13 maio, 2015
Por Katia Ouang

Hoje é um dia muito importante para mim. Véspera de fazer uma viagem sem as minhas filhas, algo que vocês sabem que eu não costumo fazer e que não me sinto nada a vontade. Por isso fico super emotiva.

Na ultima viagem que fiz sem elas há 2 anos para passar 3 dias em Buenos Aires, prometi que não iria deixa-las tão cedo.

Esses dois anos passaram , elas cresceram, já não são mais tão pequenas e não ficam mais doentes com tanta frequência. Então no ano passado decidi que iria realizar um sonho antigo que era visitar a Feira Internacional de Papelaria em New York para poder me atualizar e ver as novidades do mercado que eu trabalho.

Emiti minha passagem em outubro do ano passado com o apoio total do pai das meninas para que eu viajasse tranquila que ele junto a minha mãe e a minha funcionária, cuidariam das meninas.

Muita coisa rolou desde lá até hoje. E a resposta para as várias perguntas que tenho recebido com frequência é ; sim, eu me separei. E não poderia deixar de dividir isso com vocês, já que há tantos anos tenho seguidoras tão queridas que me querem super bem e acompanham cada passo da minha vida e das minhas pequenas. Muitas até já perceberam que algo havia mudado.

Digo, não é nada fácil. Muitas vezes a vida segue por caminhos bem diferentes do que imaginávamos para nós, para nossa família e para nossos filhos. Mas é possível sim aos poucos se adaptar e recomeçar e vou falar bastante ainda sobre isso por aqui.

Daqui 2 dias viajo com uma amiga para NY, amiga que também é mãe e que já está sentindo aquele “frio” na barriga de deixar os filhos. Mas acho importante “recarregar ” a bateria, sentir saudades, lembrar um pouco que nós existimos. É bom para todos os lados; mães e filhos.

Vou visitar a feira de Papelaria por 3 dias e os outros 2, vou atrás de muito conteúdo e novidade para o blog. E quero que vocês acompanhem tudo pelo instagram ( @blogminhasdikas) e pelo snapchat ( minhasdikas) onde vou mostrar em tempo real nossa viagem e todos os ” achados” , lojas e produtos que sempre gosto de indicar.

O blog vai ” descansar” por essa semaninha mas depois vem recheado de novidades. Depois de 7 anos ( sim , 7 anos de blog!), preciso desses dias para me atualizar e trazer muita informação para vocês.

Mais uma vez  muito obrigada! Torçam por mim e espero contar com o carinho e força de vocês nessa nova fase da minha vida.

Um beijo enorme e até a volta.

*K*

Comentários 42

35

13 maio, 2015
Por Katia Ouang

Acreditem, o desfralde da Bruna durou uma eternidade… Foram 6 meses para tirar a fralda do xixi, mais 6 meses para a do cocô e só há 2 meses consegui eliminar de vez a noturna. Estava esperando um pouco para contar para vocês como tem sido.

Sei que boa parte dessa demora tem a ver com a minha preguiça. A noturna principalmente.

Posterguei a retirada pois como durante 1 ano e meio ela vinha para a minha cama, não queria acidentes de madrugada em um colchão que é impossível tirar do quarto para tomar um solzinho.

Fiz algumas tentativas pois na maioria das vezes a fralda acordava totalmente seca. E então bastava eu tirar para ela fazer na cama. E como ela detestava acordar ensopada de xixi, começou a dar escândalos toda noite se eu não colocasse a fralda. Não dormia até eu colocar.

Coloquei como meta antes de tirar a fralda, fazer com que ela dormisse em sua própria cama. Um desafio muito maior para mim.

E então após conseguir essa conquista parti para tirar definitivamente a fralda da noite. Sei que foi tarde e que com certeza  poderia ter desfraldado antes. Mas também sei que enfim está resolvido e sem maiores consequências ou traumas.

E como foi?

Super simples.

Forrei a cama diariamente com aquele colchãozinho para cachorro fazer xixi e que vocês me indicaram no instagram, e fui testando.

Captura de tela inteira 03052015 121739

Evitei dar muito liquido depois das 18 hs e deixava o último xixi do dia para a hora que ela fosse dormir.

A princípio me propus a levá-la no banheiro um pouco antes de eu dormir. Mas a primeira tentativa foi fracassada, além dela não acordar ainda ficou muito brava e disse que não ia de jeito nenhum.

Durante alguns dias ela acordava cheia de xixi e vinha me pedir para trocar a roupa. Eu tive um pouco de trabalho nessa fase pois como já tinha tirado ela da minha cama, não poderia colocar de volta. Então toda vez que escapou o xixi, eu levantei, troquei ela, e arrumei a cama toda de novo para ela não vir para a minha.

Aos poucos os dias que vazavam começaram a intercalar com os que ela amanhecia sequinha. E claro, como sempre, fazíamos uma festa e comemorávamos cada manhã que não tinha xixi na cama. Porém como é algo involuntário ainda, é preciso um tempo para o corpo e a  cabeça da criança entender. Nunca brigar, reclamar ou ficar brava porque a criança fez xixi na cama.

Hoje ainda temos alguns “acidentes”. A cada 5 dias, escapa 1. E esse período tem espaçado até a hora que ela não vai fazer mais.

Conheço crianças que desfraldaram por completo com menos de 3 anos, crianças que com 5 anos ainda usam fralda para dormir, não tem um padrão. Na minha opinião a Bruna já tinha passado um pouco da hora. Ela mesma se incomodava e já até sentia vergonha de usar fralda.

O que sempre vale é, assim que decidir uma mudança. Não voltar atrás. As vezes desanima mesmo e é demorado, tem que ter muita paciência. Mas faz parte do processo pois cada criança reage de uma maneira.

E aqui ficamos só com a fralda noturna da Manu.

Mamãe feliz e meu bolso também.

Pois preciso desabafar… O que é o valor que gastamos por mês com fraldas!???

 

Comentários 5

3

6 maio, 2015
Por Katia Ouang

Incrível como um filho muda a mulher.

Características de nossa personalidade que nos acompanharam uma vida toda, são colocadas em questão quando reaprendemos a viver com a responsabilidade de cuidar de uma criança. Hoje, como mãe de duas meninas, muitas vezes não me reconheço em muitas das minhas atitudes.

Vejo o quanto eu mudei para me adaptar a vida de mãe. E espero que essa evolução não pare. Pois só me fez bem.

A maternidade transforma, amadurece e melhor do que isso, faz a mulher evoluir.

Eu era uma pessoa extremamente ansiosa, extremamente vaidosa, extremamente emotiva, extremamente tudo. E tive que aprender a lidar com os meus sentimentos de uma maneira muito mais equilibrada para poder passar isso para as minhas filhas.

Aprendi a ter mais paciência e disciplina,

a ser mais organizada,

a vencer a preguiça e o cansaço,

a me emocionar com coisas pequenas ,

a tentar lidar com os medos e inseguranças,

e o mais importante, aprendi a entender melhor a minha mãe.

 Ser mãe é uma evolução constante. E é isso que serei quando minhas filhas crescerem; uma pessoa bem melhor!

#mãeparasempre

Feliz Dia das Mães!

 

 

 

 

1 Comentário

2

5 maio, 2015
Por Katia Ouang

Capturas de tela79

Não sei se vocês já repararam, mas raramente eu mostro as meninas brincando com algum brinquedo caro, eletrônico ou cheio de tecnologia.

Não que eu seja contra, longe disso. Mas acho que os Ipads já dão conta de ocupar boa parte da atenção dos nossos filhos. Inclusive já me posicionei sobre o uso moderado na rotina das crianças. Acho importante encontrar um equilíbrio pois não podemos privar nossos filhos de uma tecnologia que faz e fará parte da vida deles , mas também  não podemos condicionar o a rotina deles a esses aparelhos.

As meninas assistem bastante televisão  ( lógico, dentro de um bom senso), e o Ipad eu permito por um tempinho  sempre supervisionado por mim.

Mas o propósito desse post é contar um pouco de como eu consigo brincar e estimular de uma maneira simples e inteligente.  Sem depender de comprar o ultimo lançamento da Barbie ou o Castelo da Elsa que toca música. Mesmo porque, não tenho o mínimo prazer em gastar com esses brinquedos que além de quebrarem e perderem peças, custam caro e ainda ficam sem pilha. Basta ter aquela caixinha com os parafusinhos para eu nunca mais colocar uma pilha e o brinquedo ficar encostado.

Vou citar alguns brinquedos e brincadeiras para ter em casa que cstimulam a concentração e criatividade e que cabem no bolso de todas as mães. Acho importante a criança poder se virar com o que temos para oferecer e não passar o dia todo pedindo ou desejando um brinquedo novo. Assim como acho importante não ocupá-las o dia todo com atividades, cursos e brincadeiras. A criança tem que aprender que tem hora para tudo e que em alguns momentos não terá nada para fazer. E que com isso pode ficar quietinha um pouco ou fazer sozinh algumas dessas atividades abaixo .

Quebra Cabeças – Esse eu cito sempre como a atividade número 1 para estimular seu filho. Vocês veem com uma certa frequência fotos da Bruna no Instagram montando quebra cabeça e a evolução dela no número de peças. Para ela que é uma criança super impaciente e afobada, o quebra cabeça é um desafio enorme de concentração. É um tempo que a criança aprende a ficar sozinha, observar, pensar e ainda estimula a coordenação motora. E para nós pais é ótimo saber que podemos relaxar um pouco nesse momento.Quebra Cabeça é um brinquedo barato, fácil de encontrar e que você pode carregar em um saquinho e levar para qualquer lugar.

 

 

Blocos de Montar – Bloquinhos tipo Lego , digo “tipo” pois não precisa ser necessariamente Lego, tem dezenas de marcas mais baratas e que atendem perfeitamente. Os bloquinhos permitem variedades de brincadeiras que a imaginação da criança quiser.  Sempre brinco com elas de quem vai fazer a maior torre sem deixar cair, quem junta mais blocos da mesma cor, constrói castelos, enfim…. E como esses blocos são padronizados em tamanho em encaixe, você pode aumentar a quantidade que tem em casa aos poucos.

 

 

Atividades Artísticas – Essas são as que eu mais amo. Não apenas por gostar de coisas criativas, mas também por ver o quanto as meninas gostam e se divertem. Ter em casa papéis variados ( de preferencia grandes, para colocar no chão mesmo) e tinta, caneta, cola, purpurina, recortes, lantejoulas, botões, fitas e afins sempre permite atividades que estimulam a criatividade e concentração. Já virou rotina passar em lojas tipo Kalunga para fazer um ” estoquinho” de coisas que ocupam as meninas. Muitos pais não gostam que os filhos façam sujeira em casa ou tem medo que pintem ou estraguem alguma coisa. Mas a minha dica é; ache um local onde você possa forrar o chão, coloque roupas velhas e deixe seu filho se divertir. Aos poucos as crianças vão entendendo que o lugar de pintar é ali, e que não podem sujar outros lugares. Por isso compre sempre tintas e canetinhas laváveis!

 

 

Massinha – Outro item que não pode faltar por aqui. A massinha é um elemento que estimula a coordenação motora e a criatividade. Vejam algo que vocês tenham em casa como palitinhos, canudos, potinhos e forneça para as crianças brincarem.

 

Cozinha – Outra brincadeira que as crianças amam! Se tiverem panelinhas e pratinhos delas pode usar. Se não, nada que uns copinhos e pratinhos de plástico não resolvam. Pegue um pouco de arroz, milho, feijão, macarrão ( tudo cru) e dê para as crianças brincarem.

Tarefas domesticas – Por incrível que pareça, as meninas amam e ajuda a ensinar desde cedo como dá trabalho limpar e organizar uma casa. Sempre dou um pano úmido para cada uma e peço para ajudarem a passar nos móveis. Você não imaginam a alegria!

Brincar no chão com fita crepe. Para as meninas, fazer uma amarelinha. Para os meninos , um circuito para carrinhos. Não tem quem não goste!

 

Essas são algumas das atividades que faço com as meninas em casa. Elas também adoram ver livros e brincar de cabana !

Conforme eu for lembrando de outras monto um novo post !

E vocês, costumam brincar com seus filhos?

 

Comentários 2

3

28 abril, 2015
Por Katia Ouang

 

Devido ao sucesso do post ” O que me deixa louca na maternidadeParte I e II, resolvi fazer mais uma parte. E pelo decorrer das coisas em casa, acho que esse não será a último não, ainda vem mais posts sobre isso aqui no blog!

O terrible two está forte na Manuela e ainda não acabou na Bruna. Então vocês podem imaginar como eu fico doida as vezes. A Bruna é manhosa e mimada , mas mais tranquila para negociar. A Manu é uma criança bem resolvida; independente, topa tudo, mas se ficar nervosa, aí parte para ignorância e não tem conversa.

Com isso relacionei mais uma série de coisas que me enlouquecem na rotina como mãe e que com certeza vocês vão se identificar. Começando com a top que não sai da minha lista:

– Acordar muito cedo! Meu Deus, será que alguém pode explicar para essas meninas que é tão bom dormir até mais tarde… Essa de que         ” com o tempo a gente acostuma” não rolou comigo. Depois das 7 eu me arrasto, mas sei que é normal. Mas quando essas meninas resolvem acordar as 6 ou até antes disso, preparem-se para ver uma pessoa que não consegue achar graça nenhuma , e mesmo elas vindo carinhosas e cheias de energia, a única coisa que passa pela minha cabeça é falar; voltem para a cama, pelo amor de Deusssssssssssss!!!

– Limpar os ouvidos: Sinceramente, estou quase tirando essa função da rotina de higiene das meninas. É começar uma guerra toda vez que elas me veem com um cotonete na mão. A Bruna com muita negociação ainda consigo limpar um pouco. Mas a Manu, só depois que dorme e mesmo assim, se ela acordar, sai de perto.

– Sumir com as minhas canetas. Montei uma estação de trabalho na minha casa e sempre deixo um porta lápis com canetas e post-it para anotações. Parece que mesmo tendo todos os lápis e canetinhas possíveis, elas querem usar a minha velha e boa  BIC azul. Basta eu comprar novas ( toda semana), colocar no porta lápis, que aciona um sensor e elas pegam, escondem e perdem. Pois nunca vi perderem tanta caneta. Elas simplesmente desaparecem de casa.

– Colocar para dormir. Sim, esse item já apareceu no post parte I. Mas se eu já não tinha muita paciência quando era só a Bruna, imagina agora que são duas e que dormem no mesmo quarto. Tenho que por uma de cada vez pois a Manu só dorme com luz apagada, porta fechada e história ( ainda bem que aquela do sorvete ainda funciona bem por aqui – veja post) e a Bruna com porta aberta, luz do corredor acesa e sem barulhos. Eu mereço! Já tentei otimizar colocando as duas ao mesmo tempo, mas é pior.

-Brigas entre elas. Na maioria das vezes causada pela Bruna que quanto mais cresce, mais ciumenta fica. O problema é que aí ela provoca a Manu e essa não deixa barato. Resolve revidar e bate, arranha, não tem medo. A questão é que elas decidem fazer isso no carro quando eu estou dirigindo, quando eu tento falar com alguém no telefone, quando encontro alguma amiga, na porta da escola… e aí eu tenho que me conter e tentar amenizar de uma maneira pacífica, algo impossível.

– Dar banho no vestiário da natação. Se tem algo que me irrita é ter que dar banho em um lugar que não seja nossa casa. Fora que o chuveiro é daqueles que a criança fica mais alta e que facilita para a nossa coluna , mas acabo tomando um banho também e saio de lá encharcada. Já preferi dar banho em casa mas cheguei a conclusão que é melhor trazer ela já pronta para jantar.

– Quando me xingam ou falam algum palavrão. Sim, nós tentamos a todo custo evitar que nossos filhos tenham contato com palavras inadequadas. Mas não adianta, eu mesma quando fico fora de mim acabo falando o que não devo. Mas agora elas aprenderam a falar ” Sua Chata” “Sua Boba” e usam alguns termos que me deixam louca. Vocês que tem filhos no terrible two e estão achando difícil a fase de birras, vão ver quando te xingarem a primeira vez. Nada que me enlouqueça mais que isso.

– Levar as meninas comigo na Padaria. Vira e mexe eu acabo na padaria para comprar pão ou algo que faltou em casa pois fico com preguiça de ir no supermercado. Mas é só por os pés lá que começa; Mãe me compra um sorvete? Mãe me compra um pirulito? Mãe me compra a padaria inteira? AAAAAAAAAAAAH ! O pior é que basta falar não para se jogarem no chão ou pegarem alguma bala do balcão e saírem correndo falando que não vão devolver.

 

Ufa, por hoje está bom não?!

Com vocês também é assim?

E me acompanhem no SnapChat ( minhasdikas), estou adorando poder mostrar um pouco mais do meu dia de uma maneira mais informal!

1 Comentário

4

22 abril, 2015
Por Katia Ouang

IMG_2986

Nem acredito que hoje farei mais um post de uma questão resolvida e encerrada por aqui. Podem imaginar minha alegria como mãe não?! Comecei com o desfralde da Manu  semana passada (veja aqui), que foi difícil mas agora está mais do que resolvido, e agora vou contar sobre o conturbado sono da Bruna. Que após 1 ano e meio, está temporariamente resolvido.

Digo temporariamente pois a vida com crianças é uma caixinha de surpresas. Nada é definitivo.

Quem me acompanha sabe o que tenho passado e a minha luta em tentar fazer a Bruna voltar a dormir sozinha sem vir para o meu quarto. E para resumir para as mães que chegaram a pouco tempo, tudo começou quando em outubro de 2013 a Manu foi internada por 4 dias, e eu fiquei no hospital com elae o pai com a Bruna em casa. Nesse período ele a levou para dormir na nossa cama para não ficar sozinho e pronto, de lá ela nunca mais quis sair.

Até então, desde os seus 4 meses , ela nunca havia dado 1 trabalho para dormir. Sabe aquela situação de sonho que toda mãe idealiza? Criança que dorme pontualmente as 8 horas onde eu colocava no berço, apagava a luz, fechava a porta e vê-la de novo só 12 horas depois. Nunca chorou, nunca acordou, nunca pediu para sair… nada. Claro, tudo que é bom dura pouco. Mas durou o suficiente para eu ter uma boa adaptação ao primeiros meses da vida de mãe , sem traumas de noites acordadas ou com criança chorando.

Mas claro, chega a hora do perrengue para todo mundo. Pode esperar!

E então tudo virou de cabeça para baixo de uma noite para outra. E ela simplesmente não queria mais dormir no berço, não queria mais dormir sozinha, não queria mais que apagasse a luz… era uma guerra todas as noites. Então tirei do berço e aí o panorama desmoronou de vez. Ela levantava da cama, saia correndo, não dormia. Para conseguir fazê-la pegar no sono era todo um processo. Tinha que ficar horas contando história a ponto de eu quase perder a paciência. E então ela dormia. Mas vinha para minha cama todas as noites sem exceção.

Me empenhei em reorganizar o sono dela pois apesar de ser delicioso dormir com filho, ainda acho que cada um ter a sua cama e aprender a ficar nela, é a melhor opção. Até me mudar temporariamente para o quarto dela eu fui para entender se ela tinha algum medo, se acordava a noite com algum barulho, enfim.

Nenhum resultado ou progresso.

E há 1 ano que desencanei. Assumi a cama compartilhada e aceitei que a curto prazo seria essa a realidade. Conversei com muitas mães com filhos na idade da Bruna, e a maioria que passa por isso e só fala; Pode acreditar que vai chegar a hora em que ela mesma vai embora do seu quarto pelas próprias pernas! Mas e aí? Até essa hora chegar o casal dorme acampado?

Aceitei ela vir de madrugada para minha cama, mas não abri mão de colocá-la diariamente em sua cama e faze-la dormir lá.

Até que no inicio desse ano a Manu também saiu do berço. E passou a me dar um trabalho insano não só para dormir como  vindo para minha cama todas as noites.

Aí eu surtei. E decidi que tem limite.

Não cabem 4 pessoas em uma cama e todos dormem mal.

E então me empenhei a todo custo em fazer a Bruna aprender a dormir sozinha. Decidi que mesmo que tivesse que a levar de volta 20x  por noite e passar a noite acordada, faria isso.

Como ela já tem uma compreensão bem maior de tudo, achei que poderia conversar e “negociar” essas idas à minha cama. E foi isso que aconteceu. Diariamente cada vez que ela aparecia eu levantava, pegava em sua mão e dizia: ” Vamos para a sua cama, a mamãe está aqui, vai com você” . E chegando na cama e ajeitava ela e dizia: ” É muito melhor você dormir na sua cama, tem um espação para você e a mamãe vai ficar muito orgulhosa se você dormir aqui”. Fiz isso por umas 2 semanas. E ela vinha e voltava umas 4x por noite e eu com toda paciência do mundo explicava o quanto era importante ela ter o seu cantinho, sempre passando segurança e deixando claro que eu estaria sempre ali do lado para o que ela precisasse.

Até que um dia eu levei de volta apenas 1x e ela veio me acordar de manhã toda feliz dizendo: ” Mamãe, olha, eu dormi na minha cama!” E então eu a abracei e disse o quanto estava orgulhosa! E fizemos um combinado. Cada dia que ela acordasse na sua cama ia ganhar uma moedinha. Poderia ser de 5, 10 ou 25 centavos. A de 25 era a maior de todas, para os dias que ela não só acordasse em sua cama mas também não viesse nenhuma vez para a minha. E que depois de alguns dias elas poderia ir à banca de jornal e escolher o que ela quisesse com aquele dinheiro.

E deu certo. Muito certo!

A partir desse dia ela não veio mais para a minha cama e acordava toda feliz na dela, vinha correndo e dizia; Mamãe, cade minha moedinha? Hoje é de 25 né?

E todo dia virou uma curtição. Ela guardava as moedinhas em um cofrinho e quando juntamos algumas, fomos a banca de jornal.

Hoje ela não ganha mais moedas mas ganha um “Parabéns” todas as manhãs e um abraço onde mostro todo meu orgulho.

E o que eu aprendi desse processo? Que mais uma vez o sucesso de uma mudança depende totalmente da nossa persistência e paciência. Que as crianças entendem muito bem nosso comando, basta passarmos segurança e mostrar que é o melhor caminho. Sei que na maioria das vezes nós mesmas temos preguiça de iniciar um processo de mudança por saber o quão trabalhoso e cansativo pode ser. E a cama compartilhada é um dos processos mais difíceis de reverter. Pois sabemos que não traz nenhuma consequência para ninguém, e qual mãe que não ama dormir com o filho? Mas decidi que por aqui seria hora de parar e acreditei nisso para poder passar para a Bruna que essa era a melhor opção.

E valeu a pena!

Subimos mais um degrau por aqui e agora vamos ao segundo desafio; fazer com que a Manu não venha mais! #oremos !

 

Comentários 7

17

30 março, 2015
Por Katia Ouang

10565874_671577249584937_939555201_o

Já perdi as contas de quantos posts fiz sobre o Terrible Two da Bruna. Passei por muitos momentos desesperadores, em que não acreditava poder ter algum sucesso em qualquer técnica aplicada para amenizar seu comportamento, e até cheguei a levar em terapia para poder entender e me guiar em sua educação.

A questão do cíumes  em relação à Manu, isso pode passar o tempo que for, que não melhora. Minha esperança é que um pouco mais para frente como a diferença de idade entre delas é pouca, isso se transforme em uma grande amizade. Mas por enquanto o jeito é deixar elas se entenderem ou se desentenderem como quiserem. Pois interferir ou forçar uma amizade, só piora.

A questão dos chiliques, birras e ataques, não quero cantar a bola antes da hora, mas tem melhorado muito. A cada dia percebo uma evolução que tem me deixado muito animada e muito feliz com o relacionamento que estamos vivendo agora.

É maravilhoso não precisar passar o dia gritando , estressando, colocando de castigo, fazendo pedir desculpas… Pois com isso você consegue curtir muito mais o seu filho.

E o que aconteceu?

Simplesmente ela está crescendo. E com isso se tornando mais independente e com noção do que pode ou não fazer.

Sim, começam outros perrengues. Mas algumas coisas de rotina e que me deixavam louca, estão aos poucos desaparecendo.

A Bruna sempre deu chilique para tudo que quisesse fazer, pois dependia de mim para poder ajudá-la. E a impaciência e irritação dela me deixavam louca. Vou exemplificar e contar o que tem mudado.

– Acordava de manhã e já começava a arrancar o pijama pois queria trocar de roupa mas não conseguia sozinha. Hoje ela acorda, tira o pijama e escolhe na gaveta o que vai vestir. Ela consegue vestir todas as peças sozinha, exceto se tiver alguma coisa mais complicada ou se for sapato com cadarço. Esse ela coloca mas ainda não sabe amarrar.

– Reclamava da cor da roupa, do modelo, da cor do laço, do sapato… então hoje se ela não gosta, ela vai no armário e pega a roupa e o laço que quiser. Inclusive ela se penteia sozinha e se arruma como achar melhor. Decidi deixar ela usar o que quiser e comecei a achar graça se a roupa não tem nada a ver.  Percebi que depois de uma fase não conseguimos mais vestir como gostaríamos. Tem crianças que como ela, tem personalidade forte e vontade própria desde pequena. Bater de frente com isso é como chover no molhado. Assim evito me estressar. Em um dia bom, consigo que ela escolha entre algumas coisas que eu separo. Faço assim; se ela não gosta da roupa eu coloco na cama umas 3 opções e fali: A mamãe vai deixar você escolher sozinha, mas tem que se alguma dessas que está na cama. Assim ela percebe que não é a dona do mundo mas que eu estou dando um voto de confiança .

– Queria ver algum desenho ou trocar de canal e não podia esperar 1 minuto. Hoje ela aprendeu a ligar e desligar a tv, a usar o controle para trocar o desenho e até mexer no Netflix.

– Idem para comer ou beber algo. Hoje ela saber pegar água sozinha no filtro, pegar uma fruta ou um pãozinho.  E o que ela não consegue eu tento aos poucos ensinar.

– Na hora de brincar consegue saber onde o que ela gosta está guardado e vai direto buscar.

– Tem se sentido útil , importante e superior a Manu, o que trouxe mais auto confiança. Hoje ela consegue fazer coisas que a Manu não faz ainda. E isso ela acha o máximo! Ela adora quando eu peço para ela assim: Bru, por favor, você que já ajuda a mamãe, pega um copo de água para a Manu pois eu ainda não deixo ela ir sozinha! E essa diferença de autonomia que eu elogio sempre trouxe muita segurança para ela.

– Tem entendido o valor do dinheiro e da recompensa. Ensinei ela a guardar as moedinhas que sempre dou como bonificação para uma atitude ou bom comportamento. Tem o hábito de dar moedas de no máximo R$ 0,25 e peço para ela guardar. Para comprar algo que ela queira, tem que juntar muita moeda. E ela tem visto que não é fácil. Sei que nem sempre a recompensa com moeda ou doce é a melhor opção; mas atire a primeira pedra #quemnunca !? Só quem tem filhos sabe o grau de cansaço que chegamos e que muitas vezes a solução que encontramos é a que resolve naquele momento.

Estou muito feliz e em uma fase de paixão total pela Bruna. Sim, a maternidade também é feita de fases! Você nunca deixa de amar um filho, mas tem fases que você o ama ainda mais. E isso é maravilhoso!

Quanta culpa senti nesses anos por achar que não estava educando minha filha da melhor maneira, ou por não conseguir ter a paciência e sabedoria que eu gostaria ter.

O que tenho aprendido disso ?! Que apesar de todos os dias eu olhar para elas e desejar que fiquem sempre assim pequeninas, minhas bebês, grudadas em mim, a independência delas é um fator que só melhora nossa vida.  E sinceramente, não vejo a hora da Manu chegar nessa fase!

E vocês mamães queridas, perceberam essa mudança no estress da rotina quando seus filhos começaram a ficar mais independentes?

Um beijo grande e vamos começar a semana!

*K*

 

(foto Rachel Guedes – Projeto Família)

Comentários 3

14

25 março, 2015
Por Katia Ouang

Quem acompanha o blog sabe que já falei algumas vezes sobre Home Office e como é para uma mãe trabalhar de casa.

Vivo recebendo perguntas de como dou conta de tudo e como faço para organizar o meu dia. Então hoje vou falar um pouco sobre isso.

Apesar do Home Office ser cada vez mais comum e uma excelente alternativa para a mulher depois que vira mãe, confesso que esses anos foram mais que um desafio para mim. Pois escritório existe para ser um local de trabalho. E nossa casa definitivamente não é. A não ser que você tenha o privilégio de ter um local isolado com portas onde possa simplesmente virar uma chave, e se fechar lá dentro. E como está bem longe de ser o meu caso, já que meu ambiente de trabalho se resume a uma mesa equipada na sala, enfrentei os desafios de uma mãe empenhada em ter o próprio negócio.

Acho que dentro desses anos consegui alcançar um certo sucesso dentro do que me propus a fazer. Seja com o blog, que graças a Deus foi se estruturando e crescendo e hoje é um trabalho como qualquer outro, seja com a minha marca de papelaria Paper K, que também está crescendo e ganhando mercado.

Há 2 meses quando a Manu começou na escolinha eu passei a viver uma outra rotina onde consegui finalmente ter 4 horas do meu dia de trabalho intenso, sem barulhos, tv ligada, criança gritando ou interrupções. O que foi muito positivo para mim pois não imaginava o quanto essas horas se bem aproveitadas, pudessem render tanto trabalho.

Por isso consigo afirmar que é sim possível começar um negócio próprio no esquema home office, com filhos em casa e conseguir algum êxito. Basta se organizar e colocar metas. E não é porque agora tenho mais tempo disponível, que não preciso continuar a ter essas metas e tarefas organizadas.

Senti na pele como o tempo livre pode ser uma faca de 2 gumes. Nos primeiros dias fiquei até meio perdida e sem pressa para fazer as coisas, já que sabia que teria mais tempo. Porém quando vi que as manhãs passam muito rápido e que se eu não me organizasse para aproveitá-las corretamente acabaria por não render nada, decidi estabelecer algumas tarefas para cada período do meu dia e seguir a risca um cronograma.

Pela manhã  acordo um pouco antes das 7 para arruma-lás, colocar uniforme, dar café da manhã, fazer lancheira e mochila, e levar para duas escolas diferentes. Depois disso consigo ter umas 3 horas seguidas até ter que sair para buscá-las . Nessas 3 horas coloquei como prioridade e meta fazer tudo que preciso com silêncio e sem interrupções. Para o blog inclui; escrever e pensar textos, preparar propostas, responder aos e-mails de leitoras, fazer parcerias e telefonemas  ( telefone é algo que não existe fazer com elas em casa!). E para a Paper K, as manhãs são para atualizar as planilhas, enviar orçamentos e responder e-mails.

Na parte da tarde deixo as funções que posso fazer com barulho e interferências das meninas. E é praticamente funções de casa e o trabalho da Paper K, como desenhar ( consigo desenhar com tv ligada ou música sem problema), criar novas estampas, separar os pedidos, empacotar, fazer etiquetas de endereços, etc. E coloco nesse período funções de rua onde posso levar alguma das meninas, assim passamos um tempo juntas e para elas é uma diversão. Isso inclui ir ao supermercado, açougue, feira, correios, comprar material , pesquisar produtos para o blog e levar a Bruna na natação. Além disso ainda encaixo as reuniões externas que tenho praticamente toda semana, e que dou prioridade em marcar sempre depois do almoço que é o horário de menor trânsito.

A vantagem de ter as manhãs sozinha é que aos poucos estou conseguindo eliminar o trabalho que fazia a noite, depois que elas dormiam. Pois era nesse horário que eu conseguia ficar em silêncio. Meu objetivo agora é conseguir dormir mais cedo pois fico muito cansada o dia todo. E acho que dormindo mais, vou render mais.

Também  preciso organizar na minha rotina um horário para ginástica , algo que ainda não consegui fixar.

Quanto coisa uma mãe faz durante o dia não??

Mas aprendi que quanto mais fazemos , mais conseguimos dar conta. E acho que é essa a tendência da mulher, mãe, esposa e dona de casa atual. É possível sim fazer tudo, desde que o objetivo não seja ser perfeita em cada função. Temos que fazer da nossa maneira, dentro do nosso tempo, disposição e disponibilidade.

E assim vamos tocando o dia a dia sendo super mulheres, não acham!?

 

Comentários 2

5

16 março, 2015
Por Katia Ouang

Todo domingo a noite vou deitar com a sensação que corri uma maratona. A casa fica um caos, brinquedos espalhados para todos os cantos, e eu exausta. Não tem um domingo a noite sequer que eu não me lembre um pouco de quando não tinha filhos e saia para comer uma pizza com os amigos e depois ficava lendo uma revista na sala até a hora de dormir.

Por isso hoje, ao contrário de falar sobre maternidade, vou falar de algumas coisas que sinto falta da época que não tinha as meninas. Tipo “momento saudosismo total” ! Claro que é incomparável a minha vida de hoje, depois de ser mãe. Não troco por fase alguma.

Mas por apenas alguns momentos me dá vontade de voltar ao tempo só para:

Poder dormir a noite toda e acordar naturalmente. Esse é o número 1 de todas as mães. Clichê ou não, dormir sem interrupção é o sonho de consumo de qualquer mulher. E isso só era possível na época sem filhos. Acordar tarde então foi algo que nunca mais tive o prazer de vivenciar. Já era difícil na época sem filhos pois tinha que sair cedo para trabalhar , mas aos sábados e domingos era possível curtir um pouco.

Engraçado que aqui em casa parece que o tempo passa e elas acordam cada vez mais cedo, independente da hora que dormem.  Será que alguém pode explicar para elas que é uma delicia acordar tarde?!!!

bigstock-Young-woman-in-bed-26600336

 

 

– Ir a uma festa sem hora para voltar. Tudo bem, ainda é possivel ir a uma festa e deixar as meninas com os meus pais. Mas necessariamente o dia seguinte será sempre um pesadelo. Ressaca e poucas horas de sono com um dia intenso pela frente, definitivamente não combinam com quem tem filhos!

E ainda nessa categoria como “sub item”, que saudades das festas de réveillon que acabavam de manhã e passávamos o dia 1 praticamente dormindo!

 

– Poder deixar a comida acabar em casa. Nada mais desesperador do que olhar a bandeja de frutas e ver que não tem nem uma banana. Casa que tem criança, não pode faltar fruta não acham?! Nunca deixo acabaras coisas que ela comem com frequência e principalmente laranja e banana. O chato é que muitos desses alimentos estragam rapido, então compro semanalmente. Mas como trabalho e nunca sei quando terei um tempo disponível,  que preguiça de sair muitas vezes só para comprar algo que acabou. Que saudades de quando eu dizia; ” Vai ficar para amanhã”. Quando não temos filho podemos ver a geladeira vazia e desencanar. Sempre me virei com  que tivesse, ou se não, pedi um delivery.

Só que com criança não dá. Morro de remorso de deixar elas comerem qualquer coisa.

 

 

-Poder fazer  almoços prolongados ao sábados e domingos. Tem algo mais gostoso que sentar em uma mesa de restaurante com amigos no final de semana sem hora para ir embora? Tudo bem , também posso negociar com a minha mãe  ficar um pouco com elas, mas sempre temos que passar o almoço olhando o relógio.

 

– Passar um sábado a tarde cuidando de mim. Era frequente na época sem filhos eu deixar o sábado a tarde ( pós almoço com as amigas) para ir ao cabelereiro fazer pé, mão , depilação, hidratação… Pois curtia ir sem pressa e ficar me cuidando, lendo uma revista de fofocas e batendo papo. Hoje continuo indo , mas sempre com pressa e quando consigo encaixar no meu dia.

 

– Ler. Para quem tem o hábito da leitura, sempre arruma um tempo para ler pois faz parte da rotina como qualquer outra atividade. Mas para quem como eu  lia livros e revistas com pouca frequência, fica bem mais difícil. Pois o pouco tempo que tenho fico tão acelerada e com a sensação que tenho mil coisas para fazer, que não consigo mais sentar com calma, abrir um livro e ler.

 

 

-Não ter que reparar em uma farmácia.  Sempre que estou na rua e passo em frente a uma farmácia me questiono se preciso estacionar para comprar alguma coisa. Nunca sei se acabou a  fralda, a vitamina, o shampoo… Vocês também tem essa sensação?!

 

-Passar horas na Internet. Quando eu não tinha as meninas, amava passar horas na internet vendo sites de moda e pesquisando músicas bacanas para baixar. Tanto é que o blog quando começou só falava de moda, música e viagens ( sabiam?!). Toda semana eu enchia um pen drive novo com músicas para escutar no carro. Hoje o pen drive é o mesmo de 5 anos atrás e eu não aguento mais as músicas!

 

 

– Fazer trabalhos manuais. Para quem não conhece esse meu lado, eu amo fazer trabalhos manuais. Na gravidez da Bruna fiz todos os quadrinhos do quarto dela, os potinhos, lixeira, frascos. Na gravidez da Manu ainda me aventurei em fazer umas coisinhas, mas foi a ultima vez. Depois nunca mais tive tempo em sentar e abrir um monte de tecido , cola, tesoura sem que alguém me atrapalhasse. Todas essas coisinhas abaixo eu que fiz!

Captura de tela inteira 16102014 094435

61357_10150249971630375_950792_n

 

E por último; tenho saudades de imaginar como seria o dia que fosse mãe. Sempre pensava no dia em que eu me descobrisse grávida, em como seriam a cara dos meus filhos, se eu teria 1, 2 ou 3 filhos, se seriam meninos ou meninas. E hoje o tempo passou e a Bruna já esta com 4 anos e meio, esse ano fará 5!

E a fase sem filhos fica cada vez mais no passado….

 

E vocês mamães, o que mais sentem falta da época que ainda não tinham os seus pequenos!???

Comentários 10

8

3 março, 2015
Por Katia Ouang

Ser mãe de primeira viagem é um dos maiores desafios que a mulher passa em sua vida.

As mudanças vêm de uma vez só. E a dificuldade não está apenas em aprender a cuidar de um serzinho indefeso que só depende de você, mas também em adaptar sua vida que de um dia para o outro, vira de cabeça para baixo.

A questão é tempo e muita paciência…  pois tudo é novidade, um mundo desconhecido, e que embora as pessoas contem e a gente se informe em livros e revistas, a realidade do dia a dia é muito diferente. Só vivendo mesmo para saber.

Na minha experiência como mãe de primeira viagem, sempre preferi acreditar no meu instinto. Seja para amamentar, para colocar em uma rotina, para entender um choro, para mimar o quanto eu gostaria. Pois percebi que bastava eu reclamar, comentar, desabafar ou qualquer manifestação para outras pessoas, que pronto; dezenas de pitacos e opiniões apareciam que só me deixavam mais insegura e irritada.

Prometi que iria seguir uma rotina acreditando no que eu considerava ideal para mim, e para minha filha. Pois ninguém melhor do que a mãe para entender o que seu filho precisa. Desse dia em diante comecei a viver uma maternidade muito mais gostosa, aquela que você acredita, aquela que você constrói junto com o seu filho, dia após dia, aprendendo a ver em cada choro ou cada sorriso, as necessidades do seu pequeno.

Amamentar em livre demanda ou de 3 em 3 horas?!

Deixar chorar ou pegar no colo?!

Trocar ou não a fralda de madrugada?!

Dar banho pela manhã ou a noite?! Qual o melhor sabonete ou shampoo para usar?

Através de uma campanha linda, a Baby Dove trouxe uma linha completa de produtos que facilitam nossa vida para podermos fazer da nossa maneira. São produtos feitos com todo o carinho e segurança, pensando nos bebês e suas necessidades de proteção, higiene e hidratação.

Eu me emociono toda vez que assisto ao vídeo e me identifico muito. Acho que a cena dos pais ouvindo o filho chorar pela babá eletrônica, é uma cena que vivi muito em casa. E apesar de receber críticas por muitas vezes deixar minhas filhas chorarem, foi o caminho que encontrei e que meu coração dizia ser o melhor naquele momento.

Sabe quando você sente que não está sozinha? É essa a sensação que tenho nesse vídeo.

E sou muito grata e feliz por ter esse espaço onde posso dividir toda minha experiência como mãe da maneira real, a que vivo na minha rotina sem disfarces, com conquistas incríveis, mas também decepções, dificuldades e medos.

Não existe uma maternidade perfeita, nem dentro de um padrão ou formato. Existe a maternidade que você acredita.

#ConfieNoSeuJeito  #BabyDoveBrasil

Comentários 2

3