matar meu marido.

Os olhos da Bruna enxeram de lágrimas e só olhava para suas chupetas em meio ao lixo todo.

Pensei; Fiz de tudo para não traumatizá-la e agora termina assim?!!

Respirei fundo e pensei; vou consertar essa situação antes que piore. E então eu fui ao seu lado, abracei e disse; Bru, o papai ficou muito bravo com você. Mas vamos aproveitar que ele jogou as chupetas para chamar a  fada ?

Ela me olhou chorando e disse: Tá bom mamãe.

Juro que as lágrimas escorriam dos meus olhos. Eu vi que ela estava sofrendo mas que entendeu que não tinha mais opção.

E então eu transformei  aquele drama todo em uma festa! Montamos um pratinho de comida para a fada, escrevemos uma carta, e colocamos na varanda.

Fui no carro buscar os presentes da fada que eu já havia comprado desde que iniciei o processo e coloquei onde deixamos a carta enquanto o pai dava banho nela.

Chamei a Bruna toda feliz e disse: Bru, corre aqui, acho que a fada passou!

E ela abriu a porta da varanda, pegou os presentes e falou: Mamãe , ela comeu os biscoitos e levou as pepês!

Todo mundo em casa festejou e imediatamente ela se agarrou ao gatinho que ganhou e não soltou mais. A idéia de dar esse gatinho de almofada FOM  é poder fazer companhia para ela a noite. A “fada” escreveu que ele protege a criança e faz com que ela não queira mais a pepê!

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E enfim a decisão estava tomada, não tinha mais caminho de volta…

 

 

No próximo post, que virá na sequencia ainda essa semana, conto como foi o primeiro dia e como está sendo esses dias sem a chupeta!

Beijos e um bom começo de semana!

*K*

 

 

 

 

 

 

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12 maio, 2014
Por Katia Ouang

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De uns dias para cá tenho pensado muito em como será tirá a chupeta das meninas.

Eu sempre fui muito desencanada com questões que envolvem alguma mudança na vida delas. Nunca me importei com que os outros falam e sempre segui meu instinto como mãe. Para mim não tem hora certa para desfraldar, para tirar do berço, trocar a mamadeira pelo copo… a hora certa é a hora que seu filho estiver preparado e puder seguir com mudanças da forma mais natural possível.

Porém o assunto chupeta tem até me deixado sem dormir. E isso diz respeito principalmente a Bruna que esta com 3 anos e meio. Mas não excluo a Manu dessa pois ela segue exatamente pelo mesmo caminho que a irmã.

As duas são completamente viciadas em chupeta, e parecem que vão ao paraíso quando colocam uma na boca. A Manu nem era tanto, mas de tanto ver a Bruna, acabou fazendo igual.

O problema da Bruna é que ela é cada vez mais viciada e dependente da chupeta. Se ela só usasse para dormir eu sequer me preocuparia com isso. Mesmo porque não conheço nenhuma criança que não tenha tirado, mesmo que mais tarde, ou que tenha ficado com algum dano irreversível por causa da chupeta. Ela não usa na escola, mas assim que entra no carro se não tiver uma chupeta faz um escândalo. E em casa é quase o tempo todo exceto quando consigo negociar e ela esta de bom humor ou quando ela está brincando e se distraindo bastante. Já deixei chorar inúmeras vezes e sim, já troquei a chupeta por uma balinha ou um docinho para que ela não usasse naquele momento.

Mas na viagem que fizemos para a Praia do Forte a chupeta dela me incomodou. Ela estava meio ruinzinha, com tosse e bronquite, e praticamente não tirou a chupeta da boca. E se eu tentasse algo, era aquela gritaria, show de horror, e em um hotel onde as pessoas vão para ter sossego, eu queria evitar ao máximo qualquer situação dessas, então nem discutia muito. Dava a chupeta e pronto.

Não vi uma criança com chupeta na boca, só se estivesse dormindo no carrinho. E as próprias crianças quando viam a Bruna com chupeta iam até ela dizer; você ainda chupa pepê?! E o pior ; isso não afeta em absolutamente nada a Bruna… ela se vira com o maior orgulho do mundo e diz; Sim! Eu adoro Pepê!

A dentista dela já me alertou que sua arcada e mesmo a posição da língua já estão bem alterados por causa da chupeta. E eu já mais do que sei que é hora de tirar. A questão é que aqui em casa em tenho 2 crianças viciadas. E a melhor opção seria tirar das duas. Mas sinceramente, não quero e nem tenho coragem de tirar a chupeta da Manu ainda. Principalmente porque ela tem toda a questão da saúde mais frágil e a chupeta muitas vezes é algo que ajuda muito quando ela não está legal.

E aí vocês provavelmente me perguntam; Por que eu não tento tirar a chupeta da Bruna?!

Por um simples motivo; preguiça. Sim, preguiça. Pois sei que terei que ouvir uma choradeira sem fim por alguns longos dias e já ando tão cansada do Terrible Two da Bruna que não sei se quero passar por isso agora. Também não sei se quero vê-la sofrer e se estressar. Pois acreditem, já tentei mil vezes tirar, dar para Papai Noel, Fada, Coelhinho…. prometi tudo que vocês possam imaginar, pedi para escolher o presente que fosse. Nada despertou um pingo de interesse por parte dela.

Por algumas poucas vezes A Bruna toma consciência que não faz bem a chupeta e decide que só quer usar para dormir. Ela já mais do que sabe de todos os pontos negativos. Mas parece que a chupeta é mais do que a melhor amiga dela. É seu refugio nas horas de carência, nas horas em que esta brava, cansada, contrariada, enfim, todas as horas que ela não está bem.

Não ter a chupeta será uma mudança radical na vida dela. Muito mais que tirar a fralda, a mamadeira, o berço. O “combo” chupeta + naninha, acompanha a Bruna desde bebê. Ela anda com esses 2 elementos para cima e para baixo, já faz parte do seu dia a dia como beber agua. E eu sinto muito ter que tirar isso dela.

Mas pelo menos uma decisão eu tomei, vou me empenhar ao máximo em cortar a chupeta durante o dia.

Eu sei que a solução é cortar de vez. Mas no caso dela, vou começar tentando assim. Sem pressa. E incluirei a Manu nessa mesma tentativa. Quem sabe não surge por um milagre uma vontade espontânea dela abandonar a chupeta…!

Acho que de todas as mudanças essa é a que mais me aflige…

Por isso eu pergunto, vocês com filhos viciados em chupeta, como conseguiram tirar?

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