30 junho, 2014
Por Katia Ouang

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O que eu mais vejo desde que me tornei mãe são mulheres abdicando de seus empregos em função de se dedicarem 100% a maternidade.

A curto prazo nenhuma delas se arrepende, mas a longo prazo começam a questionar até onde vale a pena. Pois sair de uma carreira e retornar anos depois, é algo bem complicado. E no final toda mulher que trabalha acaba sentindo falta de ter uma ocupação profissional.

Claro que o sonho de toda mulher que se torna mãe é achar um caminho para trabalhar em casa e continuar perto do seu filho por tempo integral. Os e-mails que mais recebo depois de dicas sobre rotina com recém nascidos, são de mulheres me pedindo dicas em como começar um negócio de casa.

E é sobre isso que vou falar no post de hoje. Vou dividir o tema em “Home Office” em 3 partes;  rotina de trabalho, o relacionamento com os filhos, e o meu próprio negócio.

Eu tinha um emprego antes da Bruna nascer. E quando venceu a licença fui mais uma das milhares de mulheres que não tiveram coragem e nem vontade de voltar ao emprego. Eu ainda amamentava, não pensava em parar tão cedo, não queria ficar longe da Bruna e não me imaginava deixando ela tão pequena em uma escola ou com uma babá.

Trabalhar em esquema Home office foi uma possibilidade que pensei para tentar ter sucesso e tornar lucrativa alguma das atividades que eu gostava ou sabia fazer bem.

Me dei um prazo para conseguir ter um retorno financeiro. E em comum acordo com o meu marido combinamos que se não desse certo, eu voltaria a procurar um emprego e todos os benefícios que ser funcionária possibilitam financeiramente e profissionalmente. Esse prazo seria o tempo que eu conseguisse viver com o dinheiro que tinha para receber do meu ultimo emprego.

A partir desse dia me empenhei em conseguir realizar algumas metas e nunca considerei o trabalho Home Office menos sério que o de funcionária. Pois hoje muitos trabalhos informais se tornam tão ou até mais lucrativos que os tradicionais. Basta acreditar que tudo que está por trás de um produto ou serviço tem que ser levado a sério desde o princípio. Mas acreditem, trabalhar em casa pode parecer a situação ideal mas muitas vezes é enlouquecedor. Tem dias que sinto saudades de trabalhar fora. Como tudo na vida tem seus prós e contras.

Por isso vou citar alguns pontos que considero importantes para obter sucesso nas atividades que me propus a fazer. Seja o blog ou a marca de papelaria que lancei pelo instagram ( @paperkpapelaria), e que ainda vou falar sobre isso com mais detalhes por aqui.

Aprenda a trabalhar com a casa funcionando. Criança gritando, panela de pressão apitando, interfone… Por aqui nada para para eu poder trabalhar. Não tenho um quarto a mais em casa para me fechar e deixar a vida correr do lado de fora,  então meu escritório é uma mesa em um canto da minha sala. E muitas vezes para conseguir falar ao telefone eu desço no térreo onde consigo que não me interrompam. Pois nenhum cliente ou fornecedor merece ter uma conversa com criança chorando, barulho de filminho da Peppa ou escutando você tomar seu café da manhã.

– Organize seu dia. A melhor maneira de conseguir organizar as atividades é planejar no dia anterior. Assim, mesmo que você conte com imprevistos, já sabe quais são as atividades prioritárias e se dedique a elas antes de passar para uma próxima. Eu recebo muitos e-mails por dia, seja do blog ou papelaria. Mas muitos dias não consigo responder a todos  por ter outras atividades para fazer. Então a minha prioridade é sempre terminar o que já está em andamento evitando acumular trabalho para depois. Também acho fundamental organizar as tarefas de casa como ir ao mercado, ligar para o açougue, farmácia, etc em horários diferentes das funções de trabalho. Separar partes do dia para cada função tem dado certo para mim.

Disciplina. Essa é sempre a palavra do sucesso para quem quer conseguir trabalhar em casa. Acorde, tire o pijama e leve o dia a sério. Não é porque você não tem um escritório que pode tirar um cochilo depois do almoço, atacar a geladeira sempre que der fome ou deitar na cama com o laptop no colo pois está frio e o edredon é melhor que uma cadeira. Fuja de tudo que possa dar preguiça ou de tudo que você não faria se trabalhasse ao lado de outras pessoas.

– Foco. Não queira fazer 1 milhão de coisas ao mesmo tempo. Busque desenvolver uma atividade que você já tenha experiência, ou talento, e invista nisso. Atirar para todos os lados e ver qual acertará primeiro, não dá certo. A chance de dar certo algo que você se dedique exclusivamente é maior do que pequenas tentativas.

– Entenda o seu público. Esse é um dos itens mais importantes no mercado de hoje onde vários trabalhos informais tem surgido e se tornado rentáveis. Em meio à milhares de seguidores e redes sociais, entenda o que os compradores do seu produtos ou usuários dos seus serviços necessitam e esperam de você.

– Seja profissional. Cumpra prazos com qualidade, sempre. Não prometa o que você não consiga cumprir. Principalmente quando se trabalha de casa. Eu sei bem como a vida muda com a chegada dos filhos. E principalmente com a Papelaria, calculo os prazos contando com filhas que ficam doentes e que me impedem de ir às gráficas, feriados, trânsito, enfim. Cumprir o combinado e até mesmo surpreender os clientes com algo diferenciado e que não esperavam, só conta pontos a favor.

– Esqueça férias e feriados. Muitas vezes para conseguir lucrar ou mesmo atingir suas metas financeiras, não tem como associar os finais de semana ou feriados ao descanso comum à empregos tradicionais. Eu me viro em mil, mas todo sábado e domingo eu tento achar algum tempo no meu dia, mesmo sendo após as crianças dormirem, para finalizar os trabalhos , redigir textos, embalar, desenhar, criar…

Hoje eu não associo sucesso profissional necessariamente a remuneração. Pois me sinto muito mais realizada agora do que há alguns anos atrás ganhando muito mais. E tenho um orgulho enorme do que ganho com o meu trabalho pois foi algo que construi sozinha, sem depender de ninguém, em prol de ficar perto das minhas filhas. Então esse dinheiro tem um valor enorme para mim. Mesmo estando bem longe do que eu de fato gostaria de ganhar.

Tudo tem seu lado bom e não tão bom assim. Trabalhar sozinha em casa tem um limite que você consegue alcançar para atender bem com seu produto ou serviço. Não consigo crescer e ganhar mais nesse momento pois para isso vou precisar de pessoas me ajudando.

Além disso temos que nos adaptar a todas as “interferências” do ambiente caseiro. Como hoje que tenho que montar um texto para um cliente e começou uma obra no andar de cima, a Bruna entrou em férias, babá não apareceu , geladeira vazia,enfim… Como tudo na maternidade, nem sempre é um mar de rosas como possa parecer.

Mas essa foi a maneira que encontrei de poder ganhar meu dinheiro, ajudar em casa e ainda me realizar como mãe e profissional.

E vocês, como ficou esse lado após a maternidade?

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2 junho, 2014
Por Katia Ouang

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Ontem quando publiquei no instagram que estava acordada desde as 5 da manhã, me senti amparada quando mais de 30 mães responderam na hora que estavam na mesma situação.

Sim, ser mãe é maravilhoso, um amor incondicional. Mas eu pessoalmente não acho graça nenhuma nem nas minhas próprias filhas em um domingo as 5 horas da manhã. Meu Deus, que mau humor! É um exercício de paciência que até hoje não me acostumei. Ainda mais vindo de 1 semana mal dormida pois as duas tossiram quase todas as noites.

Por isso vou contar como foi minha manhã até meu marido acordar. Como pode ser intenso algumas horas com 2 crianças quando você está irritada e sem dormir.

 

Estava eu no meu sono profundo na minha cama quentinha e então a Manu começa a chorar enlouquecidamente, chamando “papai”mamãe” e até a “buna“. Sempre deixo chorar um pouco pois na maioria das vezes ela volta a dormir. Mas dessa vez ela berrava mesmo. Deve ter tido algum pesadelo, e nessa fase a criança se assusta mesmo.

Fui até la, trouxe ela para minha cama , afinal onde dormem 3, podem dormir 4 ! Mas impossível, ela já tinha despertado completamente.

Olhei no celular, 5:07 da manhã!

Peguei a Manu e fomos para a sala. Estava escuro ainda. Ai que preguiça…

Pensei; vou pegar um cobertor, meu travesseiro e deito no sofá enquanto a Manu fica jogando no Ipad ( ela é viciada!) eu durmo um pouquinho. Ela ficou quietinha de fato. E quando comecei a pegar no sono ela olha para mime fala : “Mamãe, cocô, eca!” E quando ela fala isso, não fica 1 minuto com a fralda.

Levantei do sofá me arrastando e lá fomos trocar a fralda. Tira toda a roupa dela, o macacão, lava o bumbum no bidê, uma guerra para vestir de novo e então voltamos para a sala.

Dei o Ipad, ela sossegou na hora, e então resolvi tentar dormir mais um pouco. Mais uma vez quase pegando no sono; “Mamãe, e o leite da Manu?!” Eu disse: Manu, espera um pouquinho, mamãe vai descansar 1 minutinho e já pega tá?! ” Na hora ela começa a chorar: “Mamãe, leiteeeeeeeeeeeeeeee” !  Levantei, fui até a cozinha, e a louça do dia anterior transbordando na pia, nenhuma mamadeira limpa…. Lavei , preparei o leite e dei para ela.

De novo eu quase pegando no sono e chega a Bruna, aos prantos, pois acordou e não me viu na cama! Eu falei; Bru vem aqui com a mamãe, vamos ficar quietinha debaixo do cobertor! E então; “Mamãe, quero leite“!!!! . Olhei no relógio;6 da manhã. Ainda.

Como eu desejei uma babá nessa hora….

Fiz o leite, dei para ela e sentei de novo no sofá. E então a Manuela: Mamãe, nariz! E o nariz dela escorrendo.

Levanta, pega papel, limpa o nariz.

Desisti de dormir e já morrendo de fome resolvi tomar meu café da manhã.

Coloquei um filminho na TV para elas e fui arrumar a mesa.

Sentei , coloquei um pão no forninho e assim que fui comer ; “ Mamãe, cocô” . Dessa vez a Bruna.

Aí tira o macacão, leva no banheiro, limpa, lava o bumbum, veste a roupa…. Nisso o meu pão já estava gelado.

Não desisti do meu café da manhã. Sentei de novo, comi o pão gelado e antes que eu terminasse  é claro:

Mamãe!!! To com sede, quero suco

E a Bruna não pede, ela grita, chora, exige,se joga no chão. Precisa de tudo para ontem, não pode esperar 1 minuto. E tudo que ela faz ou pede a Manuela quer igual.

No meio disso as 2 tossindo, nariz escorrendo, corre para limpar, para acudir, dar agua, mel…chupeta que some,cai no chão.

Olhei no relógio; 7 horas. Ainda.

Sentei no computador da sala e resolvi deixa-las no chão brincando enquanto eu tentava trabalhar um pouco. E então a Bruna fala: “Mamãe, a Manu derrubou todo suco no pijama dela!”

Juro que quase comecei a chorar. Dei um berro com elas; ” Será que vocês podem me deixar em paz 1 minuto?!”

Pega a Manu, troca inteira, volta para a sala. Pega um pano, limpa o chão.

Desisti de trabalhar. Sento de novo no sofá, pego o cobertor e falo: “ Quem quer deitar aqui com a mamãe?!” As duas vem correndo , se jogam em mim e pronto, começam a brigar pelo lado do colo, pelo coberto…  Eu já me descabelando, irritada, com sono, só fico pensando no dia longo que ainda vem pela frente…

8 da manhã!

Meu marido acorda, entra na sala e eu respiro aliviada. Mais uma pessoa para dividir as funções e um pouco menos cansada do que eu . Pois quando elas acordam muito cedo, costumamos nos revezar para não ficar os 2 irritados juntos.

Normalmente saímos quase que o dia todo com elas. Pois ficar em casa acaba sendo até mais cansativo. Mas ontem  choveu, estava frio, ventando, e tivemos que nos virar para diverti-las em casa mesmo. Pensei comigo; Hoje o dia não vai passar…. acho que vou explodir ate chegar a noite.

Elas passaram a manhã reclamando e pedindo tudo que vocês possam imaginar. E quando nós estamos irritadas e sem paciência, parece que a criança sente e fica do mesmo jeito.

Depois do almoço a Manu dormiu. Uma a menos para dar trabalho. E então peguei a Bruna, fiquei agarradinha com ela no sofá e capotamos as duas.

Nunca tenho tempo para fazer isso. E foi uma delicia.

Respirei fundo, renovei um pouco minhas energias e quando acordei decidimos que ficaríamos o dia todo em casa. Sem fazer nada. Ou melhor, fazendo o que elas tivessem vontade e eu teria toda a paciência do mundo.

Elas sempre pedem para passear. E ontem não pediram. Acho que também curtiram ficar em casa sem pressa para nada e sem me verem o dia todo trabalhando no computador.

Brincamos o dia inteiro e acabou passando mais rápido do que eu imaginava. Ninguém chorou, reclamou ou se jogou no chão.

Como eu sempre digo; mãe estressada, criança estressada.

Muitas vezes a gente chega ao pico de irritação e exaustão. Mas isso só piora o contexto. Eu sei bem disso, mas as vezes foge do meu controle. É difícil para nós mães não explodir. Pois as vezes o que queremos mesmo é só tomar um banho em paz.

Quando elas dormiram eu quase chorei de felicidade!

E assim foi meu domingo…

 

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21 maio, 2014
Por Katia Ouang

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Começo o post ilustrando com essa foto linda do Projeto Familia ! Sou eu amamentando a Manu com 4 meses !

Tivemos alguns posts polêmicos sobre amamentação e desmame aqui no blog.  E agora que já amamentei 2 filhas, desmamei as duas, chorei muito de dor, desânimo, culpa mas também muito orgulho por ter superado as dificuldades, me sinto bem mais a vontade em falar sobre esse assunto. É quase que um desabafo de tudo que passei e que me traz algumas lembranças difíceis mas também muito felizes. Quero passar alguns pontos que vivi , o tal lado B da amamentação que ninguém te conta. E apesar de tudo isso, sou super a favor de amamentar pois  é uma experiência única e maravilhosa.

O que eu Aprendi:

– Que nenhuma mulher tem noção do que é a amamentação até passar por ela. Existe todo um mundo particular criado ao redor da amamentação que mostra uma mulher forte, capaz de gerar alimento a uma criança, como se fosse a cena mais bonita do mundo. Eu mesma não tinha noção alguma que seria tão difícil. Sorte de algumas poucas mulheres que passam por essa fase sem sentir dor ou dificuldade.

– Que ficar calma ajuda demais – Assim como tudo na maternidade, a tranquilidade é nossa melhor amiga. Mãe calma, bebê calmo. Mãe calma, mais chance de conseguir manter a produção de leite. Já é provado que em algumas mulheres o estado emocional influencia diretamente da produção de leite. Um estress muito forte pode sim secar o leite. E não ficar estressada nos primeiros dias de um bebê m casa é bem difícil.  A mudança de vida é total, mas vale a pena respirar fundo e viver um dia de cada vez. Tem que ter paciência para amamentar, cada dia é uma conquista, e acredite, logo o tempo passa e vai virar uma atividade normal do seu dia.

– Que temos que tomar muito liquido – Beber muito líquido nessa fase é extremamente importante não só para a produção de leite, mas também para o bem estar da mulher. Amamentar suga todas as energias e líquidos do nosso organismo. Portanto ande com um copo de agua o dia todo. Vai fazer toda a diferença!

– Que o mundo todo quer dar opinião. Palpitar sobre a decisão de uma mãe em amamentar, dar complemento, tirar na bomba, seja o que for, é andar em campo minado. A mulher depois do parto está extremamente sensível. E hoje consigo entender que qualquer que seja a decisão de uma mãe, é porque de alguma maneira foi a melhor para ela ou para o filho. Ninguem deixa de amamentar um filho, ou dá complemento por preguiça ou vaidade. E se fizer, problema dessa mãe. Não cabe a ninguém julgar a atitude sem saber o que está envolvido. Eu mesma quase desisti de amamentar a minha primeira filha de tantos problemas que tive. Estava esgotada de tanta mastite ( tive 3), empedramento e peito que doía o dia todo pois eu tinha muito leite. Cheguei ao meu limite algumas vezes e um certo dia estava decidida a parar pois não aguentava mais, não achava que aquilo poderia me fazer bem e sim me deixar até deprimida. E então uma força do além resolveu me dar mais uma chance e eu consegui passar por todo aquele turbilhão e continuar amamentando.

– Que chamar uma enfermeira técnica em amamentação para orientar pode ajudar e fazer toda a diferença. Não tem jeito, muito se fala do “instinto materno”, mas como podemos saber amamentar da melhor maneira se nunca fizemos isso antes??? Nenhum instinto te conta a maneira certa do bebê colocar a boca no bico, a melhor posição para a sua anatomia do seio, o jeito certo de sugar. Então não queira fazer tudo sozinha. Em todas as maternidades, seja o hospital que você escolher, sempre há enfermeiras especializadas em ajudar a mulher a amamentar corretamente. No meu caso , acabei chamando uma enfermeira para vir em casa quando já estava com o peito todo empedrado, pois infelizmente no hospital , não tive a melhor orientação. Ela me passou muitas dicas e me mostrou como amamentar da melhor maneira. Foi mais do que fundamental. Acho que sem essas dicas eu não teria conseguido.

– Entenda um pouco sobre o universo da amamentação antes do seu filho nascer. De maneira alguma eu quero desanimar as futuras mamães pelo que vem pela frente, e sim falar que se preparar para possíveis probleminhas que são comuns de acontecer, só ajuda a enfrentar muito mais fácil. Pontos que acho importante saber e como lidar e que ninguém me contou como seria.

Bico Rachado – O bico racha e sangra com muita facilidade pois é uma área sensível . Então até a pele acostumar, vá com calma. Não deixe mais de 15-20 minutos em cada peito nos 2 primeiros dias. Se por acaso rachar, não tem jeito, dói mesmo e vai demorar um tempo para cicatrizar já que para isso seria preciso não amamentar até a rachadura fechar. Se rachar, já use uma boa pomada de lanolina entre as mamadas, use o gel gelado, e todos os recursos que possam ajudar na dor. E se possível, tente dormir com o top aberto, quanto mais tempo conseguir deixar o peito de fora ( eu sei, é complicado!) mais rápido vai cicatrizar. Sim, tomar sol também ajuda! mas fazer topless com o peito cheio de leite so para quem tem uma cobertura sem ninguém por perto!

Descida do leite – Eu não tinha a mínima idéia que a tal descida do leite era realmente tão marcante. Para mim eu estava produzindo leite e amamentando na maternidade normalmente. Até o dia que voltei para casa e o meu leite literalmente desceu. Fiquei super assustada, de uma hora para outra meu peito triplicou de tamanho, ficou super quente, e começou a sair muito leite, a ponto da Bruna não conseguir mamar de tanto que descia.

Empedramento – Principalmente no primeiro mês que a produção ainda não regulou muito bem, o peito pode empedrar. Perceber quando começam a formar os “carocinhos” e saber como massagear para soltar, é super importante. Pois comigo , como eu não sabia, meu peito empedrou inteiro. E foi a maior dor da minha vida ter que soltar aquele “bloco” de leite na mão.

Mastite – Diferente do empedramento, a mastite é uma inflamação. O peito fica quente, vermelho e dói bastante. Na maioria dos casos vem junto com febre alta. Por isso ao primeiro sinal de dor ou vermelhidão, já converse com seu GO. Ele vai indicar a compressa ideal e ainda os remédios a tomar.

– Que  o leite pode demorar para descer. Outro ponto que eu não sabia. A descida do leite pode variar de mulher para mulher e sim, pode demorar bastante. Com a Bruna foram 4 dias, e com a Manu 5. Ambas perderam bastante peso na maternidade por ainda estarem só no colostro. Mas com a orientação e acompanhamento do pediatra, elas não precisaram de complemento. Para as mulheres que tem parto normal ou que mesmo fazendo cesárea esperaram entrar em trabalho de parto, o leite desce mais rápido pois o corpo já estava se preparando para isso. E a única maneira de fazer o leite descer é amamentar bastante. O “sugar” do bebê que estimula a produção. E pode estar certa que se antes você tinha duvida se já tinha leite, quando ele descer de fato, você vai perceber a diferença!

– Que o desmame sempre será polêmico. Sou da seguinte opinião; você não precisa avisar ninguém quando e porque vai parar de amamentar. E se você está sofrendo e não quer parar ainda, simplesmente não pare, amamente até onde você achar que tem que amamentar. Isso é uma questão muito particular de cada mulher, e só ela sabe qual será o melhor momento. Tive muitas mães que me ajudaram e me apoiaram nos meus posts sobre desmame, mas tive mães que atiraram 1 milhão de pedras dizendo que eu tinha que amamentar minhas filhas até 2 anos. Pois toda mãe acha que esta certa. E esse assunto sempre gera discussão, mesmo porque cada pessoa tem seus motivos para parar de amamentar e 1 deles pode ser até por vontade do bebê , que rejeita o peito de uma hora para outra, pode ser por motivos emocionais onde o leite seca, por ter que voltar ao trabalho e simplesmente não querer ficar tirando leite no banheiro, por ter nascido dente e o bebê começar a te morder…. ou porque você decidiu que não quer mais e pronto. Todas as decisões tem que ser respeitadas e nenhuma mulher é mais ou menos mãe pelo tempo que amamentou. E só entendemos isso depois que passamos por esse processo.

 – Que amamentar o segundo filho é muito mais fácil! Infinitamente mais fácil e prazeroso. Nada como ter experiência, nada como saber como posicionar o bebê, nada como saber tirar leite na bomba, nada como saber desempedrar um peito sozinha…  Tudo se torna mais natural e saber lidar com algumas dificuldades ajudam muito no processo todo. Amamentar minha segunda filha foi bem mais fácil, assim como desmamar. Acho que a cada filho deve melhorar…quem tem mais de 2 pode me contar se é assim mesmo!!!!

– Que sim, você se sente muito poderosa! Essa sensação de poder único que tanto falam realmente acontece. Amamentar é algo magico. Ver um bebê crescer apenas com o leite produzido no seu corpo é algo inexplicável. Você sente uma responsabilidade enorme e uma alegria em poder proporcionar algo que é tão importante para seu filho. E o contato que existe entre mãe e filho durante a amamentação é um dos momentos mais sublimes da maternidade.

Foi com certeza uma das melhores experiências que vivenciei !!! Amamentar é mais do que um ato de amor; é doação, é dedicação, é determinação.

 

E vocês, o que aprenderam depois de passar por essa experiência?

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23 abril, 2014
Por Katia Ouang

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Em mais um post da série Terrible Two, vou passar dicas que aprendi nessa fase tão complicada e que me ajudaram a “sobreviver” nessa tempestade. Foi uma soma de conselhos de amigas, orientação da terapeuta, livros que li, enfim… juntei tudo que considero importante e de fato útil para passar nesse post.

– Perder a Paciência não resolve nada. A curto prazo seu filho pode até ficar bem quietinho se você gritar e se descabelar dizendo que não aguenta mais. As crianças se assustam com os nossos surtos de cansaço , mas depois nem ligam mais e são tão espertas que muitas vezes fazem de propósito para enlouquecer ainda mais os pais. E com o tempo todos os nossos sentimentos as crianças absorvem como uma esponjinha. Por isso pais estressados, crianças estressadas. Tem que ter uma paciência de monge nessa fase. Mas manter a sanidade é a melhor solução. Surto não se resolve com surto. Mesmo sabendo que muitas vezes não conseguimos aguentar. Eu mesma já surtei “n” vezes, já gritei, chorei…. de nada adiantou. Nunca consegui resolver nenhum chilique se eu não mantiver o equilíbrio.

– Surpreenda a criança com uma atitude inesperada. Abraçar a criança no meio de um surto  ao invés de gritar e colocá-la de castigo pode ajudar e muito. Não é fácil, tem que respirar fundo e fazer um esforço enorme para não perder a paciência, mas experimente no próximo surto abraçar seu filho e dizer no ouvido dele; “A mamãe entende , você está chateado né? Não fica assim, dá um abraço na mamãe”! Eu não acreditava muito nisso, mas a primeira vez que fiz isso com a Bruna ela parou na hora. Ficou me olhando indignada , sem entender, com uma cara do tipo ” como assim eu faço malcriação e a mamãe ainda me dá um abraço?!” Ela virou para o lado e saiu andando sem dar um “piu”. Hoje eu tento ter atitudes inusitadas, bem diferente de gritar. Pois a criança já está tão acostumada que vai levar uma bronca que não funciona mais. Atitudes diferentes do que ela espera, com amparo e carinho, muitas vezes funcionam e fazem a crise acabar na hora.

– Esqueça o momento de surto para conversar sobre qualquer coisa. No momento que seu filho está surtando de nada adianta tentar conversar ou fazer entender o porque ele estava errado. A criança parece que liga um botão e não escuta nada. O castigo nesse caso serve para ajudar a criança a se acalmar e não para repensar no que ela fez. Com a Bruna uso muito o cantinho do castigo para falar; Primeiro você se acalma, para de chorar, e depois você sai dáí. Imagina quanta informação seria pedir para se acalmar, explicar o que a criança fez, dizer que não é legal e ainda as consequências disso. Pode ter certeza que a criança não vai absorver nada naquele momento. Achei muito legal o que o pediatra do “The Happiest Toddler on the Block” ( veja post) fala sobre a criança em surto. Ele diz que a criança no meio da crise não compreende o que a gente fala. É como um Homem das Cavernas daqueles desenhos, que quando ele surta sai com o bastão de madeira gritando e batendo em tudo! Imagina conversar com uma criança nesse momento!!!

– Tente entender seu filho. Cada criança tem uma reação. Se seu filho está agressivo, batendo em você ou no irmão, tente ver se isso também acontece na escola ou se é só uma atitude em casa. Observe em quais momentos seu filho surta, tem chilique ou ataque de raiva.  O que a criança precisa é de amparo nesses momentos. Eu percebi que a maioria dos surtos da Bruna são quando estou eu , ela e a Manu. Que longe da irmã ela é ótima e super companheira. Então me policio para prestar mais atenção nos momentos que estamos juntas para amenizar esse sentimento dela. Também acho importante evitar mudanças de rotina nos horários que você sabe que seu filho possa estar mais irritado, como próximo das refeições ou da hora de dormir. Até a criança mais comportada do mundo surta com sono e com fome. Aqui em em casa como as meninas seguem uma rotina bem certinha, se saem dela, costumam dar muito mais trabalho.

– Converse com o seu marido sobre agirem da mesma forma. De nada adianta a mãe ser rígida se o pai não agir da mesma forma, ou vice versa. Se a criança perceber que será punida da mesma maneira seja pelo pai ou pela mãe, vai aprender a respeitar os dois da mesma maneira. Também acho importante dividir com o marido as horas de “apuros”. Muitas vezes meu marido que apagou alguns incêndios aqui por ter mais paciência do que eu. É claro que ele chega em casa morrendo de saudades das filhas , enquanto eu passei o dia todo ao lado delas e já estou precisando respirar um pouco. Aí final do dia, elas com sono, irritadas, não querem tomar banho, jantar, é sempre uma loucura. Então muitas vezes eu falo para ele “assumir” o controle pois quando estamos cansadas já não temos mais paciência. Nos finais de semana idem,  tentamos nos revezar nas tarefas com elas para nenhum dos dois se estressar muito.

Disponibilize um tempo do seu dia para se dedicar exclusivamente a criança, isso é muito importante principalmente para quem tem mais de 1 filho. Um tempo pode ser apenas 15 minutos. Mas que sejam aproveitados o máximo possível, só você e seu filho. Escolha fazer com ele uma atividade que ele goste muito, conversar, abraçar, beijar, elogiar… Separe esse momento para vocês dois e tem que ser sagrado. É incrível como depois desse tempinho a criança fica renovada, tranquila e se sente amparada.  Aqui em casa a Bruna por ter muitos ciúmes da Manu precisa ter esse tempo comigo. Então todo dia, mesmo que seja para ir a farmácia comigo, eu passo algum momento só com ela. Muitas vezes quando estou com muito trabalho e coisas para fazer, levo ela no carro comigo e vamos conversando. E ela adora esse momento!

– Ensine seu filho a brincar um pouco sozinho. Vejo como isso é super importante para a harmonia de casa. Nenhuma mãe aguenta dar atenção 24 hs por dia para um filho e não conseguir nem tomar um banho em paz. Isso que enlouquece a gente não? Brincadeiras e jogos em grupo são super importantes. Mas aquele momento que seu filho senta e começa a conversar com os bonecos e esquece da sua existência parece um milagre ! Crie o ambiente para ele brincar, pois nem sempre ele consegue fazer isso sozinho. Depois saia um pouco e diga: A mamãe vai até a cozinha, você arruma o cabelo da Barbie e das amiguinhas para ela ficar bem bonita?! O que eu também adoro fazer é recortar várias imagens de revista e deixo para usar quando preciso que a Bruna me deixe fazer outras coisa. Coloco as imagens em uma mesa, papel em branco, cola e pronto, ela pode passar um tempão ali que nem lembra da minha existência.

– Não ameasse sem cumprir. Esse para mim é o mais difícil dos itens. Vivo ameaçando por de castigo, tirar algo que elas gostam, e no final não faço nada disso. Acabo perdendo a força pois elas sabem que podem aprontar e não serão punidas de verdade. Então aprendi como o poder da palavra é importante. Hoje eu dou bronca e digo: Se você não arrumar essa bagunça vai já para o seu quarto. E dou uma chance, se não arrumar, vai mesmo! Muitas vezes eu morro de dó, mas tenho que ser firme. Pois quando mais ameaçar sem cumprir, mais a criança abusa.

– Converse com outras mães. Garanto que por vários momentos você já se sentiu a pior mãe do mundo por não conseguir que seu filho se comporte bem, e ainda pensa que isso só acontece na sua casa. Conversar com outras mães com certeza ameniza a nossa culpa. Divida informações e descubra “táticas” que funcionaram em outras casas.

– Peça ajuda nas tarefas diárias. Toda criança adora se sentir importante. Coisas chatas para nós se tornam divertidas e até um desafio para as crianças. Seu filho está insuportável? Chame ele para ajudar a guardar as roupas, a limpar a sala… As meninas vibram cada vez que coloco um pano na mão de cada uma e peço para limpar a mesa, as cadeiras…. elas até competem para ver quem deixa mais limpinho. E com isso se ocupam e aprendem a ajudar e entender a dinâmica de uma casa. Isso funciona bem aos finais de semana na minha casa, já que não tenho ajuda com elas e com a arrumação. Então se elas bagunçarem ou jogarem comida no chão, tem que ajudar a guardar e organizar tudo.

– Não compare . Evite comparar seu filho seja com o irmão ou com outras crianças. Cada criança é uma. Não vai resolver nada falar: Veja como seu irmão sabe se comportar, você devia ficar igual ele…  Faça o contrário, elogie quando ele tiver uma atitude bacana. Pode estar certa que seu filho vai adorar saber que sua mãe tem muito orgulho de uma boa atitude.

– Encontre a melhor consequência para o perfil do seu filho. Seja o cantinho do castigo, tirar um brinquedo que ele goste muito, cortar o filminho do dia… Em cada casa funciona de uma maneira. O que importa é descobrir o que de fato funciona para que seu filho tenha limites. Aqui , depois de muito tempo, descobri que a Bruna tem pavor de ficar de castigo no quarto dela. Então é só eu falar 1x que ela já fica bem quietinha.

 

E vocês mamães, o que aplicaram em casa e que vale a pena compartilhar conosco por ter dado certo?!

 

E quem quiser ver tudo que já falei sobre o Terrible Two aqui no blog clique AQUI

 

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14 abril, 2014
Por Katia Ouang

Wednesday,_May_21,_2003

Na sequência dos posts sobre Terrible Two , hoje vou falar das dificuldades que enfrento em casa no meu dia a dia, e quais as alternativas que encontrei para amenizar um pouco do estress que vira nossa rotina. Esse quadrinho representa muito bem essa fase!

Vocês podem imaginar para mim que trabalho de casa, o quanto a convivência com as crianças muitas vezes pode me levar as beiras da loucura. Pois tem momentos que eu preciso me concentrar e ficar um pouco em silêncio.

Algo que chega até ser engraçado é que as duas estando no terrible two não costumam ter os ataques juntas. Uma neutraliza a outra. Pois vocês já perceberam que a criança fica quietinha quando vê outra tendo um chilique na frente dela?! Aqui se a Manu chora e se joga no chão a Bruna fica se achando…. olha para mim e fala: Mamãe, olha que feio o que a Manu faz, eu nunca faço isso !!! Nunca é ótimo!!!! Mas se por alguns instantes ela perceber o quanto é chato fazer isso, já valeu para mim.

Vou listas as minhas principais dificuldades e o que tenho feito para tentar evitar. Vale ressaltar que antes de eu chegar a essas alternativas, tentei todas as maneiras tradicionais que vocês possam imaginar; cantinho do castigo, tabela de atividades com recompensa, cortar filme na tv…. enfim. Aqui nada disso funcionou.

O ponto principal que eu gostaria de passar e que pode parecer clichê ou até obvio, é que tudo melhorou quando decidi que iria resolver com amparo e amor ao invés de castigo, gritos e perdas de paciência. Claro, que impondo limites  e regras. Mudei o jogo completamente e posso afirmar que as coisas estão enfim melhorando por aqui. A Bruna está muito mais tranquila, acatando melhor as regras e aprendendo a se virar sozinha. Está também muito mais carinhosa e visivelmente, mais feliz. Com certeza o acúmulo de estress que eu passava para ela, só prejudicava.

O que me ajudou muito foi descobrir uma punição que realmente funcionava. Por algum motivo descobri que a Bruna tem pavor em ficar de castigo no quarto dela sozinha. O que nunca funcionou em cantinho algum aqui de casa, parece que resolveu se for no quarto dela. Quero ressaltar um ponto importante; sou 100% contra a apavorar e assustar a criança. E nunca precisei deixa-la com medo de castigo por mais de 1 minuto. Pois basta eu levá-la ate o cantinho do quarto que imediatamente ela para de chorar, pede desculpas, e diz que não quer mais fazer seja lá o que tenha feito.

Então vamos ao que me enlouquecida e que graças a Deus, tem me permitido ver uma luz no final do túnel! Lembrando que foram alternativas que encontrei para ela mas que não necessariamente funciona com outras crianças nem mesmo com a minha outra filha. Algumas melhoraram, outras ainda não, e outras eu sequer achei solução!!!

– Tarefas de rotina que viram um sufoco – Escovar os dentes, fazer xixi, lavar o cabelo, colocar o uniforme, lavar a mão…. qualquer coisa de rotina e que deveria levar menos de 1 minuto vira uma eternidade aqui em casa. Basta falar : Bruna, vamos escovar os dentes! Que o “Não” vem na hora junto com sair correndo, fugir, se jogar no chão, chutar….  Eu já acordo com preguiça pois só para colocar o uniforme, dar o café da manhã, pentear o cabelo ( esse é um caos) e conseguir fazer ela sair de casa , tudo isso em 40 minutos, tem que ter uma paciência sobrenatural. Eu deixo ela na classe eu falo : Ufa!                                                A terapeuta me orientou a “avisá-la” das tarefas conforme elas se aproximam. Assim vamos preparando a criança para o que vai acontecer. Por exemplo, ela esta brincando e eu sei que logo é a hora do banho. Então um pouco antes eu falo; Bruna, vamos brincar bastante pois daqui a pouco é hora do banho! E uns 5 minutinhos antes eu reforço; Bruna daqui a pouquinho nós vamos para o banho então vamos começar a guardar as coisas. Assim a criança já sabe que tem hora para começar e terminar. O mesmo vale para todas as tarefinhas do dia a dia. Claro que muitas vezes não funciona tenho que arrastá-la para o banho. Mas aí a palavrinha mágica; Bruna você quer ir para o cantinho do seu quarto ou quer tomar banho???                                                                                                                    E também um pouco de histórias e fantasias funcionam em alguns momentos. Como ela gosta muito das Princesas, nada como dizer; Bruna, você não quer escovar os dentes, mas você acha que a Cinderela tem os dentes sujos??  Ou quem sabe se comportar bem para ganhar o presente do Coelho da Pascoa ou do Papai Noel….  Qualquer coisa vale!                                                                                                                                                                                                                                   Em relação ao uniforme, hoje deixo no pé da cama, assim que ela começa a acordar pela manhã eu já troco rapidinho com ela ainda sonada, assim não reclama, não chuta e não estressa!

– Atirar coisas no chão – Falta de paciencia é algo super comum nas crianças dessa idade. Mas a Bruna parece que tem um botão que ela aciona e imediatamente atira no chão o que estiver segurando quando fica irritada. Isso vale para comidas quando por exemplo não consegue colocar o canudo no suquinho, não consegue abaixar o papel do sorvete, não consegue tirar a semente da melancia…. e também para brinquedos quando está tentando montar algo, encaixar… enfim, é só sentir que ela não tem domínio da situação que joga longe e com força. Nesse caso é inevitável uma punição imediata. Que depende de acordo com a circunstância. Se ela joga um alimento, ficará sem comê-lo. Se ela joga um brinquedo, fica sem brincar com ele. E sempre, pode chorar o que for, tem que recolher e se necessário limpar a bagunça toda. Ontem por exemplo, a Bruna queria que eu ou meu marido colocasse em outro canal de desenhos para ela, como os dois estavam ocupados ela arremessou o controle do outro lado da sala. Então ao invés de gritar, dar bronca e estressar eu disse; Você vai até lá, pega o controle, coloca na mesa, e por consequência disso não vai mais ver desenho algum hoje! Ela chorou por 1 hora pedindo desenho, mas eu não cedi e ela ficou sem o resto do dia. Com certeza não vai mais arremeçar o controle pois sabe que ficará sem o desenho.

Se jogar no chão em lugares públicos: Esse é dos que mais me irrita! Está tudo ótimo, e de repente se algo não está do jeito que a Bruna gosta pronto, ela empaca. Ela não apenas se joga no chão, ela deita, engatinha, rola… e vai tentar tirar ela de lá… aí começa a gritar, chutar, enfim. Na primeira tentativa falamos amigavelmente para levantar. Obviamente isso raramente acontece. Então nesse caso a terapeuta orientou a encerrar o programa, seja ele qual for, e mostrar que se não souber se comportar em publico, também não poderá passear. Então o que faço com o meu marido é que se caso isso aconteça, um dos dois vai com ela para o carro e espera o outro. Ela pode ir chorando, gritando, chutando, o que for…. mas vai para casa. Infelizmente estraga o programa de todos. Mas com certeza ela vai pensar 2x antes de fazer de novo!

– Bater na Manu, a irmã menor. Isso foi umas das coisas que mais tive que aprender a ter paciência. Pois para mim sempre foi automático, se ela batesse ou empurrasse eu já gritava, punha de castigo….. E ela percebeu que isso me deixava louca e muitas vezes fazia de propósito. Até o dia em que ela bateu na Manu e já ficou esperando eu gritar, falar que não era certo e todo o bla bla bla que já sabemos. E ao contrário disso eu abracei ela, falei calmamente que entendia que ela estava nervosa, mas que não era legal ela bater na Manu. Tenho tentado dessa maneira. Pois se ela bate é porque está com raiva, precisa por para fora. E recebê-la com compreensão ao invés de estress tem funcionado melhor. Também tento fazê-la entender o que ela sentiria se a Manu batesse nela…. e hoje como a Manu já reage, e já se defendeu algumas vezes, a Bruna consegue compreender melhor que não é legal bater ou machucar a irmã. Pois ela já tomou um tapa da Manu que deixou ela bem quietinha….

– Imitar um bebê : Por ciúmes da Manu a Bruna ama imitar um bebê, principalmente no jeito de falar. Ela já tem o vocabulário super desenvolvido e sempre foi assim desde antes dos 2 anos. Mas agora parece que voltou no tempo. Então não fala mais vermelho, fala “memelho”, imitando a Manu. E assim vai com todas as palavras que a Manu fala. Com certeza ela faz isso para chamar a minha atenção e pensa que eu vou achar “fofo” como acho com a Manu. Mas o que eu tento fazer e mostrar para ela é que não tem graça nenhuma ela falar desse jeito. Então quando ela começa a falar que nem bebê eu me faço de louca e falo: Bruna, eu não entendo o que você está falando” e repito mil vezes até ela falar normalmente. E depois , em um outro momento, sempre elogio algo que ela fale ou faça que seja de acordo com a idade dela. Sempre digo: Nossa Bru, como você fala bem e direitinho, estou muito orgulhosa….! Sabe, as vezes a mamãe não entende o que a Manu fala, você entende ?! E sempre beijo e abraço muito quando ela faz algo sem querer imitar a irmã. Assim ela percebe que o que me agrada é ela ser do jeitinho dela.

– Pedir as coisas chorando e sem paciência: A Bruna sempre foi muito manhosa e não tem paciência alguma. Então por exemplo, ela quer o leite dela. Já começa a chorar e grita: “quero meu leite”, como se alguém tivesse obrigação de entregar o leite dela assim que ela pede. Hoje é mais uma das coisas que me faço de louca… Eu só falo ” Hã, não entendi, eu não entendo o que você fala chorando” e só faço o que ela pede assim que ela para de chorar e fala “Por Favor”! Além disso tenho tentado sempre falar; ” A mamãe já vai”… e deixo ela esperando um pouco. Tem uma técnica que você pode implementar na rotina para a criança aprender a ter mais paciência que é nunca fazer de imediato o que ela pede. Sempre faça ela esperar um pouco. Com o tempo ela aprende que pedir não é necessariamente ter o que quer na hora. Outra coisa que funciona bem é quando ela pede alguma coisa, eu faço ela ir junto. Se ela pede o leite eu falo: então vem ajudar a mamãe a preparar, assim ela vê o tempo que leva e aprende a ajudar também dentro do que ela consegue fazer.

– Não dividir os brinquedos e aprender a perder : Isso acontece com todas as crianças, são raras as que dividem um brinquedo com outra criança numa boa. Aqui o problema maior não é apenas saber dividir e sim não arrancar os brinquedos da mão da Manuela. Não importa com o que a Manu esteja brincando, a Bruna vai e arranca da mão dela dizendo que quer brincar com aquilo. Isso me deixa louca. Mas não adianta eu explicar, ainda não consegui melhorar isso por aqui. Em relação a aprender a perder, a terapeuta passou uma dica muito boa que são alguns jogos em que a família toda possa brincar. Jogos onde cada um tenha a sua vez e que algumas vezes irá ganhar e outras perder. Eu comprei alguns jogos como Pula Pirata e Pega Varetas onde costumamos sentar em roda, cada um tem a sua vez e ela tem que aprender a esperar a próxima rodada e também aprender a lidar com a frustração de algumas vezes não ser a primeira a começar e nem a ganhar! Foi desastroso a primeira vez que ela perdeu pois é claro, jogou todas as espadinhas do Pirata longe…. Mas aos poucos ela vai entendendo que é assim que funciona.

– Ser o centro das atenções: Isso vai muito de personalidade. Cada criança é de um jeito. A Bruna se estiver em um ambiente e sentir que não é o centro das atenções começa a fazer de tudo para ser notada. Mas tudo de uma maneira negativa; chorando, fazendo malcriação, subindo em coisas que não pode, enfim…  Em relação a isso a terapeuta me perguntou; ” Você e seu marido se abraçam e se beijam na frente na Bruna com qual frequência?”  E então eu pensei; frequência???? Acho que foram raras as vezes que nos beijamos na frente dela! E então ela disse; Façam mais isso!!! E desde esse dia começamos a prestar mais atenção nisso, e na primeira vez que nos abraçamos na frente dela, ela surtou! Disse que o papai não podia fazer isso, que a mamãe era dela!!!! E então eu percebi o quanto seria importante nós nos policiarmos para não perder alguns hábitos que são importantes para a criança crescer entendendo como é conviver em família!

– Não dormir mais sozinha : Esse eu desisti. Vocês acompanharam minha saga pelo instagram e em alguns posts por aqui. Uma menina que até 3 anos dormia sozinha, porta fechada, luz apagada e sem nunca acordar de madrugada desde os 3 meses, começou a não querer mais dormir, não querer mais o quarto, não querer mais ficar sozinha. E isso foi com o ápice do terrible two. Eu tentei de tudo, tive toda paciência do mundo. Mas o que fazer se ela acorda de madrugada e vem para a minha cama?! Cheguei em um ponto que eu precisava dormir. Então até onde eu achar que não está prejudicando ninguém, vou levando desse jeito. Afinal de contas eu não sou mulher maravilha, para acordar sei lá quantas vezes a noite e no dia seguinte as 7 da manhã conseguir estar disposta para trabalhar, cuidar de 2 crianças e fazer tudo que tenho no meu dia não?!

E hoje eu encerro por aqui para não prolongar muito o post! Mas tem muito assunto ainda pela frente!

Hoje eu me sinto muito melhor, parei de carregar um pouco da culpa, parei de reclamar e comecei a tentar lidar com isso de uma maneira mais clara e principalmente , mais leve. Mesmo porque tenho uma outra filha que já está no terrible two e se eu não levar de uma forma mais tranquila, vou enlouquecer!

E vocês, tem alguma dica para lidar com essa fase que funcionou bem por aí?

E quem quiser ler mais sobre o Terrible Two, clique aqui!

Boa semana a todas!

*K*

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7 abril, 2014
Por Katia Ouang

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 Vocês não tem idéia de quantos posts comecei a escrever sobre Terrible Two e parei no meio. Ou porque ficavam grandes demais, ou porque eu me perdia no meio…. A real é que não conseguia finalizar nenhum texto. Então decidi que vou por partes e teremos uma série de posts com esse tema por aqui.

Hoje vou contar um pouco do que foi e está sendo ainda essa fase por aqui. Mais precisamente com a Bruna, pois a Manu apesar de já estar nessa fase também, ainda não me trouxe tanta dor de cabeça. E confesso que em todo esse tempo como mãe, nenhuma fase foi tão desafiadora e estressante como essa.

Acho que tudo começou quando a Manu nasceu. A Bruna até hoje tem um ciúmes fora de controle da irmã. E é só estar eu, ela e a Manu no mesmo ambiente que pode estar certa que é manha e birra o tempo todo. Pois o que ela quer é chamar atenção. Isso vem em um crescente e o que eu acreditava que melhoraria com o tempo, só piorou. Conforme a Manu crescia, mais a Bruna tinha cíumes. Soma isso a uma criança de personalidade forte, do tipo lider, e que não aceita um não como resposta.

O ciúmes faz com que ela empurre, bata e até mesmo machuque a Manu. E somado a isso pequenas ações do cotidiano que resolvemos em 2 minutos como escovar os dentes, lavar as mãos, tomar banho e vestir o uniforme , viraram um pesadelo por aqui . Tudo é uma luta para conseguir e nunca vi ser tão dificil conseguir sair de casa  pela manhã para levar ela na escola.

E aí tudo isso vira uma bola de neve…. criança malcriada, mãe estressada e sem paciência. E parece que quanto mais cansada nós estamos, mais eles fazem para nos irritar.

Percebi que por mais que eu tentasse, algo estava escapando das minhas mãos.

Sempre achei que criança tendo ataques de gritar e se jogar no chão em lugar publico acontecia só na casa dos outros. Doce ilusão…. Mas o pior disso tudo foi conviver com a frustração de achar que você simplesmente não consegue educar um filho.

Foi então que no final do ano decidi procurar ajuda de uma profissional. Uma ex-colega de escola e que é hoje uma psicoterapeuta super competente e que eu confiava totalmente. Eu precisava de uma orientação para saber se eu estava indo pelo caminho correto. Pois não bastava a culpa de não conseguir educar, seria pior se eu soubesse que poderia ter feito diferente.

A Bruna  fez algumas sessões e no final a terapeuta nos passou dicas super importantes para incorporar em nossa rotina e que de alguma maneira fizessem com que a Bruna aprendesse a conviver melhor em família e não ser o centro de tudo o tempo todo. Dicas muito mais simples do que eu imaginava e algumas orientações de como conseguir colocar limites e não perder o respeito mutuo.

Eu e meu marido saímos de lá mais animados e decididos a ter mais paciência e prestar atenção a pequenos detalhes que antes não dávamos importância.

As férias de janeiro foram ainda mais desafiadoras. Pois a Bruna sem aula e o dia todo em casa, ficou ainda mais grudada em mim, mais birrenta e com ciúmes da Manu.

A adaptação na nova escola também foi complicada. E a minha esperança de um término desse terrible two  estava cada vez mais distante.

Passado todas essas mudanças eu decidi que teria muito mais paciência. Prometi a mim mesma que não ia mais explodir ou até gritar com ela como já aconteceu algumas vezes. Mesmo porque isso nunca resolvia nada, e só fazia eu somar mais culpa ainda a esse contexto. Pois qual mãe que não sente uma culpa enorme depois de explodir com um filho de 3 anos? Criança absorve muito do humor dos pais. Isso desde bebezinhos.

Pais tranquilos, criança tranquila.

Não é fácil educar um filho, você idealiza um bom comportamento e nem sempre é assim que acontece. E é muito comum acontecer de perdermos a paciência e quase chegarmos a loucura quando um filho nos desafia. Mãe exausta, cansada, sem dormir, tendo que trabalhar…. Não tem como ser de ferro e achar graça em um ataque do seu filho que não quer escovar os dentes. Ainda mais aqui em casa onde além da Bruna , tenho mais uma filha que está entrando nessa mesma fase.

O que  aprendi desse Terrible Two tão difícil e que todo mundo passa, é que temos que primeiramente entender a personalidade do nosso filho para poder adequar e educar dentro do que consideramos o correto para ele. O que funciona para uma criança, não funciona para outra. E está aí o grande desafio da maternidade!

O tempo foi passando e eu fui aprendendo a lidar melhor com os ataques de birra, com as faltas de educação, com as provocações. Fui incorporando na minha rotina algumas dicas da terapeuta, li alguns livros, conversei com amigas que também estão nessa fase e procurei entender melhor tudo que acontecia. E ainda estou aprendendo a impor respeito e principalmente, limites. Mas já consigo perceber algumas melhoras e isso me deixa bem animada.

A Bruna está mais tranquila, percebeu que não pode dominar o ambiente como ela quer e esta começando a entender que tudo tem limite. Isso dentro da personalidade dela que é bem forte!

Hoje eu encerro por aqui, e no próximo post dessa série vou falar sobre como consegui melhorar algumas coisinhas com dicas simples e que de fato funcionam.

E vocês mamães, estão sentindo dificuldade nessa fase??? Como estão lidando com isso?

 

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17 fevereiro, 2014
Por Katia Ouang

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Hoje queria contar um pouco de como evolui a questão do sono da Bruna, ou melhor, não evoluiu muita coisa.

Mas antes de tocar nesse assunto queria responder a pergunta que grande maioria das mães me fazem em relação ao sono do bebê…. ” Meu filho tem x meses e dormia super bem até uns dias atrás, de repente voltou a acordar, ficou manhoso e dormindo mal, será que ele não vai voltar a dormir como antes?” Acho que a maioria das mães que tem bebês até 12 meses que dormem bem a noite se apavoram quando de um dia para o outro, o bebê não dorme tão bem. A real é que por mais que a gente acredite que colocou o bebê na rotina, até os 12 meses os bebês ainda podem ter alterações no sono por “n” motivos, desde o estirão de crescimento, uma gripe, uma tosse, um dente nascendo, um dia agitado demais, uma viagem…. qualquer coisa pode interferir no sono do bebê. Eu passei bastante por isso com a Manu que apesar de dormir bem, tinha semanas que eu acreditava que dava um passo para frente e dois para trás. Minha dica é sempre manter a mesma rotina e não se render ao bebê, exceto se ele estiver doente. Pois nem nós adultos dormimos tão bem todas as noites, imaginem os bebês. Por isso, muita paciência e rotina!

Quem não leu os posts anteriores vou resumir; eu paguei a língua de tanto falar que minha filha era um exemplo de sono perfeito, que dormia 12 horas sem acordar desdes os 3 meses, que dormia de porta fechada e luz apagada e que ficava no berço sem reclamar até pegar no sono. Bom, essa maravilha foi dos 3 meses aos 3 anos. E de repente , de um dia para o outro e concomitante com a troca do berço para a cama, a hora do sono virou uma tormenta.

Além de não querer mais dormir no quarto, queria luz acesa, porta aberta e eram até 2 horas para conseguir fazer ela dormir, seja contando história, seja lendo um livro. E depois ainda vinha a madrugada toda pingando vindo para o meu quarto e eu levando de volta.

Até que me rendi ao cansaço, era mais fácil deixa-la dormir na sala e levar para cama e depois deixar vir para a minha. Mas eu não estava satisfeita com isso. Nada satisfeita.

E então decidi que teria a maior paciência do mundo e faria ela dormir sozinha de novo a qualquer custo.

Me revezei com meu marido durantes semanas, cada dia um deitava com ela, contava história e ficava lá até ela dormir. Era sempre mais de 1 hora para conseguir que ela dormisse. E mesmo assim, ela vinha para nosso quarto de madrugada.

Já cansada de tanto levar ela de volta, decidi que dormiria no quarto da Bruna até essa fase passar. Então passei  o mês de dezembro dormindo na cama ao lado a dela para entender o porque ela estava acordando tanto a noite. Cheguei a conclusão que ela acordava algumas vezes seja para pegar a chupeta, para se cobrir, enfim, e no berço ela não tinha como sair. Na cama sim. Dormindo ao lado dela ela apenas levantava a cabeça, me via e voltava a dormir. Com isso eu também dormia melhor já que não precisava mais sair da cama. E por algumas noites eu pude dormir a noite toda.

O próximo objetivo seria  reduzir o tempo da historia que eu contava para ela dormir , e por último voltar a dormir no meu quarto. ( Haja Paciência!)

Parece loucura, mas a cada dia eu cronometrava 5 minutos a menos em cada historia até chegar em 10 minutos. Eram 10 de historia e mais 10 no silencio até ela dormir. E de fato estava funcionando.

Até que fomos para a praia e dormimos todos juntos no mesmo quarto. Lá não contava história. Como ela ficava exausta eu apenas me deitava na cama ao lado em silencio e esperava ela e a Manu dormirem. E a Bruna  dormia em 10-15 minutos.

Voltando para casa decidi cortar de vez a historia e também desmontar a cama que tinha ao lado dela. Só fico no quarto com ela em uma cadeira, conversamos um pouco e então digo que é hora de dormir. Ela sai da cama, fala que está sem sono, enfim…. e eu digo; “A mamãe vai ficar aqui até você dormir, se você não ficar quietinha agora vai dormir sozinha…” Aí ela para e eu espero ela dormir. Tem dias que em 10 minutos ela dorme, tem dias que leva até 1 hora, mas paciência. A porta fica aberta, a luz do corredor acesa e então ela dorme.

Também tinha decidido que iria levar ela de volta caso viesse para a minha cama quantas vezes fosse necessário. Consegui por uns dias, até que desisti. Estava muito cansativo, eu fiquei exausta, tinha que acordar de 1 em 1 hora e eu sem dormir não funciono no dia seguinte.

Então hoje ela dorme na cama dela e quando vem para a minha, eu deixo. Tiveram alguns poucos dias que ela acordou na cama dela. Mas a maioria vem para a minha cama de madrugada e lá fica até acordar. O chato é que ela se mexe demais, chuta, reclama e ainda acorda junto com o meu marido, antes das 6 da manhã e faz o favor de acender a luz do quarto.

Paciência…

Conversando com várias amigas com filhos acima de 3 anos, me disseram que também acontece isso. E muitas vezes o que consola uma mãe é saber que ela não está sozinha, e que o nosso problema é o que acontece na maioria das casas com criança.

Fiquei sim um pouco frustrada com tudo isso. Principalmente porque fiz tudo que eu podia para tentar reverter essa situação. Eu nunca considerei a cama compartilhada aqui em casa, sempre fiz de tudo para que as meninas dormissem sozinhas. Ainda mais porque a Bruna dormindo conosco nenhum de nós dorme bem, e isso atrapalha o sono dela também. Mas agora vou levar assim com esperança que naturalmente as coisas voltem ao seu lugar.

Pelo menos tranquila que fiz tudo que eu poderia inclusive levei até em terapia para tentar entender se era algum medo ou algo específico. E sobre a terapia vou contar no próximo post.

E vocês mamães, alguém passou ou passa por algo parecido e conseguiu fazer com que a criança voltasse a dormir sozinha a noite toda em seu quarto? Me contem a formula mágica!!!!

 

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11 fevereiro, 2014
Por Katia Ouang

Ontem eu fui dormir pensando em quantas coisas eu acreditava antes de ter filhos julgando ser certo ou errado e como isso muda depois que vivemos no dia a dia a rotina com criança em casa. É a história de “Pagar a Lingua” por falar antes de saber como realmente é!

Então hoje eu vou relacionar alguns tópicos que mudei totalmente de opinião depois que as meninas nasceram, seja por não ser tão fácil como eu imaginava , ou mesmo por comodismo para tentar facilitar um pouco a minha vida como mãe. Vou dividir o post em partes pois todo dia descubro algo novo para essa listinha !!!!

Antes de ser mãe eu dizia:

Que criança malcriada e que dava escândalo em público era culpa dos pais. Ah se eu soubesse como os pais pouco podem fazer nessa situação a não ser morrer de vergonha…. Há pouco tempo em uma sorveteria a Bruna surtou só porque eu pedi para ela dar um pouco do sorvete para a Manu experimentar. Ela não só começou a gritar que não ia dar como arremessou o copinho de sorvete que eu tinha acabado de comprar no chão. Aí foi um Deus nos acuda…. Falei que ela não ia mais tomar sorvete, ela começou a chorar ( ou melhor urrar), se jogou no chão, deitou no chão… e a sorveteria lotada , todo mundo olhando para mim com aquela cara do tipo ” Você não vai fazer nada e vai deixar essa criança chata aí atrapalhando”? … Ahhhh, tenha filhos para você ver se consegue fazer algo em uma situação dessas!!!! E então eu peguei a Bruna pelo braço, praticamente arrastei ela até a porta, aquele barraco sem noção que só quem tem filhos entende….  Culpa minha??? Se dependesse de mim minha filha seria um exemplo em comportamento e educação.

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– Que eu não ia ficar uma mãe largada e descuidada após o parto. Eu fiquei assustada algumas vezes que fui visitar em casa amigas que acabaram de ter filhos e elas estavam de moletom, com uma cara péssima. Eu que sempre fui vaidosa pensava; nossa, não custa nada por uma roupa mais bonitinha, passar um rimel… Enfim, e assim fiquei após o parto da Bruna e da Manu, um ser de pijamas o dia todo, que mal acabava de amamentar e já começava de novo… Não tinha vontade de vestir nada pois além de não caber, corria para a cama ou o sofá em qualquer 5 minutos que tivesse. Sempre me perguntei de onde veio aquela frase: A maternidade torna a mulher muito mais bonita e madura…. ! “Ooooiiii”!?

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Que eu ia tirar a chupeta antes dos 2 anos. Você passa o tempo todo ouvindo que chupeta faz mal, entorta os dentes, dificulta a fala e que o limite para não ser tão prejudicial é até os 2 anos. Ok, isso toda mãe sabe. Mas a não ser que seu filho por um milagre tenha decidido largar a chupeta por livre e espontânea vontade, quem tem coragem de tirar a chupeta de uma criança que simplesmente parece que o mundo fica cor de rosa e o sono chega em 1 minuto depois que coloca na boca?! Eu não conheço nenhum adulto que não tenha largado a chupeta, ou pelo menos não conheci ninguém que fale errado por causa da chupeta ou que ficou com algum dano irreversível nos dentes. Então sim, eu sei que preciso tirar a chupeta das meninas. Mas no fundo ainda tenho alguma esperança que elas se manifestem sozinhas em largar.

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– Que eu daria legumes e verduras diariamente. Eu juro que tentei, tentei mesmo. Mas infelizmente assim como nós temos gostos e preferências, a criança após os 2 anos também tem. A Bruna comia de tudo, de tudo mesmo até uns 2 anos e meio. E desde então começou a deixar de lado os “verdinhos” e algumas frutas e só come o que quer. Falei com a pediatra, e por ela comer super bem todo o resto, não tenho muito com o que me preocupar. Insistir em comer um brócolis ou espinafre só estressa ela e transforma as refeições em um pesadelo. Além de desperdiçar comida pois é certeza que vai continuar no prato. A Manu ainda está na fase que come qualquer coisa, vamos ver como será com ela. Mas eu no fundo até entendo a Bruna, eu mesma não como todas as verduras e legumes pois não vejo graça. Como porque sei que faz bem e muitas vezes estou de regime e não tenho opção. Mas vai explicar isso para uma criança.

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– Que não deixaria comer vendo televisão . Esse foi o primeiro item que paguei a língua. A Bruna desde os 8 meses come vendo filminho, a Manu também. Como elas comem super bem seja com filme ou sem filme, acabou virando hábito aqui em casa. E de fato ajuda bastante naqueles dias que você esta sozinha e precisa dar comida para duas.

Remove TV from kids rooms to tackle obesity

 

Que quem amamentavam por 3 meses era pouco tempo. Eu amamentei as meninas até 8 meses e considero importante tentar amamentar até pelo menos a introdução de outros alimentos. Achava que as minhas amigas que amamentaram por 2-3 meses era muito pouco. Porém  me dei conta do que são 3 meses amamentando depois que vi no programa que baixei no celular que em 3 meses eu havia amamentado a Bruna mais de 600 vezes!!!!  Alguma mulher que nunca teve filho tem noção do que são 600 vezes dando um peito, depois o outro, depois arrotando…?!!! Depois disso passei a super admirar qualquer mãe que amamentasse o tempo que conseguisse. Também nunca mais julguei o critiquei quem amamentou 2 meses ou 2 anos. Vi o quanto amamentação é algo super pessoal e que mexe muito com a mulher.

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– Que nunca perderia a paciência e gritaria com um filho. Infelizmente esse é um item bem difícil para uma mãe assumir. Mas qual mãe que nunca foi levada ao ápice da loucura quando seu filho começa aquelas birras insuportáveis ou dá um show sem motivo??? Ou melhor, qual mãe nunca enlouqueceu com 2 filhos chorando juntos??? Foram algumas vezes que eu gritei com a Bruna. Acho que grito para não apertar a mão ou até bater, pois acreditem, tem dias que ela passa tanto dos limites que é bem difícil admininistrar. Sou 100% contra bater, então acabo gritando quando não sei mais o que fazer. Mas já aprendi que a melhor solução é mesmo respirar fundo e ignorar ou mesmo mudar de assunto. Pois a criança no meio da birra não escuta ou entende nada. E é claro, sempre me arrependo depois de ter falado mais alto e sinto uma culpa enorme… A “tal” culpa que nós carregamos o tempo todo….

Yelling-Mom

– Que eu só daria doces em ocasiões especiais. Eu não dou doces em casa normalmente. Mas costumo usar muito a “balinha” ou 1 pirulito como prêmio para alguma tarefinha bem cumprida e pior, para sossegar em algum momento de crise da Bruna. Do tipo estamos no Shopping passeando e ela cisma com alguma coisa, começa dar os chiliques, se joga no chão… e então surge a palavrinha mágica; “Bruna, vamos comprar um pirulito!?” Pronto, birra e choro desaparecem em questões de segundos. E melhor, o pirulito demora um tempão para acabar, e durante esse tempo é sossego na certa. Sei que não é legal e muito menos a melhor opção, mas vamos lá… Qual mãe nunca fez isso???? Por sinal , santo pirulito, se vocês soubessem quantas vezes ele me salvou….

lollipop

 Tem muitos tópicos que quero falar ainda, mas vou deixar para um próximo post para não ficar cansativo.

E vocês mamães, o que acabaram pagando a língua depois que tiveram seus filhos???

 

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4 fevereiro, 2014
Por Katia Ouang

Semana passada passei por mais um daqueles dias de emoção total. Tive que mais uma vez adaptar a Bruna na escola.

A primeira vez foi bem difícil, foi quase 1 mês até eu conseguir deixá-la na porta e ir embora sem que ela chorasse.

E não pensem que por ela já ter frequentado outra escola foi mais fácil dessa vez. O que sim se tornou mais fácil foi a minha adaptação. Como sempre na segunda vez , é sim mais fácil. E isso ajuda muito a passar segurança para a criança.

Pois imaginem a Bruna que frequentava uma escolinha super pequena, com mais 7 amiguinhos na classe onde ela praticamente se sentia em casa. E de repente ela mudou para uma escola grande, com 15 alunos por classe e 4 classes da idade dela! Um universo enorme para uma criança de 3 anos ! E mais do que isso, ela era a única criança adaptando na classe e ainda em uma escola bilíngue.

A mudança foi radical.

Eu sabia que não seria fácil e já fui preparada para isso. Ainda mais porque a Bruna estava um grude em mim por passar as férias todas do meu lado e ser praticamente uma sombra minha. Sabe aqueles quadrinhos engraçados onde a mãe fala que a única coisa que gostaria é de ir ao banheiro em paz? pois bem, essa sou eu após essas férias…

Chegamos no primeiro dia e ela sequer desgrudava da minha perna. Tive que ficar na classe o tempo todo, ela no meu colo e nem tomar água eu consegui sem que ela fosse junto.

Nesse dia ficamos apenas 2 horas e no segundo dia idem.

No terceiro dia seguinte consegui “escapar’  um pouco da sala quando ela se envolveu em uma atividade de colagem. Ela chorou, pediu por mim. Eu voltei, levei a naninha dela, e disse: A Popó vai fazer companhia para você e a mamãe vai ficar aqui fora, pois aqui na sala não pode ter adulto, só criança… eu queria muito pintar com você mas a sua professora não deixou…. Só de poder segurar a naninha dela, já trouxe uma certa segurança.

Eu fiquei na sala da Orientadora esperando caso ela chorasse de novo. Mas já havia avisado a professora que ok se ela chorasse, não precisava me chamar a não ser que a situação estivesse fora de controle.

Em uma das vezes que fui olhar da janela vi ela sentadinha assim sozinha, ai que vontade de entrar e agarrar não!?

foto 1

Depois de um tempo vi ela passar em fila levando sua lancheira para o refeitório. Continuei olhando da janela pois em seguida ela iria para o pátio brincar e ficava bem abaixo da sala onde eu estava, dava para ver tudo sem que ela me visse. E então ela e mais as outras classes da mesma idade foram brincar.

Nessa idade criança ainda não forma tanta amizade, é um pouco mais para frente. Mesmo assim todas as crianças já se conheciam do ano anterior e estavam a vontade ali. A Bruna estava sozinha. Correu pelos brinquedos, viu um por um, subiu, desceu, e brincou sozinha. Afinal de contas não tinha intimidade com ninguém ali, muito menos com as professoras. Mas por nenhum minuto vi ela chorar, pedir colo ou pedir para ir embora.

Imaginem que para nós adultos estarmos sozinhos em um ambiente estranho sem conhecer ninguém  já é difícil, para ela então deve ter sido um super desafio.

Meus olhos se encheram de lágrimas ao vê-la brincar sozinha…. Deu vontade de sair correndo, descer e pegar no colo. Aquela menina tão pequena, naquele mundo enorme para ela. E então ela começou a correr pelos brinquedos, pedalou na bicicleta, não parou um minuto. E corria com um sorriso enorme no rosto. Tive um orgulho enorme dela, que estava se virando muito bem sozinha. As fotos estão péssimas pois eu estava atrás da janela, mas dá para ver ela brincando:

foto 4 foto 5

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesse dia ela ficou até o final e então fui buscá-la na classe.

No 4o dia só fui até a sala, fiquei uns 5 minutos, dei a naninha e sai. Voltei para busca-la 4 horas depois e ninguém me ligou por ela chorar demais.

É claro que 2 adaptações já me preparam para conseguir lidar melhor com isso quando chegar a vez da Manu.

E dessa experiência o que eu consigo passar é que:

– Tenha muita paciência. Cada criança tem uma adaptação diferente. Umas dão tchau para mãe e nem olham para trás e outras levam 1 mês até sentirem segurança. Isso depende da idade e da personalidade de cada criança. E lembre que no final todos se adaptam ,mas é um momento de mudança radical na vida da criança que merece toda atenção e paciência.

– Evite criar muitas expectativas na criança. Não diga que a escola será o máximo, que terá um monte de coisas para fazer, que ela vai amar…. enfim. Deixe a criança sentir isso sozinha. Quanto mais ansiosa ela ficar, pior. Por isso conte apenas a verdade; diga que ela vai para um lugar novo, com muitos amiguinhos e atividades para fazer e que você irá acompanha-lo por um tempinho.

– O mais importante é a segurança que os pais irão passar. Quando tiver que sair da classe, seja firme, haja naturalmente e passe segurança para o seu filho. Dê um beijinho, avise que você estará por perto e saia. Nada de abraços e despedidas com lágrima nos olhos, pois isso só dificulta a adaptação.

– Deixe a criança sentir vontade de voltar no dia seguinte. Por isso nos primeiros dias, como normalmente a criança não fica o horário todo, aproveite algum momento de descontração do seu filho, onde ele começou a interagir com outras crianças ou está participando de alguma atividade para ir embora. Diga que agora vocês vão embora, que está muito legal, mas amanhã vocês voltam!

– Converse com a escola sobre a possibilidade de deixar a criança ficar com um bichinho, um paninho ou qualquer coisa de casa que ela esteja acostumada, pelo menos nos primeiros dias. Isso traz segurança e ajuda a criança a não se sentir tão sozinha.

– Seja lá quantos dias durarem a adaptação, sempre avise seu filho que você irá sair mas que volta para busca-lo caso precise. Nos primeiros dias minha dica é ficar na escola, pois se a criança precisar sabe que você estará por perto.

– Todo auê que não podemos fazer ao nos despedirmos de nossos filhos, podemos sim fazer ao reencontrá-los! Quando for buscar no horário combinado abrace, beije, e demonstre o quanto você está orgulhosa desse novo passo do seu filho! mesmo que ele tenha ficado apenas 5 minutinhos sozinho.

Descobri que parte da dificuldade em adaptar vem muitas vezes de nós mães que sofremos mais do que eles, é um processo de separação que faz parte do crescimento e desenvolvimento da criança. E que será rotina por anos e anos de nossas vidas!

E posso afirmar que apesar do coração ficar apertado esses dias, estou super feliz que a Bruna tenha dado mais esse passo. E agora que ela já está adaptada, vou cuidar da Manu, trabalhar bastante e aproveitar antes que as férias venham de novo. Pois depois que você acostuma com um filho na escola, quem é que merece uma criança o dia todo em casa de férias?!!!!

Vai entender nós mães…..

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2 janeiro, 2014
Por Katia Ouang
Parece que foi ontem que escrevi esse post e já se passaram 17 meses! Foi alguns dias apenas após o nascimento da Manu, que de um bebezinho indefeso já está falando e se virando sozinha, como pode não? !
Por isso hoje no Retrospectiva, uma homenagem às mamães que estão próximas a vivenciar esse momento que é sem dúvida, o mais emocionante na vida de uma mulher, e que deu todo sentindo e inspiração para esse Blog!
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Hoje gostaria de dividir com vocês todos os sentimentos e algumas fotos do dia do nascimento da minha filha. Vocês que são tão carinhosas comigo e que torceram para que tudo desse certo. Mais uma vez obrigado por todas as mensagens de carinho.Não importa se é o primeiro ou segundo parto, cada parto é único. E todos com um enorme poder de emocionar e mexer conosco de uma maneira que só quem viveu, consegue descrever.
Não existe nada mais forte. Não me recordo em 36 anos de vida de algum momento que fosse tão especial quanto esse.
Confesso que estava muito nervosa dessa vez, muito nervosa mesmo.
Como foi cesárea marcada ( já contei que meus bebês são enormes!), eu estava bem até a véspera.

No momento em que chegamos ao hospital, desabei. Bateu um medo enorme, medo de mãe, medo e responsabilidade de ter mais um filho,  medo de algo não dar certo… só pensava na Bruna. Afinal de contas, cesárea também é uma cirurgia.
Não consegui disfarçar o nervoso o tempo todo.
Já anestesiada e agarrada à mão do meu marido, chorando sem parar, ficamos os dois esperando ansiosamente aquela “pressão” na barriga antes do bebê sair.
E de repente vem o barulho dos tubos sugando o líquido e uma pressão enorme.
Escutamos o primeiro choro. Meu marido imediatamente se levanta para ver, e eu continuo a chorar… agora de uma emoção incontrolável e louca para ver a minha pequena.
Então ela chega, e pude viver mais uma vez a sensação absurdamente maravilhosa do momento em que encostam seu filho no seu rosto pela primeira vez e você sente aquela pele macia e muito quente.
Parece que sua vida congela naquele instante e nada mais importa. E sim, você já ama aquela pequena pessoa mais que tudo nessa vida.
Ela é linda, e saudável.
Olho para o meu marido, os dois emocionados, e aí se resume o verdadeiro sentido do amor.
Um serzinho indefeso, que leva um pouquinho de cada um e que transformará nossas vidas radicalmente.

Divido então com vocês algumas fotos desse dia tão  marcante e especial; 28 de julho de 2012 !
Bem Vinda Manuela , filha querida , amada e desejada !
Que a sua vida seja sempre repleta de muito amor e saúde !

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