23 fevereiro, 2015
Por Katia Ouang

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Vocês não tem idéia do quanto esperei por esse dia. O dia em que finalmente, teria um pouco de tempo para mim. Após 4 anos como mãe esse momento finalmente chegou, e vocês não sabem o quanto tenho curtido e me feito bem.

O esquema aqui é uma funcionária , babá arrumadeira, que se divide comigo nas funções de casa e com as crianças. Com a Manu em casa o tempo todo,  me revezava com ela para enquanto uma arruma, cozinha, e faz as tarefas, a outra olha a Manu. Então quase sempre trabalhava com a Manu por perto brincando, vendo televisão, subindo na minha mesa, me pedindo agua, lanche…

Com a ida da Manu para a escola no mesmo período que a Bruna, enfim minha casa ficou sem a presença de crianças por 4 horinhas. Horinhas essas que se tornam praticamente uma eternidade e que rendem como eu nunca pudesse imaginar. Tanto para mim, quanto para a minha babá.

Síndrome do ninho vazio? Depressão com o silêncio absoluto? Lar não é lar sem crianças?!  Lamento informar, mas não senti nada disso.

E ao contrário, tenho sentido um prazer quase que esquecido no tempo de curtir um café da manhã demorado e sem interrupções, de tomar um banho sem ninguém entrando no banheiro, de me maquiar sem passar o tempo falando para não estragarem o meu blush, de poder tomar minha xícara de café no sofá lendo as notícias do dia no Ipad…. E melhor do que tudo isso, poder trabalhar em silêncio!

A minha vontade mesmo é depois de deixá-las na escola, voltar para a cama e dormir um pouco mais. Pois o dia já começa na correria já que em  Sou uma pessoa que não funciona muito bem pela manhã. Mas tenho me empenhado em derrubar essa barreira já que só terei esses momentos de silêncio  logo cedo.

Ah o silêncio… Como ele é bom…

Fiquei realmente impressionada o quanto uma manhã sem crianças ao redor possa render ao trabalho. Já contei aqui como é difícil trabalhar no esquema Home Office. Mas já que foi essa a minha opção, tenho que tentar organizar o meu dia da melhor maneira possível para que possa produzir e ter um bom resultado. E estou surpresa como essas 4 horas se bem aproveitadas podem me aliviar bastante no resto do dia.

Aos poucos a vida vai retomando, e mesmo que sejam só por alguns momentos, é muito bom ter um tempinho só para nós.

E vamos começar a semana,  pois passou o carnaval e então o ano inicia agora!

Beijos

*K*

 

 

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9 fevereiro, 2015
Por Katia Ouang

Há 2 semanas contei para vocês que tudo mudou aqui em casa na hora das meninas dormirem. Recebi várias dicas de leitoras muito queridas não só nos comentários, mas também por email. O que foi ótimo para mim pois nada como outras mães que passam pelo mesmo momento para nos confortar e dizendo como acharam uma solução.

Claro que o que funciona em uma casa não necessariamente funciona em outra. Mas não custa tentar.

E acabei seguindo o conselho de colocar as duas para dormirem juntas no mesmo quarto. E não apenas isso, juntei duas camas deixando as duas bem próximas. Pois muitas vezes só em saberem que não estão sozinhas, já traz mais segurança.

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O perrengue mesmo ficou na hora de dormir. Pois a Bruna só dorme com porta aberta e luz do corredor acesa e a Manu o contrário. Tentei chegar em um meio termo com as duas, fiquei mais de 2 horas no primeiro dia contando história e tentando fazer elas dormirem ao mesmo tempo. Pois já é que para ter trabalho, que seja 1 vez só.

Mas a tentativa não funcionou. A Manu não dorme com luz e ficou super agitada. Pulava de uma cama para outra, saia correndo, chorava… E depois de 2 horas a Bruna foi para a sala com o pai e eu fiquei no escuro com a Manu.

Assim que ela dormiu, trouxe a Bruna, abri a porta , acendi a luz do corredor e em 10 minutos ela dormiu.

Fui deitar na expectativa de como seria essa noite das duas dormindo juntas pelas primeira vez, e da Manu fora do berço.

Para a minha surpresa, o primeiro movimento surgiu só la pelas 6 da manhã. A Manu acordou assustada, estranhou tudo e com isso acordou a Bruna. E então as duas vieram para o meu quarto e não quiseram mais dormir. Mas nada da Bruna aparecer de madrugada.

Ok, ponto positivo. Primeira noite de sucesso!

Nas duas noites seguintes não acreditei no que estava acontecendo. Apesar do processo todo para por uma de cada vez para dormir levar quase 1 hora, a Bruna não veio para a minha cama e as duas acordaram juntas as 7 horas.

Eu não podia acreditar que em uma tacada só, havia resolvido a questão da Manu não querer mais dormir no berço, e a Bruna vir para a minha cama  de madrugada! Para mim estava mais do que claro que era medo de estarem sozinhas. E a Bruna provavelmente acordando de madrugada e vendo a Manu ao seu lado, acabava se sentindo mais segura.

Mas tudo que é bom dura pouco. Muito pouco.

Já confiante de que eu havia tomado a decisão certa, fui dormir mais tranquila na 4a noite dessa mudança. E então acordo as 3 da manhã com a Bruna no meio da minha cama.

Peguei  no colo, e levei de volta para a cama dela. Ela começou a gritar e então disse; Mamãe, eu não quero a Manu dormindo do meu lado. Pronto, o inferno da briga entre elas se transportou também para as madrugadas. Eu mereço! Trouxe de volta para a minha cama pois afinal de contas eu também preciso dormir. E então as 4 da manhã acordo com a Manu berrando.

Fui até o quarto e ela estava sentadinha na cama chorando e disse: Mamãe , a Manu quer dormir na sua cama. Não quero ficar aqui sozinha. E para não levá-la a minha cama, deitei ao seu lado na cama da Bruna, e esperei ela dormir. Ela adormeceu rapidinho. Mas então a Bruna que parece que tem um sensor que liga quando eu saio do seu lado,  acordou gritando e dizendo que não ia dormir longe de mim.

Resultado; dormi com as duas no quarto delas para não ter que levar as duas para minha cama.

Desse dia até hoje parece que o que estava funcionando, só afundou.

Continuo no processo longo de por primeiro a Manu para dormir e depois a Bruna. E na madrugada a Bruna vem para a minha cama como sempre fez, e lá pelas 5 da manhã a Manu acorda e vem também. E dormimos todos tortos, um em cima do outro, até as 7.

Dizer que essa situação super me incomoda, estaria mentindo. Não acho compartilhar cama um grande problema, mesmo porque qual mãe não gosta de dormir colada no seu filho.
Mas acho que cada um precisa do seu espaço e tem que aprender a dormir sozinho.

Sei que é uma fase onde qualquer coisa que a criança veja ou escute durante o dia pode se transformar em algo assustador a noite e fazer com que ela não durma mais. E tento diariamente conversar com elas para saber e tentar entender se algo as assusta durante a noite, se foi um sonho ruim, algo que tem no quarto…  Só não vou desistir tão cedo e me render as vontades delas, pois acho importante que elas tenham uma independência na hora do sono como sempre tiveram.

Vou continuar firme nesse processo e caso não funcione. Partir para outro.

Agora vamos começar a semana, mesmo com noites mal dormidas…. Pois é assim a nossa vida de mãe!

Boa Semana!

Bjs

*K*

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6 fevereiro, 2015
Por Katia Ouang

E enfim chegou a hora da Manuzinha ir para a escola. E é claro que a mamãe aqui, quase não dormiu de tanta ansiedade.

Normalmente nós conhecemos bem o perfil dos nossos filhos e podemos ter uma idéia de como irão reagir em uma adaptação escolar. A Manu apesar de tímida, sempre foi independente. E eu pude ver em alguns momentos que fomos em hotéis, espaços kids e locais com atividades para crianças, que ela ia numa boa, sem chorar e sem pedir por mim. Ela sempre brincou sozinha, desde bebê. Nunca foi manhosa ou insegura. Ao contrário da Bruna que eu não posso sair de perto que ela já desespera. É claro, primeiro filho é diferente.

Esperei a adaptação da Bruna, pois mesmo sendo seu terceiro ano em escola, sempre tem uma adaptação com a classe nova e a professora. Mas foi bem tranquilo dessa vez. O que é ótimo para ela e para mim. Já que nenhuma mãe merece o sofrimento de deixar um filho chorando dizendo que quer ir embora ou gritando “quero minha mãe”.

A Manu já vinha falando há dias que queria ir para a escola. Mesmo não sabendo direito o que seria. Apenas porque me ve todo dia deixando a Bruna e voltando com ela para casa.

Preferi não falar muito que  ela começaria a ir para não gerar ansiedade . Optei por uma escolinha menor, do tipo bem acolhedora e quase que como uma extensão de casa. É onde deixarei ela apenas esse ano e depois vai para a mesma escola da Bruna, que é muito maior. E foi exatamente o mesmo esquema que fiz com a Bruna e que achei ótimo.

Na última quarta feira seria o dia da Manu começar. E então depois que ela acordou eu olhei e disse; Manu, você quer ir para a escola também? Olha o vestidinho que você vai vestir hoje! Juro que me emocionei com tanta alegria no rosto da minha pituca que costuma ser brava e de cara fechada. Ela ficou tão agitada e empolgada que me deixou colocar o uniforme sem reclamar ( algo impossível ),deixou eu pentear o cabelo e perguntou; Mamãe , eu estou linda para ir para a “icola” ?!  E eu disse , agora eu vou vestir a Bruna e então nós vamos. E ela sentou no sofá boazinha, como se não quisesse amassar a roupa, e lá ficou quietinha até a hora de sair.

E ainda pediu para tirar fotos com carinha de sono:

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Deixei a Bruna primeiro e então chegamos na escola. Eu já havia combinado com a coordenadora para irmos direto a sala dos brinquedos, pois criança sempre se encanta quando ve muito brinquedo junto e isso por si só já ajuda a  se soltar da mãe. E ela foi direto fazer um “reconhecimento de área”:

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E então a professora começou a conversar com ela, foi mostrar uns brinquedos e eu aproveitei e saí de perto. Quando ela virou e eu não estava começou a chorar e então eu peguei na mãozinha dela e disse: A mamãe vai tomar um café e já volta tá? Ela disse: Tá! E foi com a professora, numa boa e lá ficou por mais de 2 horas, tomou o lanche, foi para outra sala e então começou a ficar um pouco cansada ( muita informação para uma cabecinha só!), e eu olhando pela janela, achei melhor encerrar naquele dia. Pois a idéia em qualquer adaptação, é que você tire a criança da escola quando ela estiver curtindo a atividade e não force muito, assim ela vai querer voltar no dia seguinte. E a Manu até chorou por não querer ir embora.

Ontem fiz o mesmo esquema, porém deixei 3 horas e esperei lá olhando pelas câmeras!

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A Manu é a de verde brincando com a classe:

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Fomos embora ela dizendo que queria voltar!

E hoje decidi que deixaria no portão e buscaria no horário normal. Caso ela não ficasse bem, a escola me telefonaria para eu buscar.

E então  ( na minha opinão a hora mais difícil) , a professora veio buscar na porta. A Manu agarrou na minha perna ( ah filha, porque você fez isso!), e eu respirei e disse; Manu, tem um monte de brinquedo lá dentro, vai com a tia Gabi ver ! A mamãe vai trabalhar um pouco e já volta para te buscar! E ela um pouco desconfiada foi. Mas não chorou. O que para mim foi um alívio.

Pedi para a escola me mandar fotos dela hoje :

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E agora estou eu em casa, depois de tomar uma café da manha demorado, sem barulho de desenho na televisão, sem ninguém querendo tomar meu suco ou me pedindo alguma coisa e pela primeira vez, podendo trabalhar em silêncio.

Se me deu um vazio, sim me deu. Estou super emocionada hoje.

Mas a sensação de retomar um pouco da sua liberdade, do seu poder de escolher o que quer fazer e a  importância de um pouco de silêncio, acho que só vai me fazer bem e me ajudar a produzir e trabalhar melhor.

É, os filhos crescem e aos poucos a vida vai se ajeitando. Parece que esse dia nunca vai chegar. E só eu sei quanto esperei para poder ter essa sensação. São apenas 4 horinhas. Mas serão as 4 horas em que você lembra que também existe e que pode ter um mini tempo só seu!

Hoje essas horas já passaram e agora é correr para buscar as duas!

E mais uma missão cumprida!

Beijos e um ótimo final de semana!

*K*

 

( e quem quiser ver ou rever como foi o primeiro dia de aula da Bruna, clique AQUI)

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2 fevereiro, 2015
Por Katia Ouang

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Além da questão do sono das meninas, umas das maiores dificuldades que enfrento no meu dia a dia como mãe de duas crianças são as brigas.

Eu cresci com outra irmã, a mesma situação que tenho em casa. Nós brigávamos muito, digo muito mesmo! E só começamos a nos entender e virar realmente amigas, quando eu tinha por volta de 18 anos e ela 16. Fase em que as diferenças de idade começam a desaparecer e os programas, amigos e vontades são parecidos e então a inimiga vira não só uma amiga , mas também uma companhia.

Eu sempre soube que 2 mulheres era a combinação de filhos que mais tinha brigas e problemas de afinidades. Mas pensei que eu pudesse ter a sorte ou talvez até a benção, de ter 2 meninas próximas que se gostassem e se dessem bem.

Infelizmente o panorama na minha casa é o oposto. Bruna e Manuela brigam como gato e rato da hora que acordam, até a hora de dormir.

A causa disso é com certeza o ciúmes da Bruna. Nunca tolerou a Manu, desde bebezinho. Talvez por ter perdido o seu “posto” de filha única em uma fase difícil; tinha 1 ano e 10 meses. Não era mais tão bebê a ponto de não notar o que estava acontecendo, mas ainda não tinha idade suficiente para compreender a importância que é ter um irmão, e o quanto ser do mesmo sexo e com pouca diferença de idade pudesse ser maravilhoso para ela.

Não que não existam momentos de amizade, diversão e harmonia entre elas. Sim , existem. Mas são bem poucos se comparados aos de briga. E eu fico tão feliz e emocionada quando vejo elas se abraçando ou de mão dadas, que quase morro de alegria, fotografo, incentivo, enfim…

Eu acreditava que conforme a Manu fosse crescendo e se comunicando melhor, tudo mudaria. Que então a Bruna não visse ela mais como um bebê  e sim como uma criança que pudesse ser sua amiga.

Mas parece que tudo só piora por aqui. Pois agora, além do ciúmes continuar, a Manu entende que irrita a Bruna e provoca , de propósito.

Esse final de semana tive a sensação que passei o tempo todo falando; Bruna, não tira o brinquedo da Manu, não bate nela, não empurra ela…. E para a Manu; Manu , não provoca a Bruna, não bate nela, deixa ela paz…  E eu sei que basta eu sair de perto, que elas não brigam, não se provocam, e até se curtem. A questão é a disputa pela mamãe aqui e o quanto a Bruna tem o sentimento de posse e ciúmes. Pois quando ficam sozinhas com o pai, com os avós ou com os tios, nunca brigam.

Eu ando bastante chateada e frustrada. Pois é horrível você saber que a sua presença causa tanto sentimento ruim nas meninas. É como lei da sobrevivência, onde cada um luta pelo seu espaço e aprende a se proteger. Não acho isso de todo ruim pois faz parte do amadurecimento delas. Mas só gostaria de poder curtir um pouco as meninas sem ter que passar  o tempo todo moderando as brigas.

Será possível sentar um pouquinho para ver um filme com elas no meu colo sem que elas disputem o lado que querem ficar? Será possível tomar um banho todas juntas sem que elas briguem para ver quem sai primeiro? Ou será que é possível apenas sair de casa rápido para passear sem que elas entrem em um acordo se estão com roupas e sapatos equivalentes?!

Ahhhhhhhhhh mulheres!

Sabe quando você fica aliviada por passar a fase onde não pode deixar seus filhos sozinhos com medo que comam algo perigoso, que caiam do sofá, que coloquem o dedo na tomada… Eu sobrevivi a essa fase, sim ela passou. Mas agora não posso mais deixa-las 1 minuto sozinhas pois começam a brigar e se machucam de verdade. Empurram , batem, arranham e não tem noção do perigo.

Queria saber de quem tem dois filhos com pouca diferença. É essa “guerra” também na casa de vocês.

Não é de enlouquecer?!!!

Beijos e vamos a mais uma semana!

*K*

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26 janeiro, 2015
Por Katia Ouang

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Pensei que me livraria desse post até pelo menos a Manu completar uns 3 anos. Mas esse momento chegou antes do que eu imaginava, e veio com força total !

Desde o dia que a Bruna saiu do berço ( com 3 anos), minha paz noturna terminou. De uma criança que dormia 13 horas por noite com porta fechada e luz apagada e ainda 2 horinhas depois do almoço, virou uma criança que cada dia dorme em um lugar, seja na sua cama, na minha, no sofá da sala… enfim, mas que sempre termina com sua vinda para minha cama no meio da madrugada.

Passei meses insistentemente, vocês acompanharam aqui, tentando reorganizar o sono dela, até que me rendi ao comodismo de simplesmente compartilhar a cama. Já que nesse caso não me atrapalha em nada, não tem estress, e ainda faz com que ela durma mais e melhor.

A Manu seguia muito bem pelo mesmo caminho. Dava um trabalhinho ou outro para dormir a tarde, mas a noite sempre foi porta fechada, luz apagada e dormindo sozinha por 12 horas.

Até que na última quinta feira não quis mais dormir a tarde. E não só não quis, como chorava de uma maneira que nunca vi para tirá-la do berço. Não forcei e esse dia ela não tirou sua soneca. Mas dormiu normalmente a noite já que estava super cansada.

Na sexta o episódio da tarde se repetiu. O choro era diferente, de medo, de agonia. Diferente de birra e manha que depois de um tempo ela desiste e dorme. Definitivamente, não dava para deixá-la no berço. E olha que sou uma mãe mas radical nesse sentido e sempre deixei chorar com moderação.

Entendi que ela simplesmente não queria mais esse sono da tarde por algum medo ou simplesmente porque cresceu e quer brincar.

Só que na hora de dormir o escândalo da tarde se repetiu com força total. Mesmo morrendo de sono ela gritava dizendo não querer dormir.  E aí pela primeira vez pulou o berço e caiu com tudo no chão. Graças a Deus, só um roxinho no cotovelo e uns minutos de choro.

Depois que eu a acalmei disse; Manu você quer dormir na cama? A mamãe coloca a grade e você dorme lá pode ser? E ela disse que sim. Arrumei a cama que tem no quarto dela, coloquei uma gradinha , seus bichinhos e chupetas e a acomodei.

Na tentativa de sair do quarto e deixa-la sozinha, como sempre fiz, o escândalo voltou. Me pediu para ficar, para esperar ela dormir. E lá fiquei eu por mais de 1 hora.

Deixei a porta semi aberta pois não saberia se ela iria estranhar a cama ou qual seria sua reação durante a noite.

E então as 3 da manhã ela começou a chamar por mim chorando. Fui até la, disse que ela precisava dormir, e esperei no pé da cama ela pegar no sono. E então quando eu me levanto para voltar ao meu quarto, começa o choro de novo. Foi uma gritaria só, dizendo que não queria ficar lá sozinha, e então saiu correndo e subiu na minha cama.

Eu exausta coloquei ela ao contrário, pois já somos 3 apertados na cama, e agora com a Manu, alguém teria que sair. Meu Deus, vou ter que comprar uma cama com 1 metro a mais!

E então ela dormiu até as 7 da manhã.

No sábado nem tentei colocar ela para o sono da tarde e propus para a Bru e Manu se elas queriam dormir juntas. A Manu deixou claro que não queria mais o berço dela. Sim, ela disse que eu poderia dar para outra criança! Mas me pediu o berço portátil que fica guardado debaixo da cama. Falou; Mamãe, quero dormir nesse bercinho no quarto da Bruna!

Pedido feito e cumprido! Montei o berço no quarto da Bruna, coloquei as duas para dormirem na mesma hora e fiquei sentada na cadeira esperando as duas dormirem. E e elas dormiram!

Tudo ótimo até que as 4 da manhã a Bruna veio para a minha cama, e as 5 a Manu começou a gritar querendo vir também.

Domingo o processo todo se repetiu.

A Manu mal cabe no bercinho, mas por enquanto se é lá que ela quer dormir, vou deixar.

E hoje estou eu aqui como um zumbi e com a cabeça fritando em como vou contornar essa situação. Não tenho condições de dividir a cama com as duas. Mas também não acho justo que a Bruna venha a mais de um ano dormir comigo, e a Manu não possa.

A solução sim é cortar as duas. Mas estou sem saber como fazer. Pois já tentei de todas as maneiras levar a Bruna de volta para sua cama, mas elas sempre volta. E muitas vezes eu mesma nem vejo ela entrando na minha cama.

O tempo passa muito rápido. Parece que ontem estava ensinando as duas a entrarem em uma rotina. E me orgulho de ter sido super rígida nos primeiros anos delas para que tivessem um sono tranquilo e continuo.

Eu achava um desafio colocar um bebê na rotina. Agora alguém me diz como colocar uma criança, ou melhor , duas, dormindo a noite toda no seu quarto sem que levantem e venham para o meu? Dentro do berço é fácil, mas a partir do momento que elas podem abrir a porta, podem acender a luz, descer da cama e andar sozinhas, é muito mais complicado.

Estou ainda pensando em como achar uma bonificação para a que dormir no quarto a noite toda, ou mesmo criar um ambiente diferente para elas, um quartinho novo, não sei…

Por isso eu começo a semana perguntando… Alguém conseguiu “descompartilhar” a cama?

Beijos e Boa Semana!

*K*

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19 janeiro, 2015
Por Katia Ouang

Quem me acompanha no instagram sentiu o pesadelo que foi minha volta para São Paulo após o réveillon. Entre Ubatuba e São Paulo foram quase 12 horas em um trecho que leva normalmente 3 horas.

Eu já conheço bem o que é voltar das praias do litoral nessa época do ano. Por isso, no sábado dia 3 cedo, acordamos e já nos preparamos para voltar. Depois de 5 horas parados, desistimos e voltamos para a praia. Mas como meu marido tinha que trabalhar na segunda bem cedo, decidimos sair de madrugada e encarar o tempo que fosse.

Não vou contar em detalhes a maratona que foi. Mas só para resumir, nossa idéia era sair as 4 da manhã com elas dormindo para acordarem só na Serra, aí o pior já teria passado. Só a que a Lei de Murphy sempre aparece nessas horas e as duas acordaram na hora que ligamos o carro e não dormiram mais. Daí para frente vocês podem imaginar o que é estar com 2 crianças com sono dentro de um carro por todo esse tempo. Não há Ipad que funcione! Perdi a conta de quantas vezes tive que trocar a Manu no meu colo, de quantas paradas em banheiros imundos, de quantos: “Mãe estou com sede” ” Mãe estou com fome” “Mãe tá chegando?!” “Mãe quero descer”  As duas brigando pelo Ipad pois só temos um ….Enfim, parar é necessário para dar um “break” pois todos precisam se mexer um pouco,  ir ao banheiro e comer. Mas tentamos fazer isso o mínimo de vezes para não perder ainda mais tempo.  Pena que isso só vale na teoria, pois quem tem filhos sabe que cada parada é todo um processo de paciência.

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Eu já imaginava que demoraríamos horas. Por isso me organizei para ter tudo que elas pudessem precisar dentro do carro. E hoje vou contar para vocês o que eu levei comigo já imaginando o que poderia passar.

– Agua. É o item número um que não pode faltar. Seja para os pais ou para as crianças. Ficar com sede e não ter onde parar é complicado. Por isso sempre levo comigo uma garrafinha, daquelas de ginastica.

– Alimento. Não pode faltar qualquer coisa para as crianças comerem. Em viagens curtas eu sempre levo um biscoito ou barrinha de cereal que elas gostam. Mas sempre em quantidade para qualquer imprevisto. Nessa viagem especialmente, levei uma sacola térmica e fiz vários sanduichinhos de bisnaguinha com queijo e peru. Bem farofa mesmo. Mas foi o que salvou quando a fome delas apertou.

– Suco de caixinha. Também é outro item que mesmo em viagem de 1 hora, levo comigo. O suco de caixinha é mais prático para elas tomarem. Nessa última viagem levei um monte e elas consumiram 4 cada uma!

– Fraldas . Sempre levo fralda suficiente para qualquer emergência como uma dor de barriga das meninas. E sempre tenho para a Manu o modelo normal e o que veste como calcinha. Pois esse último que me salvou na viagem já que tive que trocar ela em  pe´no meu colo no banco da frente várias vezes. Imaginem o porta malas lotado e no banco de trás duas cadeirinhas…. onde trocar? #seviranos30

– Lencinho . Uso para tudo. Para limpar as mãos, a sujeira que elas fazem no carro e para trocar a fralda. Também uso para limpar a Bruna. Acho que o perrengue maior nas viagens é quando ela quer fazer xixi. Já que só usa fralda para dormir.

– Álcool Gel. Imprescindível principalmente para desinfetar tudo nos lugares públicos que paramos

– Ipad, livrinhos, cd de musica. Qualquer recurso que possa divertir um pouco as crianças é válido.

– Pomada. Para criança que usa fralda, é bom passar pomada durante as viagens pois a criança fica muito tempo sentada e muitas vezes com muito xixi pois só vamos parar para trocar no destino final.

– Roupas extras. Tanto tempo dentro do carro ainda comendo e bebendo, suja muita roupa. Suco cai, fralda vaza, então sempre tenho 1 troca de roupas.

Nessa viagem paramos em banheiros péssimos e nojentos de tão sujos. Quando é assim, eu seguro a Bruna no colo. Mas no meio da Serra, com tudo parado, ela resolve pedir para fazer coco. Não tinha onde parar. Tive que colocar uma fralda nela e disse: Bru, tenta aguentar, se não der, você esta com a fralda e não tem problema. E ela aguentou firme e forte pois não queria fazer na fralda e graças a Deus, encontramos um lugar ultra limpo que ela conseguiu ir. Quero até indicar esse local pois me surpreendeu pela limpeza dos banheiros. É uma casinha em Taubaté que vende Muzarela de Búfala! Para quem quer parar para tomar um café e levar os filhos no banheiro, eu super indico. Consegui trocar a Manu também!

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Nessa etapa não havia mais lanchinho que desse conta. Elas estavam cansadas e com fome de comida mesmo. Revezei com meu marido na direção pois os 2 não dormiram nada na noite anterior e andamos mais uma horinha até o Frango Assado da Dutra onde elas puderam comer uma comidinha gostosa, tomar um sorvete e andar um pouco.

 

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Cansaço que é pouco e nunca tem fim, quase morri na hora que vi o tamanho da fila para pagar o almoço. Sabe quando juntam aqueles ônibus de turismo cheio de gente e ainda só tinha 2 caixas funcionando? Juro que quase sentei no chão e chorei. Mas não tinha jeito, e lá fui eu encarar a fila enquanto meu marido foi para fora com elas. Quase 40 minutos de fila e então fui para o carro.

Ainda faltava pouco mais de 2 horas para chegar em SP mas decidimos que não íamos mais parar. E enfim elas capotaram e conseguimos seguir até em casa.

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Total da viagem: 11hs e 54minutos para andar 260 km!

Enfim, perrengue que vou evitar passar daqui para frente. Volta de férias e feriado, vou preferi meu lar doce lar!

A única coisa boa dessa viagem foi que nos animamos para ir para alguns lugares mais distantes. Antes nosso limite para ir com elas de carro eram 3 horas. Já queria ir para Angra dos Reis com elas mas sempre achei muito longe. Agora estamos cogitando ir pois para quem ficou 12hs em um carro, o que são 6 não!?

É só ir em dias de fluxo menor, pesquisar lugares para parar no caminho onde tenha um banheiro decente e comida, e seguir viagem!

Alguem já fez viagens mais longas com filhos pequenos, como foi?

Um beijo e boa semana!

*K*

 

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17 dezembro, 2014
Por Katia Ouang

 

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Ontem quando fui dormir  fiquei pensando quanta coisa poderia ter feito diferente esse ano. Digo isso em relação às minhas filhas.

Foi um ano corrido para mim, tive que administrar 2 trabalhos com casa, marido, filhos e tudo que vocês já sabem. Com isso algumas coisas deixei passar e com plena consciência que deveria ser de outra maneira. Sabem aquelas coisas que as “mães perfeitas” com certeza vão criticar? Mas como vocês sabem que eu não ligo pois no fundo sei que o que acontece comigo acontece em todas as casas, vou mostrar minha listinha de imperfeições, ou melhor ; coisas que deixei de realizar esse ano. Talvez por pura falta de tempo ou preguiça mesmo! ( #quemnunca !?)

– Chupeta: Fui postergando a chupeta até onde consegui. Vocês acompanharam a minha “saga” em tirar a chupeta da Bruna sem muitos traumas e no final foi da maneira que eu menos esperava. Todo mundo me aconselhou a tirar da Manu junto. Mas não tive coragem, e vou deixar usar provavelmente até esgotar a minha paciência ou quando não tiver mais alternativa. Eu vejo aquele movimento da chupeta quando ela esta com soninho… e simplesmente, não quero tirar agora !

– Desfralde da Manu. Eu estava super empolgada com a livre e espontânea vontade da Manu em tirar a fralda e ate contei aqui. Obviamente no segundo dia ela desistiu e eu também não tentei mais. Sei que uma vez iniciado não podemos voltar atrás. Mas quem liga muito para isso considerando final de ano cheio de trabalho e falta de tempo? Agora sei que vou me empenhar nas férias e conto depois como foi.

– Fralda Noturna da Bruna: Sim, ela ainda usa! Por várias noites ela acorda sequinha. Mas é só eu tentar tirar que acaba escapando. Sei que o jeito é levar no meio da noite e reduzir os líquidos no final do dia. Os líquidos ok, mas quem exausta consegue se dispor a quebrar as poucas horas de sono para levar o filho no banheiro?

– Tentar tirar as manchas do uniforme. Pessoal, é só na minha casa ou vocês também levam seus filhos parecendo que nem tomaram banho para a escola? todo dia falo que vou me empenhar em achar “formulas” e técnicas para deixar as camisetas limpinhas ( já que uma mãe me disse que é só ter boa vontade pois os uniformes dos filhos são impecáveis!), procuro dicas no google, compro produtos,  mas no final lavo da maneira mais rápida e prática e se não sair  a mancha, paciência.

– Colocar um ponto final na cama compartilhada. A Bruna ainda vem todas as madrugadas para minha cama. Há 1 ano tentei de tudo e prometi que teria toda paciência do mundo para fazer ela voltar a passar a noite toda no seu quarto. Depois de um tempo desisti , e hoje  acho que já me acostumei e sinto até falta nos poucos dias que ela não vem.

– Tirar a Manu do berço. Não tirei e não tiro tão cedo. Já basta uma vindo todas as noites para a minha cama. Imaginem duas! Mas o motivo principal são alguns minutinhos a mais de sono pela manhã, já que a Manu é a primeira a acordar e fica no berço até eu ir busca-la. Se ela estiver na cama, pode estar certa que virá até o meu quarto me chamar. Já tentei colocar na cama 1 vez e foi exatamente isso que aconteceu.

– Legumes e Verduras. Mais um item que prometi que não iria desistir. Mas desisti. Tentar dar qualquer verde para a Bruna é me estressar e  estressar ela sem resultado. Portanto, paciência. Supro as vitaminas de outra forma. Não tive a sorte de ter filhos que me peçam brócolis com água da boca. Apesar da Manu comer de tudo, também não é muito fã dos verdinhos!

– Banho de Gato. Parece que quanto mais elas crescem mais necessitam de 2 banhos por dia. Mas confesso que tenho muita preguiça de dar banho , principalmente quando elas voltam de festinha mais a noite e eu já estou exausta. Nada que um lencinho não resolva até a manhã seguinte!

– Organizar as caixas de brinquedo. Esse ano fui toda animada comprar uma estante  e umas 10 caixas organizadoras. Separei por tipo de brinquedo; blocos, massinhas, bonecas, casinha, fantasias… e prometi que iria manter organizado. Tentei uma, duas, três…. não adianta, no final é melhor comprar uma caixa gigante com tampa e jogar tudo dentro, da na mesma!

– Reduzir televisão, Ipad e Iphone. Mas no final quem consegue? já que são os salvadores da pátria na maioria das vezes!

 

Essas foram só algumas lembranças do que eu não fiz esse ano e que vou rever em 2015.

E vocês mamães o que gostariam de ter feito diferente ?

 

 

 

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15 dezembro, 2014
Por Katia Ouang

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Hoje vou começar a semana falando sobre um assunto diferente e que considero super importante; como ensinar seu filho a ser seu companheiro.

E para fazer isso acho que o segredo é apenas um; saia sozinha com o seu filho o máximo de vezes que puder. Digo isso pois tenho levado minha vida dessa maneira com as meninas e tem sido muito bom não só para mim, como para elas.

A Bruna quando bebê eu sai bem pouco. Ficava insegura em sair sozinha, levar carrinho, sacola. E então engravidei da Manu, tive milhares de problemas na coluna, não podia carregar a Bruna no colo então só com babá ou meu marido. Comecei a sair sozinha com ela depois dos seus 2 anos.

Já a Manu desde que nasceu vai comigo para cima e para baixo como minha sombra! E a diferença de comportamento delas hoje é notável. A Manu se adapta em qualquer lugar sem ficar irritada . Já a Bruna não. Então hoje eu vejo a importância disso e tenho me empenhado muito em dar essa atenção para ela. E me surpreendo positivamente a cada dia como ela já evoluiu.

O meu dia a dia é um pouco diferente da rotina de uma mãe que trabalha fora ou da que fica em casa. A minha rotina é de uma mulher que trabalha muito, mas em casa. Isso dificulta um pouco o relacionamento com as minhas filhas que tem a mãe presente fisicamente o tempo todo, mas zero disponível. Então o que faço para compensar esse tempo que não consigo dar atenção é sempre levar uma delas comigo em qualquer programa que eu faça. Exceto se for alguma reunião de trabalho. E levo sempre apenas uma delas. Com isso consigo dar uma atenção especial, já que quando são duas, dificilmente conseguimos dividir esse tempo.

Então enquanto a Bruna está na escola pela manhã, levo a Manu comigo. E enquanto a Manu dorme a tarde, levo a Bruna e deixo a  Manu com a moça que trabalha em casa.

A real é que durante a semana não levo em nenhum programa de criança pois não dá tempo. E então aproveito o tempo no carro para conversar, cantar e saber mais de cada uma individualmente. E ” carrego” elas para tudo; desde supermercado, feira, médicos e exames (meus), Correios, farmácia, enfim… inclusive levo sempre na gráfica que trabalho e explico que é de lá que saem os produtos que elas veem na minha mesa todos os dias. O que pode parecer um programa chato para as crianças, saibam que elas adoram. E aprendem muito.

E quais as vantagens disso?

Entender a dinâmica e rotina de sua família desde pequenos. Nada como levar seu filho no supermercado e explicar cada item que você  vai comprar. Explicar quem gosta de consumir tal produto em casa e a importância de cada um. Assim como quando entro em uma farmácia, a Bruna já vai direto na seção infantil e fala; Mamae já peguei os nossos lencinhos. Ela já entende o que eu vou comprar na farmácia, já sabe a marca que uso, e me ajuda. E vejo uma diferença notável das primeiras vezes que levei cada uma delas comigo e passava o tempo todo falando; não pega nisso, não derruba aquilo, espera aqui…. Hoje elas já conseguem entender melhor que não podem mexer.

Aprender a esperar, mesmo que não tenha nada para fazer. Esse é um dos melhores aprendizados que a imersão em nossa rotina pode trazer aos pequenos. Quer coisa mais chata para uma criança do que ter que ficar sem fazer nada em uma sala de espera de um médico nosso? Ou quer algo mais chato para as minhas filhas que terem que aguardar meus produtos ficarem prontos na gráfica ? Enfim, o que pode parecer chato para elas, cabe a nós usar esse tempo para ocupá-las com alguma coisa e ensinar que a espera faz parte da nossa vida.  Ou quem sabe usar esse tempo para conversar com o seu filho? A vantagem disso é tentar evitar que seu filho seja daquelas crianças que chegam em um lugar de adulto e fiquem o tempo todo reclamando e falando: Mãe, quero embora….Mae não tem nada para fazer…”

Aprender a curtir qualquer tipo de programa. Criança gosta de passear. E para eles qualquer coisa é divertido estando perto dos pais. Acreditem, levar uma criança a uma feira é um programa super rico e interessante para eles! E ajuda a tornar nosso programa menos “chato”. Pois eu mesma detesto fazer compras para casa e isso se torna bem mais gostoso na companhia das minhas filhas. Criança é curiosa , gosta de ver, mexer, entender.

Mães deixarem de ter preguiça. Pois quem nunca teve preguiça de levar o filho junto sabendo que temos que fazer uma sacola, colocar no carro, na cadeira. Muita vezes é mais fácil deixar com outra pessoa não?  Ou quem não pensa duas vezes antes de levar o filho no supermercado e passar o tempo todo correndo atrás dele?

Estreitar os laços conosco. Quanto mais convivemos com cada um de nossos filhos, mais criamos afinidades e mais podemos entender cada um deles individualmente. Ainda mais para quem tem 2 ou mais filhos. E posso garantir que é delicioso levar seu filho para todos os lugares e tê-lo como um companheiro de verdade. A sensação é maravilhosa.

Amenizar a eterna “culpa de mãe”. Quem nunca se culpou por achar que não dá a atenção devida a cada filho? Eu sinto muita  essa culpa, ainda mais pelo ciúmes que a Bruna tem da Manu,  que faz que eu sempre tente dar mais atenção para ela. Com o tempo percebi que a Manu também precisava conviver mais comigo. Hoje com essa dinâmica de tentar levar cada uma delas em tudo que faço, me ajudou muito. O que importa é a qualidade do tempo que passamos com os nossos filhos e não a quantidade.

 

É difícil arrumar o tempo que gostaríamos para os nossos filhos. Ainda mais para quem vive a loucura do dia a dia de ter que trabalhar e cuidar de todo o resto. Mas esse tempo a gente cria, encaixa na nossa rotina, adapta como for melhor. E tudo que citei acima vale também para as tarefas de casa, como cozinhar, arrumar, guardar as roupas, limpar alguma coisa. Nunca me esqueço desse ano, quando fiquei um bom tempo sem faxineira e decidi lavar um dos banheiros com elas a festa que foi! Escolhi um dia quente, coloquei biquíni nelas e dei uma esponja para cada uma. Até hoje elas falam: “Mamãe, quando vamos lavar o banheiro de novo?” Foi super divertido! E hoje que a Bruna já tem mais noção de que não pode mexer em fogo, faca, etc , tem me ajudado direto na cozinha.

Para quem tem babá, a minha dica é tentar algumas vezes sair sozinha com seu filho. Esse momento a dois é muito importante para o desenvolvimento e segurança das crianças!

Hoje já faz parte do meu dia a dia sempre ter alguma delas comigo e sempre que for possível, vou manter assim.

As minhas “sombrinhas” !

Beijos e Boa Semana!

*K*

 

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5 dezembro, 2014
Por Katia Ouang

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Sim mamães, terrible two de novo!

Mas queria começar explicando porque os posts andam um pouco devagar por aqui nesse ultimo mês.

Tenho trabalhado muito. Não só para tudo que envolve o blog , mas principalmente para a minha marca de papelaria; a PAPER K, que graças a Deus  tomou forma esse ano, cresceu bastante,  e tem ocupado muito do meu tempo. E esses dias antes do natal vocês podem imaginar quanto pedido tenho para desenvolver e entregar. E em meio a tudo isso tenho que trabalhar com duas crianças em volta de mim no auge do terrible two! Home Office diferente do que vocês imaginam, é um super desafio. Não é fácil!

Acho que Terrible Two  foi disparado um dos temas mais falados esse ano,  tendo sempre a Bruna como protagonista.

Mas agora adivinhem?! Manuela resolveu também dar as caras e mostrar o porque veio ao mundo. E a pequena é uma fera!

Ai meu Deus, será que darei conta de duas surtando ?

O mais engraçado é que quanto mais a Manu cresce e se empenha de verdade nos chiliques da idade, a Bruna melhora os dela. Talvez porque 90% do comportamento da Bruna seja devido ao ciúmes em relação a Manu. E quando ela vê a Manu tendo seus ataques, fica um amor, e aproveita para se gabar que ela não faz isso, que tem o comportamento ideal…. Enfim, menos mal. Pois se o comportamento ruim da Manu neutralizar a Bruna, já é um grande passo por aqui.

Sempre tentamos não repetir os mesmos erros. Por isso me policio todos os dias para conseguir corrigir a Manu, dar bronca ou colocar de castigo de uma maneira eficaz. Pois com a Bruna nunca funcionou. E isso foi deixando ela mais forte e cada vez me desafiando mais.

Porém não depende só de nós. Cada criança tem uma personalidade e reage de uma maneira.

A Manu é totalmente diferente da Bruna. Ela não é mimada e nem manhosa. E também é bem mais paciente com algumas coisas. Ela apenas não gosta de ser contrariada. Caso isso aconteça, sai de perto . Ela faz valer o seu signo e literalmente vira um leão. É brava, e é daquelas que se você chamar a atenção com algum tom mais forte ou incisivo ela se aborrece, fica ofendida e deita no chão. E aí nem ouse tentar conversar que ela grita, bate, arranha e vira uma fera. Já a Bruna nunca encostou o dedo em mim.

Por isso o que funciona para uma , não funciona para a outra.

Com a Manu o cantinho do pensamento tem dado certo. Se ela perde o controle e começa a fazer malcriação vai para o cantinho. De lá ela já sabe que só sai se pedir desculpas ou se for pegar algo que jogou no chão ou sujou, enfim.

O que aprendi com a minha experiência com a Bruna é que gritar não adianta nada. Nunca fui explosiva ou uma pessoa de natureza brava. Mas as vezes filho te tira tão do sério que para não dar umas palmadas ( algo que nunca fiz), acabava gritando. Até o dia em que a Bruna começou a gritar também alegando que estava fazendo como eu.

E então meu mundo caiu. E percebi que a minha intenção de educar ou fazer entender, estava se virando contra mim mesma.

Educar um filho é um exercício diário de paciência e sabedoria. E não existe técnica infalível. Muito do que pensamos funcionar, as vezes não faz nem cócegas.

A única conclusão que cheguei dessa fase tão “terrible” é que as crianças se espelham muito no nosso comportamento e que o segredo está em fazer elas nos respeitarem e levar a sério o que falamos.

E como conseguir tal proeza?

Esse é o meu eterno desafio desde que me tornei mãe. E agora duplamente.

 

Um beijo e um ótimo final de semana!

*K*

 

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13 novembro, 2014
Por Katia Ouang

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Ansiedade é algo que faz parte da vida de qualquer pessoa. Mas posso garantir que ela se multiplica quando descobrimos a gravidez. A partir desse dia parece que nos tornamos pessoas muito mais ansiosas. E depois que nascem os filhos então, aí nem se fala.

Por isso relacionei algumas causas das maiores ansiedades na mulher.

São muitas, então esse tema ainda voltará por aqui!

Começando ainda antes da gravidez.  Tem ansiedade maior que o período que estamos de fato tentando engravidar?

– O dia fértil. Esse para quem controla o ciclo e sabe que está no dia fértil tem que se conter para não passar o dia ansiosa esperando o marido chegar em casa. E com ou sem vontade, aquele dia tem que rolar!

– Atraso na menstruação. Que mulher vai negar que quando está na tentativa conta os segundos de um possível atraso para sair correndo e comprar um teste de farmácia?! Eu mesma perdi as contas de quantos testes comprei e deram negativos.

– Descobrir que está grávida. Ver um positivo para quem tanto quer um bebê é um dos momentos mais emocionantes e felizes na vida da mulher. Ótimo. Mas depois que passa a euforia , quem segura a ansiedade de sair contando para o mundo que você está gravida. E aí surge o dilema; conta ou não conta, espera passar as primeiras semanas, faz surpresa ou não para o marido…. Antes de eu engravidar imaginava aquela cena de fazer uma surpresa para o marido com um sapatinho ou um body do time que ele torce, e no final não aguentei e contei sem surpresa alguma. Imagina que eu iria conseguir sair de casa, achar uma loja, comprar o presente e passar um dia todo em segredo… Comigo não funciona!

– Dia de ultrassom. Quem mais contava os dias para chegar a data do ultrassom e nem dormia na noite anterior?

– Enxoval . Esse é um dos maiores causadores de estragos financeiros por ansiedade. Principalmente para mãe de primeira viagem de meninas. Qual mãe não saiu correndo para comprar tudo de cor de rosa que visse pela frente assim que descobriu o sexo do bebê?

– O ultimo mês da gravidez. Esse mês vira uma eternidade. não passa. Haja controle emocional para conter a ansiedade.

O Parto . Isso nem vou entrar em questão pois com certeza não tem ansiedade maior em saber como será o parto e o momento de conhecer a carinha do seu filho.

– Dia de Pediatra. Para quem passa o dia todo em casa amamentando e trocando fralda, quer motivo maior de ansiedade do que dia de ir ao pediatra? Parece que vira o evento de mês. É a chance de colocar uma roupa mais bonitinha no bebê e sair um pouco da “toca”. Além disso qual mãe de primeira viagem não sabe exatamente o peso e alturo do seu bebê  e não ve a hora de chegar a próxima consulta para comparar ?! Mas posso garantir que no segundo filho você nem lembra que marcou pediatra!

– Dia de Vacina. Esse dia acho que ficamos mais ansiosas que a criança. Será que ele vai chorar muito, será que vai ter febre, será que vai ficar chatinho? Eu sempre imaginava mil coisas e no final nenhuma das meninas teve qualquer reação a vacina.

– Os Primeiros Passos. Mais do que rolar, sentar e engatinhar, qual mãe não ve a hora de seu filho dar os primeiros passinhos?

– O Aniversário de 1 ano. Conheço mães que mesmo antes da criança nascer já sabiam o tema da festa de 1 ano. E mães que  encomendaram convites comigo quando o bebê tinha 2 meses apenas!

– Primeiro dia de escola. Acho que todas as mães mal dormem na véspera de levar seu filho pela primeira vez na escola. Será que ela vai gostar? Será que vai chorar? Será que vai adaptar rápido?

 

E para vocês, o que gera ansiedade na maternidade?

 

 

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