1 outubro, 2015
Por Katia Ouang

Hoje vou contar um pouco sobre o que as meninas fizeram durante a festinha da Bruna.

Antes quero mostrar como estava o atelier Petite Mains antes de todos chegarem. Todas as mesas montadas com todo o capricho para cada uma das meninas. Em cada lugar tinha o material para fazer as capas e coroas e mais todas as letras do nome para personalizar. Brilhos, laços e tudo que as meninas adoram!

O atelier tem 1 monitora para cada 4 crianças. Elas sentam junto na mesa e ajudam olhar as crianças e a montar todas as atividades. O que é ótimo pois as mães que não puderam ir junto, deixaram as filhas lá e buscaram mais tarde.

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Aqui as meninas fazendo as capas com o nome. Cada uma levou a capa e coroa para casa depois:

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E aqui as meninas com as capas prontas e personalizadas:

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A idéia é que as meninas fizessem as atividades enquanto esperavam sua vez para maquiar e pentear.

Para isso contratei a empresa que mais amo ; a Tia Sushi ! Eles trazem o camarim completo, nas cores que você pedir, e com tudo que as meninas tem direito para se sentirem princesas. Todos os acessórios que vão no penteado elas podem escolher e ainda levar para casa. E a aniversariante ainda tem direito a penteado especial para a hora do Parabéns e ganha um kit cheio de fivelinhas, lacinhos e muito mais. Foram 2 monitoras que me impressionaram com a qualidade e criatividade dos penteados. Melhor que muito cabelereiro famoso!

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E alguns dos penteados:

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As meninas simplesmente amaram. Nenhuma quis tirar o penteado  e foram assim para a escola no dia seguinte!

O ápice do aniversário se deu com a chegada da Elsa e da Anna, que contratei pela Estação Felycidade e que chegaram de surpresa. Nunca vi as meninas serem tão enlouquecidas por uma princesa como são por elas. Todas gritaram , abraçaram, parecia show de algum famoso!

E não me aguentei de emoção com o abraço que a Bruna deu na Elsa. Juro que nessa hora pensei  que todo o esforço que faço e meu empenho em trabalhar cada vez mais, vale para poder proporcionar essa alegria para um filho.

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Eu não sabia muito o que esperar da presença das personagens na festa. E fui surpreendida com muito mais do que eu imaginava. Elas foram extremamente queridas e carinhosas, brincaram com as meninas, dançaram e ainda cantaram todas as musicas ( que por sorte eu tinha no celular e ligamos na caixa de som do atelier!)

Foi incrível! E por ser uma festa pequena, as meninas se sentiram super importantes e felizes de poderem ficar perto da Elsa e da Anna, sentar no colo, abraçar, conversar….

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Vejam que lindo as meninas cantando:

 

 

E fica mais uma lembrança de um dia maravilhoso!!!

 

E o contato dos serviços:

Petite Mains Atelier: [email protected]

Tia Sushi: [email protected]

Estação Felycidade: [email protected]

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29 setembro, 2015
Por Katia Ouang

2015-09-27

Apesar do aniversário da Bruna ter sido algo pequeno, recebi tantas perguntas sobre tudo que decidi dividir o post em partes.

Vou começar hoje com a mesa e depois falo sobre o local, atividades e fornecedores.

Tenho certeza que cada vez será mais compensador fazer um aniversário de um filho. Pois eles vão compreendendo melhor e curtindo mais.

Não imaginava o quanto a Bruna ficaria feliz e realizada. Me emocionei de verdade. E valeu todo o meu esforço em conseguir proporcionar algo dentro das minhas possibilidades já que esse ano foi especialmente difícil para mim. Seja financeiramente,  como emocionalmente. O primeiro aniversário de um filho depois de uma separação é sempre cheio de emoção , algo que eu acredito que amenize ao longo dos anos. Mas graças a Deus elas sempre terão a presença do pai e da mãe em todas as suas comemorações. Isso que importa!

 

Ela vinha me pedindo muito uma festa em Buffet, desses cheios de brinquedos e atividades. Mas o custo seria inviável nessa fase para mim. Então optei por fazer algo totalmente diferente e que fosse especial para ela, e para as amiguinhas. Algo que não gerasse nenhuma comparação à uma festa em buffet mas que também fosse incrível.

Quando há alguns meses conheci o Petite Mains, atelier de uma amiga minha  ( veja post) e ela me contou que poderia realizar festinhas para até 20 crianças, fiquei super animada. Pois o espaço é menor que o salão do meu prédio e com isso fica bem mais fácil para organizar.

Minha idéia foi a seguinte;  convidar apenas as amigas de classe da Bruna e com isso proporcionar uma tarde especial para todas elas.

Escolhido o tema Frozen o atelier sugeriu como atividade fazer a capa e a coroa da princesa ( que mostrarei no próximo post) e cada criança levaria para casa a sua do jeito que criou.

E eu pensei então; Por que não realizar uma tarde de princesa para elas com tudo que tinham direito?

E partimos dessa idéia para fazer o que elas estão curtindo aos 5 anos; princesas, maquiagem, cabelo e a presença da Elsa e da Anna, tão idolatradas por elas nessa fase “let it go”.

E o convite ficou assim:

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No espaço em branco dava para escrever ou colar um adesivo com o nome da convidada.

De todas as mesas que fiz nesses 5 anos,  essa foi a mais simples e de montagem mais rápida ! Isso porque simplesmente não tive tempo de ir atrás de nada ( vocês leram como eu estava no post anterior)  e improvisei com o que eu tinha na hora.  E como não foi na minha casa e eu estava sozinha a semana toda, não quis levar um monte de peças como vasos e bandejas que quebram pois teria que embalar tudo , e ainda trazer tudo de volta. Preguiça total.

Acho que o que remete a esse tema sempre é a neve e muito branco. Escolhi também todos os tons de azul do turquesa para o mais claro e uns toques do violeta, da roupa da Ana.

A mesa do Atelier era pequena. Então nem dava para fazer muita coisa. O que achei ótimo!

A idéia que tive para cobrir e dar idéia de neve foi comprar 1 metro de manta acrílica e ainda um pouco de recheio de almofada! Algo que é super barato e resolve ! Comprei também um pouco de tule que vinha com uns pinguinhos brilhantes e coloquei por cima da manta acrílica. Joguei por cima um pouco de lantejoula transparente azul clara. Custo desses itens ; 10 reais!

 

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Depois coloquei uns floquinhos de neve em feltro que peguei no atelier. Já estavam cortados para colocar nas atividades e ficou ótimo em cima da manta acrílica. Ele gruda sem precisar de cola!

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Montei a mesa com as bonecas da Elsa e Anna que já tinha em casa, e alguns potes e bandejas que peguei do próprio atelier. Tinha feito uns tubetes com confeti para ajudar a enfeitar e dar cor.

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E assim ficou:

 

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Os balões a gás e os dois na mesa com a cara da Elsa e Anna comprei em uma loja de festas do lado do atelier , chama Festa Mix. Encomendei antes e no dia da festa só entrei com o carro no estacionamento e retirei tudo. Não foi o melhor preço de balão que encontrei mas como não foram muitos, escolhi o que fosse mais prático para mim.

A faixa violeta atrás da mesa é papel krepon, como faço em todas as festas! Resolve para dar uma cor na parede , custa barato e por ser leve dá para preender com fita crepe na parede sem estragar.

Os doces como sempre, são da Elaine Monteiro, a quem sou fiel há tantos anos e não troco por ninguém!

O bolo, docinhos e os pirulitos de biscoito são todos dela:

 

20150923_113835Sempre peço o bolo com 2 andares pois preenche a mesa. Mas o segundo é falso.

O bolo é de chocolate com recheio de brigadeiro, de comer de joelhos, e os pirulitos são de biscoito! 20150923_141245

Os docinhos eram brigadeiros comuns e os mini alfajores que são simplesmente divinos. Vale contar que os docinhos da Elaine são um pouco maiores então não precisa exagerar nas quantidades!

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As lembrancinhas foram estojos de tecido da minha marca PaperK que combinavam com o convite. Só usei o nome da Bruna na parte inferior, onde não aparece. Assim as crianças poderiam aproveitar depois.

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A idéia era colocar canetinhas ou lápis de cor, mas como não deu tempo, enchi os estojos de balas e pirulitos e também bolinha de sabão.  E deixei na mesa auxiliar para as crianças pegarem quando estivessem indo embora.

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De comida deixei em umas mesas sanduichinhos embrulhados, pao de queijo e polvilho. Encomendei na padaria ao lado do atelier e estava uma delicia! Como foi das 15 as 18.00hs , era mais um lanche mesmo. Seja para as crianças ou para as mães que foram junto. Além disso tinha agua, sucos orgânicos ( que o atelier oferece) e refrigerante para os adultos. O Atelier também tem maquina de café para quem quiser tomar junto com um biscoitinho.

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E no próximo post falarei do local, as atividades , o camarim de princesa e a visita da Elsa e da Anna!

Não percam!

 

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28 setembro, 2015
Por Katia Ouang

Hoje vou começar a semana explicando meu sumiço nos últimos dias, seja por aqui, ou pelo snapchat.

Minha vida virou uma loucura e tive que me virar para dar conta de tudo. Fiquei 2 semanas sem ajuda com as meninas e a minha casa, e em meio a isso, aniversário da Bruna para organizar, trabalho bombando e milhares de coisas para resolver.

Eu tenho uma pessoa que trabalha comigo em casa, ela é uma “faz tudo”! Era a babá das meninas que ficou comigo quando me separei,  e me ajuda com limpeza, roupas, comida e ainda cuida delas. De emergência ela precisou sair por 15 dias para cuidar do pai e me vi em uma situação que não havia passado antes… Como dar conta de tudo e ainda trabalhar?!

Pensei comigo; vou dar prioridade apenas ao necessário e o resto o que der deu, o que não der paciência.

A questão maior não era nem manter a casa organizada, mas sim como trabalhar com elas a tarde inteira comigo?

Contratar alguém para me ajudar teria um custo muito alto e não resolveria muita coisa, já que essa pessoa não conheceria bem as meninas e só me daria mais trabalho.

A solução que me salvou foi que a primeira escolinha que a Bruna frequentou tem a possibilidade do “after school”, onde pude deixá-las depois da escola para almoçarem e ficarem até as 5 da tarde. E isso foi excelente, pois elas fizeram varias atividades como culinária, inglês, musica, artes, e por estarem juntas, não estranharam o lugar e não tive problema algum para adaptar. Como isso ajuda as mães que trabalham… acho que toda escola deveria ter essa alternativa. (  Quem for da zona sul e quiser o contato é só me escrever : [email protected])

Questão das meninas resolvido, agora eu teria que me organizar para cuidar da casa. Não que fosse um bicho de 7 cabeças para mim, pois já estava super acostumada a ajudar, mas daí a ter que fazer tudo?! Decidi que faria o básico para ter uma organização mínima; lavar louça, trocar os lixos, passar uma vassoura, organizar os banheiros…mas a roupa desencanei. Acumulou um monte , mas as poucos vamos organizando.

Cheguei ao auge do meu cansaço na última sexta feira, e combinei com o pai que elas ficariam com ele sábado e domingo para eu por as coisas em ordem e descansar um pouco.

Sexta a noite eu mal me aguentava em pé mas queria assistir o ultimo capitulo da novela das 11. Então tomei banho, deixei tudo organizado e quando eu sentei no sofa para assistir aparece a Bruna na sala. Ela nunca acorda no meio da noite. Achei estranho… Ela veio então para o sofá, deitou no meu colo. Depois de 5 minutos levantou e vomitou nela, no sofá, no tapete… Sai correndo para pegar um pano, quando voltei, ela tinha vomitado mais um pouco.

Juro que essas horas você estar sozinha com duas crianças pequenas e não ter para quem gritar é desesperador. Não sabia se limpava tudo, se dava banho nela, se procurava um remédio… Respirei fundo e pensei; vamos em partes. Nisso a novela que eu queria tanto ver ficou na vontade.

A prioridade era a Bruna. Levei ela para o chuveiro, dei banho, lavei o cabelo, sequei e então ela deitou e dormiu no sofá enquanto eu limpava tudo e assistia a novela.

Dei um tempo para ver se ela não passava mal de novo e quase as 2 da manhã, levei ela para a cama dela e fui dormir.

As 4 da manhã ela como de costume veio para minha cama, onde já estava a Manu. Subiu, deitou, e então levantou chorando. Perguntei o que tinha acontecido e ela vomitou de novo. Na minha cama, comigo e a Manu junto.

Juro, comecei a chorar. De desespero mesmo.

Não vou contar cada passo dessa madrugada, mas vocês podem imaginar o que foi. Dormi ao todo 2 horas e ainda tive que me virar para limpar tudo.

Sábado as duas não estavam bem, tossindo, nariz escorrendo… decidi que ficaria em casa observando pois alguma virose estaria vindo com certeza. E quando elas estão assim, mesmo o pai se propondo a ficar, preciso estar do lado. Não ficaria tranquila de maneira alguma.

A noite de sábado para domingo não foi tão caótica. As duas tossiram muito, mas não vomitaram nem tiverem febre, então lucro total! Não dormi nada, mas foi por conta da tosse, e não por imprevistos ou perrengues.

Domingo acordaram bem, ainda com muita tosse. Mas fomos passear. Levei para o Haras do meu tio que é bem pertinho, e na hora do almoço o pai pegou e ficou até a noite.

Aproveitei para ficar jogada no sofá, ver televisão e me recompor. A casa estava um caos, mas sinceramente, nem me mexi para lavar a louça ou colocar as roupas na máquina. O que eu queria era ficar sem fazer absolutamente nada.

Quando elas chegaram dei banho e coloquei para dormir. Bastou meia hora para que começasse a tossir enlouquecidamente, e assim foram pela noite toda.

Hoje quando acordei pensei….” Calma Katia, o perrengue acabou, jaja as crianças estão na escola, vou trabalhar e a babá volta para dar uma ordem na casa” !

Preparei o leite delas, fiz a lancheira e vesti a Bruna com o uniforme todo amassado,  pois tirei da maquina e do jeito que estava ela vestiu. Quando fui vestir a Manu achei ela um pouco quente. Tirei a temperatura, estava febril… Não poderia ir para escola. Melhor rir para não chorar.

Coloquei ela no carro junto de pijama mesmo, e fomos levar a Bruna.

Quando cheguei em casa a babá estava de volta, era minha visão do paraíso!

Manu está em casa com febre, mas a vida retoma.

E como eu admiro essas mulheres que dão conta de tudo sem ajuda alguma, e ainda trabalham!

E vamos começar a semana pois no final sempre o  que interessa é que os nossos pequenos estejam bem de saúde! E torcer para que a febre da Manu seja apenas do resfriado…

Beijos

*K*

 

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21 setembro, 2015
Por Katia Ouang

De volta com um pouco de humor para começar a semana, hoje tem mais uma parte do “O que me deixa louca na maternidade”. Coisas que as meninas fazem com frequência e que me tiram do eixo. Algumas delas podem já ter aparecido em algum dos posts antigos, mas provavelmente me irritam tanto que eu preciso desabafar novamente!

Vou começar com a  TOP da lista e que não vejo muita solução ou luz ao final do  túnel:

– Acordarem muito cedo. Já tentei de tudo; deixar o quarto sem 1 fio de luz pela manhã, já coloquei para dormir bem mais tarde, já dei chá de camomila, não adianta. O reloginho das duas desperta sempre na mesma hora e nunca após as 7 da manhã. Durante a semana ok, mas aos finais de semana é de enlouquecer não?! Mas o ponto que mais me enlouquece é que quando uma delas acorda, já acorda a outra e começam a me puxar pedindo para eu fazer o Toddy, ligar a televisão, não há piedade com a mamãe aqui. Eu sou uma pessoa bem humorada, mas antes das 7 da manhã sou a pior pessoa do mundo.   Morro de inveja das minhas amigas que os filhos acordam as 10 da manhã. Que sonho!

– Colocar uniforme. Cada uma tem 1 vestidinho da escola, o resto são calças e camisetas. Agora tenta colocar vestido em uma e na outra não? Tenta explicar as 7 da manhã que o vestidinho de uma está lavando ou precisa passar?

– Cinto do carro. Entra ano, sai ano e esse continua uma das coisas que mais me irritam. Seja para por , para tirar e também porque elas tiram sozinhas para fazer malcriação. E a preguiça que é sair com duas crianças e ir parando em diversos lugares. Abre a porta de um lado, senta uma, coloca o cinto, dá a volta, abre a outra porta, coloca o outro cinto…. Juro que tenho muita preguiça desse processo todo… Fora que diariamente a Manu empaca na hora de descer e fica brincando de fugir por dentro do carro. Ela morre de rir, acha a maior diversão. Agora imaginem minha cara quando estou com pressa e ela não desce do carro?

– Secar o cabelo. Nenhuma das duas gosta de secar o cabelo com secador e tenho que travar uma  verdadeira batalha com elas. Gritam, choram, empurram o secador…. haja paciência!

– Elástico no cabelo. Nem todos os dias eu lavo o cabelo das meninas. Mas como o da Bruna é muito comprido, faço um coque com um elástico ( pois touca ela arranca). Só que ao sair do banho ela não pode esperar 1 minuto para tirar esse coque, e sempre arranca o elástico e solta o cabelo em cima das costas molhadas, nem espera eu secar

– Tralha no carro. Tudo bem que carro de mulher já é uma bagunça. Mais ainda carro de mulher com filhos. Mas vocês também tiram um saco gigante de lixo todo dia do carro? As meninas tem um poder de acumular tralhas que fico impressionada. Vão levando as coisas para o carro, desde brinquedinhos até canetinhas, lápis, e vai juntando tudo como se fosse um deposito.

– Sentar no chão de elevador . Não sei de onde elas aprenderam a sentar no chão do elevador de casa e não consigo  tirar essa mania delas. É só entrarem para correrem sentar cada uma em um canto. O pior é que fazem isso nos elevadores de shopping, lojas,…. uma mania super higiênica  #sqn !!!!

– Atrapalhar outras pessoas. Isso inclui abrir as cortinas de provadores em lojas e olhar por baixo ou pela fresta das portas de banheiros. Tudo bem que criança ama fazer isso, mas as “vitimas” não acham graça alguma nessas brincadeiras.

– Me deixar falar no telefone. Parece que elas tem um dispositivo que aciona quando eu digo alô e começam a me chamar, pedir alguma coisa, chorar… Nunca mais consegui falar ao telefone quando elas estão por perto.

– Não cumprimentar . Essa é uma das coisas que mais me irritam e me envergonham. Não consigo chegar ou sair de algum lugar sem ter que implorar para que elas cumprimentem as pessoas e digam tchau. Dar um beijinho então, esquece. E pior quando eu falo: Filha, vai dar um beijinho na amiga da mamãe… e elas saem correndo e nem olham para a pessoa. Não é por  falta de eu tentar ensinar a serem educadas, mas parece que isso ainda vai demorar um pouco….

 

E vocês, se identificam com alguma dessas situações? Aguardem que não parei por aqui….ainda teremos mais partes!

E quem quiser rever os outros posts desse tema: ParteI, Parte II e Parte III !

 

Beijos e boa semana!

*K*

 

 

 

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17 setembro, 2015
Por Katia Ouang

Juro que fiquei impressionada com a quantidade de e-mails que recebi após contar sobre a minha separação. Várias mães me pedindo para abordar mais o assunto, contar como tem sido minha vida e tudo que mudou nesse recomeço.

Não pensem que para mim é fácil falar sobre isso, mas percebi que o fato de não nos sentirmos as únicas a passar por uma situação dessas, ajuda bastante. E o carinho que recebo de volta de vocês, acaba sendo essencial nessa fase.

Por isso hoje vou citar algumas coisas que foram essenciais para eu conseguir atravessar a fase mais difícil, que é logo após a separação. É muita adaptação, mais até do que eu imaginava. E como me disse uma leitora separada e que foi a melhor frase até agora ” A vida não para para a gente se reerguer”.

E é verdade. Pelo menos para quem tem filhos, não há tempo para curtir um luto, uma depressão, um momento seu.

Não só porque os filhos nos consomem integralmente, mas também porque eles precisam de nós fortes. Os pais são o porto seguro dos filhos. Então como manter a estrutura de uma família se você está despedaçado por  dentro?

Mas acreditem, tiramos forças de onde nem acreditamos existir.

Minhas filhas me fazem sorrir, me fazem me sentir amada, me ocupam. E ter elas ao meu lado, foi o que me ajudou. Acredito que a logística de quem se separa sem filhos seja infinitamente mais fácil. Mas o vazio é muito maior, e é mais difícil ter forças para se reerguer.

Vou citar alguns pontos que foram essenciais para eu não cair em uma depressão. Era esse o meu medo, confesso. E Graças a Deus, trabalho todo dia essa vontade de ser feliz e não deixar a tristeza me derrubar.

– Mude sua vida! Nada de ficar vendo fotos do casamento, fotos de viagem, escutando a musica preferida do casal. Tire da frente o que possa trazer lembranças sofridas. Não da para apagar o passado. Mas dá para deixa-lo de lado por um tempo até o pior passar. Mude a rotina para algo diferente do que você fazia antes, vá a novos lugares, mude algumas coisas em casa…. Gosto de citar uma coisa boba mas que foi muito legal para mim… Em maio comprei um jogo de lençol novo em NY, bem diferente dos que eu tinha aqui. Me senti tão bem quando coloquei a primeira vez na minha cama  pois percebi que era algo só meu, que eu escolhi, que não me remetia nada do meu passado. Algo tão simples mas que me deu uma sensação ótima.

– Se ocupe! acreditem, preencher o dia com várias funções e atividades é o que ajuda a não pensar muito no que está acontecendo. Com isso os dias vão passando, a dor diminuindo e aos poucos a vida continua. Tenho a sorte de ter muita coisa para fazer no meu dia entre trabalho e funções de dona de casa e mãe. Os finais de semana no inicio foram bem difíceis para mim. Contei muito com o suporte emocional dos meus pais e passei grande parte dos sábados e domingos ao lado deles. Ficar em casa sozinha com elas não adiantaria nada e só me deixava pior.

– Se respeite! Não adianta tentar ser mulher maravilha, ninguém aguenta. Tem momentos que a gente se culpa por estar mal ou as vezes por estar até melhor do que imaginávamos. Respeite o que você sente. Que bom se você está bem,  e é super normal estar mal. Tente transformar os momentos difíceis em momentos , e não rotina. Nada como um dia após o outro. Já chorei por muitas noites sem perspectiva para o dia seguinte e quando acordei, fiz um acordo comigo mesma que seria um novo dia , e que todo dia pode acontecer algo de muito bom.

– Se cuide! Nessa fase não é hora para se largar, não ter vontade de se vestir, de se arrumar. É hora de cuidar, de malhar, de vestir uma roupa que você se sinta bem. Isso muda tudo. Se olhar no espelho e ainda não gostar do que vê na frente, isso ajuda a afundar bastante nosso humor.  Eu não sou “a esportista”, longe disso. Mas posso garantir que suar um pouco muda nosso astral. Por vários momentos de tristeza e angustia que eu não sabia o que fazer, desci na academia para pedalar um pouco e voltava nova.

– Poupe os filhos! Essa é a parte mais difícil. Como disfarçar na frente do seu filho que você não está nada bem? O primeiro dia que fiquei sozinha em casa só queria chorar. Me desesperei pensando, o que farei com essas meninas? pois era um sábado, eu estava sozinha com elas e com nenhuma vontade de passear ou brincar. A Bruna me viu chorando, e começou a chorar também. Isso me trouxe uma culpa tão grande que fiquei ainda pior. Prometi para mim mesma que além de toda a dificuldade que uma separação traz à todos, não queria me sentir mais culpada de causar tristeza nas minhas filhas. Elas precisam de mim forte e não tem culpa do que aconteceu. São pequenas, indefesas, eu sou sim responsável pelo bem estar delas. E foi a única vez que a Bruna me viu chorar.

– Converse! Principalmente com amigas e amigos que se separaram. Você vai se sentir amparada. Vai entender que é mais comum do que parece e que você não é tão fracassada assim por não ter conseguido manter um casamento. É uma fase nova, e só quem passa por isso consegue ajudar e dar uma força. É bacana ver quem esteve nessa situação e se reergueu.

– Aprenda a viver sozinha! Talvez o mais difícil para nós mulheres. Voltar a gostar de nós mesmas sem a presença de um homem ao lado é difícil. Principalmente porque não é tão simples ter um outro relacionamento e isso pode demorar um tempão para acontecer. Temos que aprender a curtir a vida sozinha, sem depender de ninguém. E que é possível sim reestruturar uma casa, uma família, uma rotina, sem a presença de um homem ao lado. Não é fácil, pois um homem sempre traz uma sensação de segurança e proteção a mulher. Mas infelizmente quanto mais dependemos, mais sofremos em uma separação.

Vou aos poucos falando sobre isso e citando o que considero que foi importante para mim.

Também peço desculpas se as vezes fico ausente do blog. Mas vocês podem imaginar que para escrever tenho que estar com uma cabeça boa e concentrada. E depois que me separei minhas funções dobraram por aqui, o trabalho na Paper K aumentou , e as meninas demandam uma atenção bem maior, festinha da Bru semana que vem…. O que foi bom para me ocupar, mas acabou me tirando um pouco do blog.

Nada que o tempo não resolva e espero que aos poucos eu retome a frequência que tinha há um tempo atrás!

E termino com esse texto que diz tudo!

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15 setembro, 2015
Por Katia Ouang

Sempre vejo nas redes sociais mães perguntando a outras com quantos anos desfraldou o filho, com quantos anos o filho andou, se ainda usa chupeta, mamadeira… Enfim, todas essas mudanças são marcos importantes na vida da criança, e que devem ter seu tempo e momento respeitados conforme seu desenvolvimento. E claro, sempre tem polêmicas, brigas, comparações e uma mãe se gabando da outra pois seu filho andou muito antes do da sua amiga, seu filho não usa chupeta, já come sozinho…

Eu sei bem quantas críticas recebo cada vez que a Bruna aparecia ou a Manu aparece com chupeta. ” Quando você vai tirar?”  ” Sabia que faz mal?” ” Vai entortar os dentes!”…  Sim gente, sei de tudo isso!

Aprendi que cada criança tem um desenvolvimento e a última coisa que podemos fazer é comparar. E que devemos aprender a observar e não forçar nada antes do tempo. Pois no final todos acabam passando por essas mudanças e lá na frente ninguém vai lembrar se foi com 1 ano, com 1 ano e 2 meses… nada disso  faz diferença.

E vou mostrar para vocês como as principais mudanças aconteceram diferente na vida de cada uma das meninas. Vou citar a as questões que considero as que mais geram dúvidas nas mães e qual é a média de tempo que essas mudanças ocorrem na vida de uma criança. Assim como dizer se é algo que podemos ajudar ou não.

 

-Engatinhar

Bruna: Engatinhou com 7 meses

Manu: engatinhou com 8 meses

Média: Por volta dos 6- 7 meses os bebês que já sentam sozinhos começam a arrastar e engatinhar. Mas não se preocupe se seu bebê não fez nada disso. Tem bebês que “pulam” essa etapa e andam direto. E essa é uma fase que podemos ajudar sim. O estimulo é muito importante para que o bebê ache sozinho uma maneira de se locomover. Deixar um brinquedo por perto é a melhor maneira de fazer o bebê tentar chegar nele.

 

 

 

 

Andar:

Bruna: Andou com 1 ano e 2 meses.  Foi soltando uma mão, depois a outra e dando os primeiros passos bem aos poucos até evoluir para sua independência.

Manu: Andou com 11 meses. Simplesmente levantou um dia e saiu andando.

Média: Já vi casos de crianças com 9 meses andando, mas isso não é comum. A maioria das crianças anda entre 1 ano e 18 meses. E essa é uma fase onde podemos estimular, mas não forçar. Nada de andadores ou aqueles cintos com alça para fazer a criança andar mais cedo. Minha dica é sempre que possível, deixar a criança descalça. É a melhor maneira de começar a dar firmeza, equilíbrio, segurança e fazer com que ela aprenda a pisar direitinho ( dica da minha ortopedista!) . Nada de tênis ou sapatos que não sejam confortáveis nessa fase !

 

 

 

Falar:

Bruna: Começou com palavrinhas por volta de 1 ano. Com 18 meses falava todas as palavras isoladas, e com 2 anos falava tudo. Sempre falou muito.

Manu: Também já falava tudo com 2 anos. É mais tímida, fala pouco na frente dos outros.

Média: Dizem que as mulheres desde cedo falam mais que os homens. E de certo modo vejo pelos filhos de parentes e amigas que os meninos costumam demorar mais para falar. Muitos com 2 anos falam só o básico. Mas lembrando que isso não é regra ta? entre 2 e 3 anos é quando todas as crianças aprimoram o vocabulário e soltam a língua. Anexei o vídeo acima de 1 ano atrás para mostrar as meninas tagarelando!

 

 

 

Desfralde:

Bruna: Começou o desfralde diurno com 2 anos e 3 meses.  Levou uns 2 meses até aprender o xixi e ainda usando fralda só para fazer cocô por mais 8 meses. Foi um período bem complicado.  O desfralde noturno começou com 4 anos e 2 meses, e foram 6 meses até que ela não fizesse mais xixi a noite.

Manu: Desfralde diurno com 2 anos e 5 meses, em 1 mês já tinha total controle de xixi e coco e raramente fez na calça. O desfralde noturno pretendo começar no próximo verão.

Média: O desfralde é uma das mudanças que mais mudam em cada criança. Tem uns que antes de 2 anos não usam mais fralda para nada, outros com quase 5 anos ainda usam para dormir. Tem que respeitar o tempo da criança e perceber os sinais que ela dá . Não adianta forçar um desfralde se a criança não está pronta. A média é tirar entre 2 e 3 anos a diurna. A noturna as vezes é mais difícil. Acredito que é um dos momentos onde a tranquilidade da mãe ajuda sim. Ansiedade e pouca paciência nessa fase podem retardar o desfralde. O dia em que você perceber que seu filho está dando sinais que está preparado e decidir que é hora de começar, não volte a trás e tenha toda a paciência do mundo.

 

 

 

Chupetas:

Bruna: Usou desde o dia que chegou em casa até o dia que fez 4 anos. Entre 3 e 4 anos foi onde se intensificou o vicio e quanto mais o tempo passava mais difícil ficava tirar. Até que um dia foi uma atitude radical mas tiramos definitivamente a chupeta ( veja post). Chorou 2 noites para dormir, depois nunca mais tocou no assunto.

Manuela: segue por exatamente o mesmo caminho. Como ela acabou de fazer 3 anos, meu limite também é deixar até os 4. Mas a partir desse natal já vou começar as tentativas de ser algo espontâneo dela.

Média: Não há media para isso. Chupetas tem mais malefícios do que benefícios. Sou super a favor nos 12 primeiros meses como uma segurança e um acalanto para o bebe. Depois disso o ideal é tirar o quanto antes. Sorte de alguns pais que a criança se manifesta sozinha

 

 

 

Mamadeiras:

Bruna : usou até 2 anos e então pedi para escolher na loja um copinho que ela quisesse para tirarmos de vez a mamadeira. Minha alegação foi de que o copo era muito mais bonito. A transição foi super tranquila e ela nunca mais pediu.

Manu: Logo após 1 ano acostumei a Manu a tomar seu leite no copinho que tivesse. Então algumas vezes era mamadeira, outras copo com o bico macio… então ela nunca foi viciada só na mamadeira. Também não trouxe problema algum nessa transição.

Minha opinião segue a mesma da chupeta pois os maleficio do bico da mamadeira são os mesmos. Não vejo problema algum se a criança toma leite só a noite na mamadeira porque gosta. Nem teria tanta pressa em tirar.

 

 

 

Adaptação na escola:

Bruna: Entrou com 2 anos e 4 meses e demorou 2 meses até ela chegar na porta e não chorar mais. Foi um processo bem difícil pois ela já era maior e entendia bem mais.

Manu: Entrou com 2 anos e 5 meses, demorou 3 dias a adaptação. No 4o ela entrou e nem olhou para trás.

Média: Adaptação na escola depende sim muito da nossa persistência e vontade. Não dá para tentar adaptar um filho se nós não estamos seguras. E isso não tem idade. Pois é difícil para uma mãe deixar um filho seja ele com 6 meses , ou dois anos. E cada criança reage de um jeito. Passar segurança para eles é o principal para que a adaptação aconteça mais rápido e sem grandes traumas.

 

 

 

 

Transição do berço para cama

Antes de resumir como foi para cada uma delas, queria dizer que de longe foi uma das mudanças mais desafiadoras para mim. Mesmo porque é um processo que eu ainda passo ,não consegui resolver, e acabei recorrendo a cama compartilhada.

Bruna: Nunca tentou pular a grade e dormiu no berço até 3 anos. Fizemos a transição pois ela decidiu que não queria mais dormir lá. Desde então ( há quase 2 anos), esse processo de tentar fazê-la dormir na sua própria cama é algo frustrante. Dou 1 passo para frente, e dois para trás.

Manu: Tentou pular e chegou a cair algumas vezes do berço. Com 2 anos e 6 meses passei ela para a cama e desde então, também não quer dormir sozinha de jeito nenhum.

Média: Tem crianças que saem do berço antes de 1 ano. Tem crianças que saem mais tarde pois gostam do seu cantinho. Mas dormir no berço ou na cama não é algo que tenha que ter pressa em acontecer. Mesmo porque não trará nenhuma consequência para a criança. Mas pelo que passei com as meninas, se eu soubesse teria tirado elas bem antes. Quando a criança ainda não tem noção de muito coisa e você consegue acostumar a dormir no mesmo lugar.

 

Todos esses assuntos já foram super abordados por aqui, basta procurar na busca!

E vocês, qual mudança consideram um grande desafio?

No próximo post vou falar das mudanças na vida da mãe!

 

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8 setembro, 2015
Por Katia Ouang

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Semana passada a minha amiga Ale Garattoni , publicou um post sobre exposição dos filhos na internet.

Dias antes ela me convidou para participar da reportagem. E pela primeira vez em anos com blog, eu me perdi nas respostas e não consegui montar um texto que mostrasse meu ponto de vista.

Esse é um assunto que muitas pessoas me questionam. Não só leitoras mas também amigos e familiares.

Sempre penso milhares de vezes sobre publicar ou não o que vem acontecendo na minha vida e na vida das meninas. Digo isso por mim, que sou 100% responsável sobre o que falo a meu respeito. Mas é uma carga enorme ser responsável por mais duas pessoas, que ainda não tem como opinar ou decidir sobre nada. Será que lá na frente elas vão se incomodar por eu ter exposto tanto nossa história?

Por isso sempre tento ser o mais pé no chão possível, com coerência e responsabilidade. Mostro o lado bom e o lado real. E não há nada aqui que elas possam se envergonhar lá na frente, nada que não sejam situações que todas as famílias passam e que muitas vezes, não tem coragem de abrir.

A maternidade tem lados muito divergentes. O do amor incondicional e que nos transforma, mas também o lado difícil da doação, das inseguranças e da dificuldade em educar.

Nunca tive a intenção de usar minhas filhas para ganhar audiência ou para vender um produto. Muito pelo contrário.

O blog existe há quase 8 anos. E nesses anos todos a introdução de textos em primeira pessoa, as cenas da minha vida e dos meus relatos, foram acontecendo muito naturalmente, conforme eu sentisse o que realmente as pessoas gostariam de ouvir. Nunca foi pensando, programado ou algo parecido.  Cada blog vai criando o seu contexto conforme o retorno do seu público.

Mostro o lado difícil de ser mãe, mas também mostro a realização de poder sentir o maior amor do mundo.

Aqui é praticamente um diário da minha vida.

Se tenho muitas fotos minha e delas por aí? Sim, deve ter centenas delas entre blog, facebook e instagram.

Mas daí a expor ou não um filho. Não existe meio termo. Basta ter 1 foto em alguma rede social para que ela possa ser compartilhada milhares de vezes. Hoje as informações correm muito rápido. Ou você nunca publica nada, 1 foto sequer, ou tanto faz quantas fotos e a frequência que você publique. Quem quer ter acesso, sempre terá. Com 1 ou com 1000 fotos.

Acho que ainda estamos em uma fase de transição e de dúvidas sobre essa questão. Mas tenho certeza absoluta que daqui 5 anos, ou menos, nem usaremos mais essa palavra “expor”. Será algo tão natural que fará parte da vida de todos que estão nas redes sociais.

De tudo isso só tenho uma certeza, a de que tento sempre evitar fotos delas em situações onde elas possam se incomodar quando forem maiores. Cenas bobas,  mas que vocês não imaginam o quanto penso antes de publicar. Como uma vez que achei a cena mais fofa do mundo a Manu sentada em um piniquinho lendo um livro. Pensei assim; Será que um dia os amiguinhos dela vão olhar essa foto e achar engraçado ou tirar sarro dela, o tão falado bulling?

Mesmo assim, muito do que publico e não vejo nenhum problema, pode sim causar algum contra tempo para elas lá na frente. Para elas e para milhares de crianças da nossa geração onde os pais acharam nas redes sociais, uma maneira de mostrarem seus filhos com o maior orgulho, mostrar cada conquista, mostrar o primeiro aniversário, os primeiros passos, o primeiro corte de cabelo.

Sinceramente, não vejo mal algum nisso.

Fico feliz que o retorno do meu público sempre foi com todo o carinho e respeito , mais até do que eu imaginava receber. Pessoas que nunca me viram mas que adoram as meninas, elogiam as fotos delas , as festinhas que faço em casa, meus passeios aos finais de semana…

Espero que continue sempre assim.

E vamos começar a semana !

Beijos

*K*

 

 

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31 agosto, 2015
Por Katia Ouang

Quero começar a semana me desculpando pela redução dos posts por aqui. Tem dias  que não dou conta de resolver tudo, aumentam os pedidos da minha empresa de papelaria, filho fica doente… aí sentar, se concentrar para escrever um texto, corrigir, editar, acaba que nunca dá certo se não fizer com calma e atenção.

Nem sempre conseguimos ser mulher maravilha e dar conta de tudo. E blog tem dessas, tem semanas que tenho vários assuntos para falar, outras nem tanto. E assim vamos.

Mas vamos ver se essa semana consigo me organizar melhor e retomar a rotina dos posts!

Vou começar com o “Diário de Final de Semana”!

Sábado cedo fomos correndo para o Shopping Jardim Sul aproveitar o último final de semana com o espaço da Frozen e do Homem Aranha. Tanto falaram de lá que eu estava em uma super expectativa. Mas como sempre, no final, não era nada de especial. Acho que o  Jardim Sul sempre faz espaços kids temporários bacana, mas é muito mais cenário do que atividades mesmo.

No Espaço Frozen a idéia é vestir as meninas de Anna e Elsa e quem quiser, pode cantar “let it go” em um mini estúdio e gravar um cd.

Capturas de tela96

As meninas não quiseram então só se fantasiaram. Tinham mesas para colorir e jogar memória, nada muito empolgante.

Do lado oposto a atração para os meninos, o Homem Aranha, tinha um pouco mais de atrativos para elas que subiram 20 mil vezes para escorregar e passaram pelos elásticos que simulavam a teia de aranha algumas (muitas vezes!). E no final é disso que elas gostam:

Passeamos um pouco pelo Shopping e fomos até a PB Kids para a Bruna escolher o que gostaria de ganhar de aniversário. Passamos um bom tempo na loja e no final o que ela mais se interessou foi um kit de pintura com canetinhas e tinta. Ufa, melhor para mim. Temos que aproveitar enquanto nossos filhos gostam das coisas mais simples. E provavelmente é isso que irei comprar já que sei o quanto ela gosta de desenhar e pintar.

Ainda faltava um tempo para o almoço então na falta do que fazer, fomos passear pela Cobasi. Acreditem, está aí um programa de graça, que toda criança ama. Aos sábados costuma ter uma mini feira de adoção de cães e gatos, elas amam! Que criança não gosta de ver um cachorrinho ou gatinho não? Elas passam um tempão olhando e dando carinho. E no fundo da loja tem dezenas de peixinhos, passarinhos, periquitos, coelhos, ramster… Fora os cachorros que vão com os donos passear pela loja que sempre chamam atenção. Além disso tem a parte de plantas e coisas para jardim que elas também adoram olhar.

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Voltamos para casa e já estava exausta. Não é mole ficar sozinha com 2 crianças e administrar toda a logística. Só para por e tirar do carro a cada parada nesses lugares já vai todo um processo!

Lembrei que não tinha deixado nada pronto para o almoço. Então vamos de macarrão mesmo! As duas comeram sozinhas enquanto eu dava uma ordem na casa e a Bru ficou toda orgulhosa que raspou o prato!

Captura de tela inteira 31082015 105541

Ficamos um pouco em casa vendo filminho, dei um banho nelas e saímos de novo.

Dessa vez para o Shopping JK para o Food Truck Kids Festival . Quando chegamos estava tendo um teatrinho de fantoches, mas estava bem cheio. Então fomos tomar um sorvete em um dos mini caminhões de comidinhas.

Logo em seguida começou um show com uma banda bem bacana. Ficamos por lá curtindo e depois as meninas fizeram ateliê de massinha e de bonecos com embalagem de Danoninho.

Capturas de tela94

 

Saimos de lá já era noite. E então elas pediram para dormir no pai.

Fomos para casa, montei uma mochila para cada uma e o pai veio buscar.

 

Lá foram elas felizes da vida, nem deram bola para mim.

Foi uma mistura de tristeza e alegria. Pois sempre que elas vão, meu coração se despedaça. Por outro lado, foram super bem, se divertindo e é só isso que importa. Quero que elas estejam felizes acima de qualquer coisa.

Entrei em casa e novo aquele vazio, silêncio…  Não havia programado nada pois a principio elas dormiriam comigo.

Fui então para a casa dos meus pais curtir eles um pouco e ser mimada. Ainda não me acostumei a ficar totalmente sozinha. Então tem vezes que acho ótimo, mas tem vezes que o que eu quero mesmo é sentir que tem alguém por perto.

Acabei dormindo por lá. Dormi cedo, acordei cedo, mas dormi 9 horas seguidas. Praticamente uma eternidade!

Aí sim voltei para casa e pude curtir os poucos momentos de paz e liberdade. Fiz meu café da manhã prolongado, sentei para trabalhar um pouco e desci para a piscina.

Há quanto tempo eu não ficava em uma piscina com fone de ouvido e deitada para tomar sol!!! Frequentar a piscina, isso sim. Mas poder desfrutá-la em um domingo de sol…não me lembro qual foi a ultima vez. Pois só quem é mãe sabe o que é não piscar os olhos com criança perto de água.

Captura de tela inteira 31082015 105458

Passei a tarde na piscina na santa paz. Li revista, tomei sol, escutei música… Que bem isso faz!

Fui almoçar quase as 5 da tarde !

Trabalhei mais um pouco e esperei elas chegarem! Estavam exaustas, pois não pararam sábado o dia todo e domingo também!

Fomos dormir as 3 juntinhas na minha cama. Elas capotaram as 8 da noite, eu fui  tomar um banho, jantar , ver tv e só dormir mais tarde pois estava completamente sem sono devido à noite anterior que descansei muito.

E vamos começar a semana!

Beijão

*K*

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24 agosto, 2015
Por Katia Ouang

Sempre penso o quanto as pessoas só falam sobre o lado bom de ser mãe. Sim, ele é maravilhoso.

Mas não consigo entender porque as dificuldades são tão pouco faladas.

Não sei se as mulheres tem medo, vergonha ou até uma sensação de derrota se contarem o lado onde nem tudo são flores e que mãe chora muitas vezes por não saber o que fazer.

Engraçado que antes da Bruna nascer eu só pensava em como iria cuidar de um recém nascido…. Para mim era essa a maior dificuldade já que as pessoas próximas só falavam nas tais noites de sono que eu nunca mais teria.

Só que essa fase passa em um piscar de olhos. E sinceramente, não tenho nenhuma recordação muito “traumática” dessa adaptação. Exceto pelos primeiros dias pós cesárea que são um pouco chatinhos.

Difícil  mesmo é educar, tarefa árdua e sem prazo para terminar.

Por isso hoje vou citar quais são as maiores dificuldades que enfrentei e que enfrento desde que me tornei mãe e que raramente são comentadas.

 

Breastfeeding Benefits

1) Amamentação: Ok, já passou, amamentei as duas até 8 meses e exclusivamente no peito ate os 6. Mas não consigo por nenhum momento me esquecer o que enfrentei na minha primeira experiência com a Bruna. Nunca sofri tanto, senti tanta dor e chorei como nos 2 primeiros meses. Onde estava aquela cena lúdica e linda que tanto pintam de uma mãe amamentando um filho?

Eu só pensava assim; Por que ninguém me avisou que o leite “desce” alguns dias após o parto , e que de repente você não vai saber o que fazer como eu, e seu peito esquenta, empedra, cresce mais 2 tamanhos, nenhum sutiã serve…

Por que ninguém me avisou que para quem tem muito leite tirar na bomba aumenta ainda mais a produção?

Por que ninguém me avisou que seu bico pode sangrar por dias ?

Por que ninguém me avisou que mastite é tão comum acontecer mas que na hora você acha que vai morrer com quase 40 graus de febre e seu seio pegando fogo?

Enfim, quem me acompanha sabe que essas não foram nem metade das dificuldades que passei. E que antes de nascer a Manu, me informei e me preparei para passar por tudo de novo. Mas sabendo como agir, como me manter calma e como lidar com essas dificuldades. Foi difícil também, mas bem menos traumático.

E o que eu passei, metade das mulheres passam . Sorte e abençoadas as que passam pela amamentação sem nenhuma dificuldade.

Até aí tudo bem. Mas como saber disso antes pode ajudar?

Pode preparar a pessoas para os possíveis desafios e ensinar como lidar com eles ou a quem recorrer em caso de dificuldade. Acho importante saber que é comum acontecer . Pois acreditem, boa parte dos casos de depressão pós parto, o “Baby Blues”, ocorrem por causa das mudanças que a amamentação traz na vida da mulher e que muitas vezes além de vir com um monte de dúvidas e inseguranças, pode frustrar a mulher que não consegue amamentar do jeito que ela acreditava que seria.

Lado A: Sofri, chorei mas não me arrependo de nada e faria tudo de novo.  Adorei a sensação de ver minhas filhas crescendo só com o leite do peito. Até hoje me surpreendo como nosso corpo consegue produzir um alimento tão rico. Vocês não acham isso uma loucura?

Fora a relação e o contato único entre mãe e bebê que a amamentação possibilita.  Sou defensora da amamentação sim, mas dentro dos limites de cada mulher. Sejam físicos ou emocionais!

 

 

2) Noites Mal Dormidas: Sim, esse é um tópico bem falado por aí. Quem nunca ouviu “ Durma bem agora pois depois que o bebê nascer você não vai mais dormir por um bom tempo “ .

Por um bom tempo? Ou quem sabe não seria; Você não vai mais dormir!

Juro que eu me preparei paras os primeiros meses sabendo que não seria fácil. Mas nunca imaginei que isso não teria data para terminar.

Não temos a mínima idéia que depois que temos um filho acordamos a cada movimento deles, a cada espirro, a cada barulho no berço. Depois vem a fase que acordam, vem para nossa cama, escapa xixi ou precisa ir ao banheiro , tem pesadelos….

Dormimos com um olho aberto e outro fechado. Sempre.

E hoje, após quase 5 anos como mãe, não consegui ainda me adaptar às noites mal dormidas.  Foram pouquíssimas vezes que relaxei em uma noite de sono e essas poucas, eu não estava em casa com elas.

Lado A:  Não sei muito bem se tem o lado A dormir pouco, mas apesar de ser complicado, a gente também acaba se adaptando. A velha história: O que não tem remédio, remediado está!

 

3) Terrible Two: E por que não Three, Four, Five…  O desafio  inicia a partir do momento em que seu filho começa a ter vontade própria e reage ao ser contrariado ou quando quer muito alguma coisa.

E aí respira fundo, conta até 10, 20, 30…. e tente entender que um filho pode sim te levar as raias da loucura. E que você não será uma péssima mãe se gritar, chorar e querer sumir naquele momento.

Ninguém conta o quanto é difícil colocar “ordem na casa” e ninguém conta que somos capazes de fazer qualquer coisa para um filho parar com uma birra.

Lembro que uma vez uma das minhas melhores amigas estava comigo no shopping. Ela com o filho de 7 anos, eu com a Bruna, com 3 na época. A Bruna teve um surto de se jogar no chão e gritar pois queria um pirulito e eu disse que não ia comprar. Eu me virei para a minha amiga e disse: eu não sei mais o que fazer com ela, é muito mal educada, não aguento esses chiliques….

Minha amiga me disse: Não aguenta? Espera ver o dia que você disser não e seu filho reagir dizendo: Mamãe, você é uma chata, eu não gosto de você! E imagine quando chegar na adolescência…. Meu Deus!

Por que sim, até a criança mais educada, filha de um casal de família Doriana, cheios de bons costumes e postura, vai um dia desafiar a mãe com palavras que magoam. Faz parte.

E cabe a nós aprender a lidar e educar para que isso não se repita.

Lado A: Educar é um aprendizado eterno e faz com que nós mães evoluímos a cada dia. Eu mesma já percebi maneiras diferentes de acalmar uma birra, depois de várias tentativas frustradas e desanimadoras.

 

 

4) Ver o filho sofrer. Seja por uma frustração, uma perda, uma febre ou  uma dor física. Qualquer coisa que não esteja bem com o nosso filho, parece que dói igual na gente.

E para isso nunca estamos preparadas.

Não é fácil lidar com o sofrimento de um filho, pois temos que ser fortes para apoiar, proteger, mas ao mesmo tempo  ensinar que nem sempre a vida é feita de momentos bons.

Envelheci alguns anos em cada internação da Manu, em cada febre alta delas e principalmente agora, após minha separação, perco um pedaço de mim cada vez que a Bruna sofre ( pois a Manu não sentiu  tanto), cada vez que ela chora, cada foto que ela ve e as lagrimas escorrem do rosto.

Ninguém contou que seria tão difícil lidar com isso.

Lado A:  Descobrimos uma pessoa muito mais forte do que imaginamos ser . E conforme o tempo passa, o filho cresce, nos tornamos cada vez menos egoístas e descobrimos o que é viver de verdade para um filho. A ponto de deixar de lado nosso sofrimento ou momento ruim para pensar só neles.

 

5) Culpa. A eterna culpa. Clichê ou não, acredito que uma mãe que se preocupe de verdade com seus filhos, sempre terá seu momento de culpa. Tudo é sempre motivo para nos questionarmos se estamos fazendo da maneira correta.

Muitas vezes sonho com um pouco mais de tempo para mim, e quando tenho, me culpo por achar que deveria estar com elas;

Muitas vezes não vejo a hora delas dormirem, mas em seguida, estou louca para que elas acordem;

Muitas vezes eu superprotejo elas, e depois me culpo achando que ficarão inseguras;

E assim vai…

E é claro, toda a culpa que um término de casamento traz na cabecinha delas.

Lado A: Não sei se esse sentimento ameniza com o passar dos anos, acho que não. Faz parte da maternidade , faz parte do nosso instinto querer sempre fazer da melhor maneira.

 

Mesmo com tudo isso, continuo dizendo que não existe nada melhor nessa vida do que receber o amor de um filho!

 

 

E vocês, o que sentiram dificuldade na vida de mãe?!

 

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10 agosto, 2015
Por Katia Ouang

Já há algum tempo venho pensando sobre esse tema e aproveitei o Dia dos Pais  para poder me inspirar e falar um pouco do perfil do novo pai; aquele que participa e que põe a mão na massa de verdade.

Um pai que faz parte das mudanças que vem acontecendo nas ultimas décadas; mulheres trabalhando cada vez mais, colocando dinheiro em casa, sem tempo para nada, e que no fundo  também precisam de uma colaboração maior.

Somado a isso a mão de obra de funcionários domésticos que está se tornando cada vez menos acessível e disponível, e também uma sociedade menos preconceituosa que unifica as responsabilidades; não tem mais a função da mãe ou do pai.

Esses motivos por si só já moldam um novo perfil de pai.

Mas de um tempo para cá tenho focado em entender um pouco mais sobre um grupo de homens que nunca havia reparado (claro , devido ao meu contexto) mas que merecem todo o meu respeito; os pais separados. Com a grande quantidade de divórcios e casamentos desfeitos, algo que não acontecia com tanta frequência há alguns anos , existe uma geração de homens que não tem mais a mulher ao lado e tem que participar ativamente na vida dos filhos. E sinceramente, não deve ser fácil.

Homens separados ou até mesmo viúvos, tem que encarar a jornada sozinhos… dão banho,  alimentam, trocam roupa, educam ,brincam… e passam a viver o papel de mãe também.

Ponto para eles! Serão mais evoluidos, mais sensíveis, e e muito mais bem resolvidos.

E quem sai lucrando nisso tudo? Os filhos dessa nova geração! Que apesar da separação, conseguem ter o maior amor do mundo dos dois lados. Que podem se sentir seguros com a mãe e com o pai.

Isso tudo para dizer que não me arrependo de um dia sequer que deixei o pai das meninas colocar a fralda ao contrário, esquecer de secar o cabelo, de pegar uma recém nascida sem uma fraldinha no ombro ou com a roupa que veio da rua, de dar a comida muito quente ou muito fria ou de vestir uma roupa que não estava combinando. O importante é deixar fazer.

Mãe é sempre mãe. Mas o pai  é o condutor do seu papel conforme suas vontades, seus instintos, seu dom e sim, seu contexto. Quem me acompanha aqui sabe que sempre fui a favor de incentivar o homem a participar de tudo, desde o dia que o bebê chega em casa. O homem não tem o instinto que nós temos, não tem o vinculo afetivo e muito menos a doação de uma mãe. Mas o convívio pode sim fazer com que ele seja um pai mais do que presente.

Se nós mulheres somos responsáveis por um pai ser mais ou menos participativo? Acredito que sim. Além de todos os motivos que já citei  que ajudam a moldar esse novo perfil de homem, acho que podemos sim dar uma forcinha mais.

Muitas mulheres reclamam que seus maridos não ajudam em nada, que nunca trocaram uma fralda sequer… Mas nenhum homem vai se oferecer para tal função se isso não for natural no seu dia a dia.  Saber que tem a mulher para fazer tudo, acomoda o homem. Imagine então para quem tem babá 7 dias da semana. Não quero causar polêmica, criticar quem tem ou não tem babá, ou muito menos desmerecer os pais que não põe tanto a mão na massa porque trabalham demais. Quero apenas ressaltar a importância de delegar funções, sem que isso seja uma exigência. Na relação pai e filho o que importa é a qualidade do tempo que passam juntos e não a quantidade.

Porque um pai mesmo que tenha trabalhado o dia todo, mesmo que tenha babá, não pode chegar em casa e dar um banho em um filho?

Porque um pai não pode levar uma filha no banheiro só porque é menina , ou mesmo pentear e prender seu cabelo?

São alguns minutinhos que não mudam em nada a vida do homem, mas que fortalecem as relações afetivas.

E as crianças precisam disso.

E é essa uma das seguranças que tenho hoje. Que em meio às dificuldades e dores que uma separação traz, sei que não estou sozinha na criação delas. Independente de terem os pais juntos, minha filhas tem um pai presente e participativo. Um pai que se vira nos 30, como nós mães, e que elas possam se sentir seguras desde a hora que acordam, até a hora que vão dormir. Pois sabem que ele estará lá, fazendo como a mamãe faz, e talvez até melhor.

Assim como mesmo não tendo mais uma presença masculina em casa, eu faço de tudo para que elas se sintam protegidas  com uma estrutura de valores e muito respeito.

Fica o pensamento da semana, para nunca deixarem de incentivar esse relacionamento pai e filho. Posso garantir que vale a pena.

E meu Feliz Dia dos Pais esse ano vai especialmente para esses pais que hoje sabem que não existe mais o papel do homem ou da mulher, e que todos estão juntos na função de educar, criar , e proteger um filho.

Beijos e Boa Semana!

*K*

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( foto Rachel Guedes – Projeto Familia)

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