19 janeiro, 2017
Por Katia Ouang

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Eu realmente não entendo o porque do “auê” todo em torno dos terrible twos.

Sim, é uma fase complicada, mas na verdade acho que é apenas um preview do que vem pela frente…piora com 3 anos e ainda mais com 4.

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23 novembro, 2016
Por Katia Ouang

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Desde que entrei para esse mundo virtual tenho notado o quanto compartilhar o lado B da maternidade se tornou importante.

Seja para mostrar que todas nós mães passando por dificuldades e inseguranças, seja para dar conforto à outras mães para que não se sintam sozinhas.

Saber que não somos piores que outras, pois damos bronca,

surtamos,

choramos,

e muitas vezes não agimos como gostaríamos, é um consolo.

Por isso sempre acreditei que mostrar a vida real é o mais verdadeiro.

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8 setembro, 2016
Por Katia Ouang

Image result for toddler sleeping illustrCrianças são sempre uma caixinha de surpresas…, e o desfralde da Manu foi um desses que não consigo muito entender.

Eu já havia desfraldado a Manu desde janeiro, quando há meses ( mais de 6 meses), a fralda amanhecia completamente seca.

O processo foi bem tranquilo e ela vinha bem, com alguns escapes de xixi na cama, mas com pouca frequência. Tudo dentro do esperado para uma criança de pouco mais de 3 anos. Mesmo porque, a Bru só tirou a fralda noturna com 4 anos e meio. E acho importante respeitar o momento de cada uma.

Mas de repente o xixi na cama começou a aparecer com uma certa frequência… 1, 2 e até 3x por semana. Percebi que ela não estava pronta, ou que ainda não era o momento dela. Mas não queria voltar a colocar fralda. Mesmo porque ela mesma não queria e não deixava colocar.

Mudei então a estratégia… Como eu durmo tarde, por volta da meia noite ou mais , comecei a levá-la ao banheiro antes de dormir. Então ela ia as 8, e depois meia noite de novo.

Funcionou por uns dias.

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14 junho, 2016
Por Katia Ouang

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Sem dúvida um dos maiores pesadelos de quem tem filhos viciados em chupetas é o dia que de alguma maneira, teremos que dar um fim a esse vicio.

Claro, a melhor das alternativas é que a criança tome a iniciativa sozinha. Mas não é sempre que isso acontece então temos que interferir de alguma maneira.

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30 maio, 2016
Por Katia Ouang

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Tenho recebido alguns e-mails e mensagens perguntando porque nunca mais eu falei sobre assuntos relacionados à minha separação.

Por um tempo pensei que não seria bacana eu falar sobre isso, ou mesmo que não interessasse a grande maioria das leitoras que são casadas.

Engano meu.

Descobri que… Leia Mais…

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26 abril, 2016
Por Katia Ouang

Vendo essa foto da Manu com 10 dias de vida, me inspirei para o post de hoje.

Estou com algumas amigas próximas com bebê pequeno em casa. Fui visitar na maternidade e em casa, e pude reparar que a maioria delas se surpreende com alguns desafios que nem imaginavam passar.

Engraçado que quando você está grávida do primeiro filho a única coisa que te falam é: “Ve se dorme bastante pois depois que o bebê nascer você nunca mais vai dormir”. Ok, isso toda grávida já entendeu. Porém tem várias outras “coisinhas” que as pessoas ou tem vergonha de falar pois não querem demonstrar que passaram por algum perrengue ou dificuldade , ou porque fingem que não passaram por isso.

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4 abril, 2016
Por Katia Ouang

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Juro para vocês que não gostaria de começar a semana com um post desabafo. Mesmo porque muitas de vocês estão acompanhando a minha semana pelo instagram e puderam perceber o quanto foi difícil.

Mas uma das boas coisas que o blog me traz é que em muitos momentos ( ou até me arrisco em dizer que em quase todos momentos difíceis que passei na maternidade) o desabafo em forma de texto me ajudou muito a seguir em frente mais forte.

Essa semana vivi praticamente um campeonato de resistência física e emocional. E acho que preciso de um bom tempo para me recompor.

Tudo começou há 10 dias com uma febre inesperada da Manu as 2 da manhã. Do nada achei ela quentinha e quando fui medir ; 39,8 graus! O que para mim é algo que me derruba e me tira o chão. Como assim do nada ela aparece com uma febre dessas?

Era sábado, estava em casa sozinha com as duas. E aí aquele pânico dela ter alguma coisa. Passei a noite virada pois a febre não baixava. Não preguei o olho 1 minuto. Quando foi antes das 7 a Bruna acorda toda empolgada para ver se o coelhinho da Pascoa tinha passado. E eu, que havia preparado uma surpresa com pegadas, caça aos ovos e presente, só estava preocupada com a tal febre da Manu. Infelizmente meu domingo de Páscoa foi em casa cuidando da pequena com indas e vindas da minha mãe para me ajudar um pouco.

A noite eu estava morta. Uma noite inteira sem dormir me derruba. Ainda mais com toda a pressão emocional de ver um filho ardendo em febre. Domingo a noite a febre voltou alta, e minha mãe veio dormir comigo para revezarmos pois eu não tinha condição alguma de passar mais uma noite virada.

Quem me acompanha sabe os sustos que já passei com a Manu. Cada vez que ela fica doente vem um filme na minha cabeça. Eu simplesmente não consigo relaxar 1 minuto sequer com ela ruinzinha.

Mal sabia eu como seria o resto da semana….

Manu teve muita febre de madrugada. E mesmo com a minha mãe aqui, eu não consigo dormir. É mais forte do que eu conseguir fechar os olhos com um filho doente.

Na segunda cedo já fomos direto para a pediatra. Pelo quadro todo teria grande chance de ser a gripe H1N1 mas o Tamiflu não seria indicado para ela pois Graças a Deus não havia compromentido pulmão, garganta e ouvidos.

No caminho de volta para casa comecei a sentir um mal estar, um cansaço…. Mas tinha certeza que seria pelas 2 noites viradas. Nesse dia a febre deu uma trégua durante o dia e consegui descansar um pouco com a ajuda da moça que trabalha aqui. Mas como eu já sabia que a febre viria a noite, minha mãe veio me ajudar mais uma vez. E dito e feito, mais uma noite de febre a quase 40 graus e eu e minha mãe viradas.

Na terça de manhã eu simplesmente não conseguia sair da cama. O mal estar evolui de tal forma que tive que ir imediatamente para o hospital. Dor de cabeça, enjoo, nariz escorrendo, tosse e uma dor nas pernas insuportável. Somado a isso; Febre! Há quantos anos eu não tinha uma febre! Passei o dia no Pronto Socorro! Enquanto isso minha mãe se revezava com a moça para cuidar da Manu que continuava nos seus turnos de febre.

Na quarta feira acordei me sentindo um pouco melhor, mas aí quem ficou mal foi a minha mãe e a moça que trabalha aqui. As duas pegaram a gripe! Oh meu Deus, e agora? Quem vai me ajudar?

O pai das meninas estava praticamente o tempo todo que tinha livre com a Bruna, pois eu precisava afastá-la dessa gripe . Ela dormiu a semana toda com ele e só passava em casa para se trocar, tomar banho e eu arrumá-la para escola.

Imagina como ficou meu coração…

De quarta a sexta foi um pesadelo… Eu 100% sozinha com a Manu. Ambas doentes, noites acordadas e eu tendo que trabalhar, pagar contas, arrumar a casa toda, passar uniforme, fazer almoço, jantar….  Ela entediada, não aguentando mais ficar em casa sem companhia, me solicitando o tempo todo…

Chegou na sexta feira, fui levá-la na consulta com a pediatra e na volta comecei a me sentir mal de novo. Uma falta de ar estranha. Fui fazer uma inalação. Não melhorou.

Tive que apelar para o meu pai para ficar com a Manu e consegui que um Pneumologista me atendesse imediatamente. Me poupando de cair na fila do Pronto Atendimento. E então eu estava com uma infecção secundária e precisaria entrar no antibiótico e outros trocentos remédios imediatamente. Por pouco não precisei ser internada.

Juro que comecei a chorar na frente do médico. Eu simplesmente não tinha mais forças para nada. Estava exausta, consumida, precisando desligar o botão e desaparecer.

Pelo menos nesse dia a Manu não teve febre.

Será que então eu teria enfim uma noite um pouco mais tranquila?

Fomos dormir. Só que devido aos remédios, mesmo estando exausta, fiquei totalmente sem sono. Não preguei o olho a noite toda. E conforme as horas iam passando eu ficava mais angustiada. Eu não estava nada bem. Ainda com muito mau estar, falta de ar e tosse. E então no meio da madrugada eu paniquei. Surtei, chorei…. Comecei a ter medo. Muito medo.

Medo de ter algo ali, de morrer, de não ter ninguém comigo, da Manu ter febre e eu não poder acudir.

Como é horrível a sensação de estar doente com um filho ao lado.

Seja minha mãe, um marido, a empregada,…. saber que você tem alguém por perto caso precise tranquiliza muito.

Com isso passei a noite acordada, observando a Manu, rezando para que eu não morresse…. Sim, não é exagero. Quem nunca teve medo de morrer? Ainda mais no meu estado onde eu não estou boa e sou uma pessoa que quase nunca fica doente…. Eu de fato estava assustada.

Noite passada, tudo se repetiu. Ainda mais porque de fato os remédios que eu estou tomando tiram o sono. Então o resumo disso tudo são 7 dias de “prisão domiciliar” , 7 noites sem dormir, e uma carga emocional sem fim.

Com isso amadureci alguns anos essa semana e envelheci muitos e muitos outros.

De tudo isso o que vale é que a Manu já está há quase 72hs sem febre, e vai poder voltar para a vidinha dela.

Eu ainda não estou 100%. Mas estou medicada, e sendo acompanha por um médico. Se Deus quiser isso tudo está no final.

O lado bom? Que eu nunca quis tanto voltar para a minha rotina.

Eu nunca quis tanto poder fazer minha ginastica

Eu nunca quis tanto poder me sentir livre.

E eu mais uma vez comprovo que a única importância que existe na vida é a saúde dos nossos filhos.

E vamos começar a semana, ainda sem minha mãe, ainda sem minha funcionária, ainda sem estar 100% mas com a Manuzinha boa.

Beijos e obrigada por todas as mensagens carinhosas no instagram. Sempre me ajudam muito!

*K*

 

 

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28 março, 2016
Por Katia Ouang

Hoje eu decidi parar por um tempinho e escrever um post de coração. Estou aqui acordada esperando a febre da Manu passar em meio a todo estress que isso causa e precisava me ocupar de alguma maneira para o tempo passar. Pois sou daquelas que não prega o olho até o termômetro baixar dos 37.

Me emocionei muito esses últimos dias com algumas mensagens super carinhosas de leitoras que me acompanham há muitos anos perguntando o que estava acontecendo para eu sumir assim do blog.

De fato há pouco tempo eu escrevi que não iria parar com o blog, mas que sentia vontade de algo novo, algo diferente, que pudesse variar um pouco os assuntos e voltar o blog como era no inicio ( lá em 2008) , onde eu dava dicas de tudo que vocês possam imaginar, menos sobre maternidade pois nem filhos eu tinha ainda.

Me propus a postar de forma diferente esse ano. Mas a real é que não consegui. Vontade não me falta, mas sempre que tento escrever algum assunto diferente, percebo que essa não é a essência do blog.  Não me sentia a vontade como nos posts que eu tanto estou acostumada e que me fazem ter tantas leitoras fiéis todos esses anos. Será que uma leitora que seguia minhas dicas de como fazer um bebê dormir está interessada nos produtos de beleza que eu uso ou nos meus looks?

Sinceramente acho que não.  Mesmo porque posso dar essas dicas mais rapidamente pelo instagram. Não preciso dedicar um post só para isso.

Vivi e relatei intensamente a fase de mãe de primeira viagem, rotina com recém nascido, dificuldades com amamentação e desmame,  todas as conquistas de um bebê, introdução alimentar, experimentei dezenas de modelos de fraldas e falei de desfralde,  testei todos os produtos que as pessoas sequer sabiam existir… e não só testei como sempre deixei clara as minhas impressões, sejam boas ou ruins. Até que descobri que não tenho mais tanta coisa para testar, tantas mudanças para contar, tanta informação para passar. O que mais tenho para falar é sobre a minha vida como mãe. Os desafios que enfrento, as mudanças na vida das meninas,algum passeio novo…. Mas é claro, impossível postar com a frequência que antes eu postava, mesmo porque, nunca inventei assunto para poder ter post novo ou nunca deixei pre-escrito algum post. Sempre foi tudo super espontâneo e acontecendo concomitante com as minhas experiências.

O mundo dos blogs também mudou radicalmente nos últimos 2 anos.

Um post meu testando uma fralda qualquer há algum tempo nunca soou falso ou gerou qualquer tipo de polêmica pelas leitoras me questionando se ganhei ou não para fazer isso. Hoje , qualquer post feito sobre produtos, ninguém mais acredita. Pois sempre tem por trás alguma desconfiança de post pago ou publicidade.

Fora todo o “mimimi” em cima de tipo de parto, tempo que amamentou e tudo aquilo que vocês sabem bem e que só aumenta nas redes sociais.

Sabe quando você cansa disso tudo?!

Por isso nesse último mês me questionei sobre continuar por aqui mesmo. Será que vale a pena manter um blog em meio a milhares que só falam das mesmas coisas? Será que não é melhor encerrar por aqui e deixar uma recordação tão legal desses anos todos?

Foi aí que uma leitora me escreveu e me disse em um trecho do seu email; Todo dia abro seu blog e fico muito triste em não ter um post novo. Seus posts me animavam, me davam força para ver que não sou a única que as vezes tenho vontade de apertar um botão e sumir, que amo meus filhos mas que as vezes os deixaria sem culpa para curtir uma praia bem longe de tudo, por favor não suma!”

E um simples email mudou tudo outra vez.

Sei que não tenho nada de diferente das outras milhares de blogueiras que surgem a cada dia. Mas sei também que são poucas as que contam o que nem todo mundo quer ouvir. Mas as que querem, encontram um conforto enorme nos meus textos.

Descobri também que eu estou carente de escrever. Que muitas vezes em um texto desabafo, eu me aliviava e estava pronta para uma próxima. Anos e anos escrevendo, está me fazendo sim muita falta.

Por isso digo mais uma vez, eu não vou parar!

Pode ser que não tenha tanta frequência, mas vou sempre sinalizar pelo instagram ou facebook quando tiver post novo. E por favor , não me abandonem nos comentários. São eles que fazem o meu dia muito melhor.

Logo mais tem post sobre o desfralde da Manu, chupetas, nossa estadia no Casagrande Hotel, passeios e muito mais!

Muito obrigada por voltarem diariamente para ver se tem post novo e por toda a paciência e carinho!

E vamos começar a semana já exausta dessas noites sem dormir mas que faz parte da maternidade.

Beijos

*K*

 

 

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16 fevereiro, 2016
Por Katia Ouang

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Vocês tem acompanhado pelas minhas redes sociais que a Bruna mudou de escola esse ano. Estava louca para falar sobre isso. Mas preferi esperar passar alguns dias de aula para eu entender melhor se havia feito a escolha certa. Para mim a escolha da escola , depois da educação dos pais em casa, é o principal fator que molda a criança para a vida.

Já é a 3a escola dela. E a cada escola um novo processo de adaptação, novas crianças, novas mães, um novo estilo de vida. E a principio se ela estiver feliz, adaptada e enturmada, só sairá dessa escola para a Faculdade.

O que aconteceu foi que em 2014 eu e o pai dela visitamos uma escola bilíngue , do lado da minha casa, e ficamos encantados. Talvez porque eu vim de um colégio enorme, me identifiquei em uma escola menor, mais focada em cada aluno e onde até o porteiro sabe o nome de cada pai e mãe que chegam por lá. Tudo novinho, moderno, organizado. E somado a tudo isso, a facilidade de aprender inglês desde pequena e não passar anos em aulas particulares ou cursos como eu fiz.

Acho que a tentação da escola bilíngue é algo que todos os pais da nossa geração passam. Quem não quer seu filho de 5 anos falando inglês com a mesma facilidade do português?

De alguns anos para cá aconteceu o boom das escolas bilíngues. Aquelas em que inicialmente só se fala inglês e depois as crianças são alfabetizadas em português e dividem as matérias nas 2 línguas. Quase todas essas escolas em período semi integral a partir dos 5 anos, o que se torna um atrativo bem forte para os pais que trabalham.

E tentada com tudo isso, me rendi a escola bilíngue em 2014 acreditando que poderia preparar minha filha para o mundo de uma maneira diferente da que fui educada mas que talvez se encaixe melhor nos dias de hoje.

No inicio de 2015 , como vocês sabem, me separei. E aí então estava absolutamente certa que manteria a Bruna na mesma escola e traria a Manu no ano seguinte. Primeiro por ser do lado de casa, fator essencial para quem mora em São Paulo, e depois por algo que eu acreditei que seria um porto seguro para mim… Em uma escola pequena existe menos bulling, as crianças são melhor acompanhadas, eu era tratada como uma amiga pela coordenadora e a orientadora, conhecia todas as mães…. A real é que me sentia protegida por ali. Sentia que a minha filha estava protegida também.

Em 2016 a Bruna passaria de meio período, para semi integral, que vai até as 15.30hs. E com isso a mensalidade praticamente dobrou. Um valor que não faz sentido, considerando que no próximo ano a Manu teria que entrar também. Um valor que pagaria 2 escolas tradicionais.

Então decidi junto com o pai delas que procuraríamos outras escolas. E eu fiquei encarregada disso já que eu sou mil vezes mais preocupada e encanada com escola do que ele.

Eu estudei minha vida inteira em um colégio super tradicional, enorme,  um dos mais fortes de São Paulo, onde só há vagas para filhos de ex alunos e mesmo assim, disputadíssimas. Mas fica do outro lado da cidade,  e eu decidi que não vou passar meu dia no trânsito. As pessoas me criticavam pois não se conformavam que eu não colocaria as meninas lá.

Perto de casa tem alguns colégios excelentes. Mas sinceramente, eu fui em todos visitar já com um bode enorme. Pois não queria tirar a Bruna do bilíngue.

Depois de optar por um deles eu estava super insegura. Sabia que me filha seria mais um número lá dentro. Além disso até o dia da matricula oficialmente todos os pais e crianças passariam por um processo de algumas etapas que incluíam apresentações e vivências. Ai que preguiça disso tudo….

Na primeira etapa eu já me perdi no colégio, não sabia nem onde estacionar o carro. Andei por 15 minutos até achar o prédio certo. Fiquei em um mau humor imensurável e só pensava na facilidade da antiga escola da Bruna.

Para minha surpresa  precisei de apenas 5 minutos para me encantar com a primeira apresentação , onde voltei ao tempo e pude pela primeira vez entender com clareza o motivo que meus pais optaram por um colégio tradicional para mim.

Tradição é tradição. Não se discute.

E ao longo das reuniões seguintes fui me apaixonando e entendendo algumas coisas que não estavam tão claras na minha cabeça. Eu e minha filha seriamos um número naquele mundo? Engano meu, desde a segunda vez que pisei na escola as orientadoras já sabiam até o nome da minha filha sem sequer terem conhecido.

Até aí tudo bem.

A questão seria, será que a Bruna vai gostar? Será que ela está preparada para sair de um ovo e ir para um mundo? Detalhe, ela ainda nem sabia que mudaria de escola.

E chegou o dia da tão esperada vivência das crianças.

Não contamos a Bruna que ela mudaria de escola até então. Apenas dissemos que iriamos conhecer uma nova escola e se ela queria ir conosco.  A reação foi que sim na hora. E então fomos eu, o pai , e ela para conhecer a “tal” escola.

As crianças foram recebidas em uma sala de aula com todo o carinho do mundo. Porém os pais não poderiam entrar. A Bruna relutou um pouco , mas depois que deram um estojo de canetinhas e um desenho para pintar ela foi numa boa.

Acompanhamos de longe o tour das crianças pela escola. Um espaço infinitamente maior do que a escola que ela estava. Com floresta, fazendinha, espaços temáticos, quadras profissionais…. aquele tamanho de escola que só as antigas conseguem ter.

E então ela veio, toda feliz e em uma empolgação que eu nunca havia visto e me disse; Mamãe, eu quero vir aqui todos os dias, é muito legal!

E eu disse; Mas Bru, e a sua outra escola?!

Ela disse: Não quero mais ir lá mamãe, aqui é muito maior , tem muito mais coisas!

Nesse momento meu coração se encheu de alegria e de certeza que estava fazendo a escolha certa.

Mais certeza então eu teria assim que ela começasse de fato.

E então no primeiro dia de aula, aquela ansiedade que não cabe no peito, todas as mães tensas na porta da classe…. Ela simplesmente entrou, pendurou a mochila onde estava escrito seu nome, e mesmo sem conhecer ninguém sentou em uma mesa, pegou uns bloquinhos e nem olhou para a porta.

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Eu quase chorei, ou melhor, chorei. Não que ela tenha  esse grau de independência e desprendimento, muito pelo contrário. Ela só foi numa boa pois estava confortável ali.

E desse dia em diante, há quase 1 mês, ela conta as horas para ir para escola. Está simplesmente amando e feliz.

E eu percebi que não poderia privá-la de todo esse espaço físico e oportunidades, além é claro, do ensino tradicional e super competente. Tudo por insegurança minha, ou até praticidade de querer protegê-la em uma escola menor.

E o inglês?

Com a diferença de custo entre uma escola e outra, talvez eu até consiga patrocinar um curso para ela lá fora mais para frente. E enquanto isso vai frequentar aulas particulares ou escolinhas chatas de inglês mas que no final, todo mundo aprende e acaba dando um jeito de se virar!

 

 

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26 janeiro, 2016
Por Katia Ouang

De volta no tema “ O que me deixa louca na maternidade” , hoje falo de mais algumas coisinhas que acontecem na minha rotina com as meninas e que me enlouquecem na maioria das vezes.

Como as manias e birras oscilam com uma certa velocidade ( ainda bem!), esse assunto sempre voltará por aqui!

Quem está no miolo do furacão do tão falado “terriblo twos” é a Manuela. Tudo é difícil, e ainda complica com ela que é uma fera, e quando cisma com alguma coisa, sai de perto.

A Bruna por outro lado melhorou muito em comportamento. E as birras e malcriação também estão aos poucos diminuindo… Sim, há luz no final do túnel! Não desanimem!

Vamos então aos principais motivos da minha irritação atualmente!

Hora de vestir da ManuelaSe eu achava que tinha problemas com a Bruna, estou em um pesadelo com a Manu. A pequena tem 3 anos e simplesmente não veste nada que não queira. Obviamente já entrou na fase que menina só veste saia e vestido, então shorts e calça nem vale a pena comprar a briga. A Bruna foi igualzinho. Só que com ela tinha negociação. A Manu simplesmente cisma que quer colocar um vestido de lã em pleno verão e não há quem convença ela que vai passar mal de calor.  Ela além de só querer usar saia e vestido,  tem que necessariamente escolher qual vai vestir. Então todo dia é uma guerra, uma gritaria ( sim, ela grita) e ainda endurece o corpo todo se você tenta vestir algo que ela não queira. Dentro desse tópico vale um destaque especial ao sapatos, que ela só usa um douradinho de couro. Nem tente colocar outro que é perder tempo e paciência. Enquanto esse sapato não furar, não vai ter jeito!

Lata de lixo em porta de elevador -Eu não sei se são só as minhas filhas ou de vocês também , mas elas colocam a mão em TODAS latas de lixo que ficam na porta de elevador. Se tiver aquela areia ou pedrinha branca então, aí nem pensa em pedir para não colocar as mãos que só falta  trazerem o balde e a pá para brincar. Fico louca com isso e não consigo fazer elas entenderem que é sujo e nojento.

Não comer pizza – Isso já virou perseguição para mim. A Bruna nunca comeu pizza, não tinha quem conseguisse a convencer de provar. Enquanto isso a Manu desde bebezinha amava. Com 1 ano e meio comia 2 pedaços sozinha! Até que virou tudo ao avesso. Do nada a Bruna experimentou uma pizza e amou (já faz 1 ano), e hoje come quase todos os sabores principais, e a Manu cismou que não gostava mais de pizza! Não come de jeito nenhum. O que me impede de sair com elas para uma pizzaria pois sempre uma das duas não comia. Quer ser mais anti-social do que não comer pizza?!

Chupeta – Esse é um tema que merece um post especial só para ele. Sofri muito na retirada da chupeta da Bruna, e conforme se aproxima para a Manu, parece que cada vez mais ela esta viciada e quer chupar 24hs por dia. É só chegar em casa para ir correndo pegar. Se eu não deixo, não para de chorar. E como eu trabalho em casa, acabo cedendo para ter um pouco de paz. Sei que não é a melhor opção mas também sei que estão com os dias contados, já que meu limite é 4 anos assim como foi para a Bruna.

Imprimir desenho – Vocês já cansaram de ver no meu instagram as meninas desenhando ou pintando. De fato é uma das coisas que as duas mais amam fazer. E eu super estimulo. O problema é que elas passam o dia todo pedindo para eu imprimir algum desenho,  e vira uma eternidade. As duas passam horas olhando a tela até escolher qual elas querem . E é claro que isso sempre acontece quando estou super atrapalhada com coisas de trabalho e precisando usar o computador para outras coisas.

Entrar no carro – Outra parte do dia que tem sido um perrengue. Primeiro porque elas saem correndo para ver quem chega primeiro no carro e quase sempre uma delas tropeça, cai e é aquele berreiro. Depois qual porta eu vou abrir primeiro. Se eu abro a da Bruna, a Manuela chora, e vice versa. E por fim, em qual delas eu vou colocar o cinto primeiro. Agora cá entre nós, mãe de 2 ou mais filhos, tem coisa mais chata que o processo de por e tirar do carro?! Abre uma porta, abre outra, coloca cinto em uma, depois na outra, da a volta no carro, fecha as portas….

Não deixar eu falar com outra pessoa – Isso além de eu morrer de vergonha, me tira do sério. Sabe quando você sai com as crianças e encontra algum conhecido? Para mim basta cumprimentar que elas começam ” Mãe , vamos embora”, “Mae quero comer”, “Mãe to cansada”, Mãe, Mãe Mãe….!!!! Não consigo trocar 2 palavras com a pessoa que elas atormentam tanto, que realmente o melhor a fazer é deixar para conversar uma outra hora.

Escondem meus elásticos – Comprar aquelas cartelinhas com elástico de cabelo já entrou praticamente na minha lista de custo fixo . Nunca que preciso de um elástico, consigo achar. As meninas pegam todos, escondem, usam de pulseira, colocam nas bonecas…. AAAAAAAAH !!

Hora de Rezar – Desde pequena eu rezo com elas antes de dormir. Eu rezo ,e elas rezam junto. Só que agora elas cismaram que cada uma quer rezar sozinha, em voz alta, e comigo do lado. Então vocês podem imaginar que eu quase durmo até cada uma terminar o seu turno. E que ninguém fale ou interrompa quem estiver rezando, pois se isso acontecer, elas param, olham para mim, e dizem; Mamãe, vou ter que começar de novo!  E chega a noite, a gente cansada, louca para que as crianças durmam, muitas vezes respiro fundo e falo: Ok, então começa de novo!

 

E vocês, se identificam com algum desses tópicos???

 

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