Por Katia Ouang

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Vocês tem acompanhado pelas minhas redes sociais que a Bruna mudou de escola esse ano. Estava louca para falar sobre isso. Mas preferi esperar passar alguns dias de aula para eu entender melhor se havia feito a escolha certa. Para mim a escolha da escola , depois da educação dos pais em casa, é o principal fator que molda a criança para a vida.

Já é a 3a escola dela. E a cada escola um novo processo de adaptação, novas crianças, novas mães, um novo estilo de vida. E a principio se ela estiver feliz, adaptada e enturmada, só sairá dessa escola para a Faculdade.

O que aconteceu foi que em 2014 eu e o pai dela visitamos uma escola bilíngue , do lado da minha casa, e ficamos encantados. Talvez porque eu vim de um colégio enorme, me identifiquei em uma escola menor, mais focada em cada aluno e onde até o porteiro sabe o nome de cada pai e mãe que chegam por lá. Tudo novinho, moderno, organizado. E somado a tudo isso, a facilidade de aprender inglês desde pequena e não passar anos em aulas particulares ou cursos como eu fiz.

Acho que a tentação da escola bilíngue é algo que todos os pais da nossa geração passam. Quem não quer seu filho de 5 anos falando inglês com a mesma facilidade do português?

De alguns anos para cá aconteceu o boom das escolas bilíngues. Aquelas em que inicialmente só se fala inglês e depois as crianças são alfabetizadas em português e dividem as matérias nas 2 línguas. Quase todas essas escolas em período semi integral a partir dos 5 anos, o que se torna um atrativo bem forte para os pais que trabalham.

E tentada com tudo isso, me rendi a escola bilíngue em 2014 acreditando que poderia preparar minha filha para o mundo de uma maneira diferente da que fui educada mas que talvez se encaixe melhor nos dias de hoje.

No inicio de 2015 , como vocês sabem, me separei. E aí então estava absolutamente certa que manteria a Bruna na mesma escola e traria a Manu no ano seguinte. Primeiro por ser do lado de casa, fator essencial para quem mora em São Paulo, e depois por algo que eu acreditei que seria um porto seguro para mim… Em uma escola pequena existe menos bulling, as crianças são melhor acompanhadas, eu era tratada como uma amiga pela coordenadora e a orientadora, conhecia todas as mães…. A real é que me sentia protegida por ali. Sentia que a minha filha estava protegida também.

Em 2016 a Bruna passaria de meio período, para semi integral, que vai até as 15.30hs. E com isso a mensalidade praticamente dobrou. Um valor que não faz sentido, considerando que no próximo ano a Manu teria que entrar também. Um valor que pagaria 2 escolas tradicionais.

Então decidi junto com o pai delas que procuraríamos outras escolas. E eu fiquei encarregada disso já que eu sou mil vezes mais preocupada e encanada com escola do que ele.

Eu estudei minha vida inteira em um colégio super tradicional, enorme,  um dos mais fortes de São Paulo, onde só há vagas para filhos de ex alunos e mesmo assim, disputadíssimas. Mas fica do outro lado da cidade,  e eu decidi que não vou passar meu dia no trânsito. As pessoas me criticavam pois não se conformavam que eu não colocaria as meninas lá.

Perto de casa tem alguns colégios excelentes. Mas sinceramente, eu fui em todos visitar já com um bode enorme. Pois não queria tirar a Bruna do bilíngue.

Depois de optar por um deles eu estava super insegura. Sabia que me filha seria mais um número lá dentro. Além disso até o dia da matricula oficialmente todos os pais e crianças passariam por um processo de algumas etapas que incluíam apresentações e vivências. Ai que preguiça disso tudo….

Na primeira etapa eu já me perdi no colégio, não sabia nem onde estacionar o carro. Andei por 15 minutos até achar o prédio certo. Fiquei em um mau humor imensurável e só pensava na facilidade da antiga escola da Bruna.

Para minha surpresa  precisei de apenas 5 minutos para me encantar com a primeira apresentação , onde voltei ao tempo e pude pela primeira vez entender com clareza o motivo que meus pais optaram por um colégio tradicional para mim.

Tradição é tradição. Não se discute.

E ao longo das reuniões seguintes fui me apaixonando e entendendo algumas coisas que não estavam tão claras na minha cabeça. Eu e minha filha seriamos um número naquele mundo? Engano meu, desde a segunda vez que pisei na escola as orientadoras já sabiam até o nome da minha filha sem sequer terem conhecido.

Até aí tudo bem.

A questão seria, será que a Bruna vai gostar? Será que ela está preparada para sair de um ovo e ir para um mundo? Detalhe, ela ainda nem sabia que mudaria de escola.

E chegou o dia da tão esperada vivência das crianças.

Não contamos a Bruna que ela mudaria de escola até então. Apenas dissemos que iriamos conhecer uma nova escola e se ela queria ir conosco.  A reação foi que sim na hora. E então fomos eu, o pai , e ela para conhecer a “tal” escola.

As crianças foram recebidas em uma sala de aula com todo o carinho do mundo. Porém os pais não poderiam entrar. A Bruna relutou um pouco , mas depois que deram um estojo de canetinhas e um desenho para pintar ela foi numa boa.

Acompanhamos de longe o tour das crianças pela escola. Um espaço infinitamente maior do que a escola que ela estava. Com floresta, fazendinha, espaços temáticos, quadras profissionais…. aquele tamanho de escola que só as antigas conseguem ter.

E então ela veio, toda feliz e em uma empolgação que eu nunca havia visto e me disse; Mamãe, eu quero vir aqui todos os dias, é muito legal!

E eu disse; Mas Bru, e a sua outra escola?!

Ela disse: Não quero mais ir lá mamãe, aqui é muito maior , tem muito mais coisas!

Nesse momento meu coração se encheu de alegria e de certeza que estava fazendo a escolha certa.

Mais certeza então eu teria assim que ela começasse de fato.

E então no primeiro dia de aula, aquela ansiedade que não cabe no peito, todas as mães tensas na porta da classe…. Ela simplesmente entrou, pendurou a mochila onde estava escrito seu nome, e mesmo sem conhecer ninguém sentou em uma mesa, pegou uns bloquinhos e nem olhou para a porta.

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Eu quase chorei, ou melhor, chorei. Não que ela tenha  esse grau de independência e desprendimento, muito pelo contrário. Ela só foi numa boa pois estava confortável ali.

E desse dia em diante, há quase 1 mês, ela conta as horas para ir para escola. Está simplesmente amando e feliz.

E eu percebi que não poderia privá-la de todo esse espaço físico e oportunidades, além é claro, do ensino tradicional e super competente. Tudo por insegurança minha, ou até praticidade de querer protegê-la em uma escola menor.

E o inglês?

Com a diferença de custo entre uma escola e outra, talvez eu até consiga patrocinar um curso para ela lá fora mais para frente. E enquanto isso vai frequentar aulas particulares ou escolinhas chatas de inglês mas que no final, todo mundo aprende e acaba dando um jeito de se virar!

 

 

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Comentários 2

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2 Comentário:Troca de Escola { Bilingue x Tradicional}

  1. Glaucia

    Boa tarde! Os postos pararam? Estou na expectativa, gostava muito…

  2. roupinhas da carters

    Essa escola é top! Estudei lá e meu filho também estuda;)