22 outubro, 2014
Por Katia Ouang

shame

Hoje vou listar para vocês as TOP 5 situações constrangedoras que as meninas fazem eu passar. Claro que tudo decorrente da sinceridade e inocência das criança mas que faz com que tenhamos vontade de cavar um buraco e desaparecer naquela hora!

Me inspirei no post de hoje quando fui deixar a Bruna na escola e quase morri de vergonha. Por isso vou colocar como a “top” situação essa que passo todos os dias:

Cismar com alguém – Na escola os carros fazem uma fila e vem um funcionário buscar a criança no carro. Eles abrem a porta e pegam a criança na cadeirinha. Na escola da Bruna são 3 pessoas que fazem isso. E ela resolveu cismar com uma delas; um senhor que é um fofo, um amor de pessoa. Mas quando vem ele pegar no carro ela vira a cara e fala: Mamãe, eu não vou com esse tio feio, eu não gosto dele!  E ele tenta tirar o cinto ela grita e empurra a mão dele. Eu quase morro de vergonha. E pode estar a fila que for, ela não sai do carro. Meu alívio é quando eu chego e vejo que o tal “tio” esta pegando outra criança.

– Pegar doce  antes da hora – Seja a Bruna ou a Manuela, qualquer uma das duas quando resolve atacar a mesa de doces de uma festinha não tem quem segure. Eu tento mantê-las afastada da mesa até a hora do parabéns. Mas as vezes é uma bobeada para a criança pegar aquele doce estratégico que derruba todos os outros. O pior é quando pegam antes da hora, dão uma mordida e não querem mais.

– Fazer o numero 2 em público. Isso é para a Manuela que ainda usa fralda. Morro de vergonha quando estamos em algum lugar publico e a Manu para tudo que está fazendo, agacha e fica lá como se não tivesse ninguém ao redor. Aí fica todo mundo meio constrangido e tentando disfarçar. E isso sempre acontece naqueles lugares que não tem criança.

Observar as pessoas no banheiro ou provador. Isso criança ama fazer não? Basta ter um banheiro público com uma fresta debaixo da porta para elas abaixarem e ficarem rindo da pessoa. O pior é em loja quando elas entram no provador de alguém na maior cara de pau e abrem a cortina. As minhas amam um provador, então é torcer para não ter ninguém dentro. Se não haja jogo de cintura para administrar o olhar de reprovação da “vitima” das meninas.

– Presente. Esse também é um dos campeões de vergonha! Dar um presente para uma delas e não dar para a outra é pedir para vir a pergunta; E o meu, não tem presente para mim? Aí a pessoa fica com aquela cara de paisagem, sem jeito e eu tentando disfarçar. O pior é quando elas abrem algum presente e não gostam ou ainda se gostam mais do presente da outra. Aí segura pois nenhuma das duas mede as palavras e ainda brigam pelo presente preferido na frente da pessoa que deu.

 

E vocês, o que seus filhos fazem que vocês morrem de vergonha?!

 

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20 outubro, 2014
Por Katia Ouang

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Há tempos venho ensaiando como escrever esse post. Talvez porque não gostaria que ficasse muito longo ou mesmo porque não gostaria de passar uma idéia diferente do que a que realmente tenho vivido. É mais um daqueles “post-desabafo” que já me alivia só em saber que posso compartilhar com outras mães.

A minha realidade atual como mãe é de muita, muita frustração. Frustração pois não tenho obtido êxito algum na educação da Bruna. A cada dia que passa parece que dou 1 passo para frente e dezenas para trás. Educá-la tem sido disparado o maior maior desafio e a maior dificuldade desde que me tornei mãe.

A Bruna é uma criança muito intensa e que suga toda minha energia. Meus dias em casa são difíceis e na base de muita paciência.

Paciência essa que muitas vezes eu não tenho ou simplesmente, não consigo mais ter.

Todo o problema é o ciúmes exagerado que a Bruna sente da Manu,  e a insegurança em relação ao meu amor. Se estou eu e ela apenas, é um doce de criança. Se a Manu esta presente, simplesmente não há sossego. E as duas convivem praticamente o dia todo. Então os dias tem sido muito desgastantes para mim.

A Bruna tem o perfil da criança mimada e manhosa. E infelizmente não era esse o resultado que eu gostaria para toda educação que tenho tentado passar. Ela não relaxa, fica o tempo todo observando o que irmã faz, o que ela come, o que ela veste, quando eu abraço ou beijo ela. E para chamar atenção chora o tempo todo, fala igual bebê, se joga no chão, faz malcriação e não acata a uma ordem sequer.

Todas as tarefas diárias são um sacrifício por aqui. Dar comida para as duas juntas tem que ser no prato igual, quantidade igual, talheres iguais. Se o prato da Manu tiver mais batata que o dela, é porque eu gosto mais da Manu. Se eu coloco o laço rosa na Manu, a Bruna tira, coloca nela e ela escolhe outro para a Manu. Isso são exemplos bobos mas que se repetem o dia todo com tudo que entra na nossa rotina.

Além disso não consigo ir ao banheiro sem que ela venha como uma sombra e não desgrude do meu pé achando que eu vou sair, ir embora, deixar ela sozinha….

Conversar, colocar de castigo, punir, nada adianta. E como já disse, não sou da turma que dá uma “palmadinha” de vez em quando. Então para não bater nela eu muitas vezes grito e perco a paciência. O que me traz uma “ressaca moral” péssima depois.

E isso tudo só acontece na minha presença.

Já fui diversas vezes na escola conversar com a professora , com a coordenadora… e sempre tenho um feed back de uma criança doce, amiga, e que está bem longe de fazer malcriação.

Em casa é só eu sair que a minha funcionária diz que ela não dá um “piu” sequer. Ajuda, é carinhosa com a Manu, protege a Manu, cuida dela. Realiza as tarefas sem reclamar ou chorar e é uma simpatia só.

Quando fica apenas com o pai e a Manu idem.

O problema é realmente me dividir com a Manu.

Sou uma pessoa 100% aberta a ajuda de amigos, profissionais, livros ou qualquer recurso que possa me dar uma luz no final do túnel. Inclusive já contei aqui que até terapia cheguei a levar a Bruna há 1 ano atrás. Mas o que me dói mesmo é saber que esse comportamento dela é assim só comigo.

Será que não dei a segurança e atenção que ela gostaria?

Será que estou falhando em alguma coisa?

Será que posso mudar ou melhorar?

Tenho sofrido bastante com isso. Pois não quero de maneira alguma que a Bruna cresça se sentindo infeliz ou insegura. Mas também estou aprendendo com ela. A cada dia conhecendo suas carências e inseguranças,  e tentando dar o meu melhor para que ela seja feliz e uma criança tranquila. Tento chamá-la para me ajudar em todas as atividades que ela possa participar, elogio, estimulo, dou atenção sem super proteger e faço o que acho coerente para uma mãe que tem 2 filhas e que não pode parar a vida por causa de uma delas.

Sempre termino o dia sugada. E parece que a Bruna sabe disso. Pois  diariamente do nada ela vem, e me da um abraço e um beijo que me derrubam. E é o que faz tudo valer a pena.

Esse post é mais para mostrar que a vida não é tão bela quanto muitas vezes parece em fotos e relatos, e que a dificuldade no dia a dia desde que nos tornamos mãe está muito além de passar noites em claro,ter dores para amamentar ou adaptar um filho na escola.

O desafio de educar uma criança é algo diário, e é sim nossa total responsabilidade.

E essa é a maior culpa que carrego como mãe….

Por isso hoje eu pergunto, quem mais está passando por isso, ou quem já passou e conseguiu melhorar o panorama!?

 

Foto Projeto Família

 

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6 outubro, 2014
Por Katia Ouang

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Devido ao sucesso do post ” O que me deixa louca na maternidade“, resolvi fazer mais uma parte. Afinal de contas , quanto mais as crianças crescem, mais elas tem o poder de fazer coisas que nos irritam.

O terrible two chegou na Manuela, mas não acabou na Bruna. Então vocês podem imaginar como eu fico com as duas juntas.

Com isso relacionei mais uma série de coisas que me enlouquecem como mãe!

Vamos lá! Vou começar com o top mais irritante para mim:

Acordar já dando bronca- Esse é o que mais me deixa louca. A Bruna vem para a nossa cama todas as noites de madrugada. Aí ela acorda e já começa a aprontar. Ou ela acende todas as luzes do quarto, ou abre a janela, ou começa a falar ( ou melhor, gritar) que está com fome ou ela corre para o quarto da Manu e acorda ela. Em qualquer uma das situações eu quase me jogo da cama de susto e tenho que sair correndo para apagar o incêndio. Tem algo mais mau humor do que isso? As poucas vezes que eu abro os olhos e vejo que ela ainda está dormindo , é o dia mais bem humorado da semana para mim disparado!

Tirar o sapato – Já contei para vocês que as meninas sempre andaram descalças pela casa. Mas agora elas perderam a noção. É só entrarem no carro que já tiram o sapato. Só que na hora de descer é aquele perrengue para calçar as duas. O pior é que em qualquer lugar que nós vamos elas querem tirar os sapatos. Somado a isso ainda perdem todas as meias pela casa , o que me deixa louca pois não sobrou um par intacto por aqui, estão todos trocados.

Marido não entender que faz frio. Meu marido ( e todos os homens do planeta) não sentem frio, e simplesmente não entendem que criança não pode ficar tão exposta ao vento e chuva. Eu brigo com o meu marido o tempo todo pois pode estar o vento que for, que ele nunca acha que as meninas precisam de casaco. E aí eu sou a exagerada sempre. Os finais de semana são sempre assim; eu tiro uma delas do carro, coloco o casaco, enquanto ele tira a outra e sai andando. Ah como eu amo o verão!

– Quando as avós super protegem. Sempre brigo com a minha mãe quando estou dando uma bronca nas meninas, ou coloco alguma delas de castigo e minha mãe fica com dó e pega no colo: Vem cá com a vovó… E pronto, toda nossa autoridade vai por agua abaixo.

– Destruir todas as bonecas. Ok, eu sei, elas são pequenas, querem brincar. Mas será que não pode sobrar uma boneca com roupa aqui em casa? Barbie então…, não sei porque elas querem a Barbie Borboleta, a Bailarina, somem todos os acessórios mesmo. Aqui estão todas sem roupa e com o cabelo pintado, cortado, com cola…

– Deixar qualquer material de trabalho na minha mesa.  Deixar uma caneta ou lápis  para as minhas anotações é tarefa mais do que impossível. Elas pegam absolutamente tudo que eu deixo na mesa. É só na minha casa ou na de vocês também é impossível achar uma caneta na hora que precisa anotar algo?

– Ter que travar uma guerra para secar o cabelo. Tanto a Bruna quanto a Manu sempre detestaram secador. Elas gritam, choram, fogem. Haja paciência! A Manu como não tem quase cabelo é muito rápido. Mas a Bruna que tem o cabelo gigante, são minutos com ela gritando, se debatendo, fugindo… Isso sem contar que antes tenho sempre tenho que desembaraçar o cabelo dela e vocês podem imaginar o estress.

– Cismar com uma comida. Isso acontece principalmente com a Bruna que está cada vez mais seletiva. Ela cisma com alguma coisa e não come de jeito nenhum. Mas isso digo com coisas que ela gosta. Por exemplo, ontem fizemos um franguinho grelhado em cubos ao invés de desfiado. Pronto, ela cismou, disse que não ia comer pois não era frango. Ela ama morango e de repente cismou com as sementinhas e disse que não ia mais comer. E assim ela tem feito com todas as comidas até daqui a pouco não comer mais nada.

– Não querem mais colocar a roupa que eu escolho. A Bruna entrou na fase que diz que calça e tênis é coisa de menino e que menina só usa vestido e sapato. E não adianta vestir qualquer coisa nela que ela arranca, vai até seu quarto e troca pela roupa que ela quer usar. É um estress todo santo dia na hora de vesti-la. Exceto o uniforme que ela não tem opção. E a Manu que não é boba nem nada, imita a Bruna e começou a não querer mais usar calça também. Detalhe que a Bruna também cismou com roupa branca e não usa de jeito nenhum. #eumereço

– Fugir na hora de cumprimentar outras pessoas. Nós tentamos educar nossos filhos para poderem conviver em sociedade e quase matam a gente de vergonha na hora de cumprimentar alguém que não conhecem. Por aqui basta chegar em um ambiente estranho para algum conhecido nosso chegar e dizer; Oi Bruna, oi Manu, vem ca dar um beijinho na Tia. Pronto, as duas saem correndo, viram a cara, não cumprimentam de jeito nenhum.

 

 

Essa foi minha listinha de hoje. Conforme eu for lembrando de mais coisas que me deixam louca vou postando por aqui!

E vocês mamães, o que mais te irritam ou deixam louca na maternidade?

 

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1 outubro, 2014
Por Katia Ouang

E na sequência do post Adeus às Chupetas – Parte 1, hoje eu vou falar sobre como foi a adaptação da Bruna (e da mamãe aqui) após a retirada das chupetas.

Eu assumo que posterguei esse momento até onde pude, pois estava é mesmo com preguiça do que eu enfrentaria com a Bruna sem chupeta. O único cenário que eu visualizava era a Bruna chorando o dia todo e fazendo altos escândalos. E como sempre na maternidade, tudo é uma caixinha de surpresas. De fato não vale a pena imaginar nada. O melhor é viver um dia após o outro pois a reação das crianças é sempre imprevisível.

Como o término da chupeta foi de uma forma inesperada acho que nem eu, muito menos a Bruna, estávamos preparadas para o que viria pela frente. E quer saber, melhor assim. Pois não foi tão ruim quanto eu imaginava.

A Bruna ainda estava na euforia da visita da fada, do gatinho que ela ganhou, de contar para todo mundo que não usava mais chupeta…. E então eu deixei ela brincando e decidi que colocaria para dormir mais tarde nesse dia, assim estando mais cansada, maior a chance de dormir mais rápido. E esse dia posso dizer que melhor impossível.

Sentei para jantar com o meu marido e deixei ela no sofá vendo filme. Por nenhum momento ela pediu a chupeta. Jantamos e quando olhei, ela estava dormindo no sofá. Sem um escândalo, sem um choro, sem nada. Eu não acreditava naquilo. Para mim era mais do que um sonho… 4 anos só dormindo com chupeta e foi tão fácil assim?! Levamos ela para o seu quarto e nem sinal dela acordar.

Toda madrugada a Bruna vem para nossa cama. E aí que me preocupava. Ela acordaria, não acharia a chupeta e começaria a chorar. Mas enfim, eu sabia que seriam alguns dias e que eu teria que ter paciência. E como todos os dias ela acordou, veio para nossa cama, e começou a chorar pedindo a chupeta. Eu olhei e disse; Bru, você esqueceu que a Fada levou todas? O gatinho está aqui para te proteger e te fazer companhia, ele não vai deixar você ter vontade de pepê… Ela olha para mim e fala: Tá bom! Deitou, e dormiu.  Sim, na maior paz do mundo.

Eu estava perplexa… Não , essa não era a Bruna escandalosa, exagerada e dependente da chupeta que eu tanto conhecia. Então eu também deitei e dormi com ela ao meu lado. Passei um tempão olhando a minha filha sem chupeta, dormindo tão serena e tão linda.

E no dia seguinte ela acordou agarrada ao gatinho e sequer pediu a chupeta. Como era seu aniversário já engatei em mais um presente e com isso consegui distrair os primeiros minutos do dia. Vesti ela para ir a escola, dei o café da manhã e  a levei até a porta da classe onde comemoramos junto com as professoras e os amiguinhos o fim das chupetas e o dia do aniversário. Ela mostrou o gatinho toda orgulhosa para os amigos e parecia muito feliz.

O resto do dia nem um piu pelas chupetas. Eu não acreditava. Estava mais do que orgulhosa dela. E querem saber? Acho que tirar mais tarde é muito mais difícil, mas faz com que a criança tenha compreensão de tudo que está acontecendo. Ela entendeu que não tinha mais as chupetas e aceitou.

Nessa noite já foi mais complicado dormir. Acabou a euforia de fada, presente, aniversário e ela ao deitar começou a chorar pela chupeta. Morri de pena dela, pois até a mão ela começou a sugar. Mas aí eu prometi que teria paciência. E então mudei o foco e comecei a contar uma história imediatamente. Ela adora ouvir histórias. E não é sempre que eu tenho tempo e paciência para contar. Pois no final do dia estou mais do que cansada. E ela prestou atenção, me interrompia algumas vezes para pedir a chupeta, eu nem dava bola e continuava.

E então ela dormiu.

Mais um dia se foi.

A partir do terceiro dia parece que o que foi tão simples nos 2 primeiros , começou a complicar um pouco. Durante o dia ela não pede. Mas quando fica muito nervosa começa a morder alguma coisa. E também arranca a chupeta da Manu e não deixa ela usar. Então já aproveitei o gancho e só dou para a Manu no berço.

Mas ok, nada que não fosse mais do que o esperado.

O difícil mesmo é a noite, isso está cada vez pior. Ela não quer mais dormir sem a chupeta, faz malcriação, foge da cama e nem história mais funciona. Ontem mesmo eu quase perdi a paciência pois trabalhei 10hs seguidas, nem tinha almoçado, e não estava com a mínima vontade de aguentar chilique de criança (#prontofalei). Mas respirei fundo e tentei conversar, mudar o foco, tentar outra história. E nada. Só depois de 2 horas ela foi vencida pelo cansaço e apagou.

E tem sido assim. Eu sei que terei uns dias complicados. Mas daqui um tempinho ela começa a esquecer esse hábito, vai aprender a dormir sem a chupeta e sossegar um pouco.

Estou muito feliz com mais essa etapa cumprida. Que ao meu ver, seria das mais complicadas.

A real é que nós mães complicamos tudo. E acho que eu também passava essa ansiedade para ela.

E o que posso passar para vocês disso tudo é, as crianças se adaptam muito mais rápido e melhor do que imaginamos. E que muitas vezes nós postergamos uma mudança por medo, compaixão ou até mesmo insegurança de causar algum trauma a nossos filhos. Cabe a nós ajudar em todas as mudanças mas de uma forma positiva.

Faz toda a diferença.

 

E mais um degrau subimos, mais uma etapa cumprida, e vamos que vamos que agora tenho a Manu para tirar a chupeta e desfraldar! ( #preguiça) !!!

 

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29 setembro, 2014
Por Katia Ouang

Achei que o dia de escrever esse post nunca chegaria…

E sim, ele chegou!

A Bruna está oficialmente livre das chupetas que tanto me trouxeram pesadelos nos últimos meses!

E essa foi mais uma das experiências maternas que deixarão marcas. Um misto de sentimentos e que com certeza me fizeram crescer, aprender e sentir que mais uma etapa foi cumprida. Vou dividir o post em duas partes; o processo que levou a retirada das chupetas e o pós.

A Bruna usou chupeta desde o dia em que chegou da maternidade até 1 semana atrás. Foram exatos 4 anos de vício completo.

A chupeta sempre foi um calmante para ela. E digamos que para mim também. Pois sem dúvida me ajudou muito nos 2 primeiros anos de vida dela.

Após essa fase, a chupeta começou a aparecer como uma fuga. Fuga para os momentos de cansaço, fuga para quando ela tomava bronca, fuga para quando se sentia insegura e fuga principalmente, quando sentia ciúmes da Manu. E isso veio em um crescente até que culminou a alguns meses atrás com o ápice do vicio, onde ela só não usava a chupeta na escola e nos momentos em que estivesse brincando ou distraída com algumas coisa. Mas era só sossegar para pedir a chupeta.

E passamos por alguns momentos constrangedores ( talvez mais eu do que ela ), de querer usar chupeta em lugares públicos, na frente de outras pessoas, uma criança grande , de quase 4 anos. Aí vem aquele bombardeio de olhares. Não para ela, mas para a mamãe aqui que mais do que sabia que já era hora de parar.

Mas posso confessar, eu sequer estava preocupada com isso. Pois sei que mais cedo ou mais tarde ela iria largar. Minha preocupação era mesmo com os dentes que já dito pela dentista, estava bem prejudicado.

Então depois de todas as tentativas possíveis imaginarias para tirar a chupeta, depois de prometer o mundo, trocar pelo presente que fosse e nada adiantar, decidi que o limite seria seu aniversário. Não digo o dia do aniversário em si, pois de maneira alguma gostaria de associar com um dia tão importante e feliz… mas sim os seus 4 anos. Que após fazer 4 anos, não teria mais chupeta.

E desde julho comecei a trabalhar na cabecinha dela essa questão. Conversava diariamente e ainda tinha esperança que ela parasse por livre e espontânea vontade.

E parece que isso só piorou o panorama. O vicio aumentou, era chupeta o dia todo, chorava pela chupeta, meu Deus, só eu sei o quanto meus ouvidos escutaram a palavra “pepê”.

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Me sugeriram tirar radical. Que ela choraria por uns dias mas que como tudo, iria passar.

Eu não tive coragem. Meu coração doía só de pensar em cortar de uma hora para outra algo que era mais do que beber água para ela.

E então resolvi tentar a tática de cortar as chupetas que várias leitoras me indicaram como algo que não seria tão radical, mas que já faria a criança começar a entender que a chupeta não se encaixava mais em sua vida.  A idéia é cortar os bicos e ir aumentando o tamanho até virar um buraco e depois do buraco, ir cortando até ficar só no toco.

Há 2 semanas sentei na mesa, peguei todas as chupetas ( ela tinhas umas 8) e decidi que seria hora. Fiz um corte com estilete em cada uma das chupetas.

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E depois disso compartilhei com vocês no insta minha angustia e sofrimento. Mais parecia que estava fazendo algo proibido ou melhor, eu estava literalmente destruindo um objeto de extremo valor para a minha filha. Parece besteira, mas não foi. Sofri muito com aquilo, mas com a consciência de ser mais do que necessário.

Para minha surpresa ela estranhou, testou todas as chupetas, e me disse; Mamãe, minhas chupetas rasgaram! E eu disse: Filha, a mamãe já te explicou, você esta crescendo e seus dentes agora vão acabar furando todas as chupetas, não tem jeito .  Ela disse; Ah, tá bom! E continuou chupando.

A real é que naquele momento eu esperava um escândalo, mas foi o contrário, o que de certo modo, amenizou a minha culpa.

Os dias se passaram, eu fui aumentando o rasgo a cada 2 dias, até fazer uns buraquinhos com tesoura. E mesmo assim, lá estava a chupeta na boca.

Juro que desanimei. Mas sabia que os dias estavam contados. Pois quando o bico chegasse no toco, não teria mais jeito.

E então que toda história virou do avesso.

Na véspera de fazer 4 anos estávamos todos em casa. Meu marido voltou mais cedo pois precisava terminar uns contratos em casa já que estava sem luz no escritório. A Bruna estava naqueles dias que se não fosse tão pequena, até afirmaria uma TPM ao extremo! Ela estava enlouquecendo a todos. Dia de birra total, choro, manha, enfim. Meu marido conversou com ela, colocou de castigo, fez o que pode. E ela parecia querer nos testar ao máximo.

Até a hora em que ela pegou uma caixinha do pen drive do pai, jogou no chão e rasgou o suporte de espuma.

Eu já até saí de perto. Pois não sabia a reação do meu marido. Já que nunca sequer encostamos o dedo nas meninas com violência. Sequer demos uma palmadinha, beliscão, nada. E então ele sem saber o que fazer, pegou todas as chupetas dela e jogou no lixo da cozinha.

E disse: Pronto, chega, não tem mais chupeta. E agora você vai aprender a se comportar.

Eu na hora não acreditei, queria matar meu marido.

Os olhos da Bruna enxeram de lágrimas e só olhava para suas chupetas em meio ao lixo todo.

Pensei; Fiz de tudo para não traumatizá-la e agora termina assim?!!

Respirei fundo e pensei; vou consertar essa situação antes que piore. E então eu fui ao seu lado, abracei e disse; Bru, o papai ficou muito bravo com você. Mas vamos aproveitar que ele jogou as chupetas para chamar a  fada ?

Ela me olhou chorando e disse: Tá bom mamãe.

Juro que as lágrimas escorriam dos meus olhos. Eu vi que ela estava sofrendo mas que entendeu que não tinha mais opção.

E então eu transformei  aquele drama todo em uma festa! Montamos um pratinho de comida para a fada, escrevemos uma carta, e colocamos na varanda.

Fui no carro buscar os presentes da fada que eu já havia comprado desde que iniciei o processo e coloquei onde deixamos a carta enquanto o pai dava banho nela.

Chamei a Bruna toda feliz e disse: Bru, corre aqui, acho que a fada passou!

E ela abriu a porta da varanda, pegou os presentes e falou: Mamãe , ela comeu os biscoitos e levou as pepês!

Todo mundo em casa festejou e imediatamente ela se agarrou ao gatinho que ganhou e não soltou mais. A idéia de dar esse gatinho de almofada FOM  é poder fazer companhia para ela a noite. A “fada” escreveu que ele protege a criança e faz com que ela não queira mais a pepê!

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E enfim a decisão estava tomada, não tinha mais caminho de volta…

 

 

No próximo post, que virá na sequencia ainda essa semana, conto como foi o primeiro dia e como está sendo esses dias sem a chupeta!

Beijos e um bom começo de semana!

*K*

 

 

 

 

 

 

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15 setembro, 2014
Por Katia Ouang

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Ontem quando cheguei em casa com a Bruna tinha uma caixa para mim na sala. A Bruna foi correndo, abriu, e antes mesmo de eu ler, rasgou o cartão que veio junto. Isso costuma ser comum por aqui, as meninas mexem em tudo. É claro que eu educo para que isso não aconteça, mas dizer para 2 crianças, de 2 e 3 anos, para não mexerem em algo, é pedir para que elas façam o contrário não?

Por isso me inspirei para o post de hoje; O que me deixa louca na maternidade!

Antes de ter filhos nossa adaptação maior é no casamento, na hora de dividir o mesmo espaço e algumas coisinhas. Eu particularmente não tive muita dificuldade. Me adaptei aos primeiros meses de casamento super bem. E olha que eu não morava junto antes!  Mas na maternidade é diferente,  parece que temos que dividir tudo. Que não existe mais nada nosso. Por isso enumerei algumas coisas que mesmo sendo apaixonada pelas minhas filhas, muitas vezes tenho  uma vontade louca de morar sozinha e poder fazer tudo com calma e melhor; com privacidade! Principalmente porque trabalho em casa e passo o dia todo com elas por perto.

São fatos corriqueiros, que acontecem quase que diariamente mas que me deixam louca! É claro, são coisas que todas as crianças fazem e que depois achamos engraçado!

Vamos lá!

– Abrir a embalagem de qualquer coisa comestível e imediatamente ter as duas no meu pé esperando um pedaço ou muitas vezes , comendo tudo sozinhas. Não consigo comer um docinho que seja. A não ser que eu faça isso quando elas estiverem dormindo. Aquela velha história; “Pareço boa mãe” mas já esperei minhas filhas dormirem para comer aquele chocolate que tanto amo! #quemnunca ?!

– Almoçar com elas por perto. Tenho que levantar mil vezes pois a cada minuto alguém me solicita. Isso quando não vem atacar o meu prato de comida também. Normalmente quem faz isso é a draguinha da Manuela, que come o que estiver pela frente!

– Abrir uma bala . Parece que elas escutam o barulho do papel a 100 mts de distância e  já vem correndo pedir.

–  Tentar assistir algo na televisão enquanto elas estão acordadas . Bastou ligar a tv para elas pedirem algum desenho ou começarem a reclamar que o programa é chato. Na melhor das hipóteses quando consigo assistir algo é sempre com elas correndo, brincando ou gritando do meu lado.

– Falar ao telefone. Isso sim se tornou uma tortura. É só eu falar “Alo” que elas vem gritando em cima e não param de fazer barulho, querem saber com quem estou falando, querem apertar o botão…

– Usar o Ipad. Isso acho que não existe enquanto elas estão por perto. Ipad é um item que só trancada no banheiro ou quando elas estão dormindo.

– Tomar banho. Esse é o sonho de consumo de qualquer mãe. Aqui eu passo o banho todo com alguém batendo na porta e falando que quer entrar. Isso porque agora eu tranco a porta, pois cansei de ter meu banho “invadido”.

–  Maquiagem. Não posso me maquiar em paz que lá vem elas querendo usar tudo. Isso quando não pegam escondido e destroem o batom, a sombra, o lápis…. Se eu passo blush, tenho que passar em cada uma delas. Se eu passo batom, idem.

Shampoo. Usam todo meu shampoo para fazer espuma na banheira. Primeiro acabam com o delas e depois vem procurar no meu banheiro. Até o dia que eu surtei quando vi a banheira roxa com um shampoo especial que uso que custa super caro.

– Elástico de Cabelo. Eu uso muito rabo de cavalo, e vivo comprando elásticos pois elas somem com todos e ainda usam como pulseira. Não consigo entender como desaparecem tão rápido. Compro quase toda semana um saquinho com 10 e

– Armário. Mexem em tudo, tiram todos os sapatos, jogam a pilha de camisetas no chão, experimentam tudo, pisam em tudo, escondem tudo….

– Kit Atividades. Já cansei de comprar lápis de cor, canetinha, giz de cera, massinha. Aqui vira quase que descartável. Já tentei de tudo para organizar e manter mas parece que cada vez fica pior. Não sobra uma caneta com tampa, um lápis com ponta…

– Vestir para sair de casa. Isso me deixa muito louca! Mal termino de vestir uma, a outra já tirou os sapatos, o laço do cabelo… Aí quando termino de levar uma no banheiro a outra quer ir. Sair de casa é um processo.

– Colocar o cinto da cadeirinha. Eu não sei porque ainda não inventaram uma cadeira tipo aquelas de carrinho de montanha russa que basta você abaixar a alça e ela já trava! Aqui é um perrengue toda vez. Para quem não tem menina em casa, saibam que o cinto prende na saia, no vestido, no casaco cheio de babados…. nada como uma calça nessas horas! Fora que a Bruna entrou na fase em que se usa o cinto da cadeira, ela tira as alças, e se usa o cinto do carro , ela solta a trava.

– Dar comida. Sem querer parecer péssima mãe, mas tem algo mais chato que dar comida para criança? E olha que as minhas comem bastante e isso acaba dando gosto de ver! Mas haja paciência para esfriar  a comida, por na boca, esperar a criança mastigar, deixar cair tudo no chão…

– Colocar para dormir. A Manu dorme sozinha. Só fechar a porta e apagar a luz. A Bruna era assim ( bons tempos!), mas agora eu tenho que sentar em uma cadeira e esperar ela dormir. Normalmente em 15 minutos ela dorme. Mas muitas vezes além de não dormir ela começa a pedir um monte de coisas; Mamãe quero água, mamãe quero fazer xixi, mamãe estou com fome…. E eu exausta cada vez que ela pede alguma coisa tenho vontade de gritar. E quase morro de alegria quando vejo que ela dormiu. Aí já bate saudades.

Vai entender nós mães!!!

 

Agora me digam, sou só eu que enlouqueço com essas coisinhas do dia a dia ou vocês também se identificam? O que deixa vocês loucas???

Um beijo grande e uma boa semana para todas nós!

*K*

 

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10 setembro, 2014
Por Katia Ouang

Esse é um tema que já há algum tempo eu queria falar. Pois muitas mães de primeira viagem tem duvida sobre deixar ou não o bebê dormindo no quarto dos pais.

As minhas duas filhas dormiram no moisés ao lado da minha cama por um tempo. A Bruna por 2 meses e a Manu por 6. E acho que a experiência foi ótima. E muito melhor e mais fácil no segundo filho.

Eu tenho uma opinião muito clara sobre esse assunto que é a seguinte; se você tiver qualquer tipo de ajuda, seja enfermeira, babá , mãe ou qualquer parente que possa dormir no quarto com o bebê, mantenha ele em seu próprio quarto. Assim você pode dormir melhor e o quanto antes acostumar o bebê com seu próprio berço e ambiente, melhor.

Se você, como foi meu caso , é a responsável por cuidar do seu bebê pelas madrugadas sem contar com ajuda, coloque no seu quarto. E digo isso pois nessa fase pós parto, a mais complicada na minha opinião, temos que facilitar nossa vida.

Nunca me esqueço da primeira noite com a Bruna em casa. Foi um pesadelo para mim. Me propus a dormir no seu quarto pois queria desde o inicio deixá-la em seu próprio berço.  Fui me deitar na cama ao lado e confesso que não preguei o olho. Não só por querer olhar ela o tempo todo, mas também porque não sabia se era hora de trocar, se ela tinha feito xixi, se já precisava mamar de novo. E ainda em meio a essa insegurança toda, o corte da cesárea que doía a cada vez que eu me mexia, o meu leite desceu nessa madrugada e eu tive febre, calafrios e não sabia como me virar com aquele leite todo que jorrava e deixava meu peito em brasas.

Passei a noite chorando. E a Bruna, não deu um piu. Dormiu direto e eu que a acordei a cada 3 horas para mamar.

Na noite seguinte decidi que queria mesmo era dormir na minha cama, ao lado do meu marido e ter um colo para chorar caso necessário.

Coloquei o moisés apoiado em um banco, ao lado da minha cama, em uma posição que era só eu estender o braço ou abrir os olhos que poderia ter controle do que estava acontecendo. E a partir dessa noite ela dormiu comigo até completar 2 meses, quando já dormia 10hs seguidas e eu coloquei em seu próprio berço sem muitos traumas.

Nessa fase eu ainda levantava, ia amamentar na poltrona do quarto dela, trocava a fralda e voltava para o meu quarto. Deixava ela no meu colo até arrotar e colocava no moisés.

Com a Manu foi tudo infinitamente mais fácil. Desde a primeira noite ela já ficou no moisés ao meu lado e eu apenas tirava ela para amamentar sem sequer levantar da cama, amamentava lá mesmo, esperava arrotar e colocava no moisés de novo. Nunca troquei a Manu de madrugada, exceto se ela fizesse cocô. E mesmo assim, eu deixava um “kit troca” ao lado da cama, e trocava ela na minha cama mesmo. Nunca levantei da cama a não ser que o cocô tivesse vazado e precisasse trocar tudo. Mas como ela teve alguns probleminhas de saúde ( que vocês acompanharam), mantive ela no meu quarto até os 6 meses pois me sentia insegura de deixa-la longe de mim. Depois disso ela nem cabia mais no moisés e então eu fiz a transição para o seu quarto ( veja aqui) e passei a monitorar com a babá eletrônica.

E senti muita saudades quando as duas passaram a dormir em seu próprio quarto. Eu adorava aquele bebezinho respirando ao meu lado. E com certeza dormia muito mais tranquila pois a qualquer sinal de alerta, bastava abrir os olhos sem precisar levantar e ir até outro quarto.

Eu mantive esse esquema em prol do meu bem estar, pois sei o quanto é cansativo cuidar de um bebê sozinha pelas noites. Porém sempre tentei respeitar uma rotina de horários e de criar um ambiente para o sono delas,  como já tanto contei nos post sobre organização de rotina.

O que acho interessante é que o mercado vem desenvolvendo produtos incríveis para colocar o bebê ao lado da mãe e facilitar nossas vidas. Vejam quantas opções interessantes. Não vi nenhuma delas para vender por aqui, mas acho que qualquer marceneiro bom pode fazer um bercinho desses, basta deixar um lado aberto.

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Se eu fosse voltar ao tempo e soubesse como seria cuidar de um bebê a noite, já teria colocado na minha lista de enxoval um bercinho desses!

 

E vocês, deixaram o bebê no seu quarto quando era pequenino?

 

 

 

 

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11 agosto, 2014
Por Katia Ouang

Sempre lembro da minha mãe dizendo; Filha, não programe nada com muito antecedência com criança pequena. Acorde, veja se elas estão bem e faça o seu dia!

Isso é uma das verdades da maternidade.

Hoje recebi um email de uma leitora que estava super chateada e frustrada. Na véspera da festa de 2 aninhos de sua filha, que ela programou quase 1 ano antes, a menina ficou doente, teve que ser internada, e ficou no hospital por 3 dias. E não sei dizer quantos e-mails já recebi de mães que passaram pela mesma situação ou até mesmo mães que decidiram viajar , seja para a Disney, algum resort, uma praia, e o filho passou a semana doente.

Isso me inspirou para o post de hoje.

Organizei com antecedência um final de semana em um hotel para comemorar não só o aniversário do meu marido que foi na sexta, mas também o dia dos pais. Já havíamos combinado que ele sairia do trabalho mais cedo e iriamos na sexta feira após o almoço. O presente de aniversário eu já tinha comprado. E o do dia dos pais, ia comprar na própria sexta pela manhã junto com o do meu pai.

A noite anterior passei em claro com a Bruna tossindo e o peito chiando bastante. Na sexta cedo levei ela ao pronto socorro só  para ter certeza que não tinha mais nada além de uma bronquite e que ela poderia viajar. Bruna medicada, voltamos para casa e terminei de fazer as malas. Estava tão cansada por não ter dormido nada que nem lembrei do presente de dia dos pais.

Perto do almoço achei a Manu estranha. Estava jururu, cansadinha e não quis almoçar. Não querer almoçar para ela já mostra que algo está bem estranho. Mais estranho ainda é que ela dormiu no sofá da sala. O que nunca aconteceu. Liguei para o meu marido e disse; vamos amanhã ao invés de hoje, pois pode acreditar que vem coisa por aí. Percebi que ele ficou meio frustrado claro, afinal era seu aniversário, não havíamos programado nada por aqui e também não iriamos mais viajar. E até então, parecia precaução de mãe neurótica pois a Manu apenas não quis almoçar.

E então a Manu acordou de fato muito estranha. E lá vou eu a mais um “aguenta coração”, pois Manu estranha, tem algo de errado. E quem me acompanha aqui e já leu os relatos das primeiras crises da Manu ( aqui e aqui), sabe cada susto que essa pequena me dá. Para resumir;  ela tem uma reação diferente a dor, ao invés de chorar, gritar, ter febre ou qualquer outra reação comum, ela fica apática, parece desmaiada. Já passei pelos maiores especialistas e fizemos todos os exames para descartar problemas graves, e a conclusão é que esse estado que ela fica é um sinal que algo não está legal. É a maneira que o corpo dela reage à algum mal estar.

Peguei minha bolsa e sai correndo para o pronto socorro, o mesmo que levei a Bru a poucas horas.

No caminho a Manu começou a chorar muito e então vomitou no carro mesmo.

Chegamos no hospital ela estava péssima, sem cor, sem reação. Passou pela consulta e foi direto fazer uns exames e tomar soro. E como a gente sofre a cada agulha que colocam em nossos filhos. Parece que sinto a picada em mim.

Manu dormiu com o soro e com um remédio para enjoo na veia, e como em um passe de mágica, 2 horas depois ela acordou e estava ótima!  Levantou, falou,  estava corada, deu risada e ainda comeu todo o lanchinho que a enfermeira trouxe.

Respirei aliviada. Como é bom ver seu filho bem de novo.

Pode ter sido algo que ela comeu, ou apenas  um mal estar mesmo.

Em casa ela estava ótima , comeu tudo, brincou, e a pediatra disse que se ela não tivesse febre e não tivesse mas nenhuma reação estranha, que poderíamos viajar no sábado já que iriamos só após o almoço então se fosse virose, ela teria algum sintoma antes disso.

Depois que as meninas dormiram comemoraríamos em casa mesmo o aniversário do marido. Eu ia pedir um jantar diferente, tomar um vinho e dormir cedo. Afinal de contas a noite anterior já tinha passado em claro com a Bruna.

Vinho na mão para brindar o aniversário e então a Manu acorda chorando.

Foi só eu pegar no colo que ela vomitou tudo que tinha comido. Além disso estava com febre. Fui dar um remédio e vomitou de novo.

Para resumir as próximas horas… Das 10 da noite às 6 da manhã foi um pesadelo. Ela vomitou não sei quantas vezes. Coloquei na minha cama e eu mesma não tinha mais forças. Estava exausta. Eu precisava dormir nem que fosse meia hora. Mas não consegui pregar o olho de tanta preocupação com a Manu. A cada meia hora ela levantava, chorava muito de dor, vomitava e voltava a dormir. E nisso eu já tinha usado todas as toalhas e panos de casa. Consegui algumas vezes dar água para ela, pois meu medo era desidratação. Meu instinto já teria levado a Manu de volta ao hospital na segunda vez que vomitou. Mas sempre me acham exagerada então resolvi esperar.

La pelas 4 da manha eu estava dormindo em pé, não tinha mais forças para nada de tanto sono. E então a Manu vomitou mais uma vez e dormiu. Mas dessa vez dormiu um pouco mais e eu também peguei no sono, sentada.  Acordei quase as 6 com ela chorando de novo e vomitando.

Nisso decidi que não ia mais esperar, ela estava com o lábio seco, estava visivelmente desidratada, só chorava. Eu já me culpando por não ter levado no meio da madrugada. Chegamos no hospital ela estava molinha, sem reação, totalmente prostrada e apática. Se eu não conhecesse a reação da Manu, já estaria em pânico. E então ela foi para o soro hidratar e ser medicada.

No meio disso liguei para o hotel e cancelei minha estadia para o final de semana.

Eu e meu marido passamos o dia no hospital e deixamos a Bruna com os avós.

Chegamos em casa no final do dia exaustos,  mas felizes  por a Manu já estar bem melhor.

Eu só pensava em poder ter 1 noite de sono, algumas horinhas pelo menos. Tem pessoas que aguentam bem dormir pouco, mas eu fico péssima, mal consigo raciocinar. Estava com medo de deitar e uma delas acordar . Acho que eu não teria mais força. Eu sabia que acordaria de alguma maneira, seja por causa delas ou seja por instinto em ver se estava tudo bem. Mas só precisava de umas 2 horinhas sem interromper.

Deitei e rezei para que elas tivessem uma noite de sono tranquila para eu poder me recuperar também.

E então meu marido olha para mim e diz; Amanhã o papai vai ganhar presente, eba!

Juro que fiquei sem reação, nem lembrava mais do dia dos pais.

E como eu, que sempre penso em tudo, tinha deixado isso passar…?!

Olhei para ele e disse; Olha, dessa vez não vai ter presente. Mil desculpas, mas eu… eu,… esqueci!

Acho que ele não acreditou muito. E eu expliquei que com todas essas indas e vindas ao hospital, eu não consegui comprar. Nem o dele, nem do meu pai.

Fui dormir me sentindo muito mal. Sabe quando você ainda cogita sair no meio da noite para comprar uma surpresinha, so para as meninas poderem entregar para ele?

Mas não dava. Não só pelo horário claro, mas também porque eu estava no meu limite do cansaço.

A noite foi muito melhor do que eu sequer imaginava. Fui dormir as 11, acordei as 8. Nenhum sinal de tosse por parte da Bruna, e nem 1 resmungo pela Manu, e eu não acordei nem para ver se estava tudo bem.

Me senti super abençoada. Sem direito a reclamar.

Manu acordou super bem disposta. Conseguimos sair um pouco, ir a um parque, visitar meu pai….

Os presentes dos pais…  paciência. Ficam para uma próxima.

A vida com filhos é sempre uma caixinha de surpresas, que nem sempre são surpresas boas.

Mas muitos Dias dos Pais ainda virão pela frente. E se Deus quiser, sem imprevistos.

 

E nada como um dia após o outro! Bola para frente e um bom começo de semana para todas nós. E que nossos filhos acima de tudo, fiquem sempre saudáveis!

Quero aproveitar e agradecer todas as mensagens de carinho pelo instagram!

 

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22 julho, 2014
Por Katia Ouang

 

Hoje quando acordei fiquei um tempão olhando pela câmera minhas filhas conversando.

A Bruna vem para a nossa cama de madrugada , e quando ela escuta a Manu me chamar pela câmera, sai correndo e entra no berço dela até eu chegar.

Consegui pegar um trecho da conversa hoje e me diverti com as duas. Nesse momento a gente transborda de tanta felicidade. Parece que todo o estress e cansaço de ter 2 filhos muito próximos desaparece e tudo vale mais do que a pena.

Confesso que no começo me perguntei; O que fiz da minha vida?! E já disse aqui que se soubesse que seria tão cansativo, teria tentado engravidar da Manu ainda antes da Bruna ter 1 ano. Afinal de contas, que diferença faria uns meses a mais ou menos? E hoje elas seriam ainda mais próximas.

A diferença de idade entre elas é de 1 ano e 10 meses. Agora nesse começo eram 2 crianças em fases totalmente diferentes. Hoje está começando a ter uma proximidade e a longo prazo não fará diferença alguma.

Fico lembrando o cansaço que eu eu senti na fase que a Manu ainda comia papinha e a Bruna comida, e cada uma dormia em um horário, a Bruna só batia nela, eram duas com fralda para trocar, uma andava, outra engatinhava… Juro que por várias vezes me perguntei porque fui inventar de engravidar tão rápido. Me arrependia de não ter curtido mais a Bruna, dado um tempo para voltar a sentir saudades de um bebê…

Não existe situação ideal. Mas acredito que quanto mais próximos os irmãos forem , maior a chance de se fazerem companhia e serem grandes amigos.

Eu lido diariamente com o ciúmes da Bruna em relação a Manu. É algo que não diminuiu com o tempo, e tem que ter uma psicologia dos deuses para não perder a paciência. É disparado um dos maiores desafios que eu enfrento como mãe. Fico muito triste quando vejo a Bruna batendo ou ignorando a Manu. Mas esses momentos tem sido superados pelos poucos de amizade e carinho que tem aparecido, e que com certeza irão aumentar com o tempo.

Ver o quanto a Bruna fez a Manu evoluir é incrível. Ver as duas conversando e brincando é demais. Uma quer imitar a outra, uma só faz o que a outra faz e estão começando a ter algumas afinidades.

É por isso que digo; mais do que valer a pena ter o segundo, é ver que você proporcionou uma companhia para os dois para a vida toda!

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14 julho, 2014
Por Katia Ouang

home office

Já que a Copa terminou e agora a rotina vai voltando ao normal, vou dar continuidade ao tema Home Office que iniciei há alguns dias (aqui), . E hoje vou falar sobre como fica o relacionamento com os fihos para quem trabalha nesse esquema.

A idéia numero 1 de quem opta em trabalhar em casa , é poder ficar ao lado dos filhos full time. Principamente quando são muito pequenos e nós mães não temos coragem de nos afastar por 1 dia inteiro.

Desde o nascimento do bebê nossa vida muda completamente, onde mal lembramos o nosso nome e nos dedicamos 100%  ao nosso filho. Voltar ao trabalho significa romper alguns meses de grude com a criança, para aprender a deixá-lo com outra pessoa, seja babá, mãe ou algum parente, ou em uma escolinha. Qualquer uma das opções não é fácil. Pois é aquele momento onde acreditamos que ninguém mais saberá cuidar do nosso pequeno tão bem quanto nós.

Eu fui uma dessas.

Ter optado por trabalhar em casa de fato me proporcionou algo maravilhoso. Pude acompanhar de perto e participar de todas as conquistas das meninas, desde o primeiro suquinho, a primeira papinha, o primeiro sentar, engatinhar e andar….a primeira palavra. Tenho lembranças lindas e registradas sobre cada um desses momentos.

Porém o que vou abordar pode até parecer um pouco estranho, como sempre por aqui só conto a verdade, e quero mostrar o lado não tão legal de estar em casa o tempo todo.

Não pelo trabalho em si pois isso já falei no ultimo post. Mas sim para o desenvolvimento e independência das crianças.

Ter a mãe por perto o tempo todo permite que a criança nos procure e nos solicite a cada necessidade. E dependendo do perfil da criança, pode ser bom ou não tão bom assim.

Com a Manuela, minha segunda filha, não acho que tenha influenciado negativamente em sua personalidade. Segundo filho já é criado mais solto, mais independente. Ela raramente me solicita. E como eu voltei a trabalhar logo que voltei da maternidade, ela aprendeu a se virar sozinha. Sempre deixei ela no chão com alguns brinquedos e ela brincava sozinha, se virava. E até hoje com quase 2 anos, raramente fica manhosa ou pedindo atenção. Mesmo porque, já nasceu tendo uma irmã para dividir tudo.

Já com a Bruna, além do período que tive de licença e que não desgrudei dela 1 segundo, ainda passei um tempo mais livre, onde estava começando meus projetos, então ela era sempre prioridade. Era só falar “a” que eu já estava ao lado. Dei todos os sucos, papinhas, banhos, enfim. Ela cresceu comigo em casa. É claro que sabe e entende que eu tenho que trabalhar. Mas me solicita o tempo todo. É super manhosa, quer atenção, gosta que eu ajude em tudo. É birra para comer, para tomar banho, para fazer xixi, para se trocar….

E o mais incrível é que é só eu sair de casa que ela vira outra criança. A minha babá vive dizendo que quando não estou, ela come tudo, não reclama, não chora, não faz 1 birra, faz tudo sozinha, ajuda a irmã. E na escola idem.

Então acho que para a ela, a minha presença full time não ajuda muito em seu desenvolvimento. Principalmente pelo cíumes que tem da irmã comigo. Então quando estamos as 3 casa ( quase que o tempo todo) é disputa de atenção e birra. E quando chega o final de semana, não muda nada para mim. Já estou cansada das birras da semana, de me dividir entre trabalho e maternidade e ainda me desgasto me dividindo com o meu marido com as funções domésticas pois não temos ajuda. Ah, quantas vezes já sonhei em voltar a trabalhar em um escritório, sentir saudades das meninas, e mudar de ares nos finais de semana. Aqui os 7 dias da semana são iguais.

Já reparei como os filhos das minhas amigas que trabalham fora são muito mais independentes e menos manhosos. Seja os que ficam com babá ou os que ficam em escola e berçário integral. São crianças que crescem entendendo que terão a mãe em alguns períodos do dia , e não em todos. É claro que também tem o lado negativo. Como tudo. Acho que as mães que trabalham fora carregam uma culpa muito maior. Mas conseguem se doar muito mais aos finais de semana e aos poucos momentos que tem com os filhos durante a semana. E eu sempre acreditei que tempo que qualidade, é infinitamente melhor que quantidade.

Porém, o esquema Home Office ainda é o melhor para mim. Pois como não fiz carreira, não tinha lá um grande cargo, acabo ganhando em casa quase o mesmo que quando tinha um emprego. É claro que sem nenhum outro benefício e sem estabilidade alguma. Mas como passei por momentos bem difíceis com a Manu que quem me acompanha há algum tempo, sabe o susto que tive com ela duas vezes ( aqui e aqui). E após o primeiro susto e internação, decidi que não sairia de perto dela até ela estar um pouco maior.

Por isso hoje me sinto muito mais que privilegiada em poder trabalhar e estar por perto das minhas filhas a qualquer necessidade.

Como todas as escolhas, sempre há consequências . Hoje tenho que aprender a lidar com a personalidade da Bruna, que é um grande desafio para mim, e talvez um dos maiores que tenho desde que me tornei mãe. Sofro muito com a insegurança e necessidade de auto afirmação dela. Me culpo muito, e me todo dia me questiono; Onde foi que eu errei ou mimei demais?!

Não dá para ser mulher maravilha. Também tentar achar um equilíbrio não é tão simples assim.

Mas o segredo está em tentar aceitar as nossas escolhas e não se frustrar dentro delas. Pois sempre podemos mudar e dar um passo diferente.

 

E vocês mamães, que trabalham fora ou em casa. Como ficou a personalidade do seu filho? São muito apegados ou são mais independentes??!

 

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